Petrobras reduz preço da gasolina A para distribuidoras

Ajuste reflete evolução de preços internacionais

A última redução do preço da gasolina pela Petrobras foi no dia 12 de junho

A partir de quarta-feira (15), o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro, uma redução média de R$ 0,10 por litro, anunciou nesta terça-feira (14) a empresa.

“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,26 a cada litro em média. Uma redução de R$ 0,07”, informou, em nota, a companhia.

No comunicado, a Petrobras reiterou o compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, “ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”.

“Esse ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”, acrescentou a Petrobras. Segundo a estatal, a última redução do preço da gasolina pela Petrobras foi no dia 12 de junho.

Com Agência Brasil

Ajuste reflete evolução de preços internacionais

Audi retomará produção no Paraná em 2022

Fábrica de São José dos Pinhais produzirá dois modelos

Os modelos chegarão no porto de Paranaguá divididos em conjuntos de peças e partes vindos da fábrica de Györ, na Hungria, para a montagem em solo brasileiro

A Audi do Brasil confirmou nesta terça-feira (14) a retomada da produção em sua fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, a partir de meados de 2022. Os modelos escolhidos para a linha de montagem brasileira são o Audi Q3 e o Audi Q3 Sportback, ambos com motor 2.0 e a tração quattro. O anúncio foi feito em São Paulo com as participações de Carlos Massa Ratinho Junior, governador do Estado do Paraná, Johannes Roscheck, CEO e presidente da Audi do Brasil, Abílio Oliveira, presidente da Assoaudi, e demais autoridades e representantes da empresa.

A produção do Audi Q3 com motor 2.0 em suas duas carrocerias será feita em uma linha de montagem exclusiva, a mesma que produziu a geração anterior do SUV até 2019. Os modelos chegarão no porto de Paranaguá divididos em conjuntos de peças e partes vindos da fábrica de Györ, na Hungria, para a montagem em solo brasileiro.

Além da confirmação da produção local, a Audi do Brasil, em conjunto com suas concessionárias, aproveitaram a ocasião para fazer um segundo anúncio, relacionado à estratégia de eletrificação da marca no País: em uma ação inédita, a empresa das quatro argolas e sua rede de distribuidores se uniram para ampliar a infraestrutura de recarga ultrarrápida brasileira. A partir de 2022, serão investidos mais de R$ 20 milhões para instalar estações de recarga DC de 150kW em quase todas as concessionárias da marca no Brasil. Nestes carregadores, o 100% elétrico Audi e-tron, por exemplo, recarrega a bateria de 0% a 80% em menos de 25 minutos.

Histórico da produção local
A história de fabricação nacional da Audi no Brasil teve início em 1999 com a inauguração da unidade de São José dos Pinhais, no Paraná, onde foram produzidos os Audi A3 de primeira geração nacionais até 2006.

Em 2012 o governo brasileiro instituiu o Inovar-Auto, Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, e com ele a Audi do Brasil decidiu produzir no país novamente. Para concretizar a decisão, a empresa investiu cerca de 150 milhões de euros, valor próximo de R$ 500 milhões à época, na unidade paranaense.

A produção teve início em 2015 com o A3 Sedan – até hoje o único modelo com motor flex feito pela Audi em todo o mundo – e, em 2016, passou a produzir também o Q3. A fabricação do SUV seguiu até 2019, com o fim do ciclo de vida da geração anterior, enquanto o A3 Sedan foi fabricado até 2020, também com o fim do ciclo de vida da geração. Após um hiato de pouco mais de um ano, entre fim de 2020 e meados de 2022, a Audi voltará a montar dois modelos na fábrica do Paraná: os novos Audi Q3 e Audi Q3 Sportback.

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Fábrica de São José dos Pinhais produzirá dois modelos

Cooperativismo agropecuário gaúcho deve apresentar alta no faturamento

Segundo a FecoAgro/RS, elevação até o momento é de 49,2% com safras de soja e trigo

A preocupação de Pires é com a produção de milho

O cooperativismo agropecuário gaúcho teve um bom desempenho neste ano na questão do faturamento das cooperativas. A informação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Números até o mês de setembro apresentavam uma alta de 49,2% em relação ao ano anterior, o que representa um aumento nominal nos resultados devido a este faturamento. Entretanto em relação ao percentual de resultado, este deverá apresentar um percentual menor em função dos altos custos enfrentados durante a pandemia e com a elevação generalizada dos insumos no ano de 2021 que as cooperativas usam no seu dia a dia.

De acordo com o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o ano começou com uma frustração da safra de milho, seguida de uma bela safra de soja com bons preços e uma safra de trigo com liquidez e exportações. Este ano, de acordo com Pires, o trigo terá um recorde de 3,5 milhões de toneladas, e a exportação nesta temporada chega a 2 milhões de toneladas já contratadas, que é a grande notícia para a safra de 2021.

“Todos estão realizados com isso, o que traz uma perspectiva boa e com rentabilidade porque o custo não foi tão alto. E ano que vem temos que nos credenciar como player e dizer que o Rio Grande do Sul tem trigo de determinada qualidade e precisamos plantar para não deixar o importador na mão, pois ele vai querer comprar novamente”, observa.

A preocupação de Pires é com a produção de milho. Devido à falta de chuvas, segundo números da Rede Técnica Cooperativa (RTC), até dia 29 de novembro a quebra projetada era de 29,2%, mas esse número, de acordo com o dirigente, deve passar de 50%. O fato, conforme cálculos da FecoAgro/RS, deve trazer uma perda econômica de R$ 2 bilhões se considerando o volume perdido e o preço pago aos produtores para as cooperativas que estava em R$ 81 naquele momento.

