IPCA-15 fecha ano em 10,42%

Índice, conhecido como a prévia da inflação oficial, tem alta de 0,78% em dezembro

Resultado foi influenciado principalmente pela alta nos preços dos combustíveis e, em particular, da gasolina

O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,78% em dezembro, 0,39 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (1,17%). Com isso, o IPCA-15 fechou 2021 em 10,42%, maior acumulado no ano (em dezembro) desde 2015 (10,71%). Em dezembro de 2020, o IPCA-15 foi de 1,06%. O índice é conhecido como a prévia da inflação oficial.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. Apenas saúde e cuidados pessoais (-0,73%) e educação (0%) não registraram aumento no mês. O maior impacto e a maior variação (2,31%) vieram mais uma vez dos transportes, que encerraram o ano com alta acumulada de 21,35%. Na sequência, vieram habitação (0,9%) e alimentação e bebidas (0,35%).

O resultado do grupo transportes (2,31%) foi influenciado principalmente pela alta nos preços dos combustíveis (3,4%) e, em particular, da gasolina (3,28%). Além disso, os preços do etanol (4,54%) e do óleo diesel (2,22%) também subiram. Os preços dos automóveis novos (2,11%) e usados (1,28%) seguiram em alta. Outro destaque foram as passagens aéreas (10,07%), que voltaram a ser reajustadas após o recuo de 6,34% observado em novembro.

No grupo habitação (0,9%), a maior contribuição veio da energia elétrica (0,96%), cujo resultado ficou próximo ao do mês anterior (0,93%). Desde setembro, está em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

A alta de 0,35% em alimentação e bebidas se deve principalmente à alimentação no domicílio (0,46%). A maior contribuição individual veio do café moído (9,1%), que acelerou em relação a novembro (4,91%). Além disso, os preços das frutas (4,1%) e das carnes (0,9%) subiram em dezembro, após os recuos do mês anterior.

O único grupo com queda em dezembro foi saúde e cuidados pessoais (-0,73%). A variação negativa ocorreu por conta dos itens de higiene pessoal (-3,34%), em particular o perfume (-9,82%), os produtos para pele (-8,7%) e os artigos de maquiagem (-4,71%).

Índice, conhecido como a prévia da inflação oficial, tem alta de 0,78% em dezembro

China: na dúvida, visite somente em 2023

As restrições continuarão severas ainda por um bom tempo, pois a política do governo em relação à pandemia é de tolerância zero

O jogo tem de ser duro, porque a movimentação total de pessoas na Ásia é contada na casa da centena de milhões

O tempo passou rápido: em maio do próximo ano, a minha primeira viagem à China completará 25 anos. Do jeito que a pandemia continua, lá e cá, desconfio que não será possível comemorar esse aniversário como planejei: em Shanghai, visitando o Salão da Alimentação, de 18 a 20 de maio, com uma comitiva de cooperativistas de várias regiões do Brasil, interessados em vender alimentos para nichos de mercado e em atrair investimentos para aumentar a produção. Isso porque desanima ter de ficar em quarentena na entrada no país, preso em um quarto de hotel durante duas semanas, antes de poder circular para fazer o trabalho que nos move até lá.

Tudo indica que as restrições continuarão severas ainda por um bom tempo na China, pois a política do governo em relação à pandemia é de tolerância zero. Poucos dias depois do anúncio repentino de “lockdown” na Holanda, foi fechada na China a cidade histórica de Xi’an, a maior atração turística da região norte do país, população equivalente à da cidade de São Paulo, por confirmação de duas centenas de casos de Covid no início de dezembro.

O jogo tem de ser duro, porque a movimentação total de pessoas na Ásia é contada na casa da centena de milhões – o que parece uma loucura, mas que não representa muito, em relação à população total do continente, hoje estimados 4,7 bilhões de habitantes. E a China quer realizar os Jogos Olímpicos de Inverno no ano que vem, de 4 a 20 de fevereiro, em Beijing e cidades próximas, com a mesma eficiência, ou até mais, dos Jogos Olímpicos de 2008.

Traduzindo: talvez a situação só esteja realmente “normal” daqui a um ano, no próximo inverno, em novembro/dezembro de 2022, quando ocorrerão as feiras de Alimentação e Hospitalidade, a de Importação (Shanghai), e a de Investimentos no Exterior (Beijing). Aí, se houver dificuldade, será apenas do lado brasileiro, porque algumas pessoas se recusam a viajar para a China nessa época por causa do frio – que nem é tão intenso em Shanghai. Em Beijing costuma nevar em novembro, o que dá à cidade um toque especial de encanto em seus belos prédios históricos, compensando ter de andar nas ruas com temperaturas abaixo de zero.

Além de escapar da quarentena, outra vantagem de adiar a ida à China para novembro é que o pessoal terá mais tempo para elaborar os projetos e traduzir tudo para o chinês, porque buscar investimentos sem ter o que mostrar “no papel” é pura perda de tempo e gasto de dinheiro à toa. E acontece: lembro-me do caso de um secretário estadual de transportes, que foi a Beijing em 2009, para reuniões com gente importante, e ainda no aeroporto, quando pedi a ele que me passasse os projetos que levara para eu providenciar a tradução para o chinês, ele respondeu “está tudo aqui” (apontando para a sua cabeça). Estavam na fase ainda de “grandes ideias”, os projetos para os quais ele pretendia conseguir investimento de centenas de milhões de dólares, em parcerias público-privado (PPP) com empresas chinesas. Situações assim são impensáveis em qualquer época, é verdade, mas o fato aconteceu.

