Canadense CCL adquire Tecnoblu

Negócio será fechado por pouco mais de R$ 100 milhões

A Tecnoblu é líder em rótulos e etiquetas para o varejo e a indústria de vestuário

A Tecnoblu, de Blumenau (SC), foi adquirida pela canadense CCL Industries, multinacional com sede em Toronto. O negócio foi fechado por meio da Checkpoint Brasil, braço de segurança e tecnologia da CCL. A Tecnoblu é líder em rótulos e etiquetas para o varejo e a indústria de vestuário estrategicamente localizada no coração da indústria têxtil brasileira.

De acordo com fato relevante publicado pela CCL Industries, para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2021, as vendas e o Ebitda ajustado da Tecnoblu estão estimados em US$ 17,6 milhões e US$ 3,1 milhões, respectivamente. “O preço de compra, líquido de dinheiro e dívida, é de aproximadamente US$ 19,1 milhões, sujeito aos ajustes de fechamento do cliente. O fechamento está previsto para os próximos 30 dias”, informa o documento. De acordo com a cotação da moeda norte-americana desta segunda-feira (3), a aquisição custará algo em torno de R$ 108 milhões.

A Tecnoblu conta com escritórios de pesquisa de mercado e design em Xangai, na China, e também em Portugal, onde desde o começo de 2019 conta com um showroom na cidade de Guimarães, a Casa Europa – porta de entrada para o mercado europeu.

A Tecnoblu é a 804ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, que também revela a lista das emergentes – as companhias relacionadas entre as posições 501 e 1000. O anuário é publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Negócio será fechado por pouco mais de R$ 100 milhões

Mercado financeiro diminui novamente a previsão para o PIB

Economia deve crescer 0,36% em 2022

A estimativa de inflação ficou em 5,03%

O mercado financeiro diminuiu novamente a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2022. As projeções constam do primeiro boletim Focus de 2022, divulgado pelo Banco Central. O documento reúne a projeção para os principais indicadores econômicos do país e aponta para um Produto Interno Bruto (PIB) de 0,36% ante 0,42% estimado na semana passada.

O mercado também reduziu a previsão do PIB para o ano de 2021, para 4,5%. Na semana anterior, a estimativa era de que o PIB ficasse em 4,51%. Há quatro semanas, o boletim estimou um crescimento de 4,71% em 2021.

Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 5,03%, a mesma da semana passada. Para 2021, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,02% para 10,01%. É a quarta redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção.

A previsão para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2022, ficou em 11,5% no ano, a mesma da semana anterior. Atualmente, a taxa definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) está em 9,25% ao ano. Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 é R$ 5,60, a mesma da semana anterior.

Com Agência Brasil

Economia deve crescer 0,36% em 2022

Oferta de crédito deve crescer 6,7% neste ano

Estimativa foi feita pela Febraban

Cenário reflete a piora das perspectivas econômicas e as condições financeiras mais adversas

O saldo das operações de crédito deverá crescer, ao menos, 13,9% em 2021, acima da revisão de novembro passado, que apontava aumento de 12,7%. Após o crescimento atípico registrado em 2020 e 2021, a carteira total de crédito continuará em expansão em 2022, mas naturalmente em ritmo próximo ao período pré-pandemia (6,5% em 2019), e deverá se elevar em 6,7% neste ano de 2022, revela a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas.

Essa expansão esperada para 2022 é menor do que a apurada em levantamento anterior, que estava em 7,3%, e está em linha com a redução, pelo Banco Central, das estimativas de crescimento do PIB em 2022 (de 2,1% para 1%) e também decorre da elevada base de comparação (forte e surpreendente expansão em 2021).

A Pesquisa Febraban é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O atual levantamento foi realizado entre os dias 15 e 21 de dezembro e reuniu as percepções de 18 bancos sobre a última ata do Copom e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para o ano corrente e o próximo.

O estudo mostra que as estimativas para a carteira total de crédito em 2021 estão abaixo da nova projeção do Banco Central, que passou de crescimento de 12,6% para 14,6%, reforçando a expectativa de alguma acomodação em relação ao ritmo atual de expansão de crédito (de 16% em outubro), mas ainda sim com um resultado bastante expressivo.

“Mesmo em um cenário de continuidade da pandemia da Covid 19, o crédito, em 2021, assim como já tinha acontecido em 2020, funcionou como uma espécie de muro de contenção na preservação da atividade econômica. Os bancos irrigaram a economia com forte expansão de sua carteira, especialmente no crédito destinado às famílias, que se acelerou com a reabertura das atividades econômicas em decorrência principalmente do avanço da vacinação no país”, avalia o diretor de economia, regulação prudencial e riscos da Febraban, Rubens Sardenberg.

