Porto de São Francisco do Sul tem ano marcado por aumento da movimentação

A elevação foi impulsionada pela carga geral, principalmente madeira

A ferrovia cumpre um papel essencial no escoamento da produção de grãos para o Porto de São Francisco do Sul

O Porto de São Francisco do Sul, na região norte de Santa Catarina, fez o balanço do trabalho em 2021. O Porto atingiu um novo recorde neste ano: a movimentação de carga foi 12% superior a 2020. No ano passado, foram 11,9 milhões de toneladas e em 2021 chegou a 13,3 milhões de toneladas. O aumento foi impulsionado pela carga geral (principalmente madeira, celulose e ferro fundido), que movimentou 4,8 milhões de toneladas, contra 3 milhões no ano passado, um acréscimo de 60%.

As cargas de granel sólido (fertilizantes e grãos, como soja), se manteve estável em comparação com 2020, somando 8,5 milhões de toneladas. A movimentação inclui ainda o granel líquido, como óleo vegetal, que atingiu 13,5 mil toneladas.

No comparativo nacional, conforme divulgou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em dezembro, os portos brasileiros tiveram um crescimento médio de 5,5% entre janeiro e outubro. Nesse mesmo período, a movimentação de carga no Porto de São Francisco do Sul aumentou 11,7%.

A ferrovia cumpre um papel essencial no escoamento da produção de grãos para o Porto de São Francisco do Sul. Em 2021 foram cerca de 700 trens que chegaram ao complexo portuário, carregados de soja e milho, principalmente. Estas composições transportaram mais de 3 milhões de toneladas, metade da exportação de cereais realizada pelo Porto.

O restante chega por meio de caminhões. A maioria dos grãos é de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e alcança o Porto por meio do corredor ferroviário que liga Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina, ao Porto de São Francisco, num trajeto de 170 quilômetros.

A elevação foi impulsionada pela carga geral, principalmente madeira

Fábrica de recordes

A receita líquida combinada do grupo Évora deve ultrapassar os R$ 13 bilhões em 2021, marca que deve ser superada em 2022

A explosão de demanda por produtos essenciais nas áreas de higiene e de saúde drenou, do dia para a noite, toda e qualquer ociosidade da indústria global de não-tecidos

A crise global desencadeada pela pandemia teve impacto positivo na demanda dos produtos fabricados pelas empresas do grupo Évora. A dificuldade se concentrou em manter as operações em funcionamento sem comprometer a segurança das equipes e responder rapidamente às mudanças no cenário. A explosão de demanda por produtos essenciais nas áreas de higiene e de saúde drenou, do dia para a noite, toda e qualquer ociosidade da indústria global de não-tecidos. Graças à capacidade de identificar novas oportunidades, a Évora foi capaz de aprovar e executar, em tempo recorde, investimentos de mais de US$ 150 milhões para o aumento de capacidade.

Apoiada por estes investimentos, passou a fornecer máscaras e respiradores descartáveis nos Estados Unidos e na Europa, além de expandir a participação nos mercados de higiene e saúde na América Latina, onde já era líder de segmento. O crescimento foi suportado principalmente pelas vendas das capacidades disponíveis instaladas pela Fitesa em anos recentes para atendimento a diferentes segmentos de negócios no Brasil e em países diversos – Itália, Tailândia, Estados Unidos, Holanda, Hungria e Índia.

O programa de expansão da Évora para o biênio 2020-2021 atinge US$ 450 milhões, sendo que nenhum plano foi interrompido pela pandemia. A receita líquida combinada do conglomerado deve superar R$ 13 bilhões em 2021, sendo que, em 2022, a marca recorde deve ser superada. “Estamos atentos, contudo, ao cenário desafiador que 2022 nos apresenta, com alta da inflação não só brasileira, mas mundial”, ressalta Biagio Filomena, planning manager da Évora.

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A receita líquida combinada do grupo Évora deve ultrapassar os R$ 13 bilhões em 2021, marca que deve ser superada em 2022

Pesquisa revela preocupação dos consumidores com inflação

Pix já tem a adesão de 71% dos brasileiros, aponta Febraban

A principal opção de investimento dos consumidores é a compra de imóvel

Neste final de 2021, a alta da inflação, para quase 70% dos brasileiros entrevistados, está impactando na alimentação e no consumo diário das famílias, e ainda 42% avaliam que o principal impacto da inflação é no preço do combustível. A quarta edição do Radar Febraban publicada nesta terça-feira (28) revela também que, em caso de melhora da situação financeira e de sobra de recursos do orçamento doméstico, a principal opção de investimento é a compra de imóvel: 35%, sendo este o maior percentual desde o início da série histórica da pesquisa. Para os consumidores do Sul, esse índice chega a 34%. Em seguida, vêm os investimentos bancários (22%), a reforma da casa (18%) e a aplicação na poupança (18%).

“A pesquisa mostra que a percepção sobre a inflação tem peso relevante pelo impacto direto no poder de compra e na qualidade de vida da população, mas por outro lado, sugere ainda que o desejo dos consumidores em comprar imóvel em 2022 pode animar o setor imobiliário no próximo ano”, aponta o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), responsável pelo levantamento. A pesquisa foi realizada no período de 19 a 27 de novembro, com 3 mil entrevistados em todas as cinco regiões do país.

