Cooperativas faturam R$ 52,1 bilhões e geram mais de 3,6 mil empregos durante a pandemia

Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul completa 50 anos e contribui para o fortalecimento do setor no Estado

Além dos benefícios trazidos à população por si só, o Sistema ainda promove programas sociais

Quando a Ocergs foi fundada, há 50 anos, contava com apenas 42 cooperativas, praticamente todas de arroz. Passado meio século, o cooperativismo tomou posição de destaque no cenário da economia gaúcha, tornando-se referência nacional. O levantamento divulgado no relatório Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2021 (ano-base 2020) indica o faturamento recorde das cooperativas na ordem de R$ 52,1 bilhões, com incremento de 6,4% em relação ao período anterior. E a eficiência econômica das cooperativas gaúchas se concretiza através dos resultados que apresentam: no último ano, o crescimento registrado nas sobras apuradas foi de 22,5%, atingindo o valor de R$ 2,9 bilhões, o que representa uma expansão de 121,98% nos últimos cinco anos.

A solidez do sistema cooperativista estadual também se comprova na evolução do patrimônio líquido, que cresceu 17,9% e alcançou R$ 21,2 bilhões, refletindo as boas práticas de gestão nas cooperativas. Em relação aos ativos, o cooperativismo gaúcho registrou um acréscimo de 28,5%, alcançando a marca de R$ 98,2 bilhões. As cooperativas do RS geraram R$ 2,1 bilhões de tributos em 2020. Desse montante, R$ 1,1 bilhão foram em tributos estaduais, R$ 1 bilhão em tributos federais e R$ 80 milhões em municipais. Hoje, o sistema é composto por 3,06 milhões de associados, o que representa 26,7% da população do estado. “Essa expressão social é muito forte no RS e chega a ser a primeira no país em número de sócios”, revela o presidente do Sistema Ocergs, Vergilio Perius.

Ao lado do agronegócio, o crédito foi uma marca diferenciada no processo cooperativo, permitindo que as classes sociais B, C e D fossem incluídas no sistema financeiro nacional. O sucesso do modelo também se dá à garantia de benefícios aos associados – quando a primeira cooperativa do mundo foi criada em 1844, na Inglaterra, foi definido que o produto do resultado econômico, que seria o lucro numa empresa privada, viraria “sobras”. No sistema de cooperativas, essa sobra vai diretamente para o associado que a produziu durante o ano.

“Na medida em que tem que cuidar da coletividade, o cooperativismo apropriou o princípio da liberdade econômica, mas não distribui a riqueza pelo capital, e sim pelo trabalho de cada um, horas trabalhadas, volume de produção e volume de negócios, beneficiando quem gera a riqueza”, explica Perius. No ano passado, foram cerca de R$ 3 bilhões de sobras distribuídas entre os mais de 3 milhões de associados – o que representou, em média, um salário mínimo para cada um. “Nós retemos a riqueza aqui, geramos resultado econômico e isso é fundamental para o desenvolvimento do país. Essa é a diferença. Se há resultado econômico, ele volta para seus associados”, defende o presidente do sistema. 

Fazendo a diferença 

Além dos benefícios trazidos à população por si só, o Sistema ainda promove programas sociais. Além do braço de formação profissional, que capacita e auxilia no desenvolvimento dos profissionais, há o de promoção social, no qual se trabalham questões comunitárias com o objetivo de fortalecer laços e melhorar vínculos sociais das cooperativas e suas comunidades. O chamado Aprendiz Cooperativo do Campo, por exemplo, faz parte da promoção social e ensina técnicas de manejo e a importância da qualidade rural aos jovens, que, com esse incentivo, geralmente decidem continuar no campo. Já o Marmita Coop, relacionado a um programa maior denominado Dia de Cooperar, propõe-se a entregar marmitas para comunidades carentes da Lomba do Pinheiro. Para José Zigomar, gerente de promoção do Sescoop/RS, as iniciativas sociais refletem o sétimo princípio do sistema: o compromisso com a comunidade. “O Sescoop ensina, mas também faz”, orgulha-se.

E o sistema segue gerando frutos para o estado. Em plena pandemia, as cooperativas cresceram fortemente em seus resultados econômicos. No Rio Grande do Sul, foram cerca de 3.700 empregos agregados. A expansão de postos de trabalho no setor, que em 2020 registrou 68.303 empregos diretos, contrasta com o cenário do Rio Grande do Sul, que amargou no ano passado o segundo pior saldo no mercado de trabalho formal do Brasil, com o fechamento de 20.220 empregos. “O aumento de empregados contratados, sobretudo pelas cooperativas agroindustriais, de saúde e de crédito conforta a sociedade gaúcha, pois o Rio Grande do Sul fechou o acumulado no ano com uma variação relativa negativa de 0,80%”, explica Perius.

Daqui para a frente, o objetivo é seguir colhendo resultados positivos, com resultado econômico e faturamento positivos e inclusão de mais sócios. A previsão é de que 50 mil novos sócios se juntem ao sistema, principalmente jovens e mulheres, que, segundo Perius, cada vez mais tomam consciência da necessidade de se tornarem protagonistas de suas próprias histórias. 

Organização das Cooperativas do Rio Grande do Sul completa 50 anos e contribui para o fortalecimento do setor no Estado

Estado assina primeiro contrato de suprimento de biometano no RS

Iniciativa conclui primeira etapa de trabalho da Sulgás para viabilizar o biometano como opção energética

“Substratos e subprodutos são aproveitados e valorizados, primando pela economia circular e pela sustentabilidade”, destaca Cótica

O governo do Estado, por meio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), e a empresa SebigasCótica firmaram, nesta segunda-feira (20), o primeiro contrato de suprimento de biometano do Rio Grande do Sul. O contrato é um marco na história do Estado, na medida em que é o ponto de partida para a inserção dessa fonte de energia renovável na matriz energética gaúcha. A iniciativa também representa a conclusão da primeira etapa de um trabalho de longa data realizado pela Sulgás para viabilizar o biometano como opção energética.

