CMPC compra ativos da paranaense Iguaçu Celulose

A transação inclui ativos no Paraná e em Santa Catarina, além de florestas de pinus

A CMPC é a 11ª maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC

O grupo chileno CMPC anunciou a aquisição dos ativos da Iguaçu Celulose Papel, segunda maior fornecedora de sacos industriais no país. O negócio será fechado por cerca de R$ 946 milhões. Com isso, a multinacional entra no mercado local de embalagens. A transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa, segundo a CMPC, é que o negócio seja consumado em até três meses.

O negócio inclui ativos de celulose, papéis e sacos de papel no Paraná e em Santa Catarina, além de florestas de pinus. A CMPC informou, por meio de fato relevante, que o acordo contempla três fábricas com capacidade produtiva anual de 105 mil toneladas de celulose, 120 mil toneladas de sack kraft e 21 mil toneladas de papéis especiais, além de linhas de conversão com capacidade de 500 milhões de sacos de papel por ano.

A negociação envolve as fábricas de São José dos Pinhais (PR), Piraí do Sul (PR) e Campos Novos (SC), além de área florestal no Paraná. Em outra negociação com um fundo de investimentos local a CMPC negociou as terras do grupo localizadas no Paraná. A fábrica de pasta mecânica de madeira de Frei Rogério (SC) não foi adquirida. Uma área de plantio de pinus, com aproximadamente 1,9 milhão de metros cúbicos, também faz parte da transação.

No Brasil, a CMPC já estava presente com produção própria de celulose de eucalipto, com uma fábrica de Guaíba (RS), e florestas. A CMPC é a 11ª maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC.

A transação inclui ativos no Paraná e em Santa Catarina, além de florestas de pinus

Eis as profissões mais procuradas pela área de TI

A média salarial pode ser superior a R$ 3 mil

A Acate produziu um estudo mapeando os profissionais mais buscados no setor de TI

O mercado de tecnologia é o futuro para quem busca um bom emprego. Como toda grande revolução tecnológica, a tendência é que alguns setores diminuam o volume de vagas, substituindo mão de obra humana por automatização, enquanto do outro lado, alguns segmentos, como o de tecnologia, criam novas demandas constantemente.

Em agosto, a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) produziu um estudo mapeando os profissionais mais buscados no setor de TI. No topo da lista, os cargos mais buscados são os de desenvolvedores, ou seja, os responsáveis pela programação e criação de novos sistemas. Em primeiro lugar está o desenvolvedor full-stack (22,6%) seguido pelo desenvolvedor de back-end (18,4%) e desenvolvedor front-end (12,4%). Somados, os três cargos ocupam mais da metade das buscas.

Outro fator importante apontado pela pesquisa da Acate foi a média salarial superior a R$ 3 mil, sendo até três vezes mais do que a média da indústria. A pesquisa também mapeou as principais competências que as empresas buscam na hora de selecionar os candidatos: conhecimento de metodologias ágeis: (27,8%); experiência profissional na área (25,2%); habilidades de execução de projetos (24%); e domínio de linguagens de programação (21,6%).

Foi identificado, também, que as empresas atribuem grande valor às soft skills, sendo estas, um grande diferencial na hora de buscar um emprego na área. Dentre as mais buscadas pelas empresas estão: resolução de problemas (90,8%); trabalho em equipe (78%) e proatividade (68%).

O investimento na sua carreira deve ser feito na área que você possui maior afinidade. Não foque demasiadamente nos cargos e competências mais procurados, foque no que você sabe que irá tirar o melhor proveito possível. Ser um excelente designer de produtos pode render muito mais frutos do que ser um desenvolvedor full-stack medíocre.

A média salarial pode ser superior a R$ 3 mil

Edição 339

Um ano de superação

As empresas que sobreviveram à economia atacada pelo coronavírus conseguiram elevar seus índices de desempenho

Leia nessa edição

A maior das 500

Bunge aposta alto em gestão inteligente da cadeia produtiva

PwC

A consultoria dá início ao maior ciclo de investimentos já realizado no Brasil

Setores

Vários segmentos tiveram aumento das vendas, mas seguem desafiados a obter melhores margens

Especial

Cooperativas do Sul projetam investimentos gigantescos para os próximos anos

Paraná

Energia e agro predominam no topo da lista das maiores empresas do Paraná

Santa Catarina

O menor estado do Sul supera os vizinhos em rentabilidade e baixo endividamento

Rio Grande do Sul

Sicredi segue na frente, mas a Serra Gaúcha apresenta uma nova líder

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Um ano de superaçãoAs empresas que sobreviveram à economia atacada pelo coronavírus conseguiram elevar seus índices de desempenho

BNDES apoia investimentos em saneamento em seis cidades do Paraná

Pato Branco, Arapongas, Londrina, Dois Vizinhos, Imbituva e Castro serão beneficiadas

A operação da Sanepar foi a primeira com uma companhia estadual após a alteração do Marco Legal do Saneamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará a ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário e fornecimento de água da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em seis cidades do Paraná. Com a operação, 37.670 pessoas passarão a ter acesso à rede de esgoto e a capacidade de reserva de água deve ser ampliada em 7,2 milhões de litros, aumentando a qualidade de vida e a segurança no fornecimento. Durante o período das obras, 6.560 postos de trabalho devem ser gerados.