Na dúvida, o jeito é trabalhar com a perspectiva de ir à China somente em 2023, seguindo ainda no virtual durante o próximo ano, infelizmente. Afinal, “a paciência é uma virtude”, dizem os chineses.

As restrições continuarão severas ainda por um bom tempo, pois a política do governo em relação à pandemia é de tolerância zero

Volume de cargas movimentadas por cabotagem aumenta 38,7% no Paraná

Alternativa logística desafoga o modal rodoviário

Em Paranaguá e Antonina, como incentivo à cabotagem, as taxas cobradas são até 50% menores em relação a outras tabelas

O volume de carga movimentada por cabotagem aumentou em 2021 nos portos do Paraná na comparação com o ano anterior. Essa modalidade de transporte é a navegação interior, ou seja, a realizada dentro de um mesmo país. Neste ano, de janeiro a novembro, foram movimentadas 2.498.473 toneladas de cargas – 38,7% a mais que o mesmo período de 2020.

O volume representa 4,7% do total movimentado nos portos paranaenses nos onze meses do ano (53.029.756 toneladas). Apesar de participação ainda pequena, a autoridade portuária do Estado oferece incentivos para que essa modalidade de transporte de cargas cresça ainda mais.

“O transporte marítimo, entre portos de um mesmo país é importante para a economia e a logística nacional, principalmente porque contribui para o equilíbrio das matrizes modais de transporte de cargas”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Segundo o executivo, a cabotagem é alternativa logística para redução dos custos de transporte e para desafogar o modal rodoviário. “Aqui nos portos de Paranaguá e Antonina, como incentivo à cabotagem, as taxas cobradas são até 50% menores em relação a outras tabelas”, completa. Os descontos são nas tarifas de infraestrutura de acesso aquaviário; infraestrutura de acostagem; e infraestrutura terrestre, dependendo da mercadoria transportada e do tipo de embarcação, entre outras variáveis.

Alternativa logística desafoga o modal rodoviário

Rôgga lança empreendimento de R$ 300 milhões em Barra Velha

Construtora inicia obras do Grant Home Club em 2022

Atualmente, 11% dos domicílios de Barra Velha são da Rôgga

A Rôgga acaba de anunciar um empreendimento com VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 300 milhões em Barra Velha. Com duas torres, 30 pavimentos e 319 apartamentos, o Grant Home Club, localizado na praia do Tabuleiro, será o primeiro alto padrão a ser construído no município. As obras do Grant Home Club começam em dezembro de 2022, com previsão de entrega em junho de 2026.

Com características de um resort particular e mais de 25 opções de lazer, o empreendimento pé na areia vai alçar Barra Velha a um novo patamar no mercado imobiliário. Atualmente, 11% dos domicílios de Barra Velha são da Rôgga. Financiado pelo Banco do Brasil, o Grant Home Club tem a estrutura financeira necessária para garantir a entrega no prazo – uma característica dos empreendimentos da construtora.

Em 2021, a Rôgga fez dez lançamentos nos municípios de Joinville, Jaraguá do Sul, Balneário Piçarras, Barra Velha e Penha, totalizando 1.065 unidades e um VGV lançado de R$ 850 milhões. Em 15 anos, foram cerca de 9 mil famílias atendidas com um empreendimento da construtora.Recentemente, a empresa recebeu o selo “Casa Azul + CAIXA Ouro” na categoria Produção Sustentável por suas ações no empreendimento Sirius Easy Club, no bairro Saguaçu, em Joinville, no Norte catarinense.

Pelo sétimo ano consecutivo, a construtora figura entre as 500 maiores empresas do Sul do Brasil no ranking realizado pelo Grupo AMANHÃ e PwC Brasil. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Construtora inicia obras do Grant Home Club em 2022

Bebidas Fruki inaugura novo Centro de Distribuição em SC

Localizado em Blumenau, próximo a BR-470, espaço tem aproximadamente três mil metros quadrados de área construída

Marca vem avançando de forma contínua no mercado de Santa Catarina

A Bebidas Fruki inaugurou neste mês, em Blumenau, o novo Centro de Distribuição (CD) da empresa. Localizado próximo à BR 470, na entrada da cidade, o espaço, que incorpora a operação do antigo CD – também localizado no município -, tem quase três mil metros quadrados de área construída. “Com o novo CD, conseguimos qualificar ainda mais o nosso nível de serviço, proporcionando um atendimento mais rápido e com mais agilidade e eficiência para os nossos clientes de Santa Catarina. A capacidade de operação também aumenta muito, ficando adequada ao crescimento que o mercado de Santa Catarina representa para a Fruki”, diz o diretor comercial João Miranda.

Conforme Miranda, a Bebidas Fruki vem avançando de forma contínua no mercado de Santa Catarina, e mantém crescimento de dois dígitos em volume de vendas. De janeiro a setembro, o aumento chegou a mais de 40% em comparação ao mesmo período do ano anterior. “O CD de Blumenau reforça nossa presença no Estado. A área aumenta em cinco vezes a nossa capacidade de movimentação e armazenamento dos produtos”, explica.

O público catarinense também terá mais uma novidade. A Fruki Laranjinha, refrigerante da Bebidas Fruki, ganhará uma nova e moderna embalagem. A mudança segue a tendência do mercado em atualizar o rótulo, traduzindo as características da marca e do produto, assim como ocorreu, recentemente, com o Fruki Guaraná. A nova embalagem do Laranjinha chegará aos pontos de venda de Santa Catarina em janeiro.