“Entretanto, as estimativas para 2022 mostram que teremos um ano com maior acomodação do ritmo de crescimento do crédito, refletindo a piora das perspectivas econômicas e as condições financeiras mais adversas, com alta mais acentuada da Selic para conter a inflação”, acrescenta.

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Estimativa foi feita pela Febraban

Plantar para colher os frutos

Com investimentos de R$ 15 bilhões em dez anos, a Yara segue adubando o plano de ser a principal parceira do campo

O mercado brasileiro deverá ter mais um ano de forte crescimento

A demanda por fertilizantes se mantém aquecida em 2021, após crescimento de 12% no ano anterior por conta do cenário positivo de rentabilidade para as principais commodities agrícolas – destacadamente grãos, o que tem motivado os agricultores a investir mais e antecipar as compras de fertilizantes. 

O mercado brasileiro deverá ter mais um ano de forte crescimento: acima de 5% em comparação a 2020, ultrapassando a marca de 42 milhões de toneladas entregues ao agricultor. Mas, ainda assim, a Yara está com sinais de alerta em toda a sua cadeia, como pela crescente demanda pelas mais diversas matérias-primas a nível global e obstáculos na logística.

“Este momento atípico tem levado o setor agrícola a enfrentar pressões no preço e na disponibilidade de insumo para a safra que se inicia”, explica Maicon Cossa, vice-presidente comercial da Yara Brasil. “O que plantamos e nutrimos hoje repercute diretamente na segurança alimentar do país e até de outras nações na sequência, devido ao grande potencial agrícola do Brasil”, completa.

Nesse sentido, a companhia está determinada a se firmar como a principal parceira de agricultores e empresas de alimentos, fornecendo soluções em nutrição de plantas sustentáveis para ajudá-los a prosperar. A Yara tem contribuído decisivamente para esse processo de desenvolvimento, tanto por trazer e adaptar para o Brasil tecnologias já utilizadas em outros países quanto no investimento em pesquisa e desenvolvimento totalmente focados nas especificidades dos solos e culturas do país. “O produtor brasileiro está percebendo cada vez mais, safra a safra, que investir em soluções tecnológicas e produtos de alta performance está associado diretamente ao fato de conseguir resultados ainda melhores”, conclui Cossa.

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Taxa de custódia do Tesouro Direto cai para 0,2% em janeiro

Iniciativa pretende fazer o investimento mais acessível

Redução faz parte de compromisso firmado entre governo e B3

O investidor com recursos no Tesouro Direto pagará menos para manter o dinheiro aplicado. A taxa de custódia dos títulos cairá de 0,25% para 0,2% do valor dos papéis. Segundo o Tesouro Nacional, a redução da taxa atende a um compromisso firmado entre o Tesouro e a B3 para monitorar as condições de mercado e aproveitar oportunidades para baratear de forma permanente a taxa cobrada pela bolsa de valores.

Em nota, o órgão informou que as mudanças pretendem tornar o Tesouro Direto mais barato, acessível, com liquidez e seguro para os investidores. Segundo o órgão, a democratização de títulos públicos a pessoas físicas ajuda a sociedade a ter mais educação financeira e a entender como o governo se financia.

A medida foi anunciada em outubro, durante a Semana do Investidor, promovida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parceria com a B3, a bolsa de valores brasileira. A custódia (manutenção) dos títulos públicos comprados por pessoas físicas cabe à bolsa de valores, que recebe uma remuneração pelo serviço duas vezes por ano, uma em janeiro e outra em julho.

Histórico
No início do Programa Tesouro Direto, em 2002, os bancos e as corretoras cobravam taxa de administração, e a B3 tinha taxa de custódia de 0,5%. Ao longo dos anos, as taxas de administração deixaram de existir e a taxa de custódia caiu progressivamente, até chegar a 0,3% em 2019. Naquele ano, a taxa de custódia caiu para 0,25%.

Além disso, em agosto de 2020, os investimentos de até R$ 10 mil no Tesouro Selic, título corrigido pelos juros básicos da economia, passaram a ser isentos da taxa de custódia. Somente saldos acima desse valor aplicados no Tesouro Selic são cobrados. Além das cobranças semestrais, a taxa de custódia incide sobre o pagamento de juros, a venda do título para terceiros ou o encerramento da posição do investidor, com a forma de cobrança definida pelo evento que ocorrer primeiro.