O diretor de crédito à infraestrutura do BNDES, Petrônio Cançado, destaca a importância do apoio ao setor. “As operações do BNDES para o setor de saneamento são fundamentais para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população urbana, contribuindo para a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades abrangidas pelos respectivos projetos”, avalia. O apoio de R$ 311,6 milhões viabilizará o aumento do sistema de esgoto em Pato Branco e Arapongas, além do incremento na rede de fornecimento de água em Londrina, Dois Vizinhos, Imbituva e Castro.

O resultado esperado é a melhoria na qualidade de vida da população dessas cidades, com reflexos positivos também nas economias locais, seja pela geração de emprego e renda ou pelo aumento da produtividade. De acordo com o relatório “Impactos de investimentos em água e esgoto sobre indicadores de saúde”, editado pelo BNDES, um município que recebe um novo projeto de saneamento básico pode reduzir em 1,1% as internações hospitalares e, no caso de bebês, esse índice pode chegar a 4%. O texto menciona ainda um estudo da Unesco que estima que cada dólar aplicado no setor de saneamento gere entre US$ 5 e US$ 28 de retorno para a economia.

“A operação da Sanepar foi a primeira com uma companhia estadual após a alteração do Marco Legal do Saneamento, trazendo perspectivas positivas para o fluxo futuro de operações de crédito do BNDES para o setor”, explica Cançado.

Entre as melhorias a serem implementadas no sistema de esgoto, destacam-se as 7.577 novas ligações (sendo 3.677 em Pato Branco e 3.900 em Arapongas), além da ampliação das redes e tubulações complementares em 190,4 km. Do ponto de vista do fornecimento de água, serão construídos 12 novos reservatórios em Dois Vizinhos, Imbituva e Castro, que ampliarão a capacidade de reserva de água em 7,2 milhões de litros, representando um aumento de 100% do limite atual.

Como consequência, o índice de continuidade de abastecimento (acompanhamento do tempo de fornecimento adequado de água), que oscila entre 75% e 80% nas três cidades, deverá chegar a 100%. Já em Londrina, entre as principais intervenções, está a instalação de uma nova estação de tratamento de água no sistema produtor Jacutinga.

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Pato Branco, Arapongas, Londrina, Dois Vizinhos, Imbituva e Castro serão beneficiadas

TIM investe na expansão comercial no Sul

Empresa fecha o ano com novos pontos de venda

“Esses investimentos mostram o quanto a região Sul é relevante para a TIM Brasil”, salienta Homero Salum, gerente de engenharia da TIM Brasil

Líder de mercado na região Sul, com 37,1% dos clientes de telefonia móvel, a TIM fecha o ano de 2021 com excelentes resultados nos três estados, avanço no plano de investimentos de infraestrutura de rede e expectativa de aumento da sua presença comercial e de cobertura do sinal em 2022. Ao longo deste ano, a operadora, que já é líder na oferta do 4G em 100% das cidades de Santa Catarina e no Paraná, avançou em mais 100 cidades a cobertura de quarta geração do Rio Grande do Sul, chegando a 365 municípios (96,6% da população urbana coberta). O número de cidades gaúchas cobertas também deve aumentar em 2022 para mais 34. Serão 100% das cidades gaúchas cobertas até 2023. A operadora também consolidou sua liderança na entrega da tecnologia 4.5G no Paraná. Já são 200 cidades. Com a realização do leilão do 5G, em novembro, a empresa agora prepara a rede para a implantação do 5G nas três capitais do Sul, ainda em 2022.

“Trabalhamos fortemente consolidar ainda mais nossa presença e liderança de mercado na região. São investimentos robustos em infraestrutura de rede, tecnologia e inovação para garantir que nossos clientes tenham a melhor experiência com nossos serviços. Além da forte evolução da cobertura 4G seguimos preparando o caminho para a chegada da tecnologia 5G que, acreditamos, irá democratizar o acesso à saúde, à educação à distância e a inclusão e transformação digital nas cidades, estimulando a geração de mais negócios e oportunidades para a vida dos brasileiros”, afirma Christian Krieger, diretor comercial da TIM para a região Sul.

Além da ampliação de cobertura em novas cidades, a TIM fez robustos investimentos em tecnologias já existentes para maior qualidade e capacidade do sinal e velocidade no tráfego de dados, como a ativação de frequência de 700 MHz, NarrowBand IoT e Massive MIMO. O Massive MIMO, por exemplo, permite aumento de até quatro vezes da capacidade da rede em relação às soluções tradicionais. Já a frequência 700MHZ, possibilita maior cobertura em locais mais afastados e distantes das antenas e em ambientes indoor, como shoppings e estacionamentos subterrâneos.

Em grande parte das novas torres, a TIM implantou o inovador projeto SkyCoverage, o qual pode usar sites off-grid para expandir a cobertura 4G, especialmente nas estradas e em locais de difícil acesso e sem energia elétrica disponível. Os sites off-grid têm geração própria de energia solar e utilizam ainda baterias de lítio, com maior autonomia e capacidade para ciclos de carga e descarga e maior vida útil do equipamento. Somente no Paraná, a infraestrutura – com previsão de 157 novas estações no biênio 2021/2022 – cobrirá 2.800 quilômetros de rodovias, além de distritos e vilas. Esse projeto também contempla a cobertura de oito resorts com foco no desenvolvimento turístico da região.

“Esses investimentos mostram o quanto a região Sul é relevante para a TIM Brasil. Além dos projetos para ampliação da nossa cobertura, a estratégia da companhia contempla projetos pioneiros nos três estados voltados especialmente para a implantação de novas tecnologias que já vêm trazendo ainda mais qualidade para a rede como o Massive Mimo, NB-IoT e VoLTE”, salienta Homero Salum, gerente de engenharia da TIM Brasil. A tecnologia VoLTE (Voz sobre a rede LTE) já está 1.059 cidades do Sul, reforçando a meta da operadora de levar a qualidade HD nas ligações para sua base com a melhor na experiência dos usuários.