Miranda ressalta que o Laranjinha – refrigerante de fruta contendo suco de laranja e de limão, com sabor característico de laranja, foi o primeiro refrigerante desenvolvido especialmente para o consumidor de Santa Catarina. A bebida chegou ao mercado na segunda quinzena de julho de 2020, na versão PET 2 litros. “A aceitação do Laranjinha foi excelente. Nosso intuito com a mudança na embalagem é modernizar um produto que faz parte da rotina da família catarinense.”, destaca.

Localizado em Blumenau, próximo a BR-470, espaço tem aproximadamente três mil metros quadrados de área construída

“Ter um supercarro virou prioridade para pessoas com poder aquisitivo”, avalia empresário

CEO do Grupo Casco, que reúne blindadora premium e revenda de carros de luxo, revela que a pandemia mudou os hábitos do consumidor

“Além do potencial de mercado, percebi que havia um belo espaço para atuar no segmento premium”, aponta Bier

A pandemia causou uma profunda transformação nos hábitos dos consumidores, alterando a concepção do que é prioridade. Essas mudanças se materializam de forma clara no segmento de luxo: as pessoas anteciparam seus planos futuros, e sonhos distantes passaram a ser considerados e realizados. De olho nessa oportunidade e buscando atender a uma demanda crescente do público, um empresário do ramo de blindagens automotivas premium decidiu ampliar sua atuação no setor e abrir uma revenda multimarcas de carros de luxo (automóveis partindo de R$ 300 mil e podendo ultrapassar a casa do R$ 1 milhão). E o novo negócio, criado com mindset digital, vem crescendo de forma acelerada.

A Casco Blindagens foi criada em 2014, posicionando-se uma blindadora boutique: produz um número limitado a 20 carros por mês, com elevado padrão de qualidade no processo e na escolha de materiais. Ao lado de Alexandre Cassel está Eduardo Bier, responsável pelo direcionamento estratégico do negócio. O empreendedor é conhecido por atuar nos setores da cerveja e de saúde: é fundador e CEO da Dado Bier e presidente do conselho de administração do Hospital Moinhos de Vento.

“O mercado nacional de automóveis usados é gigantesco, totalizando R$ 600 bilhões. Decidi investir em blindagem e venda de carros de alto luxo por entender que se trata de um negócio promissor e em franca expansão. Além do potencial de mercado, percebi que havia um belo espaço para atuar no segmento premium”, aponta Bier.

Baseada em Porto Alegre, em apenas sete anos, a blindadora conquistou mais de metade do market share no Rio Grande do Sul, de acordo com a companhia. Ao lado disso, tornou-se referência em altíssimo padrão, estando ao lado dos principais players do Brasil. O êxito nas blindagens acabou gerando solicitações de clientes para venda e, também, compra de carros blindados. O Grupo Casco deve faturar R$ 40 milhões este ano e projeta crescimento de 50% para 2022.

Cassel testemunha que a pandemia reforçou o imediatismo entre os clientes com maior poder de compra

“Inicialmente, ajudamos diversos clientes nesse processo de compra e venda, mas ficou evidente que havia uma oportunidade para ampliar a atuação da Casco. Criamos, então, a Casco Motors by Piccoli: uma plataforma digital, também com loja física, de automóveis premium, tanto novos como seminovos, sendo grande parte deles já blindados”, conta Alexandre.

Atentos às mudanças abruptas do mercado, do físico para o digital, a Casco Motors by Piccoli já nasceu figital (física e digital), enxergando nos canais on-line uma grande oportunidade de aumentar a abrangência das vendas: enquanto a loja física possui uma atuação regional, a plataforma digital consegue atender todo o território nacional.

Hoje, a maior parte dos negócios ocorre no ambiente virtual, possibilitando a comercialização para locais distantes do Sul do país. Carros já foram vendidos para estados como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia, entre outros. O ticket médio da loja está em R$ 500 mil e não para de crescer. Para 2022, a expectativa é alcançar R$ 600 mil.

Mudanças comportamentais
Os impactos da Covid-19 foram sem precedentes na vida das pessoas, que perderam familiares, amigos e conhecidos. O medo se espalhou no mundo todo, gerando uma série de reflexões existenciais. E, com elas, vieram grandes mudanças comportamentais, inclusive na relação com os automóveis. “Todos nós percebemos, ainda mais, a fragilidade da vida. Para pessoas com alto poder aquisitivo, realizar sonhos, como ter um supercarro, virou prioridade. Algo que não poderia ser mais adiado”, avalia Cassel.

Ele recorda do caso de um empresário que queria comprar uma Porsche Cayenne Coupé (modelo na faixa de R$ 1 milhão). Ele foi à concessionária da marca, mas não havia para pronta-entrega, necessitando de uma espera de meses. Foi quando ele encontrou o modelo na loja da Casco, por um valor acima do preço de lista. Mesmo assim, não hesitou e efetivou a compra. “Tínhamos o carro e mostramos para o cliente, que pagou a mais do que o preço da concessionária. Ele nos contou de amigos próximos que morreram em razão do vírus e que não queria esperar para realizar seu sonho. Queria viver o agora”, destaca, acrescentando que a pandemia reforçou o imediatismo entre os clientes com maior poder de compra.

