C.Vale mantém investimentos apesar de quebras por estiagem

Velocidade pode ser reduzida dependendo do impacto da seca

Lang fez balanço do desempenho em encontro com associados da C.Vale

A estiagem que castiga lavouras de soja e milho do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso do Sul vai fazer com que a C.Vale aumente a cautela com os investimentos. O presidente da cooperativa, Alfredo Lang, disse que a velocidade dos investimentos pode ser reduzida dependendo do impacto da seca sobre a produção de grãos. “Vamos manter nosso norte, a industrialização, mas não vamos dar o passo maior do que a perna”, assegurou.

A C.Vale deu início, em abril, à terraplanagem da área onde será construída aesmagadora de soja, em Palotina. A indústria, orçada em mais de R$ 600 milhões, deverá ficar pronta no segundo semestre de 2023. A cooperativa também vai construir uma unidade produtora de leitões, também em Palotina, visando o fornecimento a integrados que entregarão animais ao novo frigorífico que a Frimesa está construindo em Assis Chateaubriand, no oeste do estado.

Ao falar para 300 lideranças e familiares, Lang revelou que, naquele dia, o faturamento da C.Vale estava em R$ 16 bilhões. Ele fez um balanço do desempenho da cooperativa em 2021 dizendo que foi um ano difícil devido à pandemia, mas citou avanços como a incorporação da cooperativa Cooatol, de Toledo (PR), a compra de uma unidade de recebimento de grãos em Nova Mutum (MT) e o arrendamento de três unidades em Mato Grosso do Sul.

Na área de carnes, a C.Vale, através da empresa Plusval, arrendou o frigorífico Diplomata, de Capanema (PR), com capacidade de abate de 143 mil frangos por dia. Em Umuarama, a Plusval opera um frigorífico que abate 140 mil aves por dia e que deverá ampliar o processamento para 150 mil frangos por dia até maio de 2022.

A C.Vale é a 15ª maior empresa da região e também a sexta maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Velocidade pode ser reduzida dependendo do impacto da seca

Setor calçadista deve crescer mais de 12% neste ano

Produção deverá ser 8,4% menor do que a de 2019

A projeção da Abicalçados para 2022 é um crescimento em torno de 3% na produção, o que ainda deve deixar o setor 6% abaixo dos níveis pré-pandemia

Com mais de cinco mil fábricas que empregam diretamente cerca de 280 mil pessoas em todo o Brasil, o setor calçadista deve crescer mais de 12% em 2021. A estimativa é da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O crescimento será impulsionado pelas exportações de calçados, que devem ter incremento de mais de 30% no ano.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que 2021 foi um ano de recuperação gradual, especialmente a partir do segundo semestre. “No ano passado, em função da pandemia de Covid-19, registramos um tombo de mais de 18%, voltando ao patamar produtivo de mais de uma década atrás. A partir de 2021, com o avanço da vacinação, a abertura do comércio físico e a retomada da demanda internacional, passamos a ter uma recuperação”, avalia.

Segundo ele, mesmo com o crescimento de mais de 12%, o setor deve encerrar o ano com uma produção 8,4% menor do que a de 2019. A produção de calçados para 2021 está estimada em quase 860 milhões de pares, o que coloca o Brasil na quinta posição entre os maiores produtores do planeta, atrás da China, Índia, Vietnã e Indonésia. Conforme os dados mais atuais elaborados pela Abicalçados, entre janeiro e outubro o setor cresceu 12,7%.

Se o mercado interno patinou na recuperação ao longo do ano, o mesmo não ocorreu com as exportações. Entre janeiro e novembro, conforme a Abicalçados, foram embarcados para o exterior 110,7 milhões de pares, que geraram US$ 805,7 milhões, incrementos tanto em volume (+31%) quanto em receita (+34,6%) na relação com o mesmo período de 2020. O número, em pares, já é 5,6% superior ao do mesmo período de 2019. Projeções da entidade apontam que os embarques devem encerrar o ano com incremento médio de 30% sobre o ano passado, com crescimento de mais de 5% sobre 2019.

Para 2022, a Abicalçados estima a continuidade da recuperação. A projeção da entidade é um crescimento em torno de 3% na produção, o que ainda deve deixar o setor 6% abaixo dos níveis produtivos da pré-pandemia. Já as exportações devem ter um incremento de mais de 5%, em volume, com resultado 7,5% maior do que em 2019. “A indústria calçadista, como tradicionalmente, deverá crescer mais do que o PIB brasileiro”, conclui o executivo.

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Produção deverá ser 8,4% menor do que a de 2019

Camil anuncia duas aquisições no segmento de café

Café Bom Dia e Agro Coffee, ambas em recuperação judicial, passam a fazer parte da empresa

A Camil tem realizado importantes aquisições, tanto no mercado nacional quanto no internacional

A Camil Alimentos anunciou a aquisição da Café Bom Dia e da Agro Coffee, ambas em recuperação judicial. O valor do negócio será de aproximadamente R$ 62 milhões.

A Café Bom Dia atua no segmento de café desde 1895 e detém hoje as marcas Bom Dia e Sul de Minas. O ativo conta com uma planta industrial em Varginha (MG), que será utilizada para operacionalizar a atuação da companhia na categoria de café com suas outras marcas, União e Seleto, além das marcas da Café Bom Dia. A Agro Coffee é uma companhia que atua com o comércio, importação e exportação de café.

A Camil tem realizado importantes aquisições, tanto no mercado nacional quanto no internacional. Recentemente, entrou em dois segmentos novos: o de massas e cafés. Além de adquirir da empresa equatoriana de arroz Dajahu, que marcou a entrada da Camil no Equador, a empresa apostou na compra do pastifício Santa Amália, uma conceituada empresa de massas de Minas Gerais, e na aquisição da marca de café Seleto.

Agora, os esforços estão concentrados em entender as nuances e especificações desses negócios, e a forma como atuam no mercado brasileiro. E, naturalmente, seguir crescendo nas categorias em que já atua tradicionalmente.

