Vendas no varejo ficam estáveis em outubro

O comércio encontra-se 6,4% abaixo do patamar recorde

O resultado de estabilidade no campo negativo foi disseminado por cinco das oito atividades investigadas pelo IBGE

Após dois meses consecutivos de queda, as vendas do comércio varejista ficaram estáveis (-0,1%) na passagem de setembro para outubro. Com esse resultado, o varejo encontra-se 6,4% abaixo do patamar recorde, alcançado em outubro de 2020. Tanto no ano quanto em 12 meses, o setor acumula ganho de 2,6%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

O resultado de estabilidade no campo negativo foi disseminado por cinco das oito atividades investigadas pela pesquisa. Entre elas, as variações mais intensas foram registradas pelos setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%), móveis e eletrodomésticos (-0,5%), combustíveis e lubrificantes (-0,3%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

“Essa variação negativa de 0,1% se compõe de muita estabilidade, inclusive em praticamente todas as atividades. Então não há protagonismo nessa composição para nenhuma delas. Já vimos há alguns meses o setor de hiper e supermercados, que tem um peso grande, puxando o índice para cima. Mas não foi o que aconteceu em outubro, mês em que tivemos um equilíbrio entre os setores”, explica o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,1%) também ficou estável na passagem de setembro para outubro. Já os setores que cresceram no período foram tecidos, vestuário e calçados (0,6%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,6%). “A atividade de tecidos, vestuário e calçados foi uma das que mais caíram no início da pandemia porque o consumo dela é muito baseado no contato com o produto. Houve uma queda intensa de março para abril do ano passado e o padrão de consumo não voltou depois disso”, analisa Santos.

“Houve também uma readequação das empresas em sua estratégia de venda, ao aderir ao e-commerce. Grandes marcas no início do segundo trimestre deste ano também anunciaram outras plataformas e isso impulsionou as vendas em um momento, mas esse movimento foi refreado pelo rendimento das famílias que não tem aumentado”, completa.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas recuou 0,9% em relação a setembro. Nessa comparação, o segmento de veículos, motos, partes e peças caiu 0,5%, enquanto o de material de construção recuou 0,9%.

Varejo recua 7,1% frente a outubro do ano passado
O comércio varejista teve uma queda de 7,1% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano anterior. É a terceira queda consecutiva desse indicador. Todas as oito atividades investigadas recuaram nessa comparação, com destaque para os setores de móveis e eletrodomésticos (-22,1%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-11%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-7,9%).

Os outros segmentos que tiveram queda na comparação com outubro do ano passado foram: combustíveis e lubrificantes (-7,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-7,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-5,6%), tecidos, vestuário e calçados (-2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,2%).

“Em outubro e novembro do ano passado, tivemos o recorde da série histórica da PMC. Isso significa que a base de comparação estava bastante elevada. Essa queda foi bastante equilibrada entre todas as atividades, que ficaram no campo negativo”, diz o pesquisador. O comércio varejista ampliado, que também teve queda de 7,1% nessa comparação, registrou recuo de 4% no segmento de veículos e motos, partes e peças e de 13,7% no setor de material de construção.

PMC
A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Iniciada em 1995, a PMC traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado (automóveis e materiais de construção) para o Brasil e Unidades da Federação. A técnica de coleta é o Questionário eletrônico autopreenchido (CASI) e a Entrevista pessoal com questionário em papel (PAPI). Os resultados podem ser consultados no Sidra.

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O comércio encontra-se 6,4% abaixo do patamar recorde

Plaenge encerra o ano com 22 lançamentos imobiliários no Sul do Brasil e no Chile

O resultado reflete o bom desempenho da empresa em um mercado favorecido por juros atraentes e uma tendência de valorização da casa

Signature é o mais recente lançamento da Plaenge em Curitiba

Maior empresa da região Sul no setor de Construção e Imobiliária pelo ranking 500 MAIORES DO SUL, do Grupo AMANHÃ, a paranaense Plaenge projeta encerrar 2021 com 22 lançamentos no Brasil e no Chile, que devem atingir um VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 2 bilhões. A classificação obedece ao critério da receita líquida: em 2020, a Plaenge atingiu R$ 1 bilhão, com crescimento de 29,8% em relação ao ano anterior.

“O destaque em 500 MAIORES DO SUL reflete o bom momento da Plaenge no mercado imobiliário que cresce em uma conjuntura de juros favoráveis aos financiamentos, baixos níveis de estoques e uma tendência de valorização da casa como espaço de conforto, bem-estar e segurança”, explica Fernando Fabian, diretor do Grupo Plaenge.

O Sul recebeu recentemente expansões da construtora, que está em Porto Alegre desde 2018 e, em 2021, anunciou a chegada da marca a Joinville (SC). No total, o grupo opera em nove cidades: Curitiba, Londrina e Maringá (PR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), São Paulo e Campinas (SP), Joinville (SC) e Porto Alegre (RS), além de estar no Chile.

Com uma gestão baseada no constante investimento na inovação do design e dos processos construtivos ao mesmo tempo em que adota um modelo conservador nas finanças, a Plaenge ultrapassa cinco décadas de história reconhecida, também, como uma empresa que oferece tradição e segurança.

“Estamos na vanguarda tecnológica do nosso segmento por meio de tecnologias como BIM, Lean Construction, Big Data e automatização. Nos últimos anos, trouxemos para o mercado imobiliário as práticas de gestão e de design do mercado automobilístico europeu, por meio da forte parceria com a Porsche Consulting, que nos permitiu ter um controle rigoroso e de alto nível de nossos processos de criação de produtos, gestão da produção e de relacionamento digital com nossos clientes”, aponta Fabian.

Fundada em 1970, a Plaenge atua nos segmentos de incorporação residencial, desenvolvimento urbano, construção civil, projetos e montagens industriais. A empresa já entregou mais de 400 empreendimentos que somam mais de 6 milhões de metros quadrados de área construída e onde vivem 100 mil pessoas. Na área industrial, a Plaenge é referência em construções sustentáveis e já executou mais de 370 obras para grandes companhias, como Coca-Cola, Sig Combibloc, Cargill e Cia. Cacique de Café Solúvel, entre muitas outras.