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CEO do Grupo Casco, que reúne blindadora premium e revenda de carros de luxo, revela que a pandemia mudou os hábitos do consumidor

ESG impacta as tomadas de decisão de investimentos

Pesquisa da PwC revela que investidores retirariam investimentos de empresas que não tenham ações concretas

“A maioria dos participantes do estudo afirma que vale sacrificar a lucratividade de curto prazo em prol das questões ESG”, anuncia Colombari

O crescimento das práticas ESG no mundo e, principalmente, nas empresas chega também no planejamento dos investidores. De acordo com o estudo “PwC Global ESG Survey”, 79% dos mais de 360 investidores ouvidos afirmam que a prática de ESG impacta as tomadas de decisão de investimentos. Quase metade (49%) afirmam que pretendem retirar recursos de empresas sem ações reais em ESG.

Os participantes do estudo são gestores de ativos, analistas de grandes empresas e bancos de investimento e corretoras. Para 82%, o ESG deve estar diretamente ligado às estratégias de negócios das companhias. Outro dado que chama atenção é que para 66% dos participantes o responsável pelas políticas e estratégias ESG deve ser um executivo com cargo de alto nível e de grande responsabilidade, como o CEO da empresa que deveria estar à frente dessas ações na avaliação de 53% dos entrevistados.

No topo das prioridades em ESG, os investidores ouvidos pela firma colocaram a redução das emissões de carbono como o grande destaque (65%), seguido de oferecer um ambiente seguro de trabalho (44%) e promover diversidade e inclusão nas equipes e nas diretorias. “Ter uma estratégia ESG bem definida, com ações concretas e informações bem detalhadas e divulgadas ao mercado são fundamentais hoje e ainda mais nos próximos anos, quando os investidores estarão cada vez mais atentos a tudo que as empresas estão fazendo no âmbito socioambiental”, afirma Mauricio Colombari, sócio da PwC Brasil.

Sacrifício válido
“A maioria dos participantes do estudo (75%) afirma que vale sacrificar a lucratividade de curto prazo em prol das questões ESG”, anuncia Colombari. “Essas descobertas devem dar algum conforto às empresas que poderiam temer uma eventual crítica por parte de investidores diante de reduções no lucro por ação”, completa.

Por outro lado, um percentual parecido, 81%, afirma que só estaria disposto a aceitar um corte de um ponto percentual ou menos no retorno do investimento. Quase metade, 49%, não está disposto a aceitar qualquer redução.

A pesquisa revelou também que um terço dos investidores avaliam a qualidade das informações divulgadas sobre ESG como boas o suficiente, entretanto há uma lacuna importante nessas informações, o que dificulta uma avaliação clara sobre as performances ESG das companhias, tornando a decisão de investimentos mais difícil.

Os investidores ouvidos pela PwC disseram ainda que querem ajudar as companhias nesse engajamento na jornada ESG, mesmo que seja com seu poder de voto e, se necessário, vendendo seus ativos.

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Pesquisa da PwC revela que investidores retirariam investimentos de empresas que não tenham ações concretas

Produção de carne no Brasil bate recordes históricos em 2021

ABPA projeta novos recordes de consumo para o próximo ano

Segundo a ABPA, o custo de insumos é um desafio que ainda perdurará

O consumo de carne pela população brasileira sofreu uma queda histórica em 2020, com a elevação do preço e a dificuldade de obtenção de renda durante a crise sanitária trazida pela pandemia. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que, no ano passado, o consumo de carne bovina foi de 29,3 quilos por habitante – o menor patamar em 25 anos. Mas a turbulência no cenário traz sinais negativos principalmente para a população: o setor de avicultura e suinocultura se beneficiou com a substituição da proteína bovina, com projeções para 2021 e 2022 que batem recordes históricos de produção, exportações e consumo, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “O aumento do preço nas gôndolas foi decorrência do custo das produções. A substituição da proteína deve se consolidar como um padrão de consumo para aves suínas e frango”, avalia o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin.

Com relação à carne de frango, a associação estima que a produção deverá alcançar, neste ano, até 14,3 milhões de toneladas, número 3,5% superior ao registrado no ano passado. Já o volume projetado para 2022 poderá chegar até 14,9 milhões de toneladas, volume 4% maior em relação ao ano de 2021. Em exportações, as projeções apontam para embarques totais neste ano de até 4,5 milhões de toneladas, número 8% superior ao alcançado em 2020. Em 2022, as vendas internacionais poderão chegar a 4,7 milhões de toneladas, volume que supera em 5% as exportações projetadas para este ano.

Os dados demonstram que o aumento do preço do frango nas prateleiras também está acontecendo para as exportações e, segundo a associação, é decorrente de uma questão de custo de insumos que precisa ser repassado tanto no mercado interno quanto no externo para conferir equilíbrio à produção. Em 2021, o destino principal da carne de frango brasileira foi a China, com 14% – taxa 4% menor do que no acumulado, mas ainda em patamares altos. Os maiores exportadores representam o Sul, sendo que todos os estados tiveram crescimento em seus percentuais: Paraná (40%), Santa Catarina (23%) e o Rio Grande do Sul (16%).