Pix
Desde a implantação do Pix, sua aprovação teve crescimento expressivo, de 9 pontos, passando de 76% para 85% e já tem a adesão de 71% dos brasileiros, sendo 64% no Sul. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a aprovação ao Pix alcança quase a totalidade dos respondentes (99%). Na faixa de 25 a 44 anos, esse número fica no patamar de 90% ou mais também na faixa de 25 a 44 anos (96%); Entre quem tem ensino médio (90%) e ensino superior (92%); e na faixa de renda de mais de cinco salários mínimos (90%).

O número de brasileiros que já foram vítimas de fraudes manteve-se estável no comparativo entre o levantamento de setembro (21%) e o atual (22%). O público com mais de 60 anos é o mais vulnerável (30%). Dentre os que foram vítimas ou sofreram tentativa de golpe, pouco mais de dois terços (69%) nunca caíram na fraude, ao passo que 30% chegaram a cair e a perder dinheiro. A clonagem de cartão de crédito ou troca de cartões (48%) segue como o golpe mais comum.

Chama atenção o expressivo aumento do golpe da central falsa, em que alguém pede seus dados por telefone: de 18% em setembro para 28% em dezembro. Esse tipo de ocorrência é mencionado principalmente na faixa de 45 a 59 anos (39%). Em terceiro lugar, destaca-se o golpe do WhatsApp, em que alguém se passa por um conhecido solicitando dinheiro: 24%.

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Naming wrongs

E se seu negócio tivesse nome de vírus?

O Sars-CoV-2 foi inicialmente conhecido como coronavírus, o que obrigou a cerveja Corona a um anúncio bem-humorado tão logo a pandemia se instalou

Vida de empreendedor é difícil. Não bastasse desembolsar recursos, dedicar horas intermináveis, pagar montanhas de impostos e encarar todo tipo de contratempo e incomodação, de repente o sujeito se depara com o nome da organização em maus lençóis – e por motivos que nada têm a ver com seu produto, serviço ou atendimento.

É o caso de empresas e marcas de todo o mundo que estão enfrentando o constrangimento de ver variantes da Covid-19 batizadas com as mesmas letras gregas que carregam em seu nome: delta e ômicron. As infelizes atingidas pela coincidência vão desde grandes fabricantes de equipamentos até pequenos restaurantes, passando por companhias aéreas e distribuidoras de energia – sem falar em uma invulgar e duplamente azarada organização sem fins lucrativos norte-americana chamada Delta Omicron (saiba mais aqui).

Vale lembrar que o próprio Sars-CoV-2 foi inicialmente conhecido como coronavírus, o que obrigou a cerveja Corona a um anúncio bem-humorado tão logo a pandemia se instalou: “need new name” (“precisamos de um novo nome”, em tradução livre).Sair-se com uma boa tirada também foi a alternativa encontrada pelo restaurante Omicron, em Wisconsin, sul dos Estados Unidos, que passou a comercializar uma camiseta onde se lê “I got Corona at Omicron” (algo como “peguei uma Corona no Omicron”), e por um executivo da Delta Airlines, que disse preferir “chamar a variante de B.1.617.2 (em vez de delta) porque é muito mais simples de lembrar e dizer”.

Especialistas em branding e naming devem estar se regozijando. Afinal, eles não são muito partidários de nomes “fáceis”, como letras gregas, deuses da mitologia ou palavras arbitrárias, justamente pelos riscos de coincidência com outros negócios e pela pouca diferenciação que oferecem. Geralmente recomendam que novas palavras sejam criadas para batizar uma companhia ou um produto, garantindo exclusividade de uso e associação imediata na mente do consumidor: Hopi Hari, Kodak e Viagra, por exemplo.

Mas garantia total não existe. Ayds – aparentemente uma palavra inventada – era um bom nome para um chocolate inibidor de apetite existente desde a década de 1940 na América, até a explosão da epidemia de aids, a síndrome da imunodeficiência adquirida, no fim do século passado. Crente de que “a doença é que deveria mudar de nome”, a fabricante tirou o confeito do mercado em 1993 depois de tentar rebatizá-lo como Aydslim e Diet Ayds.

No Brasil, talvez o caso mais notório caiba a uma instituição de ensino paulistana que abandonou o nome que carregava desde a sua fundação, em 1972, quando este virou sinônimo dos insólitos negócios do humorístico Casseta & Planeta – e a Faculdade Tabajara teve de se tornar Uni-Ítalo em 1999.

Inevitável? Nem tanto. Em Porto Alegre, as Lojas Tabajara, de moda feminina, continuam firmes e fortes.

E se seu negócio tivesse nome de vírus?