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O resultado reflete o bom desempenho da empresa em um mercado favorecido por juros atraentes e uma tendência de valorização da casa

Nione apresenta primeiro produto com nanopartículas de nióbio

A primeira parceira da unidade das Empresas Randon foi a Weg Tintas

Testes realizados em laboratório, com o revestimento à base de nióbio, confirmaram o incremento exponencial da resistência contra a ação de agentes corrosivos

A Nione, unidade das Empresas Randon e da Fras-le que atua no desenvolvimento, produção e aplicação de nanotecnologia, apresenta ao mercado seu primeiro produto: uma pré-mistura com nanopartículas de óxido de nióbio, que servirá como base para aplicação em revestimentos protetivos. A adição desse produto ao revestimento possibilita ganhos em resistência à corrosão, durabilidade de cor e brilho, além de permitir secagem ultrarrápida, com ganhos no processo de aplicação. A novidade foi apresentada juntamente com a inauguração da unidade fabril da empresa, localizada na cidade de Içara, região sul de Santa Catarina, na sexta-feira (3).

A primeira parceira da Nione no desenvolvimento deste produto foi a Weg Tintas, que terá como cliente a Fremax, também integrante das Empresas Randon. A Fremax contribuiu lançando o desafio de obter maior proteção contra corrosão de seus componentes, principalmente aqueles destinados aos mercados europeus e norte-americanos. As orientações e especificações técnicas guiaram a criação desta solução que será inicialmente aplicada em discos de freio, conferindo ainda mais qualidade aos itens oferecidos pela empresa, o que reforça a visão de inovação de produto da companhia. Já a companhia do Grupo Weg atuou de forma conjunta no trabalho de pesquisa e desenvolvimento da aplicação de nanopartículas de nióbio em sua nova linha de revestimentos protetivos.

Testes realizados em laboratório, com o revestimento à base de nióbio, confirmaram o incremento exponencial da resistência contra a ação de agentes corrosivos, evidenciando, em alguns casos, ganhos superiores a 400%. “O novo produto com nanopartículas de nióbio propicia ganhos de desempenho técnico, como maior resistência à corrosão, de cor e brilho, além da secagem ultrarrápida. Tais características reduzirão a demanda de energia, permitirão o uso de camadas mais finas com o aumento da vida útil do revestimento que, associadas à uma formulação à base d’água, contribuirão para um processo ainda mais sustentável”, explica o diretor da Nione, César Augusto Ferreira.

Nos próximos dias, o novo revestimento protetivo da Weg Tintas com tecnologia nanoestruturada da Nione estará em comercialização. A nova linha de discos de freio da Fremax, com a aplicação desse revestimento, chega ao mercado ao longo de 2022. Ainda, de acordo com Ferreira, o desenvolvimento de soluções com nanopartículas de nióbio não se limita apenas ao uso em revestimentos protetivos. “Seguimos no desenvolvimento de produtos nanoestruturados para as mais diversas aplicações, com destaque para metalurgia, eletroeletrônica e química”, elenca o diretor da Nione.

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A primeira parceira da unidade das Empresas Randon foi a Weg Tintas

Sicredi anuncia mais de 200 vagas em TI para todo o país

A expectativa é que as vagas sejam preenchidas até março

As vagas disponíveis são voltadas para profissionais de tecnologia de diversos níveis e áreas de conhecimento

O Sicredi anuncia a abertura de mais de 200 vagas para a área de Tecnologia da Informação (TI). As posições são para atuação no Centro Administrativo Sicredi, localizado em Porto Alegre (RS), com a possibilidade de escolha pelo formato remoto ou híbrido. As oportunidades estão alinhadas com a jornada de transformação digital da instituição, que passa pela adoção de métodos ágeis, equipes mais horizontais e diversas e pela evolução tecnológica das suas soluções. Os interessados devem se inscrever clicando aqui usando a plataforma Gupy.

O processo de transformação digital do Sicredi está em curso há alguns anos e já oportunizou a ampliação da cultura ágil e data driven, além de impulsionar a formação de times mais diversos e de possibilitar o modelo de atuação de forma remota ou híbrida. O processo seletivo reforçará ainda a plataforma inovadora e tecnológica da instituição, que acelera a atualização dos sistemas que processam seus produtos e serviços, e acompanha os avanços do Sistema Financeiro Nacional, como a entrada desde as primeiras fases no Open Finance, e os modernos meios de pagamento disponíveis hoje.

As vagas disponíveis são voltadas para profissionais de tecnologia de diversos níveis e áreas de conhecimento. Os cargos são: arquiteto(a) corporativo, analista de sistemas de negócios, agilista, UX designer, desenvolvedor(a) front-end, desenvolvedor(a) back-end, desenvolvedor(a) android, desenvolvedor(a) ios, analista de infraestrutura de TI, analista de qualidade (qa), analista de segurança da informação, product owner, cloud engineer, cientista de dados, engenheiro(a) de dados e analista de dados.

Entre os benefícios oferecidos pelo Sicredi estão: 14º e 15º salários, participação nos lucros, plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, auxílio refeição e auxílio creche.

A expectativa é que as vagas sejam preenchidas até março

Como o uso dos algoritmos pode fazer a diferença nas vendas?

Modelo já representa um quarto das vendas das categorias principais de bens duráveis

Muito provavelmente que após a inserção em um marketplace e entender seu algoritmo, suas vendas aumentem

Com um cenário cada vez mais virtual, vender em formato online tornou- se uma realidade. Os e-commerces recebem milhares de acessos todo mês e diversas empresas utilizam desse serviço para anunciarem seus produtos diariamente. Todo esse universo já se tornou um fenômeno e que não para de crescer. Segundo Felipe Mendes, general manager Latin America da GfK, 84% das empresas entrevistadas por eles vendem por esse modelo.