No caso de carne suína, a produção deverá alcançar neste ano até 4,7 milhões de toneladas, número 6% superior ao registrado no ano passado. Já o volume projetado para 2022 poderá chegar até 4,8 milhões de toneladas, volume 4% maior em relação a 2021. Em exportações, as estimativas apontam para embarques totais neste ano de até 1,1 milhão de toneladas, número 10,5% superior ao alcançado em 2020. Em 2022, as vendas internacionais poderão chegar a 1,2 milhão de toneladas, volume que supera em 7,5% as exportações projetadas inicialmente.

A China continua como o maior e principal destino das exportações de carne suína brasileira, com 49%. Os maiores exportadores são Santa Catarina, responsável por mais da metade das exportações, Rio Grande do Sul, com 27%, e Paraná, com 14%. “É um marco histórico muito positivo para o setor de suíno, que consolida essa presença cada vez maior na mesa do brasileiro, tendo um crescimento de 4% projetado para 2022. O aumento de custos faz com que cresça o preço na prateleira, mas crescem as exportações e, em decorrência, a oferta de mercado interno”, avalia Santin.

Desafios e perspectivas do setor
Segundo a ABPA, o custo de insumos é um desafio que ainda perdurará. “Nosso produtor agora também está produzindo safras que vão ser boas, mas são produzidas com custos muito mais altos e atrelados à alta do dólar”, explica Santin. A expectativa da associação é de que o custo seja estável em patamares altos. No ano anterior, a produção de cereais de inverno no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina cresceu mais de 25%. Muito está sendo exportado, mas também foi um elemento de alternativa importante para as indústrias utilizarem em suas rações, algo que está se tornando uma prática recorrente. Além dos insumos, os custos de produção também representam desafios – embalagens, diesel e papelão também sofreram reajustes.

Também é possível notar, a partir das análises da associação, os benefícios trazidos pelos auxílios emergenciais, que geraram aumento de consumo das proteínas, muitas levadas pelo efeito de substituição da carne bovina. De acordo com a ABPA, 50% a 60% do valor total dos auxílios foram utilizados em consumo de alimentos. Nos gaps de períodos sem auxílios emergenciais, de dezembro de 2020 a abril de 2021, houve quedas de consumo, e uma retomada a partir de maio, quando entrou a nova ajuda governamental. Agora, as expectativas seguem em alta com a entrada do Auxílio Brasil.

“Apesar de os custos estarem num patamar alto e seguirem altos para 2020, também vemos que é possível um aumento de consumo e uma sustentação em 2022 pela chegada do Auxílio Brasil, aumento do salário mínimo e da própria retomada da atividade econômica e crescimento do Brasil. Esses são panoramas que podemos olhar de maneira positiva para os setores de aves, suínos e ovos”, conclui Santin.

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ABPA projeta novos recordes de consumo para o próximo ano

Soluções IoT vence Desafio Banrisul do HackatAgro

Startups e equipes independentes foram convidadas a pensar soluções socioambientais

Para o próximo ano, o Banrisul elabora uma agenda estratégica de sustentabilidade, com o compromisso de aliar bons resultados financeiros ao impacto positivo junto ao meio ambiente

A adoção de práticas de agricultura inteligentes, que contribuem para reduzir a emissão de gases que agravam o efeito estufa, é uma tendência cada vez mais forte no Brasil. Com foco em uma estratégia robusta de sustentabilidade a partir de 2022, o Banrisul apoiou um desafio do movimento HackatAgro e da empresa Neodigital. Startups e equipes independentes foram convidadas a pensar soluções socioambientais em uma maratona de três dias.

Segundo os organizadores, o objetivo do Desafio Banrisul foi levantar caminhos viáveis para mensurar, com precisão, o carbono capturado da atmosfera, pelas lavouras cultivadas, florestas entre outros empreendimentos vinculados ao agronegócio. Ganhadora em primeiro lugar no hackathon, a Soluções IoT propôs uma plataforma de auxílio aos produtores rurais para comercializar e certificar a produção de créditos de carbono a partir da geração de energia com o uso de fontes renováveis.

Em segundo lugar, ficou o time Charla Sustentável, que apresentou uma plataforma em que a comercialização desses créditos é direta, com foco na prática de plantio. Terceira colocada, a Equipe Sucesso criou um aplicativo para gestão de cultivo de mini-algas em espaços rurais com alto potencial para gerar créditos de carbono.

Para o próximo ano, o Banrisul elabora uma agenda estratégica de sustentabilidade, com o compromisso de aliar bons resultados financeiros ao impacto positivo junto ao meio ambiente, à sociedade e aos colaboradores. “O desafio junto ao HackatAgro e a Neodigital foi um sucesso, tanto pelas ideias apresentadas como pela mobilização gerada em torno do tema. Estamos confiantes em resultados cada vez mais relevantes nessa área”, destaca o diretor de Crédito da instituição financeira, Osvaldo Lobo Pires, em nota.

HackatAgro
Os inúmeros desafios decorrentes da pandemia da Covid-19 não prejudicaram o movimento de digitalização do agronegócio brasileiro. Realizadas totalmente online, as maratonas de inovação do HackatAgro proporcionaram ao longo do ano três desafios (Yara, Claro e Banrisul) com a produção de 200 horas de conteúdos estratégicos para estimular a inovação tecnológica no setor. Foram dez episódios da Websérie HackatAgro, abordando temas relacionados ao uso da tecnologia no agro, seguindo os desafios propostos pelos hackathons, que estão disponíveis nas principais plataformas. Até o final de 2021, serão 20 episódios do Podcast HackatAgro Cast.