A Camil Alimentos é a 23ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Café Bom Dia e Agro Coffee, ambas em recuperação judicial, passam a fazer parte da empresa

Brasil pode ser destaque como provedor de soluções de baixo carbono

É o que mostra estudo do Programa de Transição Energética

A eletrificação da frota de veículos pesados é uma das demandas dos grandes centros urbanos brasileiros

O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), em parceria com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançaram o estudo do Programa de Transição Energética (PTE), que traz um diagnóstico do setor de energia brasileiro, elaborado a partir de debates organizados ao longo deste ano. Autoridades públicas e tomadores de decisão da iniciativa privada participaram dos debates.

Uma conclusão é a de que a transição energética (TE) pode ser um importante impulso para uma economia mais sustentável, com o Brasil tendo lugar de destaque no mundo como provedor de soluções de baixo carbono para outras regiões. “O país já apresenta um setor elétrico majoritariamente renovável que se expande com soluções renováveis extremamente competitivas em termos globais, podendo este ser o vetor para a produção em larga escala de hidrogênio verde”, indica o documento.

Além disso, o Brasil se apresenta como uma das lideranças globais em bioenergia, tendo importante participação de biocombustíveis nos transportes, com o etanol e o biodiesel; e na geração de eletricidade. Também tem capacidade de desenvolver competências em novas formas avançadas de biocombustíveis, entre eles o etanol celulósico, o diesel hidrogenado, o bioquerosene, e biogás/biometano.

A análise revelou que o setor de óleo e gás (O&G) brasileiro é considerado dinâmico e estruturado, com grande expertise técnica, capacidade de investimento e desenvolvimento tecnológico. A análise do programa mostra tendências e incertezas para o setor, relacionadas ao contexto geopolítico da transição energética, e destaca os efeitos da pandemia de covid-19, que determinou as ações dos países ao redor do mundo.

Mudança climática
O documento reforça ainda a percepção da urgência de mudança climática, ampliando as necessidades por ações ambientais concretas. “A preocupação mundial com as mudanças climáticas se acentuou e as ações e políticas que estão sendo desenvolvidas irão se consolidar, produzindo, ao longo das próximas décadas, uma mudança estrutural na configuração da matriz energética mundial que, sozinha, corresponde por três quartos das emissões globais”, revela o estudo.

Conforme o documento, 72% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil são geradas pelo uso da terra e da agropecuária. Por isso, para os pesquisadores é evidente que o grande desafio para o país alcançar as metas climáticas passa pelo “desenvolvimento de um setor agropecuário de baixo carbono e o controle do desmatamento irregular. Nesse campo, a regulamentação dos créditos de carbono, junto com políticas públicas eficazes para ‘manter a floresta em pé’, pode ter uma contribuição importante”.

O estudo defende também uma forma de “conciliar a dinâmica da recuperação econômica global com a construção de um sistema energético mais limpo e sustentável em um prazo factível para as metas traçadas no Acordo de Paris.”

Os desafios para melhorar o bem-estar das demandas dos grandes centros urbanos brasileiros, conforme sugere a análise, podem andar junto com os objetivos climáticos. Como exemplo, citou a eletrificação da frota de veículos pesados, principalmente os ônibus urbanos nos quais os motores elétricos são mais eficientes que os de combustão.

Dois pontos foram considerados fundamentais para que as tecnologias disponíveis sejam escolhidas pelo valor que elas agregam à sociedade: o desenvolvimento regulatório e o planejamento. Além disso, é preciso promover a coordenação entre os setores público e privado, permitindo que o país se prepare para as oportunidades e também para as ameaças da transição energética.

“Não existe apenas uma única trajetória no processo de transição energética. Cada país terá que buscar o seu próprio caminho procurando capturar as oportunidades de congregar crescimento econômico e sustentabilidade, ao passo que consolida uma economia de baixo carbono. Nesse sentido, o Brasil não terá uma agenda para a TE igual à da Europa ou dos Estados Unidos, uma vez que, considerando seu parque gerador elétrico renovável e o peso do setor de biocombustíveis, o Brasil já vem, há décadas, realizando a sua transição.”

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Com Agência Brasil

É o que mostra estudo do Programa de Transição Energética

O ano de 2022 marcará superação de década perdida para o varejo

Apesar de oportunidades, setor ainda terá que lidar com baixo crescimento econômico, juros elevados e inflação

FDCL-RS estima que o crescimento econômico do país chegue em torno de 1,2% em 2022

Com o avanço da vacinação e o cenário lentamente retomando à normalidade, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FDCL-RS) divulgou, na quarta-feira (15), suas previsões para o setor do varejo no ano de 2022. A apresentação foi conduzida por Gustavo Inácio de Moraes, coordenador do curso de economia da Escola de Negócios da PUCRS.

Apesar de desafios como baixo crescimento econômico, inflação pressionada e próxima ao teto da meta ao final do ano, juros em elevação, inadimplência possivelmente maior, cenário político e evolução consequente do câmbio, Moraes ressalta, também, algumas oportunidades para o setor – o crescimento acima da média nacional do comércio gaúcho, a geração de empregos e a multiplicação dos canais de comercialização.

O comércio gaúcho contou com índices positivos ao longo de 2021. Até outubro, havia criado 26.332 vagas líquidas; de um total de 626.466 empregos, houve crescimento de 4,2% no ano; e o comércio representa, atualmente, 24% dos trabalhadores gaúchos registrados. No Brasil, a porcentagem é de 23,4%, segundo o Caged.

Moraes ressalta, também, a recuperação que 2022 representará para o setor. Na verdade, o crescimento permitirá apenas que o varejo retorne ao nível de 2014. Desde então, a recessão e dificuldades na economia pelas quais o país passou derrubaram os índices. “O ano de 2022 é importante porque vai marcar, para o varejo, uma superação da década perdida”, resume o professor. Em relação ao varejo ampliado, a expectativa é que os índices retornem aos níveis de 2012, tendo em mente que o aumento de juros dificultará os financiamentos para os segmentos de bens duráveis e de materiais de construção.