A solução passa pela irrigação. “Temos insistido que o Rio Grande do Sul tem muita dificuldade para a produção de milho para a indústria de proteína animal, além de ser importante agronomicamente para a soja. Mas o clima traz um risco muito grande e estamos nos encaminhando para mais uma frustração. Quem vai colher milho são os que mantêm áreas irrigadas, por isso precisamos ter uma conversa com perspectivas para ver como podemos mudar essa celeridade de reservação de água no Rio Grande do Sul e aumentarmos nossa área irrigada de milho, só assim teremos estabilidade de produção”, avalia.

Em relação às atividades junto às cooperativas, um dos destaques do ano foi o lançamento da plataforma SmartCoop, com o objetivo de facilitar o desenvolvimento das cooperativas agropecuárias e incentivar a intercooperação. Esta inovação garantiu a primeira compra conjunta de insumos por cooperativas. Além disso, um selo de inovação foi lançado para estimular os associados a usarem a plataforma. Até o momento quatro cooperativas já chegaram no nível bronze: Cotriel, Cotrijal, Cotripal e Cotribá.

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Segundo a FecoAgro/RS, elevação até o momento é de 49,2% com safras de soja e trigo

Serviços recuam 1,2% em outubro

Setor registra dois meses seguidos de taxas negativas

Segmento de telecomunicações exerceu o principal impacto negativo na queda em serviços

O setor de serviços recuou 1,2% na passagem de setembro para outubro, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando uma retração de 1,9%. Com o resultado de outubro, o setor ainda ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 9,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

“Essa perda não elimina o ganho de 6,2% observado no período abril-agosto, mas reduz o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia. Em agosto, o setor estava 4,1% acima do patamar de fevereiro de 2020, passando para 3,3% em setembro e 2,1% agora em outubro”, destaca Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.

Quatro das cinco atividades recuaram no mês de outubro, com destaque para serviços de informação e comunicação (-1,6%), que apresentaram a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando retração de 2,5%. “O segmento que mostrou o principal impacto negativo foi o de telecomunicações. Essa queda é explicada pelo reajuste nas tarifas de telefonia fixa, que avançaram 7,33% nesse mês. Essa pressão vinda dos preços acabou impactando o indicador de volume do subsetor”, explica Lobo.

Outra atividade que puxou o índice para baixo foi a de outros serviços, com queda de 6,7%, também a segunda consecutiva, acumulando perda de 12,7%. “Essa é uma atividade muito heterogênea e nesse mês foi impactada principalmente pela menor receita das empresas que atuam na pós-colheita, fazendo beneficiamento de produtos agrícolas, e, também, pela queda em corretoras de títulos e valores mobiliários”, detalha Lobo.

Por outro lado, os serviços prestados às famílias cresceram 2,7% entre setembro e outubro, emplacando o sétimo resultado positivo consecutivo e acumulando 57,3% de crescimento nesse período. “Essa foi a atividade que mais sofreu nos meses agudos da pandemia, pois contempla os serviços de caráter presencial. Pouco a pouco, com o avanço da vacinação e aumento da mobilidade das pessoas, os serviços de alojamento e alimentação foram crescendo, mas, ainda assim, é o setor que se encontra mais distante do patamar pré-pandemia, estando 13,6% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, contextualiza o pesquisador.

Com relação a outubro de 2020, o setor de serviços avançou 7,5%, com crescimento em quatro das cinco atividades. “Essa foi a oitava taxa positiva seguida, mas com redução o ritmo de crescimento”, destaca Lobo. No acumulando do ano, o setor apresenta alta de 11%, com crescimento em todos os setores. “Nessa comparação, temos o efeito da baixa base de comparação. Enquanto indústria e comércio iniciaram a recuperação no segundo semestre de 2020, a primeira taxa positiva do setor de serviços, na comparação interanual, só ocorreu em março de 2021, mês em que os serviços cresceram 4,6%”, ressalta.

Regionalmente, a maior parte (23) das 27 unidades da federação teve retração no volume de serviços em outubro de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior. Entre os locais com taxas negativas, o impacto mais importante veio do Rio de Janeiro (-3,2%), seguido por São Paulo (-0,5%), Rio Grande do Sul (-4%), Paraná (-2,1%) e Mato Grosso (-6%).

Atividades turísticas
O índice de atividades turísticas cresceu 1% frente a setembro, sexta taxa positiva consecutiva, período em que acumulou ganho de 51,2%. Contudo, o segmento de turismo ainda se encontra 19,5% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado. “Esse índice de atividades turísticas tem um perfil muito semelhante ao perfil dos serviços prestados às famílias, pois muitas das atividades que compõem o indicador vêm desse segmento”, observa o pesquisador.

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Setor registra dois meses seguidos de taxas negativas

Recordes de ponta a ponta

BBM triplicou de tamanho em três anos graças ao diferencial de oferecer serviços que vão do transporte da matéria-prima até o cliente final

Na rota da expansão: BBM assinou memorando de entendimento para aquisição de duas empresas

Ao apresentar os principais indicadores do terceiro trimestre, Marco Modesti, CFO da BBM Logística, exaltou o recorde da receita líquida de R$ 356,2 milhões. Porém, esse não foi o único dado a ser comemorado pela empresa fundada em São José dos Pinhais em 1996. A companhia triplicou de tamanho de 2019 para cá. Boa parte desse salto se deu em razão das aquisições da Translag e Diálogo, ocorridas em setembro e dezembro de 2020. A Translag possibilitou a ampliação dos negócios em e-commerce na região Centro-Oeste, na Bahia e em Sergipe.