Entre os principais pontos já beneficiados com melhorias no Paraná estão: rodovia Guaratuba/Garuva, no acesso de Itapoã (50% já coberta); Distrito de Piquirivaí, em Campo Mourão (melhoria no sentido Cascavel) e o Distrito Guaiporã, em Cafezal do Sul (entre Umuarama e Guaíra). Em Santa Catarina, já foram feitas melhorias no pedágio de Garuva (BR 376/101), Porto Escalvado (Itajaí), no trecho entre a rodovia Itajaí/Navegantes e no trevo da entreda da Praia da Pinheira (Município de Palhoça). Os trechos do Rio Grande do Sul com melhorias já finalizadas são Campo Bonito em Torres (com melhorias entre Torres e Três Cachoeiras) e Aguapés, em Osório (entre Osório e Maquiné).

Outra inovação em andamento é a solução denominada SLS (Street Level Service), planejada para locais de alta concentração de tráfego e com baixo impacto ambiental. O projeto-piloto já foi instalado em dois pontos da Avenida Atlântica de Balneário Camboriú. Outras 15 estações estão previstas para 2022 e que, além de Balneário Camboriú, beneficiarão clientes em Jurerê (Florianópolis), Itapema e Bombinhas.

Com foco na modernização, na maior experiência de interatividade com seus clientes e na maior diversidade de produtos, a TIM também investiu fortemente na reforma e inaugurações de 33 lojas entre próprias e revendas. Entre julho e novembro deste ano, foram reformadas as lojas próprias da Rua da Praia (RS), Muller Joinville (SC) e as da Barão Curitiba e da XV de Novembro (PR). Outras quatro lojas passarão por reforma em 2022.

Entre as revendas, foram 13 pontos de vendas reformados esse ano, sendo 7 no Paraná, 4 em Santa Catarina e duas no Rio Grande do Sul. Além disso, a empresa segue investindo na abertura de novos pontos. Ao longo deste ano, foram três novas lojas no Paraná, cinco em Santa Catarina e oito no Rio Grande do Sul. Outras 22 novas revendas estão previstas para inaugurar no próximo ano: seis (PR), duas (SC) e 14 no Rio Grande do Sul. Empresa fecha o ano com projeção de expandir ainda mais seus pontos de venda nos três estados, entre lojas próprias, revendas, varejo e com parcerias com comércios para comercialização de produtos e serviços da operadora.

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Empresa fecha o ano com novos pontos de venda

Aumento da Selic afeta poupança e financiamento imobiliário

Rendimentos e prestações serão indexados pela TR

Apesar do aumento do rendimento, a poupança ainda perde para a inflação

Com a elevação da taxa básica de juros, a Selic, anunciada nessa quarta-feira (8) pelo Banco Central, de 7,75% para 9,25% ao ano, o cálculo do rendimento da poupança volta para a regra antiga. A nova taxa básica também afeta financiamentos imobiliários e a correção do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Isso acontece porque a Taxa Referencial (TR), que estava zerada, vai subir com o aumento da taxa Selic. A TR é calculada pelo Banco Central a partir dos juros das Letras do Tesouro Nacional (LTN), que variam seguindo a Selic. A Taxa Referencial é usada como indexador para a correção das aplicações da caderneta de poupança, das prestações dos empréstimos do Sistema Financeiro da Habitação e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No caso do FGTS, a correção do saldo é a TR mais 3%. E nos empréstimos para a compra da casa própria, a taxa corrige as prestações.

Segundo o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional de Executivos (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a estimativa é que a TR fique em torno de 0,05%. Oliveira lembrou que quando a Selic estava em 9,25% ao ano, em julho de 2017, a TR chegou a 0,0623%. Mas só será possível conhecer a nova taxa quando o Banco Central divulgar o cálculo mensal da TR referente a dezembro. “A TR não vai subir para um patamar que inviabilize o pagamento das prestações do financiamento imobiliário porque estará em um percentual baixo”, avalia.

Poupança
De acordo com a legislação, quanto a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, a remuneração dos depósitos de poupança é composta pela TR mais 70% da taxa Selic no mês. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança volta a render TR mais 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Segundo simulação da Anefac, com uma aplicação no valor de R$ 10 mil pelo prazo de 12 meses, o investidor acumula rendimento de R$ 680, totalizando R$ 10.680 ao final desse período.

De acordo com a Anefac, a poupança ganha em rendimentos dos fundos de renda fixa, principalmente nas aplicações de baixo valor, porque há cobrança de taxas de administração mais altas. Nos investimentos em poupança, não há cobrança de taxa de administração. “Assim, a caderneta de poupança vai continuar sendo uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano”, explica a Anefac.

Inflação
Apesar do aumento do rendimento, a poupança ainda perde para a inflação. A expectativa de analistas de mercado é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) fique acima 10%. Mas não é só a poupança que perde para a inflação. “Com inflação acima de 10% no ano, todos os investimentos de renda fixa, variável, poupança, CDB perdem para inflação. Mas o Banco Central sinalizou que vai continuar subindo a Selic. À medida que as taxas vão subindo, os investimentos tendem a voltar a ganhar da inflação”, destaca Oliveira.

Em comunicado após a reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que “o ciclo de aperto monetário [aumento da Selic]” deve avançar “significativamente em território contracionista”, ou seja, com mais altas de juros. “O Comitê irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas [de inflação]”.