Em termos de projeções, Moraes estima que o crescimento econômico do país chegue em torno de 1,2% em 2022, com possível aceleração no segundo semestre e a Selic média alcançando 11,5%. O Rio Grande do Sul alcançará crescimento acima da média nacional, em torno de 1,8%, centrado na recuperação fiscal e agenda de investimentos privados. A liderança ficará a cargo dos setores exportadores e de serviços, com o comércio gerando empregos e oportunidades.

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Apesar de oportunidades, setor ainda terá que lidar com baixo crescimento econômico, juros elevados e inflação

Fed não altera taxa de juros

BC norte-americano anunciou aceleração na retirada dos estímulos

Os membros do Fed estão mais otimistas em relação ao emprego nos Estados Unidos

O Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) manteve a taxa básica de juros da economia dos Estados Unidos no intervalo entre 0% e 0,25%, seguindo a expectativa do mercado. O colegiado confirmou que aumentará a velocidade da redução dos estímulos monetários, de US$ 10 bilhões para US$ 20 bilhões nas compras mensais de títulos públicos e de US$ 5 bilhões para US$ 10 bilhões em títulos hipotecários, passando a comprar no total US$ 90 bilhões em títulos mensalmente.

O tapering, como é conhecido a retirada dos estímulos, ocorre devido ao aumento da inflação ao consumidor dos Estados Unidos e ao fortalecimento do mercado de trabalho no país. Os membros do Fed estão mais otimistas em relação aos dados de desemprego e reduziram suas expectativas de 4,8% para 4,3% neste ano. Para o próximo ano, a mediana passou de 3,8% para 3,5%. Já em relação à inflação, a projeção do Fed para 2021 subiu de 4,2%, na reunião de setembro, para 5,3%, e para 2022, passou de 2,2% para 2,6%.

BC norte-americano anunciou aceleração na retirada dos estímulos

Contratações do BRDE somam R$ 322 milhões em novos investimentos no RS

Projetos contemplam obras em municípios, geração de energia, turismo e agronegócio

Do total de R$ 322 milhões, os contratos voltados ao agronegócio representam R$ 76,4 milhões

Com foco em áreas estratégicas ao desenvolvimento econômico e melhorias na infraestrutura urbana, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) assinou, nesta quarta-feira (15), um conjunto de operações que somam R$ 322 milhões em novos investimentos no Rio Grande do Sul.

Reunindo setores como cooperativas, empresas geração de energia com fontes renováveis, complexos turísticos e prefeituras, a assinatura ocorreu no Palácio Piratini e contou com a participação do governador Eduardo Leite e do secretário de desenvolvimento econômico, Edson Brum. Refletindo o bom momento do agronegócio e a retomada mais forte das atividades, o BRDE deverá fechar 2021 se aproximando da marca de R$ 1,3 bilhão em financiamentos apenas para o Rio Grande do Sul.

Além de crédito para investimentos para os quais o banco se valeu de diferentes fundings, os contratos incluem linhas de capital de giro – que ganhou espaço entre as operações por conta dos impactos da pandemia. Do total de R$ 322 milhões, os contratos voltados ao agro representam R$ 76,4 milhões. Destaque para os projetos de um frigorífico de frangos da Cooperativa Languiru e da ampliação das unidades da Cotricampo localizadas em Derrubadas e Humaitá. Neste ano, o banco soma mais de R$ 270 milhões em crédito contratado por produtores gaúchos.

“Como instituição comprometida com o meio ambiente, impacto social e boa governança, o BRDE fechará o ano alcançando resultados históricos. Mas teremos um 2022 de muitos desafios, por isso a importância de estarmos apoiando setores estratégicos, com maior capacidade de inovação e geração de empregos, além de sempre estarmos aliados ao agronegócio por tudo que representa para várias cadeias”, destacou a diretora de operações do BRDE, Leany Lemos. Juntamente com a atividade de incentivar o desenvolvimento da região Sul, acrescentou a diretora, o BRDE prioriza projetos com impactos ambientas e sociais positivos. “Somos um banco comprometido com a sustentabilidade.”

Foram assinados quatro contratos com prefeituras, cujas operações irão financiar projetos do sistema de iluminação pública. É o caso de Igrejinha e também em Parobé, onde o recurso ainda terá como destino a implantação de uma unidade de geração fotovoltaica e instalação de câmeras de segurança. Igualmente por meio do programa BRDE Municípios, as prefeituras de Viamão e São Gabriel celebraram contrato para obras de melhorias na mobilidade urbana.

Com a retomada gradativa do fluxo de turistas na medida que avança o programa de vacinação contra a Covid-19, os investimentos no setor representam uma grande demanda por financiamento junto ao BRDE. São também quatro as contratações deste setor realizadas nesta quarta (15) prevendo investimentos em parques turísticos no Estado ou como capital de giro para retomada, totalizando R$ 51,1 milhões.

Com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com mínimo de 40% de sócias) e produtoras rurais, o BRDE Empreendedoras do Sul oferece financiamento para investimentos fixos e capital de giro, ambos disponíveis no valor de até R$ 1 milhão.

Lançado neste ano, o programa de crédito específico para mulheres empreendedoras superou a marca de R$ 43 milhões em financiamentos autorizados apenas no RS, dos quais mais de R$ 28 milhões já com contratos assinados. Para que o crédito chegue ao maior número de interessadas, em especial beneficiando pequenas e médias empresas, uma das alternativas é atuar com instituições parceiras. É o caso do contrato que o BRDE celebrou com a ICC Serra, no valor de R$ 700 mil. Por meio do Banco do Povo, são liberados empréstimos pela modalidade de microcrédito para empreendedoras de vários municípios gaúchos.

Dois são os contratos que o BRDE está fechando para projetos de geração de energia com fontes renováveis. A principal contratação se refere à implantação de uma pequena central hidrelétrica (PCH), no município de Tio Hugo, projeto liderado pela Coprel – Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento, que terá financiamento do BRDE de R$ 81 milhões. A outra contratação se refere a um parque de geração de energia com placas fotovoltaicas desenvolvido pela Coopernorte, que atende clientes em Viamão e Santo Antônio da Patrulha.