O marketplace ganha força e já representa um quarto das vendas das categorias principais de bens duráveis. Sendo assim, o uso dos algoritmos pode fazer a diferença. Confira.

Cada marketplace trabalha com um algoritmo
Em primeiro lugar, é essencial aprender o funcionamento do local escolhido, mas precisa ser estudado cada passo a ser tomado, desde a descrição dos produtos que chamam mais a atenção do usuário, até as fotos que podem despertar mais interesse. Lembre-se que a sua vitrine compete com a de vários outros.

Mantenha uma gestão unificada
Mesmo associado a um marketplace, muito provavelmente utiliza-se um e-commerce ou até mesmo uma loja física para vender. Então, é essencial garantir a mesma consistência na qualidade do produto, atendimento e entrega em qualquer que seja o canal. Aqui é melhor apostar em uma gestão unificada em vez de segmentar o controle de cada um. E não se esqueça, ambos precisam trabalhar e oferecer o mesmo serviço, como o tempo de entrega, por exemplo.

Esteja preparado para a demanda
Muito provavelmente que após a inserção em um marketplace e entender seu algoritmo, suas vendas aumentem. Então se você não souber atender os clientes de maneira ágil e organizada, isso te dará uma avaliação negativa, as quais são públicas e farão com que você perca um grande número de alcance.

Conheça sua concorrência
É imprescindível que você saiba o que os outros lojistas do mesmo marketplace oferecem aos usuários.

Ofereça uma ótima estrutura logística
Por fim, a última dica é em relação ao frete, já que ele é um fator determinante para que o consumidor prossiga com sua compra. Desenvolva parceria com uma plataforma de cotação e geração de fretes, ofereça mais de uma opção de transportadora e trabalhe para garantir preços baixos ou serviços grátis, sempre que possível.

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Acesse a edição digital de AMANHÃ. A matéria de capa de AMANHÃ debate o futuro das marcas na era dos marketplaces. Afinal, como atrair a atenção dos consumidores num ambiente digital lotado de ofertas? Faça seu cadastro aqui, receba diariamente a newsletter de AMANHÃ e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Modelo já representa um quarto das vendas das categorias principais de bens duráveis

Carros elétricos tiveram recorde de vendas em 2021

Infraestrutura de recarga é um dos entraves para que o modal deslanche

O Lactec viabilizou o desenvolvimento de um carregador rápido com tecnologia nacional e capacidade de fornecer 50 kW

De janeiro a outubro de 2021, foram vendidos 27.097 veículos elétricos no Brasil, número que deve chegar aos 30 mil até o fechamento do ano. Trata-se de um recorde de vendas desse tipo de carro no país, um aumento de 74% em relação a 2020. Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Para Carlos Gabriel Bianchin, pesquisador especialista do centro de ciência e tecnologia Lactec, a subida nos números era prevista. “Mesmo em um ano pandêmico, o mercado estava trabalhando com expectativas mais positivas. É uma tendência que deve se repetir nos próximos anos, com forte possibilidade que em 2025 tenhamos um aumento ainda maior”, pontua.

Isso porque as montadoras vivem uma corrida para baratear os custos de produção desses veículos e tornar o seu preço mais competitivo. O investimento inicial em um carro elétrico com autonomia de 300 km a 350 km se aproxima dos R$ 200 mil, enquanto um veículo movido a combustível fóssil com o mesmo rendimento pode custar a partir de R$ 40 mil. “O grande gargalo para o crescimento desse modal é o preço”, explica o pesquisador.

Brasil ainda carece de infraestrutura de recarga
Além do valor para o consumidor final, a popularização dos carros elétricos esbarra na infraestrutura de recarga disponível. É preciso garantir que os compradores que queiram viajar, por exemplo, possam contar com eletropostos por toda a extensão do caminho.

A recarga nos eletropostos existentes atualmente ainda não é regularizada, o que significa que não é taxada como o combustível disponível nos postos convencionais. O Lactec, que desenvolve soluções de eletrificação desde 2010, é pioneiro na bilhetagem deste tipo de serviço. “É fundamental que o mercado possa ter este negócio viabilizado e as empresas se interessem, o que o tornará mais atrativo para empresas e usuários”, esclarece Bianchin.

O centro de ciência e tecnologia também viabilizou o desenvolvimento de um carregador rápido com tecnologia nacional e capacidade de fornecer 50 kW. Com esse tipo de equipamento, a implantação de sistemas de carga de alta potência com menor custo e o deslocamento dos veículos elétricos entre cidades torna-se uma realidade.

O Lactec vem atuando em projetos de implantação de sistemas de recarga, eletrovias, sistemas de bilhetagem para recarga de veículos elétricos, em modelos de negócio para comercialização de energia em eletropostos, em sistemas inteligentes para gestão da demanda e no desenvolvimento de um caminhão elétrico para empresas distribuidoras de energia.

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Infraestrutura de recarga é um dos entraves para que o modal deslanche

Anosmia inspira Boticário a criar o Centro de Pesquisa do Olfato

Local reunirá profissionais multidisciplinares para gerar conhecimento e incentivar pesquisas

O Centro de Pesquisa do Olfato reunirá pesquisadores, médicos, especialistas em neurociência, em perfumaria e comportamento humano

O Grupo Boticário resolveu investir em uma das mais estranhas sequelas deixadas em 86% dos pacientes de Covid-19: a anosmia, ou ausência de olfato. Nascido em Curitiba, numa pequena farmácia de manipulação e hoje um dos maiores conglomerados de beleza do mundo, o grupo anunciou a criação do Centro de Pesquisa do Olfato, área dedicada ao estudo e ao desenvolvimento tecnológico e científico, com o objetivo de fomentar e difundir conhecimento em torno do tema.