O acordo entre as duas empresas é resultado da chamada pública para aquisição de biometano, lançada pela Sulgás em 2020. A proposta prevê a instalação de uma central de tratamento integrado de resíduos (CTIR) em grande escala no município de Triunfo, com capacidade para receber resíduos da agroindústria, que serão transformados em biocombustíveis.

A planta da CTIR incluirá uma usina de produção de biometano originado a partir da transformação de resíduos da atividade agrossilvopastoril. O volume inicial para os cinco primeiros anos do contrato de suprimento com a Sulgás é de 15 mil metros cúbicos por dia, a contar de 2024, ano em que está previsto o início da entrega. A capacidade poderá ser ampliada para 30 mil metros cúbicos diários a partir do sexto ano, conforme previsão contratual.

Com o trabalho realizado pela companhia nos últimos anos, em parceria com empresas e universidades, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) emitiu duas resoluções que possibilitam a comercialização de biometano no Brasil. O projeto em Triunfo irá beneficiar, inicialmente, os clientes da Sulgás do Polo Petroquímico de Triunfo. Quando o produto for lançado no mercado gaúcho, será chamado GNVerde, marca registrada pela Sulgás para o biometano.

Economia circular
Diferentemente de outros combustíveis renováveis derivados da biomassa, que dependem do plantio para produção do combustível, o biometano que será produzido no Rio Grande do Sul será oriundo de resíduos, o que contribui ainda mais com o meio ambiente. O empresário Maurício Silveira Cótica disse que a atividade a ser desenvolvida é uma plataforma de economia circular para tratamento de resíduos e geração de gás e energia renovável e que este é o primeiro

“O projeto traz soluções e tecnologias inéditas no país e funcionará como uma central de recebimento de resíduos de diversas empresas, que serão tratados e deles será gerado o biogás, que depois de passar por um processo de purificação, se transforma em biometano, que será injetado na rede canalizada da Sulgás, se misturando ao gás natural. É um negócio em que todos os substratos e subprodutos são aproveitados e valorizados, primando pela economia circular e pela sustentabilidade”, explicou Cótica.

O investimento no projeto será de R$ 150 milhões. A Sulgás investirá cerca de R$ 9 milhões em obras e equipamentos para a interligação da usina com a rede canalizada de distribuição de gás. A SebigasCótica desenvolve negócios e projetos em biogás, sendo o resultado da joint venture entre a italiana Sebigas e a gaúcha Cótica, e traz a experiência de mais de 80 unidades realizadas. A empresa atua de ponta a ponta, desenvolvendo tecnologias e processos próprios, implementando e operando plantas de biogás.

A SebigasCótica tem no portfólio a realização da maior planta de biodigestão das Américas, realizada para a Raízen no estado de São Paulo, um projeto pioneiro no país e que utiliza tecnologia proprietária da empresa para a biodigestão de vinhaça, subproduto da produção do etanol e açúcar. Também atuante em outros países da América Latina, a empresa está concluindo a realização de uma planta em Buenos Aires, na Argentina.

Mercado em potencial
De acordo com estudos da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), o Brasil apresenta potencial de produção de 120 milhões de metros cúbicos por dia de biogás. Esse volume poderia suprir 40% da demanda por energia elétrica e 70% do consumo de diesel. Em relação à realidade gaúcha, conforme o Atlas das Biomassas, estudo encomendado pela Sulgás à Universidade do Vale do Taquari (Univates) e concluído em 2016, o Rio Grande do Sul tem capacidade de produzir 2,7 milhões metros cúbicos por dia de biogás, 1,5 milhão metros cúbicos diários de biometano e gerar 2,4GW de energia elétrica a partir de biomassa agrossilvopastoril.

Quer saber mais sobre sustentabilidade?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Iniciativa conclui primeira etapa de trabalho da Sulgás para viabilizar o biometano como opção energética

Oi eleva investimentos no Sul

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná, receberão serviços da Oi Fibra em dezembro

A Oi investiu cerca de R$ 965 milhões na região Sul de janeiro a setembro, com foco do principal pilar do plano de transformação da companhia, a Oi Fibra. Com a sua estratégia de ampliar o número de casas conectadas com o serviço que leva a internet até a casa do cliente (FTTH – Fiber To The Home), a companhia elevou em 55% o número de clientes na região no período.

A operadora oferece a Oi Fibra em 60 cidades do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Em dezembro de 2020 eram 33 cidades com a Oi Fibra e neste ano chegará a 63 com a ativação de mais três cidades em dezembro: Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná.

No mercado corporativo, a companhia vem investindo em soluções de tecnologia e inovação por meio da Oi Soluções, que registrou aumento de mais de 281% em receita de TI no Rio Grande do Sul, 58% no Paraná e 19% em Santa Catarina até setembro.

De acordo com a companhia, a Oi está evoluindo para tornar-se uma plataforma de serviços digitais que vai ajudar a criar novas soluções para pessoas e empresas a partir da fibra ótica, ponto central do plano de transformação do negócio da marca. “A nova Oi que surge deste processo de transformação é uma empresa voltada para o provimento de experiências digitais, baseadas em acesso a conteúdo e em diversos outros serviços como streaming, jogos em rede, serviços relacionados à casa conectada, serviços financeiros, marketplace de soluções e muito mais, transformando a marca Oi em referência de plataforma de consumo no país”, revela a marca, por meio de nota.