RS pede adesão ao regime de recuperação fiscal

Além de refinanciar a dívida com a União, governo apresenta proposta para quitar precatórios até 2029

A adesão ao regime e a posterior homologação do plano de recuperação fiscal permitirão ao Estado uma série de benefícios financeiros

O Rio Grande do Sul encaminha nesta terça-feira (28) ao Tesouro Nacional seu pedido de adesão ao regime de recuperação fiscal. A medida ocorre após anos de negociação com a União, a aprovação pela Assembleia Legislativa das leis necessárias para adequação às mudanças na legislação federal e a elaboração de dezenas de estudos técnicos. Nesta manhã, o governador em exercício, Ranolfo Vieira Junior, conduziu uma reunião virtual com o Conselho de Estado e jornalistas. O governador Eduardo Leite detalhou as principais medidas de ajuste adotadas nos últimos anos, ressaltando as mudanças aprovadas pela Assembleia Legislativa, e anunciou um plano para a quitação do passivo de precatórios até 2029.

“Depois de uma sucessão de déficits ao longo dos anos, com o pior resultado previdenciário do Brasil, o Rio Grande do Sul vem implementando reformas que reduziram o déficit previdenciário de R$ 13 bilhões em 2019 para R$ 10,3 bilhões em 2020, quitou passivos de curto prazo, como os salários e o 13º do Executivo, e agora deixa um legado de longo prazo, com a possibilidade de resolução do estoque de precatórios”, disse Leite. O governador anunciou a busca de operação de crédito de US$ 500 milhões (cerca de R$ 3 bilhões) para pagamentos em acordos diretos com credores de precatórios. “O Regime de Recuperação Fiscal é uma solução e também um grande desafio, pois o Estado deverá chegar ao final do período com as contas em dia e consciente de que cada necessidade de despesa será possível desde que demonstrada uma compensação, de forma a manter o equilíbrio fiscal na revisão do plano, transcendendo gestões”, projetou.

A adesão ao regime e a posterior homologação do plano de recuperação fiscal permitirão ao Estado uma série de benefícios financeiros. Um deles é a retomada gradual dos pagamentos da dívida com a União, suspensos desde agosto de 2017 por liminar. O regime também permite a inclusão de dívidas com terceiros (BNDES, Bird, BB e BID) garantidas pela União no mesmo cronograma gradual de pagamento. De acordo com Leite, a atual regulamentação de adesão ao regime não prevê venda de estatais financeiras, como seria o caso do Banrisul, por exemplo.

Outro benefício para o Estado é o refinanciamento em 30 anos com encargos de adimplência dos valores suspensos pela liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), quase R$ 14,2 bilhões em aberto, além da possibilidade de contratação de operações de crédito com garantia da União para renegociação de outros passivos do Rio Grande do Sul.

Precatórios
Em relação ao benefício de contratação de operações de crédito com garantia da União, o Estado pretende utilizá-lo para a construção de um plano de quitação do estoque de R$ 16 bilhões em precatórios até 2029, prazo máximo concedido pela Constituição Federal. Segundo o governador, o Rio Grande do Sul vem negociando com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) um financiamento de até US$ 500 milhões voltado para a sustentabilidade fiscal de longo prazo e, nesse sentido, a resolução das contingências de longo prazo é fundamental.

Os valores financiados pelo BID seriam utilizados para a oferta de acordos diretos de quitação dos precatórios pela Procuradoria-Geral do Estado e pelo Judiciário, com deságios que podem alavancar as baixas do estoque. A essas baixas por acordos diretos, seria somado um paulatino aumento da contrapartida pecuniária pelo Tesouro Estadual (atualmente 1,5% da Receita Corrente Líquida – RCL, ou cerca de R$ 700 milhões anuais), por meio de estudos que indicam que, pela primeira vez, o Rio Grande do Sul apresentaria um plano sustentável para colocar em dia esses passivos até o fim do prazo determinado pela Constituição.

Ao encaminhar o pedido de adesão, o Rio Grande do Sul apresentará parecer de cumprimento de todos os três requisitos de habilitação e, também, de implementação de todas as oito medidas exigidas como contrapartida para homologação do RRF. Por isso, segundo o secretário de fazenda Marco Aurelio, as reformas estruturais que o Rio Grande do Sul já vinha executando são integralmente aderentes ao regime e devem auxiliar a tornar mais curto o caminho até a homologação do RRF, segunda e última etapa do processo.

Amparado por uma liminar, o pagamento da dívida com a União está suspenso desde agosto de 2017, acumulando um saldo de R$ 14,2 bilhões até novembro passado. Com o RRF, o Rio Grande do Sul finalmente superará o enorme risco fiscal que a condição precária da liminar embute – já que uma eventual suspensão obrigaria a retomada do pagamento integral do serviço da dívida original –, além de poder financiar em 30 anos os saldos não pagos já acumulados, com encargos de adimplência.

O Rio Grande do Sul ainda poderá incluir no conjunto de dívidas beneficiadas com a suspensão de pagamentos os financiamentos garantidos pela União (como os celebrados com BNDES, BID e Banco Mundial), tendo sido escolhidos os contratos maiores desses credores, representando cerca de 95% do estoque. Esse conjunto de benefícios auxiliará o Estado a enfrentar o cenário macroeconômico desafiador previsto para 2022 e se preparar para a queda das alíquotas de energia e telecomunicações a partir de 2024, definidas pelo STF.