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Projetos contemplam obras em municípios, geração de energia, turismo e agronegócio

Industriais paranaenses estão otimistas com 2022

Quase 73% dos empresários afirmaram que têm planos de investir no próximo ano

“Mesmo com muitos desafios a serem superados o industrial enxerga possibilidades reais de uma retomada em 2022”, avalia Carlos Valter Martins Pedro, presidente do Sistema Fiep

Um empresário otimista, disposto a investir e gerar novos empregos, apesar dos desafios e das limitações impostas pela pandemia da Covid-19 e do cenário macroeconômico do país. Este é o resultado geral da 26ª Sondagem Industrial, pesquisa anual feita pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) com industriais de todas as regiões do estado. Para 68,7% dos participantes o sentimento é de otimismo ou muito otimismo em relação a 2022. O índice é o mesmo alcançado no ano passado, quando a crise sanitária estava em momento mais crítico e o país ainda não tinha uma campanha de vacinação em curso, e está acima da média dos últimos 10 anos, que é de 66,7%.

A resposta positiva dos empresários está ancorada principalmente na perspectiva de crescimento das vendas (67,8%), na abertura de novos mercados (39%) e na previsão de investimentos (33,6%). Para o presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, apesar das dificuldades, o aprendizado da crise, o avanço da vacinação e a retomada de outros setores da economia contribuíram para a recuperação das indústrias este ano. “Vemos com bons olhos o resultado da pesquisa. Ela confirma que mesmo com muitos desafios a serem superados o industrial enxerga possibilidades reais de uma retomada em 2022”, avalia.

“Esperamos que as medidas necessárias para que o ambiente de negócios no país fique mais favorável, como a reforma tributária, saiam do papel e nos ajudem nesse processo de recuperação. Para isso contamos com medidas seguras de controle da pandemia, soluções eficientes para sanar as crises hídrica e energética e redução dos custos para se produzir no Brasil”, completa.

As recomendações do presidente também fazem parte do estudo. A Sondagem revelou que questões de cunho político-eleitoral, falta de mão de obra qualificada, dificuldade de acesso a crédito, demanda insuficiente no mercado interno e oscilações cambiais são preocupações latentes dos empresários que podem impactar nos negócios. No total, os pessimistas somam 5,1% dos entrevistados, enquanto 26,4% se mostraram cautelosos e expressaram expectativa neutra para 2022.

Além destes aspectos, o economista da Fiep, Marcelo Alves, destaca outros temas que apareceram em evidência no estudo deste ano. “Aumento dos custos e escassez de matéria-prima, redução das vendas e a piora no ambiente político nacional foram sinalizados como fatores que comprometem a performance das empresas”, lembra. “O curioso é que mesmo com motivos para justificar dificuldades, os pessimistas revelaram que estão dispostos a investir em produtos, melhorar processos e até em explorar novos mercados no próximo ano. Ou seja, já articulam estratégias para driblar os problemas e já têm um planejamento prévio para virar o jogo a seu favor”, aponta.

“Um empresário otimista é aquele disposto a investir, mesmo diante de um cenário desafiador”, declara Alves. “Um bom sinal de retomada é quando o empresário revela claramente essa intenção e a pesquisa confirma isso”, diz. Quase 73% dos respondentes afirmaram que têm planos de investir em 2022 e as prioridades são em melhoria de processos, produtos ou serviços (64,5%), para reduzir custos de produção (48,7%) e ampliar a capacidade produtiva (45,4%). “Estes aspectos sugerem que há uma estratégia de reposicionamento de mercado provavelmente por conta da pandemia, para aumento da capacidade produtiva e para ganhar competitividade. O que são bons sinais para o setor”, reforça o economista.

Quando avaliado o planejamento de acordo com o porte das empresas, os resultados mostram uma diferença provavelmente relacionada à capacidade financeira e à prioridade de cada uma. Quase 100% das grandes companhias confirmaram que os investimentos serão feitos para ampliar a capacidade produtiva, logística e para melhorar produtos e serviços. Já entre as médias, 77% vão utilizar os recursos para reduzir custos de produção e ampliar a capacidade interna. As pequenas priorizarão melhoria em processos e produtos e a redução de custos de produção. E os microempreendedores querem melhorar a qualidade do que vendem, ou seja, produtos e serviços serão o alvo preferencial.

Os recursos próprios serão a principal fonte de investimentos para 67,5% dos entrevistados. “Em relação a anos anteriores, percebe-se um aumento desta modalidade e também na busca por meio de instituições de fomento e desenvolvimento frente aos bancos tradicionais e cooperativas de crédito. Esse comportamento deve estar atrelado a uma maior pesquisa do empresário no mercado, por melhores taxas e condições de financiamento, durante à pandemia”, explica Alves.

Os investimentos têm ligação com as estratégias das indústrias para 2022. Mais de 30% devem apostar em desenvolvimento de novos negócios, aumento da capacidade produtiva/nova unidade industrial e incorporação de novos produtos à linha. Já para 20% a prioridade será aumentar o valor agregado dos produtos, segmentar os canais de vendas e investir em desenvolvimento e inovação. “Os empresários estão se preparando para ampliar seus mercados e se tornarem mais competitivos. Isso está em sinergia com as expectativas positivas das empresas em relação a 2022”, afirma.

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Quase 73% dos empresários afirmaram que têm planos de investir no próximo ano

Economia catarinense deve crescer até 1,5% no próximo ano

Indústria puxa retomada da atividade econômica pós-pandemia, nota Fiesc

Mario Cezar de Aguiar acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano

O otimismo tomou conta da tradicional coletiva com o balanço de 2021 e perspectivas para 2022 da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta terça-feira (14). O presidente Mario Cezar de Aguiar aposta que o PIB catarinense deve avançar 1,5%, no mínimo, no próximo ano – bem acima do Brasil, cujo cenário deverá ser de estagnação. No encontro com a imprensa, Aguiar projetou que as indústrias automotiva, eletroeletrônica, fundição e metalmecânica terão destaque em 2022 graças ao retorno das economias no exterior. “Estamos crentes que a economia de Santa Catarina será melhor que a do Brasil no próximo ano”, declarou.