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Frimesa projeta encerrar o ano com crescimento de 17%

Frigorífico de Assis Chateaubriand será inaugurado em 2022

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Frimesa apresentou na quinta-feira (16) seu planejamento estratégico de 2022. Entre as principais oportunidades previstas está a inauguração do frigorífico de Assis Chateaubriand, operar as indústrias em sua capacidade máxima, implementar uma tecnologia para controle total da cadeia produtiva e ampliar a marca no mercado brasileiro, investir em tecnologias, formar e preparar os colaboradores e implementar o sistema de compliance. A cooperativa projeta atingir R$ 5 bilhões em faturamento no ano com um crescimento de 17% comparado ao desempenho de 2020.

O segmento de carne suína é o maior negócio da empresa e conta com duas plantas industriais, uma em Medianeira e outra unidade fabril em Marechal Cândido Rondon. Com um sistema de produção de suíno monitorado, abate mais de 8 mil animais por dia. Na área de exportação, a projeção da receita está em R$ 926 milhões, valor que representa uma fatia de 18,8% sobre o faturamento geral da empresa e 25,9% sobre a receita da área de carnes.

Nos lácteos, os produtores têm acompanhamento técnico no campo, e são quatro plantas de industrialização – três no Paraná e uma em Aurora (SC) –, com uma capacidade de operar numa média de 830 mil litros/dia. O investimento em novas tecnologias, qualidade e melhorias resultou em um portfólio de 484 produtos, que atendem todas as refeições e cardápios, e compõem o mix de 34.910 clientes e 46.199 pontos de venda ativos.

A Frimesa é a 53ª maior empresa da região e também a 22ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Frigorífico de Assis Chateaubriand será inaugurado em 2022

Mercado diminui projeção para avanço da economia em 2021

Expectativa para o PIB caiu de 4,65% para 4,58%

Em novembro, puxada principalmente pelo aumento de preços de combustíveis, a inflação foi de 0,95%

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano caiu de 4,65% para 4,58%. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para o PIB é de crescimento de 0,5%, a mesma previsão da semana passada. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,05% para 10,04% neste ano. É a segunda redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção.

Em novembro, puxada principalmente pelo aumento de preços de combustíveis, a inflação foi de 0,95%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 9,26% no ano e de 10,74%, nos últimos 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 9,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

As projeções do BC para a inflação estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros, para que a inflação convirja para a meta dentro do intervalo de tolerância definido pelo CMN.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic seja elevada para 10,75% na primeira reunião do Copom de 2022, em linha com a sinalização do BC, e termine o ano em 11,5%. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica cai para 8% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar é R$ 5,60 para o final deste ano.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil

Expectativa para o PIB caiu de 4,65% para 4,58%

A Berneck amplia horizontes

Às portas de completar sete décadas, companhia paranaense atenderá demanda do setor com uma nova unidade industrial em Lages no próximo ano

Desde 2018, a empresa desembolsou R$ 1,6 bilhão no projeto em Lages

Os produtos fabricados pela Berneck, como painéis de MDP, MDF e HDF e madeira serrada de pinus, utilizados nos setores de construção civil e decoração, tem tido uma procura extremamente aquecida. De acordo com o CEO André Fauth, a demanda é equivalente ao que a companhia teve em 2013, antes do início do ciclo de recessão pelo qual o Brasil passou. “Desde o segundo semestre de 2020 até agora, não está sendo vendido mais porque não existe capacidade excedente no Brasil”, conta.

Atualmente a capacidade de produção nas plantas industriais da Berneck em Araucária (PR) e Curitibanos (SC), somadas, é de 2,4 milhões de metros cúbicos. Este volume vai aumentar quando a unidade de Lages (SC) começar a funcionar, no início do ano que vem. Serão 500 mil metros cúbicos a mais de MDF e mais 450 mil de madeira serrada de pinus por ano. Desde 2018, a empresa desembolsou R$ 1,6 bilhão no projeto. O principal objetivo operacional da companhia, em 2022 quando completará 70 anos, será desenvolver a capacidade produtiva da nova planta catarinense, sem tirar os olhos do desempenho operacional das outras duas unidades fabris. “Em Lages teremos uma serraria e uma linha de MDF, com espaço para mais uma linha no futuro. No caso dos painéis, o objetivo é vender a produção no Brasil, mantendo sempre um pé na exportação”, detalha Fauth.

Com a nova serraria, a Berneck tem a intenção de aumentar o volume de vendas no país com madeira estrutural para construção civil em Woodframe – um sistema de construção a seco já consagrado nos Estados Unidos e Europa. Além disso, a empresa está focando na ampliação nos mercados de embalagens, molduras e moveleiro. “Sofremos muitos aumentos em todos os insumos na cadeia toda. Mas de forma geral, a companhia está conseguindo repassar ao mercado, sustentando os níveis de rentabilidade do negócio”, diz Fauth, dando conta que a companhia cresceu dois dígitos em vendas no ano passado e deve obter resultado ainda melhor neste ano. Pelos cálculos do CEO, a previsão é atingir um faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2021.