“Por meio da integração das operações de transporte fracionado e e-commerce, temos diminuído os prazos de entrega, e aumentado consideravelmente nossa malha de distribuição para atender o aumento do fracionamento de carga. Com essa estratégia, temos apoiado diversos setores da economia para atingirem seus mercados de consumo em todos os canais de venda”, conta André Prado, CEO da BBM.

Porém, há mais novidades a caminho. A empresa assinou dois memorandos de entendimento no trimestre passado e agora os ativos estão em fase de due diligence. Se as sinergias das aquisições forem tão boas como as últimas, a BBM tem tudo para galgar mais degraus em 500 MAIORES DO SUL. A empresa saltou 17 posições entre as 100 maiores do Paraná, alcançando a 72ª colocação.

Algo que pode frear a subida é o aumento dos custos. Prado confidencia que, em 26 anos de experiência no setor, nunca tinha testemunhado um aumento de preços tão grande em toda a cadeia. Até setembro, por exemplo, os pneus sofreram uma elevação de 20%. Por isso a companhia sempre procura fazer um processo de negociação para os repasses de preço e recomposição de margens com os cerca de 2500 clientes que possui em sua carteira. As conversas têm dado certo: a margem, no acumulado até setembro, subiu 1,5 ponto percentual para 2,8%. Mais um recorde para ser anotado.

BBM triplicou de tamanho em três anos graças ao diferencial de oferecer serviços que vão do transporte da matéria-prima até o cliente final

Taxa de juros deve continuar a subir

Previsão está na ata da última reunião do Copom

Na ata, o Copom informa que avaliou a possibilidade de fazer um ajuste maior do que 1,5 ponto percentual na Selic

A taxa básica de juros, a Selic, deve subir novamente na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em fevereiro de 2022. A previsão está na ata da última reunião comitê. A taxa Selic sofreu a sétima alta seguida, na última semana, ao passar de 7,75% para 9,25% ao ano. “Para a próxima reunião, o comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude [1,5 ponto percentual]”, antecipa a ata do Copom.

Ao avaliar os riscos para inflação, o Copom avalia que “novos prolongamentos das políticas fiscais [aumento de gastos públicos] de resposta à pandemia que pressionem a demanda agregada [procura por bens e serviços] e piorem a trajetória fiscal podem elevar os prêmios de risco [relação entre risco e rendimentos de investimentos] do país”.

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o comitê avalia que questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”, acrescenta.

Cenários
Na ata, o Copom informa que avaliou a possibilidade de fazer um ajuste maior do que 1,5 ponto percentual na Selic, mas decidiu manter o ritmo de ajuste. “Concluiu-se que o ritmo de ajuste de 1,5 ponto percentual, neste momento, é adequado para atingir, ao longo do ciclo de aperto monetário, um patamar suficientemente contracionista para não somente garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, mas também consolidar a ancoragem das expectativas de prazos mais longos”, relata o documento.

Para o Copom, a decisão fará com que a inflação convirja para a meta em 2022 e em 2023. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, ressalta.

Segundo o Copom, em um cenário com projeções para a Selic feitas pelo mercado financeiro e taxa de câmbio em US$ 5,65, a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fica em torno de 10,2% em 2021, 4,7% em 2022 e 3,2% em 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 11,75% ao ano durante 2022, terminando o próximo ano em 11,25% ao ano, e reduz-se para 8% ao ano em 2023.

Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta de inflação em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite superior é 5,25% e o inferior, 2,25%. A meta de 2022 é 3,50% e para 2023, é 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos. Ou seja, por esse cenário, a inflação ficará acima do limite superior da meta em 2021 e do centro da meta em 2022.

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Com Agência Brasil 

Previsão está na ata da última reunião do Copom

Infragás contesta aumento do gás natural

Segundo a entidade que representa a indústria catarinense de consumidores, somente neste ano a Petrobras já reajustou o preço em 57%

Atualmente Santa Catarina consome 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural

Após a previsão de aumento do gás natural para o início do próximo ano, por parte da Petrobras, em Santa Catarina o impacto deve ser de aproximadamente 43%. A Infragás, que representa a indústria catarinense de consumidores de gás natural, vem contestando a necessidade do repasse nesse patamar. “Os resultados positivos que a Petrobras vem alcançando demonstram que seus produtos poderiam ser mais competitivos. Não se justifica penalizar a indústria brasileira com um aumento tão expressivo, que tira competitividade das empresas e provoca inflação no mercado consumidor”, avalia Antônio Marcos Schroth, presidente do conselho de administração da Infragás.

Segundo a entidade, somente neste ano a Petrobras já reajustou o preço do gás natural em 57%. O valor atual é de R$ 2,33 o metro cúbico na média da indústria. Essa elevação foi responsável por 10% no aumento dos custos dos produtos das ceramistas, uma das maiores consumidoras do insumo e que empregam 12 mil trabalhadores. A previsão do novo aumento elevará os custos em 8,6%. O gás natural representa de 18% a 22% no custo final dos produtos cerâmicos e de porcelana.

Para tentar frear ou reduzir o aumento proposto pela Petrobras, a Infragás em conjunto com a SCGás, na qual a entidade possui assento no conselho de administração, governo catarinense e Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), entraram com representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As instituições consideram que, por ser monopólio, o valor do gás natural fica exclusivamente vinculado às políticas comerciais da Petrobras.