“Encerramos o ciclo de 2021 com saldo extremamente positivo. Cada vez mais cresce a conscientização de que a tecnologia e a inovação são ferramentas fundamentais também no agronegócio”, reforça o idealizador do movimento, Donário Lopes de Almeida. Na avaliação dele, as vantagens são perceptíveis em todos os elos da cadeia: o produtor, que com a tecnologia consegue melhorar e ampliar sua produção; as indústrias e comércios, que conseguem assegurar a qualidade dos produtos; os consumidores, que podem utilizar esses produtos com segurança; e para a sociedade como um todo, com técnicas sustentáveis. “Esse é o verdadeiro cenário ganha-ganha”, finaliza.

Participaram do HackatAgro mais de 700 empreendedores, 46 startups e 75 mentores. Ao todo, foram 216 horas de maratonas de inovação.

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Startups e equipes independentes foram convidadas a pensar soluções socioambientais

PIB do Paraná avança 3,86% no terceiro trimestre

Estado deverá superar 4% de crescimento em 2021

No período, o crescimento da indústria foi capitaneado pela fabricação de caminhões, ônibus, carrocerias e reboques

A economia do Paraná avançou 3,86% no terceiro trimestre com relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados apresentam retração de 8,94% na agropecuária e expansão de 4,59% na indústria e de 3,83% nos serviços. No trimestre, o PIB totalizou R$ 140,9 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Para o diretor-presidente do Ipardes, Daniel Nojima, esse resultado confirma a recuperação econômica, mesmo com as adversidades vistas na agropecuária. “A economia paranaense foi desfavorecida ao longo deste ano por conta do clima, que impactou fortemente a produção agrícola – em particular no terceiro trimestre – e desfavoreceu bastante a produção de milho. Mesmo com isso, houve avanço da indústria e dos serviços, dada a melhora do ambiente relacionado à Covid-19, o que permitiu que a economia voltasse a respirar razoavelmente bem”, analisa.

No período, o crescimento da indústria foi capitaneado pela fabricação de caminhões, ônibus, carrocerias e reboques, além de madeira e equipamentos agrícolas. Já o aumento dos serviços segue a tendência da retomada das atividades nos segmentos de transportes, alojamento e alimentação.

O Paraná também apresentou desempenho positivo no índice que compara o resultado com o trimestre imediatamente anterior. O PIB registrou aumento de 0,93% com relação ao segundo trimestre deste ano, impulsionado por variações positivas de serviços (0,71%) e indústria (0,68%).

Segundo a análise do instituto, a expectativa para o quarto trimestre e para o início de 2022 é positiva: com a continuidade da trajetória de recuperação, o Paraná deverá superar os 4% de crescimento em 2021. Nojima aponta que o quarto trimestre é permeado por características sazonais, como a retração da indústria de um lado e uma maior força do comércio e serviços de outro. Mas, mesmo com essas particularidades, a tendência paranaense é de crescimento geral, inclusive para o próximo ano.

“Podemos entrar em 2022 com uma perspectiva melhor, em que pesem todas as questões que permanecem na economia brasileira — inflação ainda elevada no primeiro semestre, contexto de aumento de taxa de juros —, e apesar de tudo isso os indicadores dessazonalizados apontam para uma tendência que não pode ser desprezada em termos positivos”, complementa Nojima.

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Estado deverá superar 4% de crescimento em 2021

Arrecadação federal bate recorde em novembro

Melhora da economia e recolhimentos atípicos impulsionam receita

O valor é o maior da história para meses de novembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995

Impulsionada pela recuperação da economia e por receitas extras de impostos ligados ao lucro das empresas, a arrecadação federal bateu recorde para meses de novembro. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, o governo arrecadou R$ 157,3 bilhões no mês passado, com aumento de 1,4% acima da inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor é o maior da história para meses de novembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. De janeiro a novembro, a arrecadação federal soma R$ 1,6 trilhão, com alta de 18,1% acima da inflação pelo IPCA, também recorde para o período.

A arrecadação superou as previsões das instituições financeiras. No relatório Prisma Fiscal, pesquisa divulgada pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado estimavam que o valor arrecadado ficaria em R$ 151,5 bilhões em novembro, pelo critério da mediana (valor central em torno do qual um dado oscila).

A retomada da economia, que neste ano deve fechar com crescimento em torno de 4,5%, está impulsionando a arrecadação, com reforço de R$ 3,6 bilhões em novembro na comparação com novembro do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. No entanto, fatores atípicos e mudanças na legislação também contribuíram para a alta.

Recolhimentos atípicos
A arrecadação de novembro também foi impulsionada pelo recolhimento atípico (que não se repetirá em outros anos) de cerca de R$ 3 bilhões em novembro em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por grandes empresas. De janeiro a novembro, os recolhimentos atípicos somam R$ 39 bilhões, contra apenas R$ 6,5 bilhões no mesmo período de 2020.

Ao longo de 2021, esses recolhimentos fora de época têm impulsionado a arrecadação por causa de empresas que registraram lucros maiores que o previsto e tiveram de pagar a diferença. Por causa do sigilo fiscal, a Receita não pode informar o nome e a atividade dessas grandes companhias. As compensações tributárias, quando um contribuinte pede abatimento ou desconto em tributos a pagar, caíram R$ 5,3 bilhões em novembro, impulsionando a arrecadação.