A Berneck é a 51ª maior empresa da região e também a 21ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Às portas de completar sete décadas, companhia paranaense atenderá demanda do setor com uma nova unidade industrial em Lages no próximo ano

Santa Catarina segue com todas as 17 regiões em nível moderado

Indisponibilidade de acesso a banco de dados do Ministério da Saúde prejudica análise

Em Santa Catarina, estão mantidas as atividades de vigilância e monitoramento de maneira alternativa, realizado através de registros por planilhas

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (18) mantém todas as 17 regiões classificadas como risco potencial moderado (cor azul). Comparando com o mapa divulgado na semana passada, o cenário é praticamente o mesmo, com pequenas variações entre as regiões, em algumas dimensões.

Na dimensão monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas no nível moderado. Em relação à transmissibilidade, que monitora a taxa de infectantes e os parâmetros de transmissão, apenas as regionais do Extremo Sul Catarinense e Meio Oeste foram classificadas no nível Alto, as demais estão no nível moderado.

Na capacidade de atenção, as regiões Nordeste e Oeste estão classificadas como nível alto, com ocupação de leitos de UTI para tratamento de pacientes Covid-19 na faixa de 20 a 40%, enquanto as demais foram classificadas no nível moderado, com taxas de ocupação abaixo de 20%. Por fim, na dimensão gravidade, que mede a taxa de óbitos por Covid-19 e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a região do Alto Vale do Itajaí se encontra no nível grave, enquanto as demais foram classificadas como nível Alto.

Prejuízo da análise
Os resultados da matriz de risco potencial regionalizado desta semana devem ser analisados com cautela, uma vez que o ataque hacker que o Ministério da Saúde sofreu no dia 9 de dezembro, que afetou todos os sistemas de informações em saúde do nível federal que realizam o monitoramento da Covid-19 no Brasil, podem ter prejudicado essa análise.

A indisponibilidade do acesso aos sistemas de informação e-SUS Notifica, SIVEP-Gripe e SI-PNI, além do acesso ao banco de dados de casos leves, hospitalizações por SRAG e óbitos de Covid-19, além dos dados de vacinação, vem prejudicando a análise em tempo real de cenário epidemiológico de Covid-19 em todo o Brasil.

Em Santa Catarina, estão mantidas as atividades de vigilância e monitoramento de maneira alternativa, realizado através de registros por planilhas eletrônicas de óbitos por Covid-19 notificados pelos municípios, além de acesso a sistemas de informação que não foram afetados, como os gestão laboratorial e de gestão de leitos hospitalares. No entanto, o uso dessas fontes é insuficiente para se analisar com precisão todo o cenário.

O monitoramento dos dados de vacinação também se encontra prejudicado, pois o sistema SIPNI on-line também está apresentando problemas desde o dia 9 de dezembro, impossibilitando que os municípios registrem todas as doses aplicadas. A secretaria estadual catarinense solicitou a todos os municípios que continuem promovendo a vacinação, e aqueles que não tenham sistemas próprios e utilizem o sistema SI-PNI para registro de doses aplicadas, mantenham os registros em formulários e planilhas, para serem inseridos no sistema, quando o sistema retornar.

Indisponibilidade de acesso a banco de dados do Ministério da Saúde prejudica análise

Taesa arremata linha de transmissão entre São Paulo e Paraná

A Copel foi vencida no certame

O investimento estimado para a construção do empreendimento é de R$ 1,7 bilhão

A Taesa arrematou o lote 1 do leilão de transmissão por uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 129,9 milhões, com um deságio de 47,7% em relação ao valor máximo. A RAP é a receita a que o empreendedor terá direito pela prestação do serviço de transmissão a partir da entrada em operação comercial das instalações. A Copel disputou o lote com a Taesa, mas foi vencida, pois ofereceu, no máximo, R$ 130,4 milhões. O certame, que durou mais de duas horas e meia, foi realizado na sede da B3, em São Paulo, e foi promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil em termos de RAP. A empresa é exclusivamente dedicada à construção, operação e manutenção de ativos de transmissão, com 11.140 quilômetros de linhas em operação e 2.518 quilômetros de linhas em construção, totalizando 13.658 quilômetros de extensão e 97 subestações

O lote 1 é uma interligação Sul-Sudeste com 726 quilômetros de linhas de transmissão que deverão ser instaladas entre São Paulo e Paraná, sendo uma de 500 kV entre Ponta Grossa (PR) e Assis (SP) e outra de Bateias (PR) a Curitiba Leste. Segundo a Aneel, são obras para o sistema elétrico que vão alimentar a Região Metropolitana de Curitiba. O investimento estimado para a construção do empreendimento é de R$ 1,7 bilhão, com prazo de conclusão de instalação de 60 meses.

Ao todo, foram ofertados cinco lotes, em cinco Estados: além do Paraná e São Paulo, Amapá, Bahia e Minas Gerais. O lote 2, na Bahia, foi levado pela Sterlite Brazil. O valor ofertado pela empresa foi de R$ 7 milhões representando um deságio médio de 66% em relação à RAP inicial estabelecida pela Aneel de R$ 20,9 milhões. O lote 3, também na Bahia, foi vencido pela Rialma. A companhia apresentou oferta de R$ 17,1 milhões, representando um deságio de 27,8%.

A Neoenergia levou o Lote 4. A empresa ofereceu uma receita anual permitida de R$ 37,1 milhões, o que resultou em deságio de 58,6% em relação ao preço inicial de R$ 89,7 milhões. O lote recebeu 11 lances válidos e posteriormente teve disputa a viva-voz entre a Cemig Geração e a Neoenergia. Participam da fase viva-voz do leilão as proponentes com lances válidos para o lote em disputa cuja diferença no valor oferecido seja de até 5% em relação ao menor valor proposto na fase de lances.