Para a próxima reunião, o comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude (1,5 ponto percentual), movimento que fará com que a Selic seja elevada para 10,75% ao ano.

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Com Agência Brasil

Rendimentos e prestações serão indexados pela TR

Empresas Randon anunciam mudanças na governança

Companhia separou a posição de presidente e CEO

Daniel Randon fortalece posição de presidente e Sérgio Carvalho assume como CEO

Em um novo passo na evolução de sua governança, as Empresas Randon anunciaram a separação da posição de Presidente e CEO, exercida atualmente por Daniel Randon. Na nova configuração, como presidente, o empresário reforça sua atuação institucional e estabelece como principal missão assegurar velocidade à internacionalização e às agendas ESG e de inovação, consideradas centrais na estratégia do grupo, frente às grandes mudanças no ambiente de negócios no Brasil e em seus mercados estratégicos. O atual vice-presidente executivo e COO, Sérgio Carvalho, assume como CEO das Empresas Randon, a partir de 1º de janeiro de 2022.

A mudança faz parte do plano de profissionalização da companhia e estava prevista desde 2019, quando Daniel sucedeu o irmão, David Randon, que na ocasião assumiu a presidência do conselho de administração. Mesmo com as novas demandas que surgiram em decorrência da pandemia de Covid-19, as Empresas Randon mantiveram o processo de preparação de lideranças e de fortalecimento das estruturas de governança, para promover as mudanças em sua estrutura organizacional, numa perspectiva de consolidação da liderança em seus mercados, expansão e perenidade do negócio.

Na nova estrutura (veja ilustração abaixo), Daniel reporta ao conselho de administração e segue apoiando o novo CEO e o comitê executivo do grupo, além de liderar os comitês operacionais internos dedicados à implementação da agenda ESG, às estratégias para fortalecimento de marca e reputação e às questões relacionadas a ética e compliance. As áreas de relações institucionais e comunicação corporativa seguem reportando diretamente ao presidente.

Na posição de CEO, Carvalho passa a liderar o comitê executivo das Empresas Randon e estará à frente das quatro divisões de negócio do grupo, incluindo a divisão de serviços financeiros e digitais, que não estava sob sua responsabilidade na posição anterior. Com isso, Carvalho passa a liderar a Divisão Montadora, que inclui todas as operações da Randon Implementos; a Divisão Fras-le, que inclui a empresa e as suas unidades controladas. Na Fras-le, Sérgio mantém a posição de presidente e CEO; a Divisão Autopeças, que inclui as unidades Castertech, Suspensys, Master e Jost Brasil; e a Divisão Serviços Financeiros e Digitais, que inclui as empresas de consórcio e seguros, o Banco Randon e R4 Digital, fintech criada com a 4all.

Além das áreas matriciais, as corporativas também passam a reportar para o novo CEO, reconhecido pelo profundo conhecimento do setor e pela bem-sucedida trajetória em posições de alta gestão, boa parte dela nos Estados Unidos. O mesmo acontece com as unidades dedicadas à inovação e tecnologia: Centro Tecnológico Randon (CTR), Nione, Randon Tech Solutions – RTS Industry, Randon Ventures e Conexo.

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Companhia separou a posição de presidente e CEO

Campanha marca os 30 anos das Tintas Verginia

As ações contemplam um filme com o novo manifesto da marca

Desde agosto, a cada R$ 250 em compras em qualquer loja ou no e-commerce, o cliente ganha um cupom para participar dos quatro sorteios e concorrer a prêmios que somam R$ 50 mil

A marca curitibana Tintas Verginia completa 30 anos e comemora a data com uma série de ações de marketing, publicidade e comunicação voltadas para clientes, fornecedores, colaboradores e parceiros. Uma das primeiras ações lançadas pela marca foi a campanha “Verginia 30 anos – Pinte a vida com Prêmios Incríveis”, que termina no dia 17 de dezembro e é destinada aos consumidores. Desde agosto, a cada R$ 250 em compras em qualquer loja ou no e-commerce, o cliente ganha um cupom para participar dos quatro sorteios e concorrer a prêmios que somam R$ 50 mil.

Institucionalmente, a marca trabalhou o sentimento de pertencimento dos colaboradores, com um book que traz os pilares, valores e objetivos da marca chamado “Nosso Tom”, inserindo a história dos colaboradores na própria história da marca. “O book surgiu da necessidade de alinhar todos os processos e valores da marca e também mostrar para os colaboradores que eles fazem toda a diferença nesses anos de história. Temos funcionários que estão com a gente desde o início e queremos que eles continuem”, diz Eduardo Bathke, diretor de estratégia e projetos da Tintas Verginia.

Para finalizar o ano, a marca lança nesta semana o filme “Há 30 anos a nossa vida é colorida pela sua” que traz um manifesto de agradecimento e boas novas para 2022. O filme, lançado nas redes sociais da marca junto com uma campanha publicitária feita pela agência curitibana CandyShop, desdobrou-se em spots para veiculação nas TVs e rádios de Curitiba e região metropolitana.

A marca, com a estratégia e assessoria da agência NQM Comunicação, enviou um press kit para um time de influenciadores e jornalistas que apoiaram a Tintas Verginia nos últimos anos. O press kit incluía, além do flyer da campanha, livros de colorir e uma caixa de lápis de cor, destacando novamente a ideia de colorir a vida junto com a marca – estreitando o relacionamento com os veículos e apresentando o posicionamento para um público estratégico.