Captação de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

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Com Agência Brasil

Iniciativa pretende fazer o investimento mais acessível

Desoneração da folha para 17 setores é prorrogada até 2023

Projeto foi sancionado sem vetos e está em vigor

As empresas beneficiadas podem optar por deixar de pagar a contribuição previdenciária calculada sobre a folha de pagamentos e continuar a contribuir com a alíquota sobre a receita bruta

O governo federal sancionou a prorrogação até o fim de 2023 da desoneração da folha de pagamento das empresas dos 17 setores da economia que mais geram empregos. A sanção do Projeto de Lei (PL) 2.541/2021 foi publicada na sexta-feira (31), data em que o benefício fiscal se encerraria, no Diário Oficial da União. O projeto foi sancionado integralmente, sem vetos e já está em vigor.

O projeto, aprovado em dezembro passado pelo Senado, diz que as empresas beneficiadas podem optar por deixar de pagar a contribuição previdenciária calculada sobre a folha de pagamentos, de 20% sobre os salários dos empregados, e continuar a contribuir com a alíquota sobre a receita bruta, que varia de 1% a 4,5%. Em tese, a iniciativa oferece um maior incentivo para a contratação de pessoal.

A medida beneficia as empresas de transporte rodoviário coletivo e de cargas, metroferroviário de passageiros, empresas de informática, de circuitos integrados, de tecnologia de comunicação, do setor da construção civil, empresas de obras de infraestrutura, empresas de call center, calçados, confecção/vestuário, couro, jornais e empresas de comunicação.

A legislação também prorroga o prazo referente a acréscimo de alíquota da Contribuição Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior (Cofins-Importação). “O projeto sancionado tem capacidade de oferecer estímulos aos setores beneficiados à necessária retomada da economia, principalmente, em face da diminuição de encargos fiscais a cargo dos empregadores”, informou o Ministério da Economia.

Com Agência Brasil 

Projeto foi sancionado sem vetos e está em vigor

Entra em vigor o novo salário mínimo de R$ 1.212

Piso nacional teve reajuste de 10,1%

O novo mínimo altera o valor de cálculo de benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas

Começou a valer, a partir de sábado (1), o novo valor do salário mínimo no Brasil, que passa a ser de R$ 1.212 por mês. O novo valor considera a correção monetária pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) de janeiro a novembro de 2021 e a projeção de inflação de dezembro de 2021, estimada pela área técnica do Ministério da Economia. No total, o aumento será de 10,1% em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.100.

Os estados também podem ter salários mínimos locais e pisos salariais por categoria maiores do que o valor fixado pelo governo federal, desde que não sejam inferiores ao valor do piso nacional.

O novo mínimo altera o valor de cálculo de benefícios previdenciários, sociais e trabalhistas. No caso das aposentadorias e pensões por morte ou auxílio-doença, os valores deverão ser atualizados com base no novo mínimo. O mesmo vale para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que corresponde a um salário mínimo e é pago a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda.

Cálculos das contribuições dos trabalhadores ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também serão reajustados. Uma portaria do Ministério da Economia deverá ser publicada, nos próximos dias, com a oficialização dos novos valores.

Com Agência Brasil

Piso nacional teve reajuste de 10,1%

Matriz catarinense aponta 15 regiões no nível moderado e duas no alto

Nordeste e Meio Oeste tiveram pioras nos índices

A dimensão gravidade sofreu influência do aumento no número de internações

A matriz de risco potencial regionalizado de Santa Catarina revela 15 regiões classificadas como risco potencial moderado (cor azul) e duas no nível de risco alto (cor amarelo). Comparando com o relatório divulgado há 15 dias, houve piora nos indicadores da região Nordeste e Meio Oeste, que tiveram pioras nos índices. As demais regionais permaneceram estabilizadas.

Na dimensão monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, apesar das coberturas vacinais estarem acima de 70% em todas as regiões, a piora nessa dimensão sofreu influência dos números de casos notificados nos últimos dias a partir da liberação dos dados do Ministério da Saúde, que estavam represados por conta do ataque hacker.

Em relação à transmissibilidade, que monitora a taxa de infectantes e os parâmetros de transmissão (Rt), apenas a região Meio Oeste foi classificada no nível alto. As demais seguem no nível moderado. Na capacidade de atenção, a região Nordeste foi classificada no nível grave (ocupação de 41%), a Oeste foi classificada como nível alto (ocupação de 21%), enquanto as demais foram classificadas no nível moderado, com taxas de ocupação abaixo de 20%.