Fechando o leilão, as linhas de transmissão e a subestação que compõem o lote 5 foram arrematadas pela Energisa Transmissão de Energia. O valor ofertado pela empresa para o lote foi de R$ 11,3 milhões, representando um deságio de 48,6% em relação à RAP inicial estabelecida pela Aneel de R$ 22 milhões.

Os vencedores dos contratos serão responsáveis pela construção, operação e manutenção de um total de 902 quilômetros de linhas de transmissão que serão acrescentadas ao SIN e três subestações de energia. Os investimentos estimados são de cerca de R$ 2,9 bilhões. Esse foi um dos lotes com maior destaque, pois atenderá o Amapá. O projeto consiste em uma nova subestação– chamada Macapá III, que vai se conectar à subestação Macapá – e em uma linha de transmissão de 10 quilômetros, que fará essa ligação.

Além de aumentar a capilaridade do sistema elétrico, a medida dá mais segurança ao sistema em casos de falhas técnicas, como o apagão que ocorreu no Amapá, em novembro de 2020. As linhas de transmissão permitem o envio da energia gerada em determinadas regiões para outras do país. O primeiro leilão foi realizado em junho e resultou no acréscimo de 515 quilômetros de linhas ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Quer saber mais sobre infraestrutura?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

A Copel foi vencida no certame

Mercado de imóveis começa a recuperar o fôlego no Sul

Setor deve movimentar mais de R$ 24 bilhões neste ano

Embora o cenário seja de otimismo, o estudo mostra que ainda levará algum tempo para o segmento voltar ao patamar que havia conquistado

O setor imobiliário na região Sul deve movimentar, até o final de 2021, mais de R$ 24 bilhões, retomando parte da fatia que havia perdido no ano passado em função da pandemia, quando respondeu por apenas R$ 22,2 bilhões. É o que aponta a Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo dos brasileiros há quase 30 anos, com base em dados oficiais. O levantamento foi feito com exclusividade para o Portal AMANHÃ.

Nos cálculos do estudo, são levadas em conta o número de empresas que oferecem serviços, tais como: compra, venda, aluguel e loteamento de imóveis próprios, bem como corretagem, gestão e administração da propriedade imobiliária.

Embora o cenário seja de otimismo, o estudo revela que ainda levará algum tempo para o segmento voltar ao patamar que havia conquistado. “O mercado de compra de imóveis levou um baque entre 2019 e 2020, reduzindo seus valores de potencial de consumo”, avalia Marcos Pazzini, responsável pelo estudo. Antes da Covid-19, o setor totalizava R$ 28,5 bilhões, ou seja, aproximadamente 15% a mais que a projeção atual.

A quantidade de empresas, por sua vez, não só recuperou o fôlego como ultrapassou os números pré-pandêmicos. Segundo o IPC Maps, das 44.073 atividades imobiliárias existentes em 2019 no Sul, 1.173 fecharam suas portas no início da Covid-19. Já neste ano, esse volume voltou a subir, totalizando 45.572 unidades instaladas.

Setor deve movimentar mais de R$ 24 bilhões neste ano

Confiança do empresário sobe em 23 dos 29 setores da indústria

É a primeira vez desde agosto que a maior parte dos segmentos registra avanço

O dado positivo tem mais relação com as expectativas para os próximos seis meses do que com o momento atual

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) – Resultados Setoriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), avançou em 23 dos 29 setores da indústria analisados em dezembro em relação a novembro de 2021. É a primeira vez desde agosto que a maior parte dos setores industriais registra avanço da confiança.

O único setor industrial que registrava falta de confiança em novembro, produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal, voltou a ficar confiante em dezembro. Dessa forma, todos os 29 setores industriais analisados em dezembro estão confiantes.

A confiança avançou principalmente nos setores: bebidas (+7 pontos), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (+5,9 pontos) e extração de minerais não metálicos (+5 pontos). Já as maiores quedas de confiança ocorreram nos setores: produtos de madeira (-4,2 pontos), calçados e suas partes (-1,1 ponto), obras de infraestrutura (-0,5 ponto) e produtos de minerais não metálicos (-0,5 ponto).

O dado positivo apontado pelo ICEI tem mais relação com as expectativas para os próximos seis meses do que com o momento vivido pelo empresário. O indicador de condições atuais da economia brasileira ficou abaixo de 50 pontos em 25 dos 29 setores pesquisados. O índice varia de 0 a 100, sendo que todos os dados abaixo de 50 pontos indicam percepção de piora da condição atual da economia brasileira na comparação com os últimos seis meses e acima de 50 pontos, percepção de melhora.

É a primeira vez desde agosto que a maior parte dos segmentos registra avanço

Coca-Cola Femsa adquire CVI Refrigerantes

Com isso, marca fortalece presença na região Sul

A CVI Refrigerantes é a 300ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC

A Coca-Cola Femsa anunciou nesta sexta-feira (17) que vai adquirir a CVI Refrigerantes, engarrafadora com sede em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O valor do negócio não foi revelado pelas empresas. O acordo está sujeito à aprovação do Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O contrato foi fechado por meio da subsidiária brasileira Spal Industria Brasileira de Bebidas.

Com isso, a maior engarrafadora da Coca-Cola no mundo em volume de vendas elevará sua participação e liderança no mercado nacional. A participação da Coca-Cola Femsa no volume do sistema Coca-Cola Brasil passará de 50% para 52%. Atualmente, a CVI possui uma fábrica localizada em Santa Maria e três centros de distribuição que abastecem 13,5 mil pontos de venda, chegando a 2,8 milhões de consumidores locais.