As ações contemplam um filme com o novo manifesto da marca

Produção industrial gaúcha avança 2,7% em outubro

Crescimento se dá pelo bom desempenho dos setores de veículos

No acumulado do ano, houve alta em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (13,8%) e Paraná (11,2%)

A produção industrial registrou queda em cinco dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), na passagem de setembro para outubro. Os principais recuos foram no Santa Catarina (-4,7%), Pará (-4,2%) e Minas Gerais (-3,9). São Paulo (-3,1%) e Espírito Santo (-1,0%) completaram o conjunto de locais com resultados negativos. Já Nordeste (5,1%), Mato Grosso (4,8%) e Ceará (4,1%) tiveram as expansões mais elevadas.Os resultados da PIM Regional foram divulgados pelo IBGE.

“A queda de 0,6% na indústria nacional e os resultados negativos nesses cinco locais se dá devido à conjuntura atual. Pelo lado da produção, temos o encarecimento dos custos de produção; desabastecimento de insumos e de matérias-primas, além de um cenário de incertezas que dificultam as tomadas de decisões por parte dos produtores. Do lado da demanda, temos inflação alta e acelerada, desemprego em patamar elevado e isso tudo diminui o poder de compra e o consumo das famílias, o que impacta diretamente a cadeia produtiva”, analisa Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

De todos os estados, a maior influência veio de São Paulo, que responde por cerca de 34% da produção industrial do país. A queda de 3,1% frente a setembro foi puxada pelo baixo desempenho do setor de alimentos, com uma influência negativa da entressafra e de efeitos climáticos negativos sobre o processamento da cana de açúcar; e em segundo lugar pelo setor de máquinas e equipamentos.

No campo positivo, na passagem de setembro para outubro, Rio Grande do Sul foi a principal influência, com crescimento de 2,7%. Esse crescimento se dá pelo bom desempenho dos setores de veículos e de outros produtos químicos. Bahia é a segunda principal influência positiva também com alta de 2,7%, a segunda taxa positiva consecutiva. O crescimento sofre influência positiva dos setores de derivados de petróleo e de outros produtos químicos.

No acumulado do ano, houve alta em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Santa Catarina (13,8%), Minas Gerais (12,0%) e Paraná (11,2%). Já no acumulado dos últimos 12 meses, dez dos 15 locais pesquisados também assinalaram taxas positivas em outubro de 2021. “Os dois indicadores têm ainda a maior parte dos resultados positivos, porque acumulam resultados que foram significativos no primeiro semestre de 2021”, explica Almeida.

Na comparação com outubro do ano passado, as quedas mais intensas ocorreram no Pará (-14,2%), Santa Catarina (-12,5%), São Paulo (-12,3%) e Amazonas (-11,9%). Santa Catarina foi afetada por quedas nos setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, confecção de artigos do vestuário e acessórios e produtos alimentícios. São Paulo recuou devido à queda nos setores de produtos alimentícios, veículos automotores, reboques e carrocerias, e produtos farmoquímicos e farmacêutico; e Amazonas, por recuo na produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, e bebidas.

Também houve quedas na Bahia (-10,3%), Ceará (-9,8%) e Região Nordeste (-9,0%), com taxas mais intensas que a média nacional (-7,8%), enquanto Pernambuco (-6,9%), Goiás (-6,6%), Mato Grosso (-5,3%), Paraná (-4,9%), Minas Gerais (-4,5%) e Rio Grande do Sul (-2,2%) completaram o conjunto de locais com índices negativos nesse mês. Já Rio de Janeiro (6,6%) e Espírito Santo (6,1%) apontaram os avanços em outubro de 2021.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e região Nordeste.

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Crescimento se dá pelo bom desempenho dos setores de veículos

As Franquias do Futuro alcançam R$ 8 milhões em faturamento

Com mercado brasileiro em alta, receita de franquias cresce 7,8% no terceiro trimestre

“A meta é fechar 2021 com cerca de 750 unidades vendidas”, afirma Dhyenny Leal, coordenadora de marketing da empresa

Provedora de soluções em tecnologias da informação para franqueados on-line – com foco em franquias de marcas de suplementos alimentares, cosméticos naturais e semijoias, entre outros artigos – a empresa As Franquias do Futuro ganhou impulso com o mercado brasileiro de franchising em alta, e comemora um crescimento de quase 80% no faturamento de janeiro a outubro, em relação a igual período do ano passado. A estimativa é encerrar 2021 alcançando R$ 8 milhões.

“Nesse período vendemos mais de 500 unidades de franquias on-line, em todos os segmentos em que atuamos. A meta é fechar 2021 com cerca de 750 unidades vendidas”, afirma Dhyenny Leal, coordenadora de marketing da empresa paranaense.

Os ventos estão a favor do mercado de franquias no Brasil, que encerrou o terceiro trimestre deste ano com crescimento de 7,8% nas receitas, em comparação com o mesmo período de 2020. Entre os segmentos que têm se destacado está o de saúde, beleza e bem-estar, que se manteve na liderança de faturamento em valores absolutos: R$ 9,7 bilhões no acumulado julho a setembro, respondendo por 20% dos R$ 47,4 bilhões de todo o mercado.

Os dados são da mais recente pesquisa trimestral de desempenho do setor de franquias, elaborada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). O levantamento foi apresentado no último dia 11, durante a Expo Franchising ABF Rio 2021. De acordo com a entidade, o mercado de franquias confirma a trajetória de recuperação rumo aos indicadores do período pré-pandemia de Covid-19.