O aumento do IOF, que entrou em vigor no fim de novembro para financiar o Auxílio Brasil, também ajudou a melhorar a arrecadação. A base fraca de comparação nas receitas do IOF em 2020 também ajudou. De abril a dezembro do ano passado, o IOF sobre operações de crédito foi zerado para baratear as linhas de crédito emergenciais concedidas durante a pandemia. Juntos, os dois efeitos – aumento do IOF e base fraca de comparação no ano passado – elevaram a arrecadação em R$ 710 milhões no mês passado em relação a novembro de 2020

Tributos
Na divisão por tributos, as maiores altas em novembro – em relação ao mesmo mês de 2020 – foram registradas na arrecadação do IOF, alta de R$ 3,7 bilhões (+322,6% acima da inflação pelo IPCA). Em seguida, vêm o IRPJ e a CSLL, com crescimento de R$ 2,73 bilhões (+12,1% acima da inflação), impulsionados pelo recolhimento atípico de grandes empresas e pelo aumento do lucro das empresas.

Em terceiro lugar, estão as receitas do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre operações de capital, com alta de R$ 1 bilhão (+34,5% acima da inflação). No entanto, outros indicadores que estavam crescendo ao longo de 2021 começaram a registrar queda no trimestre final do ano.

A arrecadação da Previdência Social, que reflete o emprego formal, caiu 6,4% descontada a inflação pelo IPCA em novembro na comparação com o mesmo mês de 2020. Influenciada pela desaceleração das vendas e do setor de serviços, a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), caiu 11,1%, também descontada a inflação. Por incidirem sobre o faturamento, o PIS e a Cofins estão atrelados ao consumo.

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Com Agência Brasil

Melhora da economia e recolhimentos atípicos impulsionam receita

Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,3 bilhão

Investidores procuram títulos corrigidos pela taxa básica de juros

Em relação à rentabilidade acumulada no mês, o destaque de novembro foi para o título Tesouro IPCA+ 2045, que registrou variação de 10,64%

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,3 bilhão em novembro deste ano. Segundo dados do Tesouro Nacional, as vendas do programa atingiram R$ 2,9 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 1,6 bilhão.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 47,1% do total. Os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tiveram participação de 35,2% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, de 17,6%.

Em relação à rentabilidade acumulada no mês, o destaque de novembro foi para o título Tesouro IPCA+ 2045, com vencimento em 15 de maio de 2045, que registrou variação de 10,64%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 76,6 bilhões no fim de novembro, um aumento de 2,8% em relação ao mês anterior (R$ 74,5 bilhões) e de 23,4% em relação a novembro do ano passado (R$ 62 bilhões).

Investidores
Em relação ao número de investidores, 1.251.988 novos participantes se cadastraram no programa em novembro. O número de investidores atingiu 15.418.110, alta de 72,4% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 1.735.366, aumento de 26,1% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 28.076 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,6% do total de 433.163 operações de vendas ocorridas em novembro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 63,2%. O valor médio por operação foi de R$ 6.910,26.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 67,4% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 25,3% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 7,2% das vendas.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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Com Agência Brasil

Investidores procuram títulos corrigidos pela taxa básica de juros

Um banho de loja na Hering

Grupo Soma promete repaginar a companhia catarinense em até três anos

A Hering é a 75ª maior empresa da região e também a 15ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Depois de ser adquirida por R$ 5,1 bilhões pelo Grupo Soma, que é dono das marcas Farm e Animale, a companhia catarinense passará por uma repaginação completa. É isso que promete Roberto Jatahy, o novo acionista controlador. A cartada, que fez com que a empresa estreasse nos segmentos de vestuário casual e básico, criou o quinto maior player no mercado de vestuário do Brasil. “Ativos como a Hering são raros. Há poucas marcas que, como ela, têm tradição de 140 anos. A Hering é altamente geradora de caixa e nunca teve problemas de endividamento”, destacou Jatahy em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.

O empresário afirma que a prioridade na Hering vai ser o crescimento de receita e o resultado operacional. “Nossa forma de fazer negócio é olhar as empresas adquiridas, entender a gestão e aproveitá-la. Já há uma transformação na nossa cabeça no modelo de negócios da Hering. Ela será completamente repaginada em 30 a 36 meses”, vislumbra. A ideia é manter, ao menos em parte, o modelo vencedor da companhia blumenauense, que deixou de ser apenas uma indústria para distribuir produtos por franqueados e lojas multimarcas.

“Hoje, há uma nova agenda que passa por ter lojas grandes da Hering, como megastores, que trarão experiência diferenciada ao consumidor. Ao mesmo tempo, manteremos ativa a rede de franqueados e multimarca, com limpeza de conflitos que surgem quando se opera no digital, no físico e com lojas próprias”, revela Jatahy.

“O novo controlador precisará demonstrar ao mercado que vai conseguir emplacar uma reestruturação forte de digitalização e rentabilidade na Hering para fazer jus ao alto valor desembolsado”, avalia o analista Henrique Esteter, da Guide. Ele cita, no entanto, algumas vantagens na operação, como a base de clientes ativos expandida em quase seis vezes; a enorme possibilidade de ganhos de sinergias por meio de reduções de custos e a capacidade de forte implementação e integração da Hering ao mundo digital. Dentro de até três anos, ou antes, o mercado saberá se o preço foi realmente alto demais.