Schroth considera que essa situação pode ser revertida em 2022, com a abertura de mercado livre para o gás natural. “Essa condição possibilitaria que as empresas pudessem adquirir este insumo em outros países, estimulando a concorrência e estabelecendo um padrão mais competitivo de preços”, assinala. Atualmente Santa Catarina consome 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

Segundo a entidade que representa a indústria catarinense de consumidores, somente neste ano a Petrobras já reajustou o preço em 57%

Faturamento do setor eletroeletrônico cresce 7% no ano

Valor supera níveis pré-pandemia

Para 2022, os empresários do setor têm expectativas favoráveis

A indústria eletroeletrônica encerrou 2021 com faturamento de R$ 214,2 bilhões, com crescimento real (descontada a inflação do setor) de 7% na comparação com 2020. Este resultado também é 6% maior do que o obtido em 2019, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

“Apesar das dificuldades remanescentes da pandemia e das instabilidades do cenário econômico, conseguimos voltar aos níveis de 2019, com crescimento no faturamento e na produção do setor”, afirma o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Entre os principais problemas enfrentados pela indústria eletroeletrônica em 2021 estão as dificuldades na aquisição de matérias-primas e componentes, principalmente semicondutores; os gargalos logísticos, com o aumento expressivo dos preços dos fretes e a alta do dólar.

Outro destaque foi o aumento de 8% no nível de emprego do setor, que passou de 247 mil em dezembro de 2020 para 266 mil pessoas no final deste ano, o que corresponde à geração de 19 mil vagas nas associadas da Abinee. “Nos últimos dois anos foram gerados 32 mil empregos, o que demonstra a recuperação do setor, que vem aumentando consecutivamente suas vagas de emprego em todos os meses do ano”, observou Barbato.

A produção industrial de bens eletroeletrônicos apresentou alta de 3% em 2021 em relação ao ano passado. Já a utilização da capacidade instalada aumentou de 78% para 80% este ano, ultrapassando a média dos últimos nove anos.

Para 2022, os empresários do setor têm expectativas favoráveis. A mais recente Sondagem realizada com os associados da Abinee indicou que 65% das empresas projetam crescimento nas vendas/encomendas no próximo ano; 29%, estabilidade e apenas 6%, queda. O levantamento também identificou que 74% das empresas pretendem ampliar os investimentos no próximo ano.

O setor eletroeletrônico espera um crescimento real (descontada a inflação) de 2% no faturamento, que deve alcançar R$ 233,3 bilhões em 2022. A Abinee também projeta elevação de 2% na produção e aumento de 2% no nível de emprego, que deve passar de 266 mil para 272 mil trabalhadores.

Valor supera níveis pré-pandemia

Para 70% dos brasileiros, economia do país está ruim ou péssima

A maioria da população afirma que a situação pirou nos últimos seis meses

Três em cada quatro brasileiros diz que sua situação financeira foi afetada pelo aumento dos preços

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio do Instituto FSB, revela que sete em cada dez brasileiros consideram a situação econômica atual do Brasil ruim ou péssima. Para 80% dos entrevistados, essa é uma das piores crises econômicas que o país já enfrentou. Apenas 22% da população acreditam que, em comparação com os últimos 6 meses, a economia melhorou. Para 56%, ela piorou. A visão de futuro está dividida: 34% estão otimistas e acreditam que a situação vai melhorar um pouco (27%) ou muito (7%); 27% acham que ela vai permanecer estável e 32% estão pessimistas. Para estes últimos, a economia ainda vai piorar muito (17%) ou um pouco (15%).

O medo de perder o emprego interrompeu uma série de quedas durante a pandemia e voltou a crescer, de 52%, em julho, para 61% em novembro. Para 16%, o temor é muito grande, para 24%, ele é grande e para 21%, é médio. O percentual dos que não têm qualquer receio encolheu de 32% para 21% da população empregada.

Para agravar a situação, 64% dos entrevistados afirmam que a economia brasileira ainda não começou a se recuperar da crise econômica causada pela pandemia e 52% acreditam que essa recuperação vai levar mais de um ano para ocorrer ou não vai acontecer. O percentual é a soma daqueles que pensam que ela vai ocorrer de um ano até dois anos (16%), em mais de dois anos (36%). Para 4%, essa recuperação não vai ocorrer.

Inflação afetou três em cada quatro brasileiros
Para 73% da população a inflação aumentou muito (51%) ou um pouco (22%) nos últimos seis meses e três em cada quatro brasileiros (75%) diz que sua situação financeira foi afetada pelo aumento dos preços. A maioria dos entrevistados acredita que a situação ainda deve piorar nos próximos seis meses. De acordo com 29% dos brasileiros, a inflação ainda deva aumentar muito e para 25% ela ainda vai subir um pouco.

Diante das dificuldades, 74% dos entrevistados tiveram de reduzir os seus gastos, percentual igual a maio de 2020, no início da pandemia Entre aqueles que afirmaram que diminuíram as suas despesas, 58% afirmam que a redução foi muito grande (20%) ou grande (38%). Os percentuais de redução de gastos são os maiores registrados pela pesquisa desde o início da pandemia: 18 pontos percentuais acima do segundo maior índice (40%) registrado em maio de 2020 e abril de 2021, momentos em que a pandemia estava em momentos mais agudos.

A pesquisa da CNI por meio do Instituto FSB entrevistou 2.016 brasileiros com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da federação entre os dias 18 e 23 de novembro. A margem de erro no total da amostra é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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A maioria da população afirma que a situação pirou nos últimos seis meses

Utilidades insuspeitas

O que Botox, Viagra e Aspirina têm em comum?

Como quaisquer outros produtos, remédios têm trajetórias mercadológicas

Sofrendo de enxaqueca? Já pensou em tratá-la com Botox?