O faturamento do segmento de saúde, beleza e bem-estar registrado no terceiro trimestre deste ano subiu 9% em relação ao período idêntico do ano passado. Não foi, proporcionalmente, o que mais aumentou – este posto coube ao de franquias de hotelaria e turismo (alta de 53%), puxadas pela flexibilização das restrições da pandemia.

Ainda assim, entre 12 segmentos listados pela ABF, saúde, beleza e bem-estar segue no topo como o que mais gera receitas no mercado de franquias. A gestora de marketing de As Franquias do Futuro diz que a maior preocupação com a qualidade de vida, despertada durante a pandemia, segue contribuindo para o desempenho das vendas de artigos desse segmento.

Modelo exige pequeno investimento
No modelo de negócios de As Franquias do Futuro, baseado em franquias digitais, o franqueado não precisa dispor de grande infraestrutura física e material para realizar seu trabalho. Basta um dispositivo com acesso à internet. Estoque, logística para entrega e até o desenvolvimento do site para as vendas ficam a cargo dos franqueadores.

Com isso, o investimento inicial é reduzido, em comparação com franquias de lojas físicas, variando de R$ 9 mil a R$ 16,9 mil, dependendo do pacote de serviço adquirido. No período da pandemia, As Franquias do Futuro ultrapassou o número de 1,5 mil franqueados em todo o Brasil – tanto pessoas físicas, como jurídicas.

“Quem compra a franquia on-line tem um custo fixo de apenas R$ 39 por mês, referente à hospedagem do seu site. Além disso, sempre orientamos que, para atingir bons resultados, é preciso investir em divulgação – esta é feita pelo franqueado, utilizando o nome do seu site (não da marca, como a maioria das franquias), e ele tem à disposição uma equipe de consultores que pode auxiliar na formatação dessas campanhas”, explica Dhyenny.

O faturamento médio mensal do franqueado fica entre R$ 5 mil e R$ 10 mil e a margem de lucro na faixa de 15% a 50%. “Entre um e dois anos, tem-se o retorno do investimento”, garante a coordenadora.

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Com mercado brasileiro em alta, receita de franquias cresce 7,8% no terceiro trimestre

Banco Central eleva taxa de juros para 9,25% ao ano

O movimento já era aguardado pelos agentes de mercado

O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano. O movimento já era aguardado pelos agentes de mercado. Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude. O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano, quando a taxa subiu de 2% para 2,75% ao ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. É o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas

Inflação
Para 2021, a meta de inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA), que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%. Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 10,67%, no resultado acumulado de 12 meses encerrados em outubro deste ano.

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Com Agência Brasil 

O movimento já era aguardado pelos agentes de mercado

Terminal Gás Sul começa a operar em abril

Santa Catarina poderá vender o excedente a outros estados

A ampliação da oferta do insumo no estado é uma reivindicação antiga da Fiesc

O Terminal Gás Sul deve entrar em operação em abril, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luciano Buligon, durante reunião da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias (Fiesc), nesta quarta-feira (8). “Ontem ultrapassamos um importante desafio que era o desafio burocrático e agora podemos dizer que, a partir de abril do ano que vem, teremos uma verdadeira usina de gás natural despejando 15 milhões m³ de gás natural em Santa Catarina por dia”, afirmou. O TGS está localizado na Baía da Babitonga, no norte catarinense.

A ampliação da oferta do insumo no estado é uma reivindicação antiga da Fiesc. Atualmente, não há gás suficiente para atender o setor industrial e ainda tem o agravante da limitação de capacidade física do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) que abastece o estado. “O terminal vai ser um marco para Santa Catarina porque além de superar os desafios que temos no suprimento de gás, vai propiciar a expansão da oferta do insumo, atendendo também outras regiões”, ressaltou o presidente da Câmara, Otmar Müller.

Ele observa que o gás poderá ser transportado por caminhão até a indústria. “Inclusive é uma solução econômica e viável em relação à construção de novos gasodutos. Outro fator muito importante é a abertura do mercado de gás, com um outro fornecedor do insumo, além da Petrobras. Com o terminal, haverá concorrência e competição”, observa ele. Santa Catarina também ganha do ponto de vista tributário porque o ICMS da venda do gás para outros estados vai para os cofres catarinenses.

O secretário informou que cerca de 80 municípios catarinenses recebem gás natural hoje e o consumo médio diário é de 2,5 milhões de m³. Segundo ele, quando o terminal começar a operar, o excedente da produção do insumo será enviado para outros estados, como Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. “Esse é um grande passo que Santa Catarina está dando para construir uma solução energética. A partir do Gás Sul teremos muitas oportunidades de geração de energia e teremos gás em abundância”, declarou.

No encontro também foram discutidos os temas energias renováveis e eficiência energética. Buligon informou que o governo enviou à Assembleia Legislativa (Alesc) uma proposta de plano de transição energética para o estado, iniciativa que traça os rumos da política governamental na área. “Hoje 80% das fontes energéticas de Santa Catarina são renováveis. Temos um dos melhores índices do Brasil, mas não estamos acomodados. Fomos buscar exemplos internacionais e construímos um plano que está na Assembleia”, destacou.

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Santa Catarina poderá vender o excedente a outros estados

Trecho da Malha Sul terá R$ 10 bilhões de investimento privado

O contrato atual de concessão da Malha Sul possui 30 anos

Comitiva do Ministério da Infraestrutura esteve na Fiergs

O secretário nacional de Transporte Terrestre do Ministério da Infraestrutura, Marcello Costa, afirmou nessa quarta-feira (8), em reunião-almoço com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), que até o final de 2022 ou início de 2023 um novo operador ou a renovação antecipada estará aprovado para a Rumo Malha Sul.