Uma das principais barreiras, no entanto, será uma possível restrição da demanda, tendo em vista o aumento dos juros básicos pelo Banco Central. Para o assessor econômico da Fiesc e professor Pablo Bittencourt, a Selic poderá alcançar o nível de até 12% em março se mantendo nesse patamar por um período de quatro reuniões do Comitê de Política Monetária, o Copom. “O desafio, para quem depender do mercado interno, será a demanda mais restrita, ainda que os custos, em compensação, tendem a seguir uma curva descendente”, afirmou, alertando, ainda que uma quarta onda da pandemia poderá alterar esse quadro.

O presidente da Fiesc também acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano. Segundo ele, tão logo o projeto seja liberado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, levará a pauta para o plenário. “Não é a reforma dos sonhos, mas a possível. Se ela for aprovada, também ajudará a fazer com que o câmbio fique mais favorável”, argumentou.

Aguiar também se mostrou preocupado com o investimento recente do governo do Paraná no modal portuário. Segundo ele, Santa Catarina poderá perder competitividade se empresas optarem pelo Porto de Paranaguá para escoarem seus produtos. Segundo cálculos da federação, cada contêiner, independentemente do que carregue, deixa US$ 1200 (cerca de R$ 7 mil) na economia catarinense.

A decisão do Ministério da Infraestrutura em assinar, na semana passada, a autorização para a construção e a operação da ferrovia entre Chapecó, no oeste de Santa Catarina, e Cascavel, no Paraná, também foi tema do encontro. A opção pela linha férrea reduzirá em 30% o custo do transporte de insumos, como milho e soja. Santa Catarina necessita de 7 milhões de toneladas de milho por ano e importa 5 milhões de outras regiões do país e do exterior. “Esse empreendimento trará facilidades para o porto paranaense. Haverá um prejuízo nesse aspecto, mas não podemos ser contrários a uma demanda importante da região oeste, forte no agronegócio”, ponderou.

Retomada do crescimento
A indústria contribuiu de forma significativa para a retomada do crescimento da economia catarinense no período pós-pandemia. Com o parque industrial mais diversificado do país, o estado retomou o Índice de Atividade Econômica (IBC) a patamares anteriores à Covid-19 cinco meses antes da média nacional. Entre maio de 2020 e setembro de 2021, o IBC registrou um crescimento médio de 0,9% ao mês no estado, a terceira maior alta do país no período. O dado foi apresentado pelo

Em 2021, a indústria catarinense registrou o maior crescimento percentual entre os estados do país. De janeiro a outubro, a produção industrial do estado avançou 13,8%, na comparação com o mesmo período de 2020. Entre os setores industriais, a maior alta foi registrada na Metalurgia (55,4%), impulsionada pelo desempenho da Construção civil. Na sequência, os setores de Veículos automotores (45%) e Máquinas e equipamentos (28,7%) também apresentaram bom desempenho, puxados sobretudo pela demanda externa. Destaque também para os setores beneficiados pela retomada das atividades presenciais e da circulação de pessoas nos centros urbanos – algo que foi possível graças ao avanço da vacinação. Entre estes, Vestuário e acessórios e Produtos têxteis, com crescimentos de 22,6% e 20,7%, respectivamente.

A retomada da produção industrial também foi impulsionada pelas exportações. De janeiro a novembro de 2021, Santa Catarina vendeu para o exterior US$ 9,4 bilhões, um crescimento de 25,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio com os Estados Unidos teve um papel importante nesse desempenho – o país foi o principal destino dos embarques catarinenses em 2021, com US$ 1,7 bilhão comprados do estado, alta de 42,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Intenção de investir é maior que a média nacional
Apesar dos desafios projetados para a economia no próximo ano, o industrial catarinense se mantém confiante e com planos de investimento para 2022. De acordo com dados da Sondagem Industrial, a intenção de investir para os próximos seis meses em Santa Catarina bateu 67,7 pontos em novembro frente 58,4 pontos da média nacional.

Para 2022, há uma perspectiva de crescimento, porém mais moderado do que neste ano. A análise decorre do fato de que há desafios pela frente, como a persistência da inflação, que corrói o poder de compra das famílias, e a alta da taxa básica de juros como ferramenta para conter a escalada dos preços. O aumento da Selic encarece o crédito para pessoas físicas e empresas, o que pode limitar a capacidade de investimento e crescimento da economia.

Entre os fatores positivos que colaboram para a aposta na expansão estão as oportunidades no mercado externo, com projeções positivas para o crescimento do PIB dos países que são os maiores parceiros comerciais do Santa Catarina. Os Estados Unidos, que são o principal destino das exportações industriais catarinenses, têm uma perspectiva de crescimento do PIB de até 5,2%, por exemplo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Indústria puxa retomada da atividade econômica pós-pandemia, nota Fiesc

Confiança do comércio volta a subir

Aumento do índice pode estar relacionado às expectativas de consumo nas festas de fim de ano

Com aumento de 0,3%, Icec acumula crescimento anual de 10,9%, alcançando pontuação próxima à registrada no início da pandemia

Depois de três quedas mensais seguidas, os comerciantes voltaram a apresentar otimismo no fechamento do ano. Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador apresentou alta de 0,3% em dezembro, acumulando elevação de 10,9% em 2021.