Por fim, a dimensão gravidade, que mede a taxa de óbitos por Covid-19 e internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sofreu influência do aumento no número de internações e registro de óbitos nos últimos 15 dias, classificando a região Carbonífera no nível grave e as demais no nível alto.

Os resultados da matriz de risco potencial regionalizado devem ser analisados com cautela devido ao ataque sofrido pelo Ministério da Saúde no dia 9 de dezembro e que afetou todos os sistemas de informações em saúde do nível federal que realizam o monitoramento da Covid-19. Estes sistemas são utilizados por todos os municípios para registro de casos leves, hospitalizações e óbitos de Covid-19, bem como para registro de doses de vacinas.

O monitoramento dos dados de vacinação também se encontra prejudicado, pois o sistema SIPNI on-line também está apresentando problemas desde o dia 9 de dezembro, impossibilitando que os municípios registrem todas as doses aplicadas. A SES solicitou a todos os municípios que continuem promovendo a vacinação, e aqueles que não tenham sistemas próprios e utilizem o sistema SI-PNI para registro de doses aplicadas, mantenham os registros em formulários e planilhas, para serem inseridos no sistema, quando o sistema retornar.

O principal objetivo da matriz catarinense é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Nordeste e Meio Oeste tiveram pioras nos índices

Justiça proíbe reajuste no preço do gás natural em SC até abril

Juiz acolheu pedido da PGE

O gás natural já sofreu reajustes por parte da Petrobras, que foram repassados pela SCGás, da ordem de 30% em janeiro e 40% em julho de 2021

O juiz Rudson Marcos, do Plantão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, atendeu ao pedido feito pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC) na Ação Civil Pública ajuizada na quarta-feira (29) e determinou que o preço do gás natural comercializado no Estado permaneça inalterado até o mês de abril de 2022. O despacho foi publicado no fim da manhã desta quinta-feira (30).

Na decisão, o magistrado afirma que o impacto causado com eventual vigência dos novos preços estipulados pela Petrobras “é imensurável e irreversível, impactando negativamente no desenvolvimento econômico do Estado”. Ele destacou ainda que pedidos semelhantes foram deferidos pela Justiça de outras unidades federativas.

Com a liminar concedida, as condições e o preço do gás natural industrial, comercial, residencial e veicular não poderão ser reajustados até o mês de abril de 2022, sob pena de multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. O gás natural já sofreu reajustes por parte da Petrobras, que foram repassados pela SCGás, da ordem de 30% em janeiro e 40% em julho deste ano.

O procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza, considera a decisão um primeiro passo importante. “A rápida atuação da PGE/SC foi fundamental para evitar um imediato impacto econômico em diversos âmbitos da sociedade – desde as famílias até as grandes indústrias. Ganha a sociedade catarinense com essa liminar. Mas seguiremos atuando para consolidar essa situação, enquanto a Petrobras exercer o monopólio no fornecimento do gás e não houver efetiva concorrência no setor”, afirmou.

Petrobras
Decisões judiciais determinaram a suspensão do reajuste do preço do gás fornecido pela Petrobras a distribuidoras de quatro estados: Rio de Janeiro, Ceará, Sergipe e Alagoas. A empresa informou, por meio de nota, que adotará as medidas judiciais cabíveis nos quatro casos. As condições contratuais da Petrobras com a CEG/Naturgy, do Rio de Janeiro, Cegás (Ceará), Sergás (Sergipe) e Algás (Alagoas) se encerram amanhã (31). Portanto, os reajustes seriam válidos a partir de 1º de janeiro de 2022, de acordo com a estatal.

“Há vários meses, a Petrobras está engajada, de boa-fé, em negociações de novos contratos com diversas distribuidoras. Para oferecer melhores condições aos clientes, a Petrobras ofereceu às distribuidoras de gás natural produtos com prazos de 6 meses, 1 ano, 2 anos e 4 anos e mecanismos contratuais para reduzir a volatilidade dos preços, como, por exemplo, referência de indexadores ligados ao GNL e ao Brent, opção de parcelamento e possibilidade de redução dos volumes nos contratos de maior prazo”, informou a empresa, por meio de nota.

Segundo a empresa, as decisões da Justiça “abalam a segurança jurídica do ambiente de negócios, interferindo na livre formação de preços, colocando em risco a implementação da própria abertura do mercado de gás natural no Brasil e atração de investimentos no país”.