O trecho ferroviário atravessa Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo e possui uma extensão total de 7.223 quilômetros, com um investimento total de R$ 10 bilhões, todo da iniciativa privada. “O projeto que o governo federal vem implementando para o país prevê uma grande transformação no modal ferroviário. O papel do governo não é investir, é regular o setor”, garantiu Costa.

O presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry, observou que a indústria gaúcha acompanha com expectativa a modernização brasileira, que possibilite avançar na área logística. O presidente citou a concessão da hidrovia da Lagoa Mirim à iniciativa privada, o projeto do porto em Arroio do Sal e o Programa de Estímulo ao Transporte de Cabotagem como notícias de grande relevância ao setor industrial. “Nas ferrovias, também observamos com atenção as iniciativas do Ministério da Infraestrutura e o programa Pro Trilhos, com previsão inicial de R$ 100 bilhões em investimentos privados neste modal”, ressaltou, reiterando a crença da entidade no desenvolvimento do Brasil tendo como base o desempenho do setor produtivo apoiado por uma infraestrutura moderna e logística adequada à competitividade mundial.

O contrato atual de concessão da Malha Sul possui 30 anos de duração e teve início em 1º de março de 1997. Uma cláusula prevê que o mesmo poderá ser prorrogado uma vez por até 30 anos. Marcello Costa observou que 61% de tudo que é transportado no Brasil é feito por via rodoviária, mas que este modal não será abandonado. “Mas no meio deste caminho há a ferrovia e a cabotagem que precisam ser destravadas”, comentou. O secretário lembrou que o Brasil possui apenas 29 mil quilômetros de malha ferroviária, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, são 280 mil quilômetros.

O senador Luis Carlos Heinze disse que a antecipação da renovação da concessão da Malha Sul, que vai até 2027, interessa ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, melhorando o investimento em ferrovias. Ele chamou a atenção para as vantagens econômicas do transporte ferroviário e para o fato de o Rio Grande do Sul ter 3 mil quilômetros de ferrovias, sendo 1,5 mil desativados.

Além do secretário Marcello Costa, a comitiva do Ministério da Infraestrutura contou ainda com o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diego Piloni; a diretora de Infraestrutura Aquaviária do DNIT, Karoline Lemos; e o superintendente regionaldo DNIT, Hiratan Pinheiro. Pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, os secretários de Desenvolvimento Econômico, Edson Brum, e adjunto de Meio Ambiente e Infraestrutura, Guilherme de Souza. O diretor de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr, representou o presidente Carlos Valter Martins Pedro.

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O contrato atual de concessão da Malha Sul possui 30 anos

AEB projeta retração das exportações em 2022

O câmbio não terá efeito algum sobre a balança comercial

O aumento das importações e a queda das exportações provocarão contribuição negativa do comércio exterior no cálculo do PIB de 2022

As exportações brasileiras deverão atingir no próximo ano US$ 262,3 bilhões, o que representará queda de 4,7% em relação aos US$ 275,3 bilhões estimados para 2021. As importações, porém, poderão crescer 4,5% ante os US$ 218 bilhões projetados para este ano, atingindo US$ 227,8 bilhões. A previsão, divulgada pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) para a balança comercial no próximo ano, indica que o superávit poderá alcançar US$ 34,5 bilhões, com queda de 39,7% em relação aos US$ 57,2 bilhões estimados para 2021.

De acordo com a AEB, o aumento das importações e a queda das exportações provocarão contribuição negativa do comércio exterior no cálculo do PIB de 2022. Além do cenário interno de indefinição com a proximidade das eleições, o principal fator a afetar a balança comercial brasileira serão as commodities (produtos primários com cotação internacional), cujos preços estão muito elevados, mas sem sustentação para isso, disse o presidente executivo da AEB, José Augusto de Castro. “Os preços das commodities devem cair em 2022”, afirmou.

Os preços do petróleo e do minério de ferro, por exemplo, já estão caindo, e a projeção é que, no próximo ano, tenham redução de 18,5% e 34,1%, respectivamente. Quanto à soja em grão, cuja previsão é de expansão do preço em torno de 11,8% em 2022, Castro alertou que “a tendência é que caia alguma coisa”. Juntos, soja, petróleo e minério de ferro deverão responder por 37,5% das exportações totais, o que significa retração se comparado ao estimado para 2021 (40,7%). Segundo a AEB, a soja deverá ser o produto líder nacional da pauta de exportação, com US$ 45 bilhões, o que representará novo recorde.

Importações
Já as importações continuam crescendo, devido à falta de componentes, contêineres e navios, o que obriga as empresas a comprar no exterior. Com isso, muitos produtos têm tido aumento de preços e quantum (quantidade) significativo nas importações. Um deles é o gás natural, que aumentou 98% em quantidade e 88% em preço. Também tiveram altas expressivas adubos (22% em volume e 48% em preço) e medicamentos (15% em quantidade e 52% em preço).

Para Castro, o câmbio não terá efeito algum sobre a balança comercial, porque o país já se acostumou com ele em patamar elevado. “Teoricamente, teria algum efeito sobre a exportação de manufaturados, mas, na prática, a gente vê que o custo Brasil é muito elevado, e o câmbio não é suficiente para compensar esse fator”.

Na importação, onde o câmbio alto poderia funcionar como um fator de barreira, Castro explicou que, sem produção de diversas mercadorias no mercado doméstico, “as empresas são obrigadas a importar ou fechar”.