“A aquisição da CVI Refrigerantes é muito importante para o crescimento dos negócios da Coca-Cola Femsa no Brasil. Com ela, passaremos a cobrir todo o Rio Grande do Sul, fortalecendo nossa presença na região Sul, que é estratégica para o negócio e consolidando nossa posição de liderança no país”, escreve, em nota, Ian Craig, presidente da Coca-Cola Femsa.

A CVI Refrigerantes é a 300ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Com isso, marca fortalece presença na região Sul

Fomento Paraná anuncia novo aumento de limites operacionais

Instituição financeira elevou para R$ 5 milhões o limite de crédito

O limite fica ainda maior para projetos que envolvem inovação

Diante da necessidade de crédito para empreendedores e empresas no processo de retomada da atividade econômica no estado pós-pandemia, a diretoria da Fomento Paraná decidiu instituir novos limites de valor em financiamentos e elevar de R$ 2 milhões para R$ 5 milhões o limite por operação. O valor considera projetos de investimento fixo até R$ 3,5 milhões e capital de giro associado ou puro até R$ 1,5 milhão. O limite fica ainda maior para projetos que envolvem inovação, que podem ser atendidos com recursos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), por meio da linha Inovacred e suas variantes.

“A diretriz determinada à Fomento Paraná é direcionar todos os esforços para colocar crédito no mercado apoiando principalmente as micro e pequenas empresas, de modo a acelerar a retomada da atividade econômica”, afirma Heraldo Neves, diretor-presidente da instituição financeira estadual. “Essa elevação de limites se faz necessária também diante do próprio ritmo de solicitações de crédito, das perspectivas de captação de recursos de diferentes fontes nas quais a Fomento Paraná vem trabalhando e da nossa capacidade instalada de processamento e análise, que vem recebendo melhorias contínuas”, acrescenta.

As fontes de recursos para atender aos novos limites podem ser próprias da Fomento Paraná ou de repasses e captações do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Finep, do Fungetur/Ministério do Turismo, ou ainda de novas captações. A Fomento Paraná vem trabalhando na diversificação de fontes para captação de recursos para financiamentos para atender ao Plano de Negócios e Estratégia de Longo Prazo.

O principal projeto de captação de recursos autorizado é junto à CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina, no montante de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 275 milhões), que deve ser concluído no primeiro trimestre de 2022 e atender principalmente solicitações de micro e pequenas empresas. Historicamente, a principal origem dos recursos para as operações é o BNDES, que renovou o limite da instituição para operações de crédito com repasse de recursos para até R$ 123,9 milhões no período de julho de 2021 a junho de 2022.

Com o aumento do volume de operações de microcrédito, que neste ano deve superar a marca de R$ 100 milhões em novos contratos e consome parte desse limite fornecido pelo BNDES, estão em tratativa com o Banco do Brasil a captação de recursos orientados ao microcrédito na modalidade DIM Depósitos Interfinanceiros de Microcrédito, de R$ 50 milhões. Outra negociação autorizada com a Caixa Econômica Federal (CEF) prevê a captação de até R$ 11 milhões, também pra operações de microcrédito. O microcrédito é limitado a operações de até R$ 10 mil para empreendedores informais e até R$ 20 mil para MEIs e microempresas com faturamento anual até R$ 360 mil ao ano.

Para atender o volume de pedidos de crédito de empreendedores e escoar os recursos das novas captações, a Fomento Paraná vem trabalhando em diversas frentes, como a ampliação do número de parcerias e o melhoramento nas plataformas de processamento e análise de crédito. A linha Fomento Giro Fácil, voltada a empréstimos de capital de giro em valores de até R$ 500 mil, para micro e pequenas empresas, foi desenvolvida em uma plataforma especialmente criada para atender entidades credenciadas como correspondentes, principalmente em associações comerciais e empresariais e Sociedades Garantidoras de Crédito.

“Embora o foco principal seja a oferta de recursos para expansão de negócios, no atual cenário a principal demanda das empresas ainda é pelo capital de giro. Por isso é importante ter uma ferramenta ágil para trabalhar com nossos parceiros e taxas atrativas para o empreendedor”, afirma Neves.

O acesso às linhas de crédito se dá principalmente por meio da rede de parceiros agentes de crédito, que atuam nas prefeituras conveniadas, como salas do empreendedor e agências do trabalhador, ou correspondentes de empresas especializadas ou nas associações comerciais e empresariais nas diversas regiões do Paraná. A relação de agentes e correspondentes e os respectivos contatos estão disponíveis no site da Fomento Paraná, que também permite o cadastramento de propostas de empréstimo ou financiamento em uma plataforma digital exclusiva.

Quer saber mais sobre crédito?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Instituição financeira elevou para R$ 5 milhões o limite de crédito

Um futuro rentável e sustentável

Bunge aposta alto em gestão inteligente da cadeia produtiva e transformação digital – mas também em responsabilidade ambiental

“As mudanças ampliaram a visibilidade sobre nossas operações e trouxeram a agilidade necessária”, analisa Garros

Enquanto no ano passado o agronegócio foi o segmento que mais se destacou nas operações da Bunge, neste ano os holofotes estão voltados para os óleos refinados e especiais. O segmento apresentou um desempenho mais positivo do que o imaginado graças à recuperação do setor de food service e do aumento da demanda por combustíveis renováveis, como o biodiesel. Os já excelentes resultados de 2020 se mantiveram para a Bunge em 2021 – segundo a empresa, graças a uma importante mudança finalizada em 2019, quando o modelo operacional global deixou de ter estrutura regionalizada por países e regiões e passou a ser organizado por cadeias de valor. “As mudanças ampliaram a visibilidade sobre nossas operações e trouxeram a agilidade necessária”, analisa Julio Garros, presidente de desenvolvimento do agronegócio, operações e moagem da Bunge.