“Entendemos a importância social do olfato por sermos referência no assunto. O cheiro marca momentos, nos transporta entre tempos e resgata emoções vividas. Nosso objetivo é contribuir com renomadas instituições autorizadas que, por sua vez, conduzirão as pesquisas visando a prevenção e diagnóstico de distúrbios que afetam a qualidade de vida. Foi partindo disto que decidimos ir além dos nossos frascos e usar nossa expertise para deixar um legado para a sociedade”, explica César Veiga, expert em fragrâncias do Grupo Boticário.

O Grupo também criou em novembro um hub de conteúdo para o público, hospedado no e-commerce da marca, com artigos, pesquisas e um canal de conversa para compartilhamento de relatos sobre a perda olfativa, que futuramente podem se tornar objeto de estudo.

O Centro de Pesquisa do Olfato reunirá pesquisadores, médicos, especialistas em neurociência, em perfumaria e comportamento humano, atuando em quatro pilares: Ciências das Emoções, vai se amparar na neurociência como recurso para relacionar sentidos, ativar memórias e apurar o olfato; Diversidade Sensorial, terá como premissa a investigação de diferentes percepções do olfato influenciadas pela diversidade populacional, como gerações, etnias, deficiências auditiva e visual, promovendo iniciativas de inclusão; Futuro do Olfato, atuará no aperfeiçoamento científico como forma de desvendar o sentido em todas suas camadas, mesmo as intangíveis; e por fim, Disseminação do Conhecimento, vai liderar e apoiar pesquisas acerca do tema no intuito de disseminar e democratizar conhecimento e informação para profissionais de outras áreas e sociedade.

Liderado por Gustavo Dieamant, diretor executivo de P&D, e por Rafael Muller, diretor de categoria de perfumaria, o Centro de Pesquisa do Olfato vai abrigar áreas já existentes no Grupo Boticário, que há décadas desenvolvem, coletivamente, um trabalho focado em inovação para entregar fragrâncias para o consumidor final, acumulando cases de sucesso como o uso de estudos de neurociência e inteligência artificial.

“Para nós, o olfato vai além da função fisiológica relacionada ao odor e suas memórias. Há uma relação funcional com um órgão complexo como a pele e essa interação diz muito sobre os efeitos biológicos positivos gerados por algumas fragrâncias e seus componentes, por exemplo. É uma ciência que tem sua beleza, mas também sua complexidade”, explica Dieamant, que é também doutor em Neuroimunoendocrinologia Cutânea.

Pesquisa e inovação
Entre os principais estudos que já estão sendo conduzidos no Centro de Pesquisa do Olfato, um deles investiga a evolução multissensorial com foco na fisiologia olfativa. A ideia é estimular o cérebro a entender o cheiro por outras vias, que não seja o nervo olfatório. Outra pesquisa está ligada à diversidade e inclusão.

O Diversidade Sensorial está desenvolvendo um treinamento olfativo para pessoas com deficiência visual, com o intuito de inseri-las no mercado de trabalho por meio de uma habilitação para atuar na área de avaliação sensorial do Grupo Boticário. Para o futuro, o Centro de Pesquisa do Olfato pretende apoiar pesquisas com instituições autorizadas focando no estímulo olfativo, de forma contribuir para a melhora do bem-estar.

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Local reunirá profissionais multidisciplinares para gerar conhecimento e incentivar pesquisas

Balança comercial do Sul tem déficit de US$ 2,8 bilhões até novembro

Região foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,5% das importações no ano

O Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual até outubro com saldo positivo de US$ 8,4 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2 bilhões

A balança comercial do Sul encerrou o acumulado até novembro com um déficit de US$ 2,8 bilhões. Um ano antes a região obtinha um superávit de US$ 5,1 bilhões. No período, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram US$ 46 bilhões e importaram R$ 48,8 bilhões. Os números foram divulgados nesta terça-feira (7) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual até novembro com saldo positivo de US$ 8,4 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2 bilhões. Já Santa Catarina acumulou déficit (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma peculiaridade: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil. O Sul foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,5% das importações entre janeiro e outubro.

Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no período foram soja, inclusive farelo, carnes de aves e de porco, além de tabaco. No sentido inverso, a região importou cobre, combustíveis, têxteis e peças para veículos.

Metodologia
Em abril, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Região foi responsável por 18,1% das exportações e por 24,5% das importações no ano

Saques em poupança superam depósitos em R$ 12,3 bilhões

Essa foi a maior retirada líquida para novembro desde 1995

Em novembro, o investimento rendeu 0,44%, abaixo do IPCA-15, índice conhecido como a prévia da inflação

As retiradas da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 12,377 bilhões, em novembro, informou o Banco Central (BC). Essa foi a maior retirada líquida para o mês, na série histórica iniciada em 1995. No mês passado, os depósitos chegaram a R$ 281,7 bilhões e os saques a R$ 294 bilhões. Em novembro de 2020, houve mais depósitos do que saques, com saldo positivo de R$ 1,4 bilhão.

De janeiro a novembro, foi registada retirada líquida de R$ 43,1 bilhões. Em 2020, a poupança captou R$ 166,3 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica, por influência dos depósitos do auxílio emergencial e o aumento do interesse pelo investimento, em meio à crise gerada pela pandemia de Covid-19.

Rendimentos
Em novembro, o investimento rendeu 0,44%, segundo o BC. O rendimento ficou abaixo da prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que chegou a 1,17%, no mês passado.

De acordo com a legislação atual, a remuneração dos depósitos de poupança é composta pela Taxa Referencial, que está em zero, mais 70% da taxa básica de juros, a Selic. Essa regra vale enquanto a taxa Selic for igual ou inferior a 8,5%. Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano.

Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende a TR mais 0,5% ao mês. De acordo com a expectativa do mercado financeiro, a Selic deve subir para 9,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a taxa, nesta semana.