Refém de commodities
O Brasil continua refém das commodities, disse Castro, ao destacar que os 15 principais produtos de exportação do país são commodities. Para o presidente executivo da AEB, ainda vai demorar muito tempo para que os manufaturados assumam a liderança no comércio externo brasileiro. “Sem reformas, não tem condições de exportar manufaturados”, enfatizou. Ele ressaltou a necessidade da reforma tributária, dizendo que, sem ela, o país continuará a exportar custos tributários. “Isso inviabiliza as exportações. A curto prazo, não consigo enxergar nada para a exportação de manufaturados”.

Castro lembrou que, no ano 2000, 59% das exportações do Brasil eram produtos manufaturados, de maior valor agregado, e que hoje são apenas 26%. “Essa diferença significa empregos que deixaram de ser gerados internamente e aumento de importação. Porque quando a gente deixa de produzir aqui, passa a importar.”

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Com Agência Brasil 

O câmbio não terá efeito algum sobre a balança comercial

BRDE libera R$ 330 milhões em crédito a empresas e cooperativas paranaenses

Créditos vão financiar obras, além de compor o capital de giro dos empreendimentos

Em 2021, quando o BRDE completou seus 60 anos de fundação, o banco chegou à marca de R$ 3,3 bilhões em operações de crédito

A agência paranaense do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou na terça-feira (7), em Curitiba, contratos de financiamento com quatro cooperativas e sete empresas do Estado. Os créditos somam R$ 330,7 milhões e vão financiar obras, maquinários e equipamentos, além de compor o capital de giro dos empreendimentos.

Em 2021, quando o BRDE completou seus 60 anos de fundação, o banco chegou à marca de R$ 3,3 bilhões em operações de crédito, sendo que R$ 1,2 bilhão foram contratados no Paraná. “Já superamos a meta para o ano, mas pretendemos fechar 2021 com R$ 3,5 bilhões em contratos. A agência paranaense responde por quase 40% desses recursos, o que mostra a pujança da nossa economia”, afirmou o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

“Os contratos assinados nesta terça são bastante diversificados, com a pulverização dos recursos para diferentes setores”, destacou Bley. “Assumimos o desafio de ajudar na manutenção e criação de empregos, principalmente durante a pandemia, e estamos cumprindo com nosso objetivo social. Tanto que recebemos o Prêmio Banking Transformation 2021 pelo Recupera Sul, um programa de crédito emergencial para a recuperação das empresas afetadas nesse período”.

O maior contrato assinado nesta terça é com a cooperativa de crédito Cresol, no valor de R$ 120 milhões. O recurso vai ajudar no financiamento de empreendimentos dos clientes e cooperados, como projetos para geração de energias limpas e renováveis, salões de beleza, panificadoras, oficinas mecânicas, marcenarias, pequenas costureiras, entre outros.

A Cooperativa Integrada financiou R$ 30 milhões, que serão investidos na melhoria das estruturas de recebimento e armazenamento de grãos, além de suporte aos cerca de 11,4 mil cooperados. A cooperativa conta com 15 unidades espalhadas no Estado, que vão receber esses investimentos, além de três indústrias e aproximadamente 2 mil funcionários.

“A modalidade de financiamento que contratamos com o BRDE, de Certificado dos Recebíveis do Agronegócio (CRA), tem um perfil de longo prazo, o que dá mais tranquilidade e solidez para a cooperativa negociar com os cooperados”, explicou o vice-presidente da Integrada, João Francisco Sanches Filho. “O banco é, provavelmente, nosso principal parceiro para fomentar os investimentos. A cooperativa tem 26 anos e, graças à parceria com o BRDE e o Governo do Estado, crescemos ano a ano”.

Ainda entre as cooperativas, a Copacol assinou um contrato no valor de R$ 15 milhões para ampliação da estrutura e aquisição de equipamentos. A C.Vale fez uma operação no valor de R$ 19,6 milhões para a compra de equipamentos. Já o contrato com o Sicoob, de R$ 50 milhões, vai atender os associados de todo o Estado da cooperativa de crédito.

Empresas
Entre as operações de crédito com as empresas está um contrato no valor de R$ 25,3 milhões com a empresa Cavernoso III Energia, para a construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Cavernoso III. O empreendimento, que está sendo instalado no Rio Cavernoso, em Virmond, no Centro Sul do Estado, terá 6,5 MW de potência instalada.

A distribuidora de insumos agrícolas Disan, que tem sede em São Miguel do Oeste e 27 unidades espalhadas na região Oeste, contratou um empréstimo de R$ 8 milhões para fomentar projetos do agronegócio, com investimentos na infraestrutura que seriam silos para a armazenamento de grãos. “São investimentos que trazem oportunidades de emprego e abre oportunidade para que mais pessoas participem do nosso negócio, que cresce junto com o agro”, afirmou a diretora da empresa, Leila Zorzetto.

O contrato da indústria de fertilizantes Agrocete foi de R$ 15 milhões. O recurso será usado para a ampliação da fábrica de inoculantes e construção de uma fábrica de fertilizantes e em um barracão armazenagem. A fabricante de tintas Alessi também fez um empréstimo no valor de R$ 15 milhões para a instalação de sua sede própria em Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba.

Também foram assinados contratos com a empresa de transportes rodoviário Vale do Piquiri, que vai aplicar R$ 12,7 milhões em capital de giro, além de R$ 10 milhões para a ampliação das instalações e aquisição de equipamentos para a Metalkraft e R$ 10 milhões para investimento e capital de giro para a produtora de sementes Sojamil.

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Créditos vão financiar obras, além de compor o capital de giro dos empreendimentos