Medidas exigidas pelo regime
Desde 2019, o governo do Rio Grande do Sul, com o apoio da Assembleia Legislativa, demais Poderes e órgãos, implementou diversas medidas cujos resultados serão agregados ao plano a ser apresentado. Com as reformas administrativa e previdenciária, o déficit previdenciário anual foi reduzido em mais de R$ 2 bilhões desde 2020 (em termos reais, o valor reduziu-se ao patamar mais baixo desde 2014). As despesas de pessoal tiveram queda nominal superior a R$ 600 milhões em entre 2020 e 2021, fazendo com que, em termos reais, o valor voltasse aos níveis de 2017.

Com uma nova gestão do fluxo de caixa, os salários estão em dia desde novembro de 2020, após 57 meses de atraso. O 13º salário também voltou a ser pago regularmente, após seis anos de parcelamentos. Os pagamentos de fornecedores estão em dia e dívidas superiores a R$ 1 bilhão da saúde foram quitadas. As privatizações já começaram a ter efeitos sobre as contas com a realização das operações com CEEE-D, CEEE-T e Sulgás, totalizando R$ 3,6 bilhões em recursos, que estão viabilizando a retomada de investimentos estaduais, após anos de crise fiscal.

Além de refinanciar a dívida com a União, governo apresenta proposta para quitar precatórios até 2029

Olsen projeta investimentos de R$ 60 milhões até 2023

Companhia catarinense deve entrar no mercado alemão no próximo ano

A nova unidade fabril da Olsen será construída em área de 25 mil metros quadrados junto ao Distrito Industrial de Palhoça

A Olsen vai investir até R$ 60 milhões nos próximos dois anos considerando a ativação de uma nova fábrica e a modernização do parque fabril. Nos últimos dois anos a empresa sediada em Palhoça (SC) aportou cerca de R$ 20 milhões na modernização de maquinaria para a área de produção e, inclusive, numa nova aeronave para atendimento de demandas por todo o país.

A nova postura da empresa se baseia no desempenho alcançado nos últimos dois anos. “Nunca crescemos tanto como durante a pandemia. A produção e as vendas duplicaram e operamos agora com a capacidade de produção no limite, com cerca de 900 equipamentos por mês. A meta com a nova fábrica é chegar a 1.500 equipamentos por mês”, releva Cesar Olsen, fundador e presidente da companhia que leva seu sobrenome.

A estrutura comercial cresceu no mesmo embalo da produção. A Olsen utiliza estrutura própria de vendas através de 13 filiais no formato showroons nas principais capitais. A companhia planeja abrir ao menos mais uma unidade no próximo ano. O plano de expansão já prevê até outros seis novos showrooms, mas essa etapa precisa esperar pelo aumento da capacidade de produção, a qual vai acontecer com a nova fábrica.

“Somos atualmente a empresa-líder de mercado com o melhor desempenha econômico entre os fabricantes brasileiros, o que nos coloca na vanguarda da atividade industrial odontomédica pela ousada gestão dos recursos e a capacidade de produção que se consolida no modelo extremamente verticalizado, síntese do porquê das filiais comerciais da indústria em todo o país”, destaca Olsen.

A nova unidade fabril da Olsen será construída em área de 25 mil metros quadrados junto ao Distrito Industrial de Palhoça, dos quais 15 mil metros em área construída, um projeto idealizado no conceito de Indústria 4.0. Hoje o portfólio da Olsen contempla prioritariamente o segmento odontológico, com 80% da demanda.

“Atualmente, exportamos 15% da produção, mas com valor agregado. Nosso plano, até o final do ano que vem, é exportar de 30% a 35% do total fabricado. Já estamos bem posicionados em mercados como o México e a Rússia. Estamos trabalhando para entrar na Alemanha e exportar mais para os Estados Unidos”, antecipa Olsen ao Portal AMANHÃ.

Companhia catarinense deve entrar no mercado alemão no próximo ano

Os passos estratégicos que colocam a GetNet em evidência global

A decisão do Santander de tornar a companhia uma operação independente do grupo dá asas para o crescimento da operação criada no Sul

Se antes a Getnet já trabalhava com autonomia, depois da emancipação reforçará a tendência de operar com diferentes players do mercado

A listagem na B3 e na Nasdaq, muito bem planejadas e com grandes resultados em sua estreia, colocaram a Getnet em projeção para o mercado mundial. Depois de se emancipar do Banco Santander, a empresa de maquininhas de pagamento nascida em Campo Bom (RS) se robustece como líder em transações no e-commerce, com 33% de market share, oferecendo produtos e serviços que ajudam na gestão dos negócios, especialmente no e-commerce. A perspectiva é favorável diante do novo comportamento social, que, segundo a Getnet, veio para ficar. Afinal, mesmo com a retomada das vendas físicas, os hábitos já são outros e os consumidores permaneceram no ambiente digital.

A decisão do Santander de tornar a Getnet uma operação independente do grupo dá asas para o crescimento da maior empresa do setor de Informática e Automação do ranking 500 MAIORES DO SUL. Se antes a Getnet já trabalhava com autonomia, depois da emancipação reforçará a tendência de operar com diferentes players do mercado.