Com Agência Brasil 

Essa foi a maior retirada líquida para novembro desde 1995

SC demanda R$ 18,5 bilhões até 2025 para obras envolvendo transportes

O valor contempla a necessidade de investimentos para o período 2022-2025 nas esferas federal, estadual, municipal e privada

Aguiar afirmou que Santa Catarina precisa de um planejamento integrado e sistêmico da macrologística para o curto, médio e longo prazos

A Agenda Estratégica da Indústria para Infraestrutura de Transporte e a Logística Catarinense revela que o estado demanda R$ 18,5 bilhões até 2025 para manter e ampliar a infraestrutura de transporte nos modais rodoviário (R$ 14,4 bilhões), ferroviário (R$ 928,7 milhões), aeroviário (R$ 1,28 bilhão), dutoviário (R$ 400 milhões) e aquaviário (R$ 1,5 bilhão). Dos R$ 18,5 bilhões, R$ 5,6 bilhões são relativos a investimentos federais, R$ 4 bilhões estaduais, R$ 200 milhões municipais e R$ 8,7 bilhões privados. As informações estão no documento, apresentado pela Federação das Indústrias (Fiesc), nesta segunda-feira (6), em Florianópolis, com a participação de lideranças industriais, políticas e especialistas da CNI e do Ministério da Infraestrutura.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, afirmou que Santa Catarina precisa de um planejamento integrado e sistêmico da macrologística para o curto, médio e longo prazos. “Essa é a grande questão de Santa Catarina. Não temos esse planejamento e não temos um banco de projetos para receber os investimentos privados”, disse. Ele salientou que uma conquista importante foi a inserção de Santa Catarina no contexto logístico nacional. “Não havia essa visão por parte do Ministério da Infraestrutura, que não considerava as cargas de valor agregado, que são as cargas características de Santa Catarina. Indo a Brasília demonstramos a necessidade e o direito de estarmos inseridos no plano logístico nacional”, afirmou Aguiar.

Em sua apresentação, ele também defendeu a elaboração do Plano Logístico de Santa Catarina, considerando a malha atual e futura do estado e incluindo o modal ferroviário. “Com as cargas de valor agregado, está comprovado que Santa Catarina tem, sim, a viabilidade de implantação do complexo ferroviário”, disse.

O diretor de política e planejamento integrado da secretaria de fomento, planejamento e parcerias do Ministério da Infraestrutura, Tito Lívio Pereira Queiroz e Silva, apresentou as principais diretrizes do Plano Nacional de Logística (PNL 2035), para o qual a Fiesc fez um conjunto de contribuições durante a fase de consulta pública, que foram contempladas pelo governo. “As necessidades são grandes em logística e os recursos são limitados. Nesse cenário é importante a participação privada nos projetos de infraestrutura”, disse. Em relação às ferrovias, ele informou que a viabilidade econômica será estudada em detalhes pelo Ministério. Mas vemos que há, sim, uma carga relevante sendo puxada por essas ferrovias quando elas forem ativadas”, explicou ele, destacando que esse cenário é baseado nas simulações feitas pelo governo federal no âmbito do PNL.

O secretário-executivo da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, destacou os principais avanços que o PNL 2035 trouxe para Santa Catarina. “Vimos as simulações (do Ministério) e como Santa Catarina se destaca. Reitero que temos um dos mais importantes complexos portuários da América Latina. Santa Catarina ocupa a segunda posição no país na movimentação de contêineres. Se considerarmos carga de valor agregado e contêiner, temos um espaço especial. Fizemos contribuições ao PNL que foram incorporadas”, declarou.

Orçamento federal: Para 2021, o orçamento do governo federal (OGU, PAC e PIL) para obras de infraestrutura de Santa Catarina prevê R$ 493 milhões, mas até novembro foram pagos R$ 191,8 milhões, ou seja, 38,9% do previsto para o ano.

Prioridades Obras Federais para 2022
BR 163: Continuidade das obras de adequação da capacidade: R$ 56,8 milhões
BR 470: Continuidade das obras de duplicação: R$ 250 milhões
BR 280: Continuidade das obras de duplicação: R$ 225 milhões
BR 282: Obras de adequação da capacidade entre Chapecó e São Miguel do Oeste: R$ 26,4 milhões
BR 285: Continuidade das obras de implantação e pavimentação: R$ 36 milhões
– Conservação, Restauração e Manutenção das Rodovias Federais (CREMA): BR’s: 470, 280, 282, 153, 158, 163, 480: R$ 400 milhões
– Bacia de Evolução e Canal de Acesso Complexo Portuário Rio Itajaí: R$ 62,5 milhões
Aprofundamento do Canal Externo Complexo Portuário Baía da Babitonga: R$ 70 milhões.

Valor Estimado Total Prioridades Federais: R$ 1,1 bilhão

Prioridades Investimentos Estaduais 2022
– Conservação Preventiva e Rotineira das Rodovias Estaduais: R$ 200 milhões Valor Mínimo: R$ 120 milhões/ano
– Investimentos do Programa Novos Rumos: SCs: 110, 108 (norte e sul), 120, 135, 283, 290, 350, 416, 417 (valores a definir)
– Garantir os Investimentos nas Rodovias Federais (BRs 470, 280, 163 e 285): R$ 465 milhões

Valor Estimado Total Prioridades Estaduais: R$ 585 milhões/ano

Prioridades Concessão – BR 101 (SC) Norte
Garantir os Investimentos Travessia de Navegantes, Itajaí e Balneário Camboriú: R$ 430 milhões

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Premium Ads conta como ampliou a monetização dos sites de clientes

Durante a pandemia da Covid-19, empresa maringaense finalista do Top de Marketing quase triplicou o faturamento

Sócios e fundadores, Michael Silva e Leandro Lanceloti escalaram o negócio com um plano ousado que incluiu investimento em tecnologias e profissionais

A Premium Ads é finalista do Prêmio Top de Marketing 2021, na categoria Comunicação, com o case “Criando soluções para empresas de mídia tradicional faturarem – e muito – no ambiente on-line”. A empresa paranaense destacada pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná (ADVB-PR), nasceu em Maringá há seis anos e tornou-se líder nacional do mercado de monetização de sites. O case finalista conta como a Premium Ads iniciou um plano audacioso para ampliar os resultados dos clientes – R$ 60 milhões já foram distribuídos em verba de mídia para 200 clientes em todo o país – e escalar seu próprio faturamento, que em 2021 será 170% maior do que em 2020, atingindo R$ 50 milhões.