Algum parente seu está dando os primeiros e preocupantes sinais de Alzheimer? Não se espante se ele passar a tomar Viagra em breve – por estrita recomendação médica, diga-se.

Não, este blog não virou um samba do crioulo doido da medicina. Apenas está mencionando duas aplicações pouco conhecidas – no caso do Viagra, em fase de descoberta – de remédios consagrados para outras finalidades. A toxina botulínica, surgida para rugas de expressão, pode ser usada para dores crônicas, transpiração excessiva e esclerose, entre outras moléstias. E o sildenafil, originalmente voltado a combater a impotência sexual, suspeita-se agora que possa ajudar a prevenir o Alzheimer (mais detalhes aqui e também aqui).

Nenhuma novidade em se tratando de fármacos. Talvez você já tenha escutado médicos recomendarem Aspirina para prevenir problemas do coração, ou pequenas doses de determinados antidepressivos para induzir o sono. Remédios nascem com uma finalidade e, com o tempo, descobrem-se outras, ampliando seu espectro de utilização e garantindo mais tempo de permanência no mercado.

E quando essas novas aplicações costumam ser descobertas?

Geralmente quando os medicamentos enfrentam a transição da maturidade para o declínio de seu ciclo de vida.

Sim, pois como quaisquer outros produtos, remédios têm trajetórias mercadológicas. Logo que são lançados, há um esforço em convencer médicos a prescrevê-los. Enquanto a utilização ganha impulso e o medicamento torna-se referência para determinada patologia, a preocupação do laboratório é garantir o abastecimento dos consumidores e recuperar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Depois, com as vendas já estabilizadas, fabricante e institutos de pesquisa começam a testar ou a identificar, no dia a dia, novas utilizações. Uma vez comprovadas e devidamente autorizadas pelas agências de saúde, elas se somam às originais e garantem um fôlego novo ao ciclo de vida do fármaco.

Buscar essas novas aplicações, aliás, é uma das atribuições de gestores de marketing quando veem as vendas de um produto dar sinais de declínio, em qualquer mercado. Conseguir estender o ciclo de vida é um dos pilares da “estratégia lateral”, segundo a qual “antes de investir numa nova aposta, os executivos devem explorar todas as possibilidades mais próximas e acessíveis”, como revela esta matéria.

Bom para as empresas? Melhor ainda para os consumidores, especialmente quando o assunto é saúde. Aplicações derivadas encurtam o tempo de chegada de remédios ao mercado e permitem o atendimento das demandas da comunidade médica com mais velocidade e segurança.

O que Botox, Viagra e Aspirina têm em comum?

Matriz catarinense mostra todas as 17 regiões no nível moderado

Nenhuma regional foi classificada como em estado grave ou gravíssimo

O ataque que os sistemas do Ministério da Saúde sofreram podem ter impactado na atualização das notificações, influenciando na avaliação da matriz de risco

Pela primeira vez desde que foi implementada em Santa Catarina em 29 de julho de 2020, a matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (11) revela que todas as 17 regiões como risco potencial moderado (cor azul). Além disso, pela décima semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho).

A última vez que a matriz classificou uma região no nível grave foi no dia 1 de outubro, e no nível gravíssimo no dia 11 de setembro. Desde então houve avanço na vacinação que, alinhado a uma redução na taxa de hospitalização, na ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento da Covid-19 e na taxa de mortalidade, vem mantendo a tendência de redução da gravidade da pandemia em todas as regiões de Santa Catarina.

Houve melhora nos indicadores das regiões do Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas como nível moderado (azul). Essa melhoria no cenário foi possível a partir da redução no número de óbitos aliada a redução da taxa de hospitalizações (casos graves) de Covid-19, aumento da cobertura vacinal e menor variação do número de casos na semana, resultando na melhora das dimensões gravidade e monitoramento.

Com isso, estas regiões, se juntam as regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu, que se mantiveram no nível moderado.

Dados devem ser avaliados com cautela
Segundo o superintendente de vigilância em saúde, Eduardo Macário, o dado é extremamente positivo, mas deve ser visto com cuidado. “A classificação dessa semana precisa ser analisada com cautela. Apesar do cenário altamente favorável de melhora do quadro sanitário, ainda se faz necessário acompanhar as atualizações dos próximos dias para identificar se o quadro se manterá. O ataque que os sistemas do Ministério da Saúde sofreram na última sexta-feira podem ter impactado na atualização das notificações, hospitalizações e óbitos, bem como na da vacinação, influenciando ainda que de forma reduzida na avaliação da matriz de risco. Estamos em contato com o Ministério da Saúde, acompanhando os esforços que as equipes vêm fazendo para retorno dos sistemas”, explica.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Nenhuma regional foi classificada como em estado grave ou gravíssimo

A solução para o clima passa pelo setor privado

Essa foi uma das principais conclusões do fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”, promovido pelo Grupo AMANHÃ

Debatedores defenderam que o Brasil tenha um mercado regulado de carbono

A solução para o clima passa pelo setor privado. Essa foi uma das principais conclusões do fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”, promovido pelo Grupo AMANHÃ na manhã desta sexta-feira (10). O debate contou com as participações de Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil – Pacto Global da ONU; Marcelo Thomé, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem; Júlio Nogueira, gerente de inovação e sustentabilidade da Klabin; Francine Lemos, diretora executiva do Sistema B Brasil; e Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

O evento, que foi mediado por Jorge Polydoro, presidente do Grupo AMANHÃ, está disponível no canal do YouTube (clique aqui para conferir na íntegra).