Na série dessazonalizada, o Icec atingiu 120,3 pontos e permaneceu dentro da zona de satisfação (acima dos 100 pontos), nível próximo ao registrado em abril de 2020 (120,7), período do início da pandemia de covid-19. A elevação, no entanto, não conseguiu compensar a queda de 13,2% verificada no ano passado.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, lembra que, este ano, o índice apresentou queda em 8 dos 12 meses, refletindo a oscilação da confiança empresarial em conformidade com a performance do mercado. “Foram dois períodos prolongados de diminuição: os primeiros cinco meses e depois o trimestre de setembro a novembro. A terceira onda da pandemia; dólar e preços altos; juros crescentes; baixa capacidade de reação do mercado de trabalho e expectativas com o novo programa de transferência de renda se encaixam no quadro de incertezas que influenciaram o cenário”, enumera.

Entre os três componentes do Icec, apenas condições atuais do empresário do comércio apresentou redução, de 2,3%, puxado para baixo pelo subíndice economia, que registrou queda de 5,1%. já intenções de investimento cresceu 1,4%; e expectativas do empresário do comércio, 1,2%.

O economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, avalia que o crescimento da confiança do comércio em dezembro pode estar relacionado às expectativas de consumo nas festas de fim de ano. No entanto, os números da pesquisa e o baixo percentual de aumento do Icec mostram prudência do planejamento empresarial.

“Apesar das perspectivas de que boa parte do 13º salário seja direcionado para o consumo, é importante considerar que as famílias estão bem endividadas e, simultaneamente, as pressões sobre custos de produção do setor, como energia elétrica, fretes, produtos mais caros e o recente aumento dos juros requerem atenção, sobretudo, para a gestão dos estoques”, alerta o economista.

Aumento do índice pode estar relacionado às expectativas de consumo nas festas de fim de ano

Florianópolis é a mais nova metrópole brasileira

Vitória e Campinas também ganharam o título

Levantamento do IBGE inseriu uma nova região comandada pela capital catarinense entre Curitiba e Porto Alegre

Florianópolis, Vitória e o município paulista de Campinas são as três novas metrópoles brasileiras, de acordo com o estudo Divisão Urbano Regional 2021, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com essa nova configuração, o número de metrópoles passou de 12, em 2013, para 15.

O levantamento fornece uma visão regional do Brasil, identificando e delimitando novos desenhos regionais, as Regiões de Articulação Urbana. Todas as regiões identificadas são formadas a partir de uma cidade que comanda a sua região, estabelecendo relacionamentos entre agentes e empresas nos respectivos territórios. As Regiões de Articulação Urbana identificadas neste estudo tiveram como base os resultados da pesquisa Regiões de Influência das Cidades – Regic 2018.

“O surgimento de novas centralidades em áreas já ocupadas por antigas metrópoles é apenas um dos aspectos que podem ser percebidos pela análise temporal dos recortes territoriais elaborados”, aponta o levantamento.

A análise mostrou que nenhuma outra região ampliada no Brasil passou por alterações tão expressivas quanto a do Rio de Janeiro. “A região ampliada da metrópole fluminense vem passando por um momento de contração que, em parte, pode ser justificado pela emergência de Vitória à condição de metrópole, bem como pela maior polarização da área de influência de Belo Horizonte. Assim, o Rio de Janeiro, apesar de ser uma das metrópoles mais antigas e consolidadas do país, perdeu, ao longo dos últimos anos, áreas que tradicionalmente estavam a ela relacionadas, como o arranjo populacional de Juiz de Fora (MG)”.

Segundo o IBGE, outro destaque é a retração da região ampliada de São Paulo, rivalizada pelas regiões de Belo Horizonte e de Curitiba. “Além deles, a ascensão do arranjo populacional de Campinas (SP), centralizando uma região ampliada restrita, impactada pela proximidade da capital paulista, mas relevante o suficiente para impulsionar movimentos mais amplos de atratividade para uma população dispersa por cidades próximas, é outra alteração que comprova a dinamicidade da rede urbana, mesmo em seus pontos mais antigos e consolidados”, destaca o estudo.

Segundo a analista da pesquisa, Maria Monica O’Neill, o estudo identificou metrópoles que perderam protagonismo e passaram a dividir o espaço que ocupavam com outros centros urbanos. “Observamos o surgimento de Florianópolis como metrópole, fato que inseriu uma nova região comandada pela capital catarinense entre Curitiba e Porto Alegre. Anteriormente, esses espaços eram divididos entre Curitiba e Porto Alegre”, disse a pesquisadora.

Outra mudança importante em relação a 2013 é o fato de Belo Horizonte capturar a influência sobre as cidades do Triângulo Mineiro e Juiz de Fora, que tradicionalmente faziam parte das regiões ampliadas de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente.

O estudo ainda revela a consolidação da importância da região denominada Matopiba, formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O analista do IBGE, Mauricio Silva, destacou que a pesquisa demonstra o fortalecimento das cidades ao longo do eixo Manaus-Belém em função do agronegócio.

Com Agência Brasil 

Vitória e Campinas também ganharam o título

Atividade econômica cai 0,4% em outubro

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,19%

No acumulado do ano, foi registrada alta de 4,99% no índice considerado como uma prévia do PIB

A atividade econômica brasileira teve variação negativa em outubro deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,4% em outubro de 2021 em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). Assim, o índice chegou a 136,87 pontos.

Na comparação com outubro de 2020, houve redução de 1,48% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No trimestre encerrado em outubro, comparado com os três meses anteriores, a queda foi de 0,94%. Na comparação com o período de agosto a outubro do ano passado, IBC-Br teve crescimento de 1,06%. No acumulado do ano, foi registrada alta de 4,99%. E em 12 meses encerrados em outubro, o indicador também ficou positivo, em 4,19%.

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 9,25% ao ano. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Entretanto, o indicador de atividade oficial é o PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No terceiro trimestre deste ano, o PIB recuou 0,1%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o indicador registrou uma alta de 4% e, em 12 meses, acumulou alta de 3,9%.

A última estimativa do Ministério da Economia para o PIB, divulgada no mês passado, é de crescimento de 5,1% em 2021. Já a projeção do mercado financeiro para o crescimento da atividade econômica deste ano está em 4,65%.

Em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o indicador acumulou alta de 4,6%.