Mais de 50 trabalhos foram inscritos na 49ª edição do Top de Marketing, cujo tema é “Depois deste ano, você merece um prêmio”, como um reconhecimento aos que fizeram a diferença, por meio de suas ações inovadoras neste período de pandemia. A apuração foi feita por uma plataforma virtual, desenvolvida para a entidade pela Datacenso, que também realiza a auditoria do prêmio, e contou com a avaliação criteriosa de um time de 50 jurados, entre diretores da associação e grandes nomes do mercado. Os vencedores serão conhecidos no dia 8, durante evento no pequeno auditório do Teatro Positivo, em Curitiba, com transmissão ao vivo.

“Estamos muito felizes, temos muito orgulho deste resultado. Surgimos com a observação de um problema/oportunidade em um jornal impresso local e hoje somos os parceiros que possibilitam um faturamento maior no ambiente digital a emissoras Globo, Record, SBT, grandes rádios e jornais de todo o país”, diz Michael Silva.

Em 2016, percebendo o jornal impresso de sua família, em Maringá, perder faturamento, o empreendedor Michael Silva viu a necessidade de soluções para faturar na versão online do jornal. Então, junto de seu sócio Leandro Lanceloti, vislumbrou que outros inúmeros veículos de mídia tradicional também passavam pelo desafio de monetizar seu conteúdo no ambiente online. Assim, criou a Premium Ads, empresa para ajudar empresas tradicionais de mídia a faturarem mais e conquistarem parte da fatia de mídia da Internet, descomplicando o processo de venda de mídia programática.

Em 2020, na pandemia, o cenário ficou mais difícil para os veículos de mídia. Com o varejo e serviços fechados, consumidores direcionaram suas compras para plataformas digitais e muitos anunciantes suspenderam veiculações ou diminuíram a verba em mídia tradicional para migrar investimentos para o digital.

A Premium deu início a um plano audacioso com a contratação de novos colaboradores, busca por novas tecnologias, especialização para oferecer serviços mais personalizados de forma a ampliar os resultados dos clientes, conquista de mais clientes e escalar em seu faturamento.

Além de faturar 170% acima do resultado de 2020, a Premium Ads demonstra em seu case a importância do serviço prestado à sociedade, ao contribuir para a longevidade de empresas tradicionais de mídia e para a manutenção da produção de conteúdo confiável – imprescindível em um mundo assolado pelas fake News.

O modelo de negócios da Premium consiste em perceber uma remuneração atrelada ao faturamento que seus clientes – publishers, veículos ou produtores de conteúdo – conquistam no ambiente online. Por isso, quanto maior o sucesso de faturamento de seus clientes, maior será o faturamento da Premium também. Desta forma, encontrar formas de buscar mais clientes e, principalmente, conseguir oferecer soluções que lhes permitam faturar mais é vital para o modelo de negócios da empresa.

Além disso, a Pandemia entendeu a urgência de as empresas de mídia tradicional estarem de forma profissional e competente no ambiente online – não apenas para faturar mais, mas para sobreviver. Esta era uma grande oportunidade para a Premium, mas era preciso agir rápido e fazer os investimentos e esforços necessários para aproveitar da melhor forma esta oportunidade.

De acordo com o Conselho Executivo de Normas Padrão (CENP), o cenário é de perdas para os veículos impressos de comunicação e para as emissoras de TV aberta no bolo publicitário nacional. Em contrapartida, a participação da internet cresceu absurdamente, passando de 5,1% em 2011 para 28,2% no 1º semestre de 2021.

“Percebemos que a maioria das empresas de mídia tradicional deixa de faturar no ambiente online, não por falta de conteúdo. Mas por falta de conhecimento no mundo digital, em mídia programática, tecnologia ou por terem sites que não exploram ao máximo sua capacidade de faturamento”, afirma Silva.

Principalmente com a pandemia, a Premium Ads enxergou aí uma grande oportunidade para expandir seus negócios, ao fortalecer a empresa para oferecer a solução que estes veículos precisam para faturar online. “Para isso, entendemos que precisaríamos passar credibilidade e buscamos certificações importantes que nos credenciassem, além de investimos para oferecer serviços que, de fato, trouxessem grande resultado de faturamento para estes clientes”, acrescenta Leandro Lanceloti.

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Durante a pandemia da Covid-19, empresa maringaense finalista do Top de Marketing quase triplicou o faturamento

Deisi da Costa conquista o título de Melhor Sommelier do RS

Além do concurso, foram divulgados os vencedores do Prêmio ABS-RS 2020 e 2021

“Eu sonhava com isso há muito tempo, admirava as competições dos outros estados, e agora temos o concurso no Rio Grande do Sul”, revela Deisi

Por Eduarda Pereira/Especial para o Cepas & Cifras


É da Serra Gaúcha, principal polo vitivinícola do Brasil, a vencedora do concurso Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul 2021, promovido de forma inédita pela seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Deisi da Costa, radicada em Bento Gonçalves há 10 anos, conquistou o título no sábado (4), após prova prática realizada ao lado dos também sommeliers Felipe Guarnieri de Lima (Bento Gonçalves) e Luiz Gustavo da Silva Buske (Canela).

O anúncio ocorreu durante o Wine Summit Pocket, em transmissão ao vivo no canal da entidade no YouTube. Na cerimônia, que foi realizada no Spa do Vinho, no Vale dos Vinhedos, também foram revelados os destaques gaúchos do Prêmio ABS-RS 2020 e 2021, eleitos através de voto popular, e a escolha de Babiana Mugnol, nomeada Embaixadora da associação (leia mais detalhes abaixo).