Ao abrir a discussão, Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil – Pacto Global da ONU, defendeu que o tema é muito importante e que o país não pode ficar de fora do debate mundial. “O Brasil tem uma oportunidade, pois os negócios podem ser capitalizados principalmente pelo agronegócio que é um dos setores mais sustentáveis do mundo, ainda que também apresente seus problemas”, evidenciou. Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), destacou o papel dos empresários na COP 26. “As empresas têm um papel de protagonismo. Elas não apenas estão agindo, mas também pressionando por mudanças. Uma das conquistas da COP 26 foi o término da redação do Artigo 6 que trata do mercado regulado de carbono global. As empresas entraram de um jeito em Glasgow e saíram de outro jeito”, resumiu.

Júlio Nogueira, gerente de inovação e sustentabilidade da Klabin, contou como a companhia estabeleceu critérios em direção às metas de neutralidade de carbono. A Companhia possui um histórico de investimentos e adoção de tecnologias de baixo carbono. Isso permitiu que, de 2003 a 2020, houvesse uma queda de 64% de emissão de CO2 equivalente por tonelada de produto gerado. A empresa se comprometeu, ainda em 2019, com a Campanha “Business Ambition for 1.5º C”, liderada por agências da ONU e pela SBTi. Mais recentemente, assumiu a meta de ser Net Zero até 2050. Em parceria com o Pacto Global, a Klabin lançou o Movimento ImPacto NetZero, para fomentar a discussão em torno das mudanças climáticas e levar mais empresas a avaliarem a adoção de metas com base na ciência. “Todos têm de dar sua contribuição. Quanto mais empresas estiverem engajadas nessa luta, melhor será. Precisamos ter bastante adesões para essa batalha”, convocou.

Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, concordou com Nogueira sobre a necessidade do engajamento. “É uma oportunidade que é para todos. Temos de não somente observar o risco, mas também se colocar como parte da solução. Temos na mão produtos que ajudam o meio ambiente. Tem muito o que fazer pelo desenvolvimento, pois temos muita gente com fome e sem água potável. E ainda assim podemos cuidar do nosso planeta”, afirmou. Marcelo Thomé, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), relatou que a participação e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse que a participação privada na COP 26 foi expressiva. Para ele, há muitos bons exemplos na indústria brasileira, como os setores de papel e celulose, cimento, aço e alumínio. “Recentemente o Senai criou seu braço de inovação para a bieconomia. É um compromisso das federações com essa agenda de tradição”, contou. Bioeconomia é a ciência que estuda os sistemas biológicos e recursos naturais aliados à utilização de novas tecnologias com propósitos de criar produtos e serviços mais sustentáveis. Ela está presente na produção de vacinas, enzimas industriais, novas variedades vegetais, biocombustíveis, cosméticos entre outros.

Francine Lemos, diretora executiva do Sistema B Brasil, explicou como funciona o sistema B no mundo e no Brasil. Para ter a Certificação B as empresas são avaliadas em cinco aspectos: governança, trabalhadores, clientes, comunidade e meio ambiente. As companhias utilizam a Avaliação de Impacto B (BIA), ferramenta gratuita, on-line e exclusiva que permite acompanhar a evolução do desempenho de uma empresa nessas áreas. A certificação é revista a cada três anos para continuar comprovando as suas práticas e o questionário é revisado a cada dois anos. Hoje existem 4 mil empresas certificadas no mundo, sendo 220 no Brasil. “Na pandemia, notamos uma preocupação do setor empresarial com o tema. Tanto é que tivemos um aumento de mais de 50% pela busca do certificado no setor empresarial brasileiro”, revelou Francine. “Fazemos a seguinte pergunta: Se sua empresa deixar de existir será melhor ou não para planeta? Para uma empresa B a resposta é não”, salientou.

Ao final, os debatedores revelaram suas expectativas para a COP 27, no Cairo, no próximo ano. Para Thomé, da CNI, será importante que o Brasil tenha, até lá, um mercado regulado de carbono no Brasil. Tramita no Congresso o projeto de lei que institui o mercado brasileiro de redução de emissões. “Minha expectativa até a COP 27 é como vai funcionar o mecanismo novo de comércio de carbono que substituirá aquele do Protocolo de Kyoto”, revelou Soto, da Braskem. Para Nogueira, da Klabin, será importante que, cada vez mais, os combustíveis fósseis sejam alterados por aqueles renováveis. Na visão de Francine, do Sistema B, as empresas precisam seguir seus compromissos alinhados com a ciência. “Agora é a hora de ação. As empresas precisam mostrar o progresso que estão fazendo e reportar com muita transparência, pois estamos em uma sociedade muito mais atenta”, alertou.

Essa foi uma das principais conclusões do fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”, promovido pelo Grupo AMANHÃ

Copel vai investir R$ 2 bilhões em 2022

Além da distribuição, recursos serão destinados para os segmentos de geração e transmissão

A Copel manteve a posição de maior empresa do Paraná, em levantamento entre as 100 maiores do estado realizado pelo Grupo AMANHÃ, em parceria com a PwC

A Copel projeta investir R$ 2 bilhões nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia em 2022. A maior parte deste investimento vai beneficiar a área que atende o consumidor final – a distribuição de energia. A ampliação e melhoria da rede de distribuição da Copel, que atende 393 dos 399 municípios do Paraná, receberão 77% dos recursos – R$ 1,6 bilhão.

Em distribuição de energia, os investimentos somados entre 2019 e 2022 alcançam o montante de R$ 4,8 bilhões, quase 60% do total que a Copel está aportando nestes quatro anos. Um dos destaques é o programa Paraná Trifásico, que está substituindo a rede rural existente por uma rede mais moderna, trifaseada, com cabos protegidos e capacidade de comunicação remota.