Com Agência Brasil

Juiz acolheu pedido da PGE

Preços dos combustíveis devem cair no RS

Gasolina terá redução de R$ 0,44 por litro caso diminuição do tributo seja repassada ao consumidor

As alíquotas de gasolina e álcool caem de 30% para 25% em solo gaúcho, equiparando-se ao praticado na maior parte do país

A partir de sábado (1), milhares de produtos terão redução de ICMS no Rio Grande do Sul com o fim das alíquotas que estavam majoradas desde 2015. Segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o consumidor deverá sentir efeitos na diminuição de preços nos principais itens de consumo caso essa redução seja repassada pelas empresas aos preços finais. No total, a queda bruta de arrecadação é estimada em cerca de R$ 3 bilhões. Um dos itens em que a redução melhor poderá ser percebida é na gasolina comum, que deve ter uma diminuição de R$ 0,44 por litro.

O chamado preço de pauta, ou PMPF (Preço Médio Ponderado a Consumidor Final), sobre o qual incidem as alíquotas de ICMS, foi congelado pelos Estados por 90 dias após aprovação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Com isso, mesmo que haja alta nos preços do petróleo, o valor sobre o qual incidirá o ICMS permanece o mesmo desde 31 de outubro até 31 de janeiro. Porém, no Rio Grande do Sul, esse preço cairá com a redução das alíquotas de ICMS, o que deve contribuir ainda mais para mitigar o aumento recente dos preços. A Receita Estadual divulgou em outubro os novos preços de pauta dos combustíveis. No caso da gasolina comum, a redução deve ser de R$ 0,44.

“Essa redução ocorre num momento em que o preço de itens de consumo tem crescido muito no Brasil, ocasionado especialmente pelo valor do dólar e pela inflação que afetam o bolso dos cidadãos. As alíquotas de ICMS de combustíveis permaneceram inalteradas nos últimos anos e ainda terão redução em janeiro de 2022, o que não ocorrerá em outros Estados”, avalia o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, em nota.

O preço de pauta da gasolina comum está congelado no Rio Grande do Sul em R$ 6,6210 o litro desde final de outubro. Considerando a queda das alíquotas, o PMPF cai para R$ 6,1796 a partir de janeiro, conforme já publicado pela receita estadual. Ou seja, uma redução de quase 50 centavos no litro.

O que muda em combustíveis
As alíquotas de gasolina e álcool caem de 30% para 25% em solo gaúcho, equiparando-se ao praticado na maior parte do país. A partir de janeiro, o Rio Grande do Sul passa a se inserir no grupo de outros sete Estados com as menores alíquotas do país para gasolina e álcool (25%). O estado hoje já está entre os menores também no diesel (12%).

O que muda na alíquota modal
A partir de janeiro, centenas de produtos, como vestuário, calçados, eletrônicos e eletrodomésticos, também terão redução de impostos. Isso ocorre porque a alíquota modal, ou geral de ICMS, que já caiu de 18% para 17,5% em 2021, passará para 17% a partir de janeiro de 2022. Assim, o Estado também se equipara a outros sete com 17% na alíquota modal, a menor do país. Esse percentual, embora aparentemente baixo, tem um impacto de perda de R$ 300 milhões nas receitas do Rio Grande do Sul, sendo que 25% desse valor pertence aos municípios.

O que muda em energia e telecomunicações
Essas alíquotas que estavam majoradas em 30% também voltam a 25% em janeiro, com possibilidade de gerar de forma imediata uma redução de custos ao consumidor. Porém, nesse ponto, houve, em novembro, reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal de que a alíquota geral deve ser de 17% para todos os estados.

Diante do risco de queda tão significativa para os estados, foi solicitada uma modulação nesse processo para que esses efeitos passem a valer a partir de 2024. “Essa é uma medida que afeta a gestão das receitas dos Estados e municípios que não foi decida pelos entes, configurando-se como mais um dos riscos a que o Estado está sujeito e que pode comprometer a arrecadação”, avalia o subsecretário da receita estadual, Ricardo Neves Pereira.

Gasolina terá redução de R$ 0,44 por litro caso diminuição do tributo seja repassada ao consumidor

Governo de SC aciona Justiça para impedir aumento no gás natural

Insumo já teve dois reajustes neste ano

O aumento nos valores do gás natural comercializado pela Petrobras também foi alvo de ações judiciais protocoladas por outros estados

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE/SC) ingressou com uma ação civil pública com pedido de liminar contra a Petrobras para evitar o aumento médio de 40% sobre o preço do gás natural comercializado em Santa Catarina. O documento foi encaminhado ao plantão judiciário a fim de impedir que os novos valores entrem em vigor a partir do próximo sábado (1º de janeiro).

No pedido protocolado, os procuradores do Estado alegam que o repasse vai impactar o fornecimento de gás feito a milhares de residências e estabelecimentos comerciais