Pedro Coutinho, CEO da Getnet, explica que, além do trabalho envolvendo a cisão, houve esforços para aumentar a presença da marca no e-commerce e manter investimentos em outras frentes de negócios. Um exemplo desta estratégia foi a aquisição da EyeMobile, que incrementou o portfólio de serviços, principalmente para PMEs com soluções integradas.

A Eyemobile tornou-se referência em tecnologias de gestão para empreendedores que iniciam suas vendas pela internet e disponibiliza aplicações integradas aos sistemas operacionais como Android, iOS e navegadores em máquinas de pagamento com conexão à internet. “Aprimoramos também nosso conciliador financeiro com uma nova plataforma, que oferece ferramentas modernas e arquitetura robusta para melhorar a experiência com o produto”, assinala Coutinho. No terceiro trimestre, a Getnet obteve um lucro líquido de R$ 94 milhões. Caixa, pelo visto, não faltará para novas investidas.

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A decisão do Santander de tornar a companhia uma operação independente do grupo dá asas para o crescimento da operação criada no Sul

Taxa de desocupação é de 12,1% no trimestre encerrado em outubro

A informalidade alcançou 40,7% da população ocupada

A população fora da força de trabalho recuou 2,1% no período

A taxa de desocupação (12,1%) do trimestre móvel de agosto a outubro de 2021 caiu 1,6 ponto percentual em relação ao trimestre de maio a julho de 2021 (13,7%) e recuou 2,5 pontos percentuais frente ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6%). Os dados da PNAD Contínua foram apresentados nesta terça-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada (12,9 milhões de pessoas) diminuiu 10,4% (menos 1,5 milhão de pessoas) frente ao trimestre terminado em julho (14,4 milhões de pessoas) e caiu 11,3% (menos 1,7 milhão de pessoas) ante ao mesmo trimestre móvel de 2020 (14,6 milhões de desocupados). A população ocupada (94 milhões de pessoas) cresceu 3,6% (3,3 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e subiu 10,2% (8,7 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

A população subutilizada (29,9 milhões de pessoas) diminuiu 6,5% (menos 2,1 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior (32 milhões de pessoas) e 9,6% (menos 3,2 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2020 (33,1 milhões de pessoas subutilizadas).

A população fora da força de trabalho (65,2 milhões de pessoas) recuou 2,1% (menos 1,4 milhão de pessoas) ante o trimestre anterior e caiu 7,7% no ano (menos 5,4 milhões de pessoas). A população desalentada (5,1 milhões de pessoas) caiu 3,8% (menos 199 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 11,9% (menos 683 mil pessoas) frente a igual período de 2020.

A taxa de informalidade foi de 40,7% da população ocupada, ou 38,2 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 40,2% e, no mesmo trimestre de 2020, 38,4%. No trimestre móvel de agosto a outubro de 2021, a força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) chegou a 106,9 milhões de pessoas, crescendo 1,7% (1,8 milhão de pessoas) frente ao trimestre de maio a julho de 2021 e 7% (7 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

A informalidade alcançou 40,7% da população ocupada

Mercado volta a diminuir projeção para crescimento da economia em 2021

Segundo o boletim Focus, estimativa para o PIB ficou em 4,51%

A expectativa é de que a Selic seja elevada para 10,75% na primeira reunião do Copom em 2022

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano caiu de 4,58% na semana passada para 4,51%. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. Há quatro semanas a previsão era de um crescimento de 4,78%. Para o próximo ano, a expectativa para o PIB) também diminuiu passando de 0,5% na semana passada para 0,42%.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,04% para 10,02% neste ano. É a terceira redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 5,03%, a mesma da semana passada.

Em novembro, puxada principalmente pelo aumento de preços de combustíveis, a inflação foi de 0,95%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 9,26% no ano e de 10,74%, nos últimos 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 9,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic seja elevada para 10,75% na primeira reunião do Copom em 2022, em linha com a sinalização do BC, e termine o ano em 11,5%. A expectativa do mercado para a cotação do dólar é R$ 5,63 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana também fique em R$ 5,60.

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Com Agência Brasil

Segundo o boletim Focus, estimativa para o PIB ficou em 4,51%

Construir ficou 14% mais caro em 2021

O INCC-M subiu 0,3% em dezembro

Apenas Porto Alegre, no Sul, apresentou acréscimo em sua taxa de variação, onde o INCC-M passou de 0,2% em novembro para 0,4% em dezembro

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) subiu 0,3% em dezembro, desacelerando em relação a novembro, quando o indicador aumentou 0,71%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o acumulado do ano e de 12 meses ficou em 14%, bem acima do verificado em 2020, quando o indicador fechou o ano com alta de 8,6%.

No mês, a taxa dos materiais, equipamentos e serviços ficou em 0,4%, depois de subir 1,1% em novembro. A elevação da parte de materiais e equipamentos foi de 0,4% em dezembro, com decréscimo em três dos quatro subgrupos componentes. O destaque foram os materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,7% para uma redução de 0,4%.

A variação dos serviços passou de 0,4% em novembro para 0,5%, com destaque para o aumento da refeição pronta no local de trabalho, que passou de 0,4% para 1,9% em dezembro. No mês, a mão de obra variou 0,1%, depois de subir 0,2% em novembro.