A Hering é a 75ª maior empresa da região e também a 15ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo Soma promete repaginar a companhia catarinense em até três anos

Oi eleva investimentos no Sul

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná, receberão serviços da Oi Fibra em dezembro

A Oi investiu cerca de R$ 965 milhões na região Sul de janeiro a setembro, com foco do principal pilar do plano de transformação da companhia, a Oi Fibra. Com a sua estratégia de ampliar o número de casas conectadas com o serviço que leva a internet até a casa do cliente (FTTH – Fiber To The Home), a companhia elevou em 55% o número de clientes na região no período.

A operadora oferece a Oi Fibra em 60 cidades do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Em dezembro de 2020 eram 33 cidades com a Oi Fibra e neste ano chegará a 63 com a ativação de mais três cidades em dezembro: Andira, São Pedro do Ivaí e São Sebastião da Amoreira, todas no Paraná.

No mercado corporativo, a companhia vem investindo em soluções de tecnologia e inovação por meio da Oi Soluções, que registrou aumento de mais de 281% em receita de TI no Rio Grande do Sul, 58% no Paraná e 19% em Santa Catarina até setembro.

De acordo com a companhia, a Oi está evoluindo para tornar-se uma plataforma de serviços digitais que vai ajudar a criar novas soluções para pessoas e empresas a partir da fibra ótica, ponto central do plano de transformação do negócio da marca. “A nova Oi que surge deste processo de transformação é uma empresa voltada para o provimento de experiências digitais, baseadas em acesso a conteúdo e em diversos outros serviços como streaming, jogos em rede, serviços relacionados à casa conectada, serviços financeiros, marketplace de soluções e muito mais, transformando a marca Oi em referência de plataforma de consumo no país”, revela a marca, por meio de nota.

Operadora aportou quase R$ 1 bilhão até setembro

Cooperativas investem R$ 460 milhões em queijaria no Paraná

Nova planta será construída em Ponta Grossa pelo Grupo Unium

Projeto do grupo Unium prevê a produção de 96 toneladas de produtos e subprodutos do leite por dia

O Paraná vai ganhar uma nova queijaria. O Grupo Unium, marca institucional das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, confirmou o investimento de R$ 460 milhões na construção de uma planta em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, voltada para o beneficiamento do leite. O projeto prevê a produção de 96 toneladas de produtos e subprodutos por dia, com a geração de 66 empregos diretos e cerca de 1.570 indiretos.

O anúncio da expansão foi feito nesta segunda-feira (20), em reunião no Palácio Iguaçu, pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelos presidentes das cooperativas, Renato Greidanus (Frísia), Erik Bosch (Capal) e Willem Bouwman (Castrolanda). O projeto conta com o apoio dos programas de incentivo fiscal do Governo do Estado, coordenados pela Invest Paraná.

Greidanus destacou que a previsão de crescimento na produção de leite é de 8% ao ano entre 2020 e 2024. Com isso, a expansão dos negócios passa a ser uma forma de absorver esse volume, que pode representar 600 mil litros a mais por dia e agregar valor ao leite in natura. A perspectiva, lembrou o presidente da Frísia, é que projeto da nova queijaria leve 30 meses até início das operações – mais da metade do investimento de R$ 460 milhões será feita na aquisição de máquinas e equipamentos.

Bouwman, diretor-presidente da Castrolanda e um dos diretores da Unium, ressaltou que o projeto demonstra ainda mais a força da intercooperação. “Vendo o crescimento da produção de leite dos nossos cooperados, o grupo se adiantou e buscou uma solução rentável para mostrar aos parceiros que todo o aumento será revertido em produtos e valor agregado. Isso consolida cada vez mais o conceito da intercooperação, já que, em três cooperativas, o investimento para um projeto dessa magnitude fica mais leve e possível”, explicou.

Atualmente a demanda interna de queijos no Brasil é consideravelmente maior do que a oferta por produtores locais, com o mercado nacional em crescimento. O consumo do produto no País, por exemplo, é de pouco mais de cinco quilos per capita, bem abaixo dos 37 quilos da Alemanha e menos da metade do que os vizinhos Uruguai e Argentina, que têm um consumo de 11 quilos por ano por pessoa.

Com o projeto da queijaria, a projeção é que a produção da Unium represente 1,87% do consumo de queijos no Brasil projetado para 2024. Serão produzidos inicialmente queijos tipo mussarela, prato, cheddar e massa de queijo, além de soro em pó e manteiga. Ao todo, os 600 mil litros de leite por dia que serão destinados para a produção dos derivados devem totalizar 35 mil toneladas de produtos por ano.

O Paraná é a segunda unidade da federação que mais produz leite no Brasil. São, em média, 4,4 bilhões de litros por ano, inferior apenas a Minas Gerais, com 8,9 bilhões de litros/ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base em dados de 2018. Em dez anos, a produção paranaense cresceu cerca 55% – em 2008 era de 2,8 bilhões de litros.

Marca institucional das indústrias das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, a Unium representa os projetos em que as cooperativas paranaenses atuam em parceria. Conta com três marcas de lácteos: Naturalle – com produtos livres de aditivos –, Colônia Holandesa e Colaso. No setor de grãos, a Unium tem a marca Herança Holandesa, farinha de trigo produzida em uma unidade totalmente adequada à ISO 22000, com elevados padrões de exigência. Além disso, fazem parte dos negócios a Alegra, indústria de alimentos derivados da carne suína, e a Energik, usina de produção de energia sustentável, todas reconhecidas pela qualidade e excelência. Foram 1,3 bilhão de litros de leite produzidos em 2020.

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Nova planta será construída em Ponta Grossa pelo Grupo Unium