Com a iniciativa, a Copel melhora a qualidade no fornecimento de energia para o campo, renova seus ativos e contribui para o desenvolvimento do setor agrário paranaense, um dos mais competitivos do País. Ao todo, serão R$ 2,1 bilhões em obras no programa. Este ano, o programa fechou mais de 6 mil quilômetros de redes prontas, ou 25% do total concluído em todas as regiões do Estado.

Outra iniciativa de destaque nos investimentos da Copel é o programa Rede Elétrica Inteligente, que foi lançado em 2020 e está promovendo uma automatização sem precedentes na rede do Estado. “Trata-se do maior programa de smart grid no País”, ressalta Daniel Slaviero, presidente da Copel. “Somente na primeira fase, 151 municípios das regiões Leste, Centro-Sul, Sudoeste e Oeste estão recebendo a rede de distribuição de energia automatizada”.

O investimento nesta primeira etapa, de R$ 820 milhões, está levando a nova tecnologia para 4,5 milhões de paranaenses, em unidades residenciais e empresas urbanas e rurais. Com o novo sistema, as unidades consumidoras estão recebendo medidores digitais, que se comunicam diretamente com a central de operação da Copel.

A tecnologia reduz o tempo de desligamento provocado por intempéries e outros fatores externos ao sistema. Além disso, torna possível a leitura de consumo a distância e permite que o cliente tenha autonomia para monitorar seu consumo de energia, entre outros benefícios. Com a Rede Elétrica Inteligente, a leitura do consumo será online, e os clientes poderão acompanhá-la no telefone celular, em tempo real, por meio do aplicativo da Copel.

Além desses programas, a Copel está investindo em obras de modernização e expansão da rede de fornecimento de energia em todo o Paraná. São novas subestações, linhas e redes que reforçam o sistema que atende a 11 milhões de paranaenses, conferindo ainda mais qualidade ao fornecimento de energia no estado.

Há, ainda, R$ 407,3 milhões que serão aplicados em geração e transmissão de energia no próximo ano. Em 2021, a Copel inaugurou a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Bela Vista, com 29,81 MW de potência instalada. Construída em tempo recorde e entregue dois anos antes do prazo previsto, a usina está instalada no Rio Chopim, entre os municípios de Verê e São João, no Sudoeste do Paraná. O investimento na mais nova hidrelétrica da empresa foi de R$ 224 milhões e a energia gerada vai atender ao consumo de 100 mil pessoas.

A Copel manteve a posição de maior empresa do Paraná, em levantamento entre as 100 maiores do estado realizado pelo Grupo AMANHÃ, em parceria com a PwC. No ranking regional, a companhia permanece como a terceira maior do Sul, atrás apenas da BRF, segunda colocada, e Bunge, primeira. O ranking 500 MAIORES DO SUL reconheceu, ainda, a Copel como a maior empresa do segmento de energia entre todos os representantes dos três estados da região. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Além da distribuição, recursos serão destinados para os segmentos de geração e transmissão

Ferrovia Chapecó-Cascavel beneficiará agroindústrias do oeste catarinense

Projeto também prevê a ligação entre Maracaju e o Porto de Paranaguá

Ribas Júnior acredita que só há um meio para evitar a fuga das agroindústrias: construir a ferrovia norte-sul, ligando o oeste catarinense ao centro-oeste

“A permanência e a expansão das agroindústrias no grande oeste catarinense dependem da construção dessa obra”. Assim reagiu o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Júnior, à decisão do Ministério da Infraestrutura em assinar, nesta semana, a autorização para a construção e a operação da ferrovia entre Chapecó, no oeste de Santa Catarina, e Cascavel, no Paraná.

O dirigente enfatiza que a ferrovia permitirá ligar a região produtora de grãos do centro-oeste do país com Chapecó. Por isso, será essencial para garantir o suprimento de milho às agroindústrias do grande oeste catarinense. Ribas Júnior avalia que a operação para busca do milho no Brasil Central requer mais de 100 mil viagens de carretas com capacidade média de 30 toneladas que fazem o percurso de 2.200 quilômetros, com elevado custo ambiental e humano. “Isso representa mais de R$ 6 bilhões em fretes, todo ano. Com esse dinheiro é possível construir em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás as mais avançadas indústrias do planeta”.

Ribas Júnior acredita que só há um meio para evitar a fuga das agroindústrias: construir a ferrovia norte-sul, ligando o oeste catarinense ao centro-oeste do país. A dependência dessa matéria-prima e as deficiências da infraestrutura logística brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais e agroindustriais, anulam a aptidão e a competência do agronegócio e prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subsídios, quotas e sobretaxas.

De outro lado, o custo de transporte rodoviário, caso mantenha-se a atual matriz, inviabilizará grandes empreendimentos do agronegócio em solo catarinense. Esse quadro é agravado pelas rodovias em péssimas condições que neutralizam a competitividade das empresas. A opção pela linha férrea reduzirá em 30% o custo do transporte de insumos, como milho e soja. Santa Catarina necessita de 7 milhões de toneladas de milho por ano e importa 5 milhões de outras regiões do país e do exterior.

Ligação Cascavel-Chapecó
A empresa estatal paranaense Ferroeste assumiu o trecho que tem 286 quilômetros de trilhos e uma previsão de investimento privado de aproximadamente R$ 6 bilhões, com possibilidade de geração de 122 mil novos empregos diretos e indiretos. A ligação Cascavel-Chapecó integra projeto da Ferroeste que conseguiu, também, aprovação para ferrovia entre Maracaju, no Mato Grosso, e o Porto de Paranaguá (PR). Essa ligação ao litoral também interessa às indústrias exportadoras catarinenses.