Os projetos de transformação digital e inovação continuarão sendo um pilar importante de investimentos para a companhia neste ano, mas, além deles, a Bunge também mantém seu foco em ações voltadas para a sustentabilidade. As equipes vêm impulsionando o desempenho operacional, a otimização do portfólio e o fortalecimento da disciplina financeira da empresa, tudo isso em meio a um dos períodos mais desafiadores da história recente. “Como resultado, desde o ano passado, estamos conseguindo aumentar a utilização de nossa capacidade instalada e diminuir o tempo de paradas não programadas. Isso, associado ao empenho de nossos times comerciais para garantir o abastecimento de nossas plantas, têm levado a recordes no processamento de soja”, conta Garros.

Outra prioridade da empresa ao longo da pandemia foi manter-se lado a lado dos clientes para apoiá-los na tarefa essencial de manter o abastecimento de alimentos e de acompanhar as mudanças nas necessidades do consumidor. Durante todo esse período, a Bunge elencou duas prioridades: a manutenção do abastecimento e a saúde e segurança de seus colaboradores e parceiros. “A demanda mundial por alimentos segue firme e a Bunge vem conseguindo cumprir seu planejamento com foco e disciplina na execução”, avalia.

A empresa possui uma série de projetos para aumentar a eficiência de seu processamento de oleaginosas e negócios de distribuição de grãos em todo o mundo. No Brasil, os destaques são os investimentos em iniciativas voltadas à digitalização. Em maio deste ano, a companhia anunciou a Vector, uma empresa independente de logística com foco na digitalização do processo de contratação de fretes rodoviários criada em sociedade com a Target, provedora de soluções em logística e tecnologia.

A empresa surgiu da experiência das sócias no desenvolvimento conjunto de um aplicativo de contratação digital de fretes para a operação da Bunge no Brasil, que foi um grande sucesso. Batizado com o nome posteriormente adotado pela nova empresa, o aplicativo Vector funciona de forma integrada ao sistema operacional do embarcador, comunicando-se com os locais de carga e descarga. Isso permite não só o agendamento do frete pelo caminhoneiro no aplicativo como também a distribuição, via sistema, de todos os documentos de transporte, garantindo a carga ao motorista sem qualquer necessidade de contato entre as partes. A integração junto ao embarcador promovida pelo Vector garantiu alta adesão de caminhoneiros e transportadoras à solução. Implantado na operação da Bunge no início de 2020, em pouco mais de um ano, o app já havia viabilizado 557 mil viagens e o pagamento de R$ 2,6 bilhões em fretes. Hoje, os volumes contratados via aplicativo representam 97% de tudo o que a Bunge transporta pelo modal rodoviário no país. A solução, a partir da empresa Vector, está disponível ao mercado.

Na área de exportações, foi também neste ano que a iniciativa Covantis, da qual a Bunge é co-fundadora em conjunto com outras tradings, lançou sua plataforma blockchain para melhorar a velocidade e a segurança tecnológica das operações de exportação no comércio global, começando pelo Brasil. “Como é possível notar, estamos em uma jornada importante de transformação digital e vamos continuar estimulando o desenvolvimento de novas soluções”, destaca Garros. A Bunge também aposta em se aproximar cada vez mais do ecossistema de startups. No início de 2021, tornou-se parceira do AgTech Garage, principal hub de inovação especializado no agronegócio.

Compromisso com o planeta
Apesar dos desafios causados pela pandemia, a empresa não enfrentou rupturas em suas operações. Entre projetos de sustentabilidade, atualmente está dedicada a construir cadeias de fornecimento de soja cada vez mais verificáveis e transparentes. O monitoramento com apoio de imagens de satélite da Bunge cobre mais de 8,3 mil fazendas no Cerrado – é o mais amplo do setor – e já corresponde a 96% do fornecimento direto de soja da empresa na região (quando a compra é feita diretamente com o produtor). “Também implantamos processo de verificação externa dos nossos dados de rastreabilidade e monitoramento para ampliar ainda mais a segurança em torno da nossa cadeia de suprimentos responsável”, conta Garros.

O foco do monitoramento também está sendo ampliado para o fornecimento indireto. Em março deste ano, foi lançado o Parceria Sustentável Bunge, programa inédito no setor para auxiliar revendas de grãos a implantarem sistemas de avaliação socioambiental de fornecedores, incluindo o monitoramento por satélite. O objetivo com a iniciativa é ampliar o monitoramento das fontes indiretas de fornecimento no Cerrado de 30% para 100% até 2025. Recentemente, a empresa anunciou a meta de reduzir suas emissões em 25% até 2030, após declaração junto a outras empresas na Conferência da Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26) a favor da aceleração das ações contra mudanças climáticas na indústria. Mais um reflexo de que, para a Bunge, já não basta apenas o crescimento: é preciso fazê-lo de maneira planejada e sustentável.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Bunge aposta alto em gestão inteligente da cadeia produtiva e transformação digital – mas também em responsabilidade ambiental

PIB gaúcho cai 3,5% no terceiro trimestre

Queda é registrada na comparação com o segundo trimestre

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta do PIB do Rio Grande do Sul ficou pouco acima da nacional

A economia do Rio Grande do Sul registrou queda de 3,5% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao trimestre anterior. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, no entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou alta de 4,2%. Os números do trimestre que vai de julho a setembro mostram que o Estado teve queda superior à do Brasil (-0,1%) na comparação com os três meses anteriores e melhor desempenho quando a referência é o mesmo período de 2020 (4,2% contra 4%).