Com Agência Brasil 

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,19%

RS assina memorando para produção de hidrogênio verde

Projeto será feito em conjunto com a White Martins

“A descarbonização é um fato e é o futuro de todos”, enfatizou Mário Simon, diretor-executivo de Negócios da White Martins

O governo gaúcho e a empresa White Martins assinaram, na terça-feira (14), no Palácio Piratini, um memorando de entendimento para implementação do programa Hidrogênio Verde – Construir e desenvolver energias renováveis no estado.

O Rio Grande do Sul tem empreendido estudos para fazer uma transição para descarbonização por meio do uso do hidrogênio verde, criando um novo ramo na matriz econômica de alta tecnologia e valor agregado. O Estado já opera com 80% da energia de matriz renovável, sendo cerca de 20% de energia eólica, cujo potencial de expansão ainda é grande.

Sendo assim, a utilização de hidrogênio verde vai ao encontro do compromisso assumido pelo RS de neutralizar as emissões de carbono no Estado em 50% até 2030, meta assumida também pelo Brasil no Acordo de Paris. Em novembro deste ano, o governador Eduardo Leite esteve na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP2 6), em Glasgow, na Escócia, para reafirmar o compromisso do Estado.

A White Martins é uma empresa multinacional que atua no mercado de fabricação de gases industriais e medicinais. O interesse no RS se dá pela grande oferta de recursos naturais, que possibilitam a geração de energia “carbon free”. Além disso, o RS é líder em política ambiental no Brasil.

O objetivo do memorando é possibilitar que o Estado e a White Martins identifiquem as possíveis ações de cada um para mapear as oportunidades e as ações necessárias, de acordo com normas legais que as regem, a fim de oportunizar a construção e a operação de uma planta industrial de hidrogênio verde e amônia verde (com energias renováveis) no Rio Grande do Sul.

“A descarbonização é um fato e é o futuro de todos. Teremos algumas passagens até chegar ao hidrogênio verde, mas isso se dará em fases rápidas, porque é uma necessidade e um desejo da sociedade. Ficamos muito satisfeitos com essa parceria com o governo do Estado e estamos dispostos a desenvolver esse trabalho sério e conjunto na busca para uma solução de energia por meio do hidrogênio verde para o Rio Grande do Sul”, enfatizou Mário Simon, diretor-executivo de Negócios da White Martins.

O local visto como uma opção para receber o projeto é o porto do Rio Grande, em Rio Grande. É o maior distrito industrial do RS, com 2.580 hectares, retroáreas disponíveis, posição estratégica e privilegiada, que apresenta sinergia com cadeias produtivas. Além disso, tem vantagens logísticas, como escoamento da produção e recepção de matérias-primas. Em 2019, o fluxo foi de mais de 3 mil navios.

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Projeto será feito em conjunto com a White Martins

A inflação foi o tema do ano, afirma presidente da Fiergs

A expectativa para 2022 é de que a taxa de crescimento do PIB desacelere no Brasil e no Rio Grande do Sul

“Com a maior retomada da atividade, a inflação foi refletindo cada vez mais os diversos gargalos na oferta e o que se vê agora, mais uma vez, é que a base de recuperação para o país será a centralidade na indústria”, disse Petry

A inflação foi o tema do ano. Foi a essa conclusão que o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, chegou durante a apresentação do Balanço 2021 e Perspectivas 2022 da federação nesta terça-feira (14). Segundo ele, o comportamento dos índices de preços no início do ano sinalizava um quadro já bem pressionado em alguns segmentos, principalmente por conta dos custos de matérias-primas e dos preços de commodities. “Com a maior retomada da atividade, a inflação foi refletindo cada vez mais os diversos gargalos na oferta e o que se vê agora, mais uma vez, é que a base de recuperação para o país será a centralidade na indústria”, disse Petry.

Com a maior retomada da atividade, a inflação foi refletindo cada vez mais os diversos gargalos na oferta e o que se vê agora, mais uma vez, é que a base de recuperação para o país será a centralidade na indústria. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) deverá encerrar 2021 em 10,1% e a expectativa é de uma desaceleração para 5,8% ao final de 2022. Porém, de acordo com a Fiergs, a convergência para o centro da meta de 3,25% só deverá ocorrer em 2023.

Os desafios trazidos pelo ano seguinte, com sinalizações de política fiscal e ambiente externo e político instáveis, acabam dificultando ainda mais o percurso. Segundo as projeções, em análise elaborada pela Unidade de Estudos Econômicos, a expectativa para 2022 é de que a taxa de crescimento do PIB desacelere no Brasil e no Rio Grande do Sul, respondendo tanto aos menores estímulos fiscais – que tiveram parte dos seus efeitos ainda favorecendo a atividade nesse ano – quanto à política monetária bastante contracionista para tentar deter a inflação.

A taxa de desemprego elevada e a permanência das interrupções nas cadeias de fornecimento também devem ajudar a diminuir o ritmo de crescimento. Projeta-se um aumento do PIB de 4,6% para o Brasil, em 2021, e 1%, em 2022. Já o Rio Grande do Sul deverá crescer 9,6%, este ano e 1,6% no próximo. Entre os setores, a indústria do Rio Grande do Sul puxa a recuperação desde agosto de 2020 – está 1,5% acima do nível anterior ao da pandemia, enquanto os outros setores vêm paulatinamente tentando se recuperar. Mesmo assim em outubro de 2021 a indústria gaúcha ainda produziu 11,6% a menos em relação ao pico ocorrido no mesmo mês de 2013.

Para a federação, a boa expectativa na agropecuária e seus efeitos de transbordamento não serão suficientes para compensar uma dinâmica mais fraca dos demais setores. Pesará, nesse caso, contra um crescimento mais robusto, os gargalos nas cadeias de fornecimento e a massa de renda real crescendo em ritmo menor. Mas a inflação em alta, a crise de suprimentos e as perdas na produção não preocupam apenas o Brasil. Em nível internacional, explicou o economista André Nunes, o “descasamento” entre oferta e demanda provocou, em 12 meses, até novembro de 2021, elevação de 110% em dólar nas commodities energéticas, e de 165% em fertilizantes. A falta de semicondutores, problema que só deve estar sanado em 2023, causou impacto negativo de 6,5 milhões de unidades na produção mundial de veículos em 2021.