Entre as capitais pesquisadas, seis tiveram redução na variação de suas taxas, na passagem de novembro para dezembro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Apenas Porto Alegre apresentou acréscimo em sua taxa de variação, onde o INCC-M passou de 0,2% em novembro para 0,4% em dezembro.

Com Agência Brasil

O INCC-M subiu 0,3% em dezembro

Um trem rumo à normalidade

Trafegando em um setor essencial para a economia, a Rumo passa a registrar seus melhores índices desde o início da pandemia

O Paraná, segundo a Rumo, é o estado com maior potencial de desenvolvimento na Operação Sul

Por atuar no setor de transporte de cargas, atividade essencial para a economia do país, a Rumo se viu obrigada a “olhar para dentro de casa” e fazer uma reestruturação de suas operações para garantir que o trabalho não parasse durante a pandemia. “Todo esse esforço gerou um retorno rápido na criação de um ambiente que permitiu manter nossa rotina operacional. E, claro, reforçou nossa visão de que inovar é fundamental para seguir conquistando espaço no mercado”, avalia Daniel Rockenbach, vice-presidente de operações da Rumo.

Na visão de Rockenbach, o Paraná é o estado com maior potencial de desenvolvimento na Operação Sul. Afinal, a região integra importantes ramais ferroviários com uma média de circulação de 20 trens por dia. Os produtos englobam uma vasta área da cadeia produtiva do estado – grãos, combustíveis, óleo vegetal, fertilizantes, cimento, entre outros.

Em 2020, a Rumo registrou o maior volume de granéis para exportação desde que assumiu a concessão em 2015. Foram movimentadas mais de 9,5 milhões de toneladas do norte do Paraná em direção ao Porto de Paranaguá. O projeto do “Moegão”, como está sendo chamada a moega exclusiva para descarga ferroviária no Porto, pretende aumentar a capacidade de descarga diária dos atuais 80 para 390 vagões.

A renovação da concessão da Malha Paulista permitirá o investimento de R$ 6 bilhões em melhorias na operação ao longo da concessão. Em 2020, a Malha Central (Ferrovia Norte-Sul) recebeu um aporte de R$ 711 milhões para viabilizar as obras nos terminais, pontes e em dezenas de quilômetros de trilhos.

Desde 2015, a Rumo investiu mais de R$ 13 bilhões em infraestrutura, com previsão de mais R$ 17,5 bilhões até 2025 – um total superior a R$ 30 bilhões num período de 10 anos. Ainda em 2021, a Rumo também concluiu o Fuse, edital de aceleração pioneiro no setor ao apoiar iniciativas de startups com foco no desenvolvimento de propostas para reduzir o número de acidentes em ferrovias.

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Sim, o home office vai continuar

A tendência no Brasil é que vejamos mais profissionais buscando o modelo híbrido ou mesmo aquele totalmente remoto

Um dos principais fatores de preocupação é a segurança da infraestrutura da empresa com acessos remotos

A vacinação em massa e as medidas preventivas têm surtido efeito e aos poucos começamos a retomar a normalidade. A dúvida que resta é se os modelos de home office adotados durante a pandemia continuarão funcionando. Algumas empresas mudaram radicalmente sua cultura interna para acomodar suas atividades ao trabalho remoto e muitos dos funcionários já estão com suas rotinas devidamente adaptadas. Por isso, talvez a pergunta correta seria se vale a pena voltar ao normal, ou seja, aos escritórios.

A primeira consideração que é feita diante da possibilidade de mudança é o custo que ela terá na estrutura empresarial. Enquanto essa questão está sujeita às particularidades de cada empresa, em geral, podemos aferir que o custo de descontinuar o home office não é atrativo. Muitas empresas abandonaram escritórios gigantescos por sedes e filiais menores e mais objetivas, fazendo com que haja uma rotatividade das equipes que precisam ir ao local físico, de forma que o empregado individual tenha dias de home office e dias de escritório dependendo da sua demanda. É o chamado “modelo híbrido”.

Além do custo com infraestrutura, existe também o custo de “tempo”. Apesar de subjetivo, ele envolve o tempo que cada colaborador gasta no percurso da casa ao trabalho. Aqui, é possível estimar as cifras de combustível, estresse, possibilidade de acidentes e outros fatores que podem gerar custos que não são tão óbvios para a empresa.

A segunda consideração feita é a possibilidade de manter atividades em home office. Uma vez que algumas tarefas, mesmo podendo ser realizadas à distância, são melhores desempenhadas por equipes presenciais. Claro, o contrário também é verdadeiro e existem tarefas que os funcionários desempenham melhor no conforto do lar.

Outro ponto é a importância da tarefa e como a tecnologia comporta sua execução. Por exemplo, um empregado que está realizando uma atualização importante do sistema não poderia ficar repentinamente sem internet. Assim, ele irá necessitar uma conexão segura e estável, que entregue um desempenho similar aos links da própria empresa.

Por fim, um dos principais fatores de preocupação é a segurança da infraestrutura da empresa com acessos remotos. Uma vez que o sistema ficará aberto aos colaboradores, a possibilidade de ameaças pode aumentar consideravelmente e causar danos em atividades cruciais. A solução, no entanto, não é de origem complexa, sendo de fácil acesso opções como Next Generation Firewalls, como o Fortinet, utilizado pela Telium, e serviços de monitoramento de rede.