“É muito emocionante. A parte prática foi de muita adrenalina. Agora veio a confirmação de todo este esforço, dessa trajetória que é muito longa, pois o trabalho de sommelier exige conhecimento do mundo todo. A emoção é ótima. É muito gratificante ver essa valorização do nosso Estado. Eu sonhava com isso há muito tempo, admirava as competições dos outros estados, e agora temos o concurso no Rio Grande do Sul. Mais do que nunca, fico feliz por representar as mulheres. Esse título tem um valor muito grande na minha carreira, por ser valorizada e abrir esse caminho, inspirando outras mulheres”, celebra Deisi da Costa, que presta consultoria pela SOMMDE – Vinhos in English e é sócia da expedição cultural Voudevinho (@voudevinho).

Por ter conquistado o concurso, Deisi será a segunda profissional do Rio Grande do Sul a obter o Pin verde-e-amarelo. Antes dela, apenas o sommelier Vinícius de Miranda Santiago, também diretor da ABS-RS, tinha essa honraria. A sommelière de 32 anos é formada pela ABS-RS, com cursos em Negócios e Mercado do Vinho e Sommelier Master (em execução) pela associação, além de outras cinco qualificações na área. Em 2019, na primeira edição do Prêmio ABS-RS, Deisi foi escolhida na categoria Melhor Sommelier do estado.

Além do título de Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul, Deisi será preparada pela ABS-RS para participar do concurso de Melhor Sommelier do Brasil, que ocorre no próximo ano, e ganhará passagens e a hospedagem para a competição nacional. No total, os prêmios para a campeã alcançam um valor equivalente a mais de R$ 10 mil. Os três classificados para a final também foram presenteados com ingressos e hospedagem para a Wine South America 2022, em Bento Gonçalves.

Presidido por Danio Braga (presidente da ABS-Brasil) e por Vinícius de Miranda Santiago (diretor de Degustação da ABS-RS), o júri do concurso ainda foi composto por Alexandra Aranovich (publicitária e sommelière formada pela ABS-RS), André Gasperin (presidente da Associação Brasileira de Enologia – ABE), Babiana Mugnol (jornalista e sommelière formada pela ABS-RS), Júlio César Kunz (presidente da ABS-RS), Jussara Konrad (gestora da Wine South America), José Luiz Borges (presidente da ABS-SP) e Rossela Ceni (presidente da ABS-SC), além de outros diretores da seccional gaúcha da ABS.

O grupo de 15 especialistas avaliou diversos pontos entre os candidatos, como a identificação de determinadas bebidas servidas às cegas e erros em uma carta. Os três finalistas também apresentaram o serviço formal do vinho.

“Na prova teórica já nos surpreendemos com o nível dos candidatos, que tiveram médias muito boas. Os três finalistas tiveram notas acima dos outros, se destacando desde a parte teórica por seus conhecimentos. Na prática, observamos o alto nível do serviço do vinho, que mostra que a sommellerie do Rio Grande do Sul tem um belo potencial”, destaca o presidente da ABS-RS, Júlio César Kunz, que acompanhou todo o processo, desde as inscrições até as provas teórica e prática dos candidatos.

Para participar do concurso, o profissional precisava ter, ao menos, um ano de experiência como sommelier atuando no Estado. Antes do teste prático, os selecionados realizaram um exame teórico, em novembro. No total, 12 sommeliers participaram da disputa, sendo 75% homens e 25% mulheres. Quase metade dos candidatos eram de cidades turísticas da Serra Gaúcha (Bento Gonçalves, Canela, Garibaldi e Gramado) e os demais dos três maiores municípios do Estado (Canoas, Caxias do Sul e Porto Alegre).

Destaques gaúchos são homenageados no Prêmio ABS-RS
A ABS-RS também voltou a promover os destaques gaúchos do setor vitivinícola. Profissionais, empresas e região vitícola foram escolhidos pelo público, em oito categorias, no Prêmio ABS-RS 2020 e 2021. A revelação e entrega dos troféus também ocorreu na noite de sábado.

Com mais de 1,3 mil votantes, foram eleitos: Cobo Wine Bar (Carta de Vinhos); Garbo Enologia Criativa (Vinícola); Cuvée Vinoboutique (Winebar); Clô Restaurante (Serviço de Vinho em Restaurante); Casa Valduga (Melhor Experiência de Enoturismo); Cesar Curra (Personalidade do Vinho); Boccati (Loja de Vinho); e Vale dos Vinhedos (Paisagem Vitícola). A votação on-line foi realizada entre os dias 15 e 22 de novembro, diretamente no site da ABS-RS.

A entidade também elegeu, de forma exclusiva, a jornalista e sommelière Babiana Mugnol, Rádio Gaúcha Serra e colunista do jornal Pioneiro, como Embaixadora ABS-RS 2021. A distinção homenageia a personalidade que mais se destacou em divulgar as ações da associação.

Além do concurso, foram divulgados os vencedores do Prêmio ABS-RS 2020 e 2021

Mills anuncia aquisição da gaúcha Altoplat por R$ 72,5 milhões

Companhia tem aproximadamente 417 equipamentos

No seu plano de desenvolvimento, a Mills prevê aumento significativo de sua oferta de equipamentos nos próximos anos

A Mills, empresa líder na locação de equipamentos para a execução de trabalhos em altura na America Latina, informou nesta segunda-feira (6) que fechou um acordo de compra e venda para adquirir a totalidade do business de plataformas elevatórias da Altoplat e Juceli por R$ 72,5 milhões. Com aproximadamente 417 equipamentos, a Altoplat é atualmente a maior locadora de plataformas elevatórias em Porto Alegre (RS), com clientes de setores como siderurgia, construção, petroquímica e educação.

A transação está alinhada aos objetivos estratégicos da Mills relacionados à melhoria da experiência dos clientes, ganho de escala, sinergia, capacidade de alocação de capital de forma disciplinada, além de complementar a sua frota e sua posição de liderança no Brasil.