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A expectativa para 2022 é de que a taxa de crescimento do PIB desacelere no Brasil e no Rio Grande do Sul

Economia catarinense deve crescer até 1,5% no próximo ano

Indústria puxa retomada da atividade econômica pós-pandemia, nota Fiesc

Mario Cezar de Aguiar acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano

O otimismo tomou conta da tradicional coletiva com o balanço de 2021 e perspectivas para 2022 da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta terça-feira (14). O presidente Mario Cezar de Aguiar aposta que o PIB catarinense deve avançar 1,5%, no mínimo, no próximo ano – bem acima do Brasil, cujo cenário deverá ser de estagnação. No encontro com a imprensa, Aguiar projetou que as indústrias automotiva, eletroeletrônica, fundição e metalmecânica terão destaque em 2022 graças ao retorno das economias no exterior. “Estamos crentes que a economia de Santa Catarina será melhor que a do Brasil no próximo ano”, declarou.

Uma das principais barreiras, no entanto, será uma possível restrição da demanda, tendo em vista o aumento dos juros básicos pelo Banco Central. Para o assessor econômico da Fiesc e professor Pablo Bittencourt, a Selic poderá alcançar o nível de até 12% em março se mantendo nesse patamar por um período de quatro reuniões do Comitê de Política Monetária, o Copom. “O desafio, para quem depender do mercado interno, será a demanda mais restrita, ainda que os custos, em compensação, tendem a seguir uma curva descendente”, afirmou, alertando, ainda que uma quarta onda da pandemia poderá alterar esse quadro.

O presidente da Fiesc também acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano. Segundo ele, tão logo o projeto seja liberado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, levará a pauta para o plenário. “Não é a reforma dos sonhos, mas a possível. Se ela for aprovada, também ajudará a fazer com que o câmbio fique mais favorável”, argumentou.

Aguiar também se mostrou preocupado com o investimento recente do governo do Paraná no modal portuário. Segundo ele, Santa Catarina poderá perder competitividade se empresas optarem pelo Porto de Paranaguá para escoarem seus produtos. Segundo cálculos da federação, cada contêiner, independentemente do que carregue, deixa US$ 1200 (cerca de R$ 7 mil) na economia catarinense.

A decisão do Ministério da Infraestrutura em assinar, na semana passada, a autorização para a construção e a operação da ferrovia entre Chapecó, no oeste de Santa Catarina, e Cascavel, no Paraná, também foi tema do encontro. A opção pela linha férrea reduzirá em 30% o custo do transporte de insumos, como milho e soja. Santa Catarina necessita de 7 milhões de toneladas de milho por ano e importa 5 milhões de outras regiões do país e do exterior. “Esse empreendimento trará facilidades para o porto paranaense. Haverá um prejuízo nesse aspecto, mas não podemos ser contrários a uma demanda importante da região oeste, forte no agronegócio”, ponderou.

Retomada do crescimento
A indústria contribuiu de forma significativa para a retomada do crescimento da economia catarinense no período pós-pandemia. Com o parque industrial mais diversificado do país, o estado retomou o Índice de Atividade Econômica (IBC) a patamares anteriores à Covid-19 cinco meses antes da média nacional. Entre maio de 2020 e setembro de 2021, o IBC registrou um crescimento médio de 0,9% ao mês no estado, a terceira maior alta do país no período. O dado foi apresentado pelo

Em 2021, a indústria catarinense registrou o maior crescimento percentual entre os estados do país. De janeiro a outubro, a produção industrial do estado avançou 13,8%, na comparação com o mesmo período de 2020. Entre os setores industriais, a maior alta foi registrada na Metalurgia (55,4%), impulsionada pelo desempenho da Construção civil. Na sequência, os setores de Veículos automotores (45%) e Máquinas e equipamentos (28,7%) também apresentaram bom desempenho, puxados sobretudo pela demanda externa. Destaque também para os setores beneficiados pela retomada das atividades presenciais e da circulação de pessoas nos centros urbanos – algo que foi possível graças ao avanço da vacinação. Entre estes, Vestuário e acessórios e Produtos têxteis, com crescimentos de 22,6% e 20,7%, respectivamente.

A retomada da produção industrial também foi impulsionada pelas exportações. De janeiro a novembro de 2021, Santa Catarina vendeu para o exterior US$ 9,4 bilhões, um crescimento de 25,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio com os Estados Unidos teve um papel importante nesse desempenho – o país foi o principal destino dos embarques catarinenses em 2021, com US$ 1,7 bilhão comprados do estado, alta de 42,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Intenção de investir é maior que a média nacional
Apesar dos desafios projetados para a economia no próximo ano, o industrial catarinense se mantém confiante e com planos de investimento para 2022. De acordo com dados da Sondagem Industrial, a intenção de investir para os próximos seis meses em Santa Catarina bateu 67,7 pontos em novembro frente 58,4 pontos da média nacional.

Para 2022, há uma perspectiva de crescimento, porém mais moderado do que neste ano. A análise decorre do fato de que há desafios pela frente, como a persistência da inflação, que corrói o poder de compra das famílias, e a alta da taxa básica de juros como ferramenta para conter a escalada dos preços. O aumento da Selic encarece o crédito para pessoas físicas e empresas, o que pode limitar a capacidade de investimento e crescimento da economia.

Entre os fatores positivos que colaboram para a aposta na expansão estão as oportunidades no mercado externo, com projeções positivas para o crescimento do PIB dos países que são os maiores parceiros comerciais do Santa Catarina. Os Estados Unidos, que são o principal destino das exportações industriais catarinenses, têm uma perspectiva de crescimento do PIB de até 5,2%, por exemplo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Indústria puxa retomada da atividade econômica pós-pandemia, nota Fiesc