A tendência para os próximos anos é que modelos de trabalho híbrido ou totalmente remoto comecem a tomar fatias ainda maiores do mercado. Os Estados Unidos já vivem uma transição “forçada” com diversos funcionários pedindo a conta de empregos que não tenham opção de modelo híbrido e aceitando ofertas até 10% mais baixas de empresas que invistam na opção. 

A tendência no Brasil é que vejamos mais profissionais buscando o modelo híbrido ou mesmo aquele totalmente remoto

Ambev anuncia fábrica de garrafas sustentáveis no Paraná

Investimento será de R$ 870 milhões em município a ser definido

A previsão de inauguração da nova planta é 2025

A fabricante de bebidas Ambev anunciou que o Paraná será o berço de mais uma planta industrial da empresa. O governador Carlos Massa Ratinho Junior e executivos da companhia assinaram, nesta quinta-feira (23), um protocolo de intenções para investir em uma nova fábrica de vidros sustentáveis no Estado, em um investimento que soma R$ 870 milhões.

A fábrica de vidros vai produzir garrafas a partir da reciclagem de cacos recolhidos a partir de uma parceria com empresas de logística reversa e cooperativas. Serão produzidas garrafas dos tipos long neck, 300 ml, 600 ml e 1 litro para diversos rótulos da empresa, tais como Brahma, Skol, Budweiser, Stella Artois, Becks e Spaten. A planta vai abastecer cervejarias do Paraná e de diversos outros estados. A empresa ainda está realizando estudos para determinar qual município vai receber a fábrica. A previsão é que as operações sejam iniciadas até 2025.

Para Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos, a nova planta vai dar fôlego para a produção das demais fábricas da empresa, estabilizando o fornecimento de vidro, que hoje depende muito da importação. “A pandemia mudou os hábitos de consumo, o que mexeu com a dinâmica dos insumos e deixou o mercado mais dinâmico e complexo com relação a commodities e matéria-prima. Essa fábrica vem nos ajudar a retomar a capacidade de produção no Brasil”, ressaltou o executivo.

A nova unidade representa uma aposta no desenvolvimento da logística reversa e economia circular, e está alinhada à meta da empresa de ter 100% dos seus produtos em embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de conteúdo reciclado até 2025. O vidro, material largamente utilizado como embalagem para bebidas, tem grande potencial de reciclagem. Quando reciclado, além de fomentar a cadeia de logística reversa, gera impactos positivos como redução do consumo de energia.

A unidade já será construída usando apenas fontes de energia elétrica renovável, e será equipada para operar com biocombustíveis. Além disso, ela terá uma estação para tratar 100% dos efluentes gerados e reaproveitar a água utilizada no processo. Para Figueiredo, é natural que esse investimento seja feito no Paraná, um estado reconhecido pelas suas políticas de desenvolvimento sustentável. Ele complementa, ainda que o Paraná sempre foi um estado importante para a Ambev, com fábricas em Ponta Grossa e Curitiba, centros de distribuição em diversos municípios e parcerias com o agronegócio de Guarapuava.

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Investimento será de R$ 870 milhões em município a ser definido

Associados da Coagrisol aprovam incorporação pela Cotrijal

Quando a incorporação for homologada, a única coisa que mudará será a marca, que gradualmente deixará de existir

José Luiz Leite dos Santos (na foto, à esquerda) revela que a Coagrisol vive uma carência histórica de necessidade de investimentos, e mesmo estando sólida, tem pouca capilaridade para seguir crescendo

Em um ato já considerado histórico para o cooperativismo agropecuário gaúcho, os associados da Coagrisol deliberaram em assembleia geral extraordinária realizada nesta quinta-feira (23) pela aprovação da incorporação da cooperativa sediada em Soledade pela Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial, que tem sede em Não-Me-Toque.

O encontro aconteceu em Soledade, contando com cerca de 200 cooperados presentes, bem como os conselhos de administração e fiscal da Coagrisol e os dirigentes das duas cooperativas. No ato, foram apresentados os motivos para a incorporação e o resultado de reuniões de debates já feitas com associados. Na votação, foram praticamente 100% dos votos favoráveis a incorporação, com apenas um voto contrário.

Através desta incorporação, a Cotrijal assumirá todos os bens, direitos e obrigações da Coagrisol, onde os associados migrarão para a cooperativa que tem sede em Não-Me-Toque, sem perder absolutamente nenhum bem ou direito. Esta união vem sendo estudada e planejada deste agosto deste ano, quando as cooperativas firmaram uma aliança de intercooperação.

Com a aprovação feita pela Coagrisol, a Cotrijal também colocará o tema em apreciação de seus associados em assembleia geral extraordinária que acontecerá às 14h desta quinta-feira. Caso aprovado, será formada uma comissão com três associados de cada cooperativa para elaborar um parecer sobre a incorporação, que será apreciado em uma assembleia conjunta das cooperativas previsto para acontecer em fevereiro de 2022, selando assim a incorporação.