“Depois da compra da SK Rental, a aquisição da totalidade do business de plataformas elevatórias da Altoplat fortalece ainda mais a posição da Mills como referência em todo o território nacional. Essa capilaridade ajuda a proporcionar uma relação mais próxima do cliente e rapidez no atendimento de diversas demandas”, celebra o CEO da Mills, Sergio Kariya, em nota.

A compra da totalidade do business de plataformas elevatórias da Altoplat aumentará em mais de 400 unidades a quantidade de equipamentos da Mills, que já tem a maior frota da América Latina e alcançará aproximadamente 9 mil unidades. No seu plano de desenvolvimento, a Mills prevê aumento significativo de sua oferta de equipamentos nos próximos anos, já considerando ainda novas tecnologias que visam maior eficiência energética.

“Essa aquisição contribui com nosso plano de crescimento acentuado, incluindo a ampliação de setores atendidos, abertura de novas filiais e inovações tecnológicas voltadas para aumentar a nossa oferta de serviços, estratégias alinhadas aos nossos sonhos de crescer, encantar e transformar nossa rede de clientes, colaboradores, parceiros, acionistas e a sociedade em geral”, inform Kariya.

As empresas precisam realizar algumas obrigações usuais neste tipo de operação para que a compra possa ser concluída e, durante o processo, que deve durar entre um e dois meses, as atividades realizadas com clientes e fornecedores de ambas não sofrerão nenhuma alteração.

Companhia tem aproximadamente 417 equipamentos

Carência global de semicondutores prejudica indústria automobilística em novembro

Apesar do retorno às atividades da maioria das fábricas, o ritmo de produção contínua prejudicado

Cerca de 300 mil veículos devem deixar de ser produzidos em 2021 por causa da falta de componentes

A inédita crise de oferta, provocada pela carência global de semicondutores, continua derrubando os números da indústria automobilística, e não foi diferente em novembro. Mesmo com uma ligeira melhora de 6,5% nas vendas na comparação com outubro, os resultados ficaram muito aquém para um mês historicamente aquecido. Os 173 mil veículos licenciados representaram um recuo de 23,1% sobre o mesmo mês de 2020, no pior novembro em 16 anos, segundo as estatísticas apresentadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Autoveículos (Anfavea).

Apesar do retorno às atividades da maioria das fábricas, o ritmo de produção contínua prejudicado. Em novembro foram produzidas 206 mil unidades, 15,1% a mais que em outubro, porém 13,5% a menos que em novembro de 2020, configurando o pior resultado para o mês desde a crise (de demanda) de 2015. As exportações também não trouxeram alívio no mês passado, com apenas 28 mil unidades embarcadas, queda de 6% em relação ao mês anterior e de 36,3% sobre novembro do ano passado.

“Temos muitos veículos incompletos nos pátios das fábricas, à espera de componentes eletrônicos. Esperamos que eles possam ser completados neste mês, amenizando um pouco as filas de espera nessa virada de ano”, afirmou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, acrescentando que a expectativa para o próximo ano é de uma melhora gradual no fornecimento de semicondutores, embora a solução completa da crise só esteja prevista para o final de 2022. Nos cálculos preliminares feitos pela associação, cerca de 300 mil veículos devem deixar de ser produzidos em 2021 por causa da falta de componentes. Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), as montadoras seguem recusando novos pedidos, pois não é possível entregar em tempo hábil.

De acordo com Moraes, chama a atenção a diferença de desempenho de mercado dos veículos de transporte de carga, muito superior ao dos modelos voltados para passageiros. No acumulado do ano, caminhões cresceram 46,3%, picapes 28,4% e furgões 27,8%, quando comparados aos volumes do acumulado do ano de 2020. Por outro lado, automóveis recuaram 1,3%, vans cresceram 1,6% e ônibus subiram apenas 0,7%. “Dentro do universo de automóveis, vale uma ressalva para a evolução de vendas dos SUVs, que cresceram 30% sobre o ano passado e em novembro representaram impressionantes 45,5% do total de carros de passeio”, destacou Moraes.

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Apesar do retorno às atividades da maioria das fábricas, o ritmo de produção contínua prejudicado

Salto de 48% na tarifa do gás natural deixa indústria em alerta

Só em 2021, o insumo para o setor acumula alta de 82%

A projeção de reajuste de 48% na tarifa do gás natural a partir de 1° de janeiro de 2022 preocupa a indústria de Santa Catarina

A projeção de reajuste de 48% na tarifa do gás natural a partir de 1° de janeiro de 2022 preocupa a indústria de Santa Catarina. A estimativa de aumento é da SCGás e o percentual precisa ser aprovado pela Agência Reguladora (Aresc). Só em 2021, o insumo para o setor industrial acumula alta de 82%.

“O gás é um insumo fundamental para a indústria. Em alguns setores, ele representa até 30% do custo de produção. As empresas não têm como absorver um aumento dessa magnitude. Elas já enfrentam alta no preço das matérias-primas. O reajuste do gás é mais um componente que se soma a esse ambiente adverso e que alimenta a inflação”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, em nota.

O presidente da Câmara de Assuntos de Energia da Fiesc, Otmar Müller, lembra que em 2021 entrou em vigor a lei que instituiu o novo mercado de gás no país, que possibilita a abertura do mercado a novos fornecedores e redução de custos, por exemplo.

“O fato é que isso não aconteceu. Existem novos fornecedores aptos, mas a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) não emitiu a tempo as regulações necessárias para o uso e a precificação dos gasodutos. Isso impede que novos fornecedores possam assegurar a entrega do gás à SCGÁS. Assim, continua o monopólio da Petrobras no mercado brasileiro. Dessa forma, empurra-se para a indústria o peso de uma conta que não é dela. Não há como suportar”, escreveu, também em nota.

Só em 2021, o insumo para o setor acumula alta de 82%