No acumulado do ano, de janeiro a setembro de 2021, a alta no PIB do estado chega a 12,2%, enquanto no Brasil o crescimento é de 5,7%. Os resultados da economia gaúcha no terceiro trimestre foram divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG).

“Assim como a agropecuária auxiliou o estado no trimestre passado, a falta de expressividade desse setor no terceiro trimestre e a própria base alta do período anterior explicam a queda na margem. O ponto positivo é que tanto indústria quanto serviços seguem crescendo nessa base de comparação. Além disso, no acumulado do ano, a recuperação da safra mais do que compensa essa queda marginal, contribuindo para um resultado de 12,2%, que também reflete a recuperação da Indústria e dos Serviços no ano”, destaca a pesquisadora e coordenadora da divisão de análise econômica do DEE/SPGG, Vanessa Sulzbach.

Em relação aos três meses anteriores, a economia gaúcha apresentou queda de 10% na agropecuária, enquanto a indústria (+1,7%) e serviços (+1,5%) registraram alta no período. O desempenho do estado ficou acima do nacional no segmento industrial (1,7% contra 0,0% do país) e nos serviços (1,5% contra 1,1%). A menor queda do Brasil na agropecuária foi a principal diferença do trimestre (-10% contra -8%).

Na indústria de transformação, a mais representativa indústria do Rio Grande do Sul, a alta no Estado foi de 0,2% nessa base de comparação, contra -1% no Brasil. Nos serviços, a atividade do Comércio no Estado e no país registraram quedas semelhantes (-0,3% no RS e -0,4% no país).

Comparação com igual trimestre de 2020
Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a alta do PIB do Rio Grande do Sul ficou pouco acima da nacional (+4,2% contra +4,0%). O estado superou o desempenho do país nos três principais segmentos da economia: agropecuária (+16,0% contra -9,0%), indústria (+3,1% contra +1,3%) e serviços (+6,0% contra 5,8%).

De janeiro a setembro a alta de 12,2% do PIB do Rio Grande do Sul na comparação com o mesmo período de 2020 é sustentada pelo crescimento da agropecuária (+72,1%), seguida das altas da indústria (+11,8%) e dos serviços (+3,9%).

Queda é registrada na comparação com o segundo trimestre

Federasul prevê 2022 com otimismo moderado

Inflação crescendo menos e taxas de juros maiores vão balizar o ano eleitoral

Marchet projeta que 2022 será um ano de muita volatilidade, tudo em função das eleições

Com um otimismo mais moderado para 2022, a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul) apresentou nesta quinta-feira (16) seu balanço anual à imprensa e mostrou como vê os cenários do ano que vem. PIB brasileiro em 1,1% e do Rio Grande do Sul em 2%. No cenário econômico, o próximo ano vai oscilar mais por causa das eleições, com alterações bruscas evidenciadas pelas pesquisas eleitorais e pela elevada incerteza quanto às decisões e expectativas para o Brasil.

No fechamento de 2021, a inflação brasileira deve chegar aos 10,2% e o PIB em 4,81%. No Rio Grande do Sul, o PIB deverá fechar em 7,66%. Os cenários foram detalhados pelo vice-presidente e coordenador da divisão econômica da Federasul, Fernando Marchet. Para ele, há uma baixa probabilidade de que as reformas estruturantes (tributária e administrativa), essenciais para sustentar o crescimento, avancem em 2022.

O presidente da Federasul, Anderson Trautman Cardoso, falou sobre o ano difícil na pandemia e lembrou que as instabilidades internacionais atuam sobre a economia brasileira destacando a alta da inflação mundial. Ele falou também sobre o cenário político de indefinições que dificultam o avanço econômico. Na visão dele, a pandemia também já foi equalizada. “Ainda temos algumas variantes, mas creio que não voltaremos a fechar o comércio, por exemplo”, declarou.

No cenário fiscal, Marchet enfatizou as dificuldades encontradas pelo governo. Para ele, o cumprimento do teto de gastos está afetado pelas pressões dos programas sociais (Auxílio Brasil), pelo aumento do custo da dívida e pelos maiores gastos com precatórios. Estes fatores, disse Marchet “elevam o risco de que o Brasil perca o controle fiscal”.

A projeção da Federasul na taxa de juros é de alta moderada, informou Marchet. Ele projeta que a Selic deve fechar este ano em 9,25% e no ano que vem 11,5%. Na taxa de câmbio, a previsão é de que se mantenha no mesmo patamar de 2021, em R$ 5,50. Marchet também prevê que 2022 será um ano de muita volatilidade, tudo em função das eleições. O dólar, segundo ele, deve ser o principal alvo dessa instabilidade. A inflação, por sua vez, deve alcançar um índice de 4,9% – metade do IPCA atual.

Com relação ao emprego, a previsão feita pela entidade é de relativa recuperação para o ano que vem, como está acontecendo nesse ano. “O emprego formal deve superar o informal”, disse Marchet ressaltando que o setor de serviços, no Rio Grande do Sul, foi mais impactado e que continuará com alguma dificuldade no próximo ano.

A economia brasileira pode crescer com alguns condicionantes, disse Marchet. Entre eles as privatizações, as concessões, as reformas estruturais, o clima de segurança jurídica e a abertura econômica. Ele se referiu também às limitações para o crescimento citando os gargalos na infraestrutura, o período eleitoral, a taxa de juros e a inflação internacional, além da escassez e falta de mão de obra qualificada.

Inflação crescendo menos e taxas de juros maiores vão balizar o ano eleitoral