Criado a partir do novo Marco Legal das Ferrovias, o Programa de Autorizações Ferroviárias (Pró-Trilhos) estimula a ampliação da malha ferroviária nacional pela iniciativa privada, por meio do instrumento da outorga por autorização. O Programa foi criado por meio da Medida Provisória nº 1.065/21, que instaura o instituto da outorga por autorização para o setor ferroviário, autorizando a livre iniciativa no mercado ferroviário. Permitindo, assim, que o setor privado possa construir e operar ferrovias, ramais, pátios e terminais ferroviários.

O Pró-Trilhos aumentará a atratividade do setor privado para realizar investimentos em ferrovias nas modelagens greenfields (novos empreendimentos, ferrovias construídas a partir do “zero”) ou brownfields (empreendimentos que utilizarão ferrovias já existentes, no todo ou em parte).

Até o momento, o Ministério da Infraestrutura recebeu 36 requerimentos de autorização ferroviária, perfazendo 7.780 novos quilômetros de ferrovias e investimentos na ordem de R$ 115 bilhões. A expectativa é de que sejam criados 2 milhões de novos postos de trabalho diretos e indiretos, além da diminuição do custo de transporte, da emissão de dióxido de carbono e a modernização da malha ferroviária nacional.

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Projeto também prevê a ligação entre Maracaju e o Porto de Paranaguá

Farsul projeta PIB de 0,3% no próximo ano

Rio Grande do Sul deve crescer 0,5% em 2022

As questões ambientais receberam especial atenção de Gedeão

O Sistema Farsul realizou, nesta quinta-feira (9), coletiva para apresentar o balanço de 2021 e projeções para 2022. O encontro serviu para o presidente Gedeão Pereira apresentar os três principais compromissos para o novo mandato que inicia em 1º de janeiro de 2022: irrigação, questões ambientais e o programa Duas Safras.

As questões ambientais receberam especial atenção de Gedeão. Ele falou da participação da CNA durante a COP 26, realizada em Glasgow, na Escócia. “Estamos preocupados em remover esta imagem negativa criada em cima do agronegócio brasileiro, principalmente pelas questões amazônicas. Ainda que a Amazônia seja um continente, 62 % do território nacional, que por si já traz dificuldades inerentes de como cuidar aquilo que é clandestino. Mas, de qualquer maneira, afeta e muito a imagem da agricultura brasileira pelo fato de o país hoje ser uma potência agrícola mundial e temos que ter as responsabilidades a tal tamanho e quanto mais alto o pico, mais fortes os ventos. E temos contrariado bastante alguns países europeus que tem usado como ação as questões ambientais, principalmente da Amazônia, embora os outros biomas, temos dois no Rio Grande do Sul, não nos exime de qualquer responsabilidade na atuação”, declarou.

O presidente do Sistema Farsul também falou da preocupação com a seca que já começa a atingir as lavouras do Rio Grande do Sul, especialmente do milho. Gedeão destacou que o problema é recorrente no estado. “Há anos que viemos trabalhando a respeito do tema irrigação e lastimavelmente nós não conseguimos evoluir por questões com o Ministério Público Estadual que impetrou uma ação e levou uma liminar que nos impede de fazer reserva de água tanto na metade sul, quanto na metade norte. Embora tenhamos um diálogo hoje mais promissor com o próprio MPE, também temos uma conversa muito íntima com Fepam, Sema e Casa Civil no sentido de tentarmos evoluir, mas o fato é que até agora nós não conseguimos”, informou.

O balanço econômico, apresentado pelo economista-chefe, Antônio da Luz, revela uma projeção que o PIB brasileiro cresça 4,26% em 2021 e 0,31% em 2022. Abaixo do Rio Grande do Sul que deve atingir 9,49% em 2021 e 0,58% em 2022, conforme o levantamento.

Luz apontou um aumento de 4,4% na área plantada na safra 2021. “Os grãos que tiveram desempenho superior foram justamente os de inverno, ocupando não novas áreas, mas aquelas já consolidadas no verão e que não são plenamente aproveitadas por não termos uma produção voltada para mercado”, avaliou. O resultado foi um aumento da produção não apenas pela ampliação da área, mas por se tratar de uma comparação com um período anterior com registro de seca.

Para 2022, a projeção é de um aumento de 3,1% na área plantada, também para as culturas de inverno e um crescimento de 1,8% na produção. Atingindo um valor bruto da produção de R$ 77,1 bilhões.

Luz aproveitou para falar sobre os preços dos alimentos. “Não deveríamos estar nos preocupando pelo fato do país ser um emergente e não crescer como um? Estamos empobrecendo cada vez mais em relação ao mundo. A comida cara porque temos uma renda per capta baixa. Para recuperar o ponto onde o mundo estava na pré-pandemia, vamos levar 9,2 anos, quase uma década. O Brasil está ficando para trás”, avaliou.

O economista também aproveitou para fazer a comparação entre os preços aos consumidores e produtores. Primeiro. Ele lembrou que não foram apenas os produtos do agro que tiveram elevação. “Outros produtos cresceram, não vivemos uma inflação de alimentos, mas uma inflação”, destacou. Ele usou como exemplo o arroz que teve uma alta de 32% para o consumidor ao longo do ano, enquanto que, para o produtor, houve queda de 31%.

Luz aponta margens espremidas em razão da alta dos custos de produção. “Ano passado foi maravilhoso em questão de preço, subiram mais que os custos. Avisamos que era necessário cuidado, que era um ponto fora da curva. Neste ano passamos a ter uma situação completamente diferente, preços mais baixos e custos maiores”, analisou.

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