Conforme o presidente da Coagrisol, José Luiz Leite dos Santos (na foto, à esquerda), a cooperativa, que tem 52 anos de atividades, vive uma carência histórica de necessidade de investimentos, e mesmo estando sólida, tem pouca capilaridade para seguir crescendo. “Somos uma cooperativa forte, porém limitada, e diversos estudos internos e externos mostram que a união é único caminho pelo qual poderemos crescer em escala e com isso também impulsionar os nossos associados. Foi uma decisão difícil, mas construída com muita clareza, seriedade e compromisso de honrar o legado de nossos precursores, mas também garantir a continuidade de nossas atividades com solidez”, afirma.

Leite pontua que a decisão pela incorporação foi debatida com os sócios através de reuniões realizadas desde o início do mês, onde a aprovação foi superior a 90% e selada com a aprovação na assembleia extraordinária. Segundo o dirigente, o cooperado entendeu que a cooperativa tem necessidades e encontrou uma excelente oportunidade. “Não é comum termos este tipo de movimento, pois ambas as cooperativas estão fortes conforme suas proporções. Decidimos não esperar outros fatores como uma possível estiagem e outros movimentos de mercado para tomar esta decisão, fazendo com que o produtor associado não perda absolutamente nada, pelo contrário, apenas ganhe” finaliza.

Ambos os dirigentes das cooperativas lembram que para o produtor da Coagrisol, quando a incorporação for homologada, a única coisa que mudará será a marca, que gradualmente deixará de existir. Demais aspectos como cota capital, saldos de produtos, contas a pagar e receber serão integralmente mantidos, apenas migrados da Coagrisol para a Cotrijal. Da mesma forma, as unidades e equipes de funcionários serão mantidos sem alterações, apenas passando a ter a denominação da Cotrijal.

Nei César Manica (na foto, à direita), presidente da Cotrijal destaca que esta união irá ser um marco para o cooperativismo gaúcho e brasileiro. “O mercado mundial tem nos mostrado diversos aspectos que tornam esse momento como primordial para esta união. Estamos nos somando para agregar ainda mais valor ao agronegócio e garantir o futuro de nossas propriedades e produtores de forma sustentável, arrojada e com todos os diferenciais que o cooperativismo apresenta. Todos os produtores podem ter certeza de que cresceremos juntos, pois juntos somos mais fortes”, declarou.

A Cotrijal é a maior cooperativa do Rio Grande do Sul. Em 2020, fechou com faturamento histórico de R$ 2,4 bilhões, registrando um crescimento médio de 19% nos últimos cinco anos. Fundada em 1957, está presente em 35 municípios do estado. Fundada em setembro de 1969, a Coagrisol está em 28 municípios gaúchos, conta com estruturas próprias e arrendadas para recebimento, secagem e armazenagem de cereais e comercialização de insumos. Em 2020, a cooperativa teve faturamento de R$ 871 milhões.

A Cotrijal é a 72ª maior empresa da região e também a 28ª maior do Rio Grande do Sul. A Coagrisol é a 216ª maior empresa da região e também a 85ª maior do Rio Grande do Sul. Os dados fazem parte do ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Quando a incorporação for homologada, a única coisa que mudará será a marca, que gradualmente deixará de existir

RS tem melhor saldo de empregos em novembro no Sul

Santa Catarina lidera no saldo acumulado anual

A região acumulou um saldo de mais de 54 mil vagas no mês passado

O Rio Grande do Sul obteve, na região Sul, o melhor saldo de novos empregos em novembro, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta quinta-feira (23). Santa Catarina lidera em novos postos criados no acumulado anual (veja a tabela ao final desta reportagem).

O mercado de trabalho brasileiro registrou uma criação líquida de 324.112 vagas com carteira assinada em novembro. O saldo de novembro é resultado de 1.772.766 admissões e de 1.448.654 desligamentos. No acumulado do ano, há criação líquida de 2.992.898 empregos. Em 12 meses, o saldo está positivo em 2.835.263 vagas.

Os números apresentados pelo Caged revelam ainda que houve abertura de vagas em quatro dos cinco setores da economia em novembro: o saldo ficou negativo em agricultura (-16.797) e positivo em indústria geral (8.177), construção (12.485), comércio (139.287) e serviços (180.960).

De onde vêm os dados do Caged?
O Caged deve ser preenchido por empregadores com informações sobre admissões e desligamentos de funcionários da empresa. O formulário deve ser enviado por meio de um sistema próprio na internet. Há penalização para as empresas que dispensarem ou contratarem empregados e não derem essa informação ao Ministério do Trabalho.

Com base nos cadastros, é possível saber quantas vagas foram abertas e fechadas no país durante um mês e calcular o número de aberturas de vagas líquido (contratações menos desligamentos). É possível saber a abertura e fechamento de vagas por região e setor.

Os dados só abrangem os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente da Pnad, que abarca também o setor informal e autônomos. Sua série histórica começa em 1992, embora tenha sofrido mudanças metodológicas que impossibilitam a comparação com números anteriores ao ano de 2020.

Uma portaria de outubro de 2019, por exemplo, mudou o sistema de preenchimento de dados, que é feito hoje pelo pelo eSocial, e passou a reunir mais informações na mesma base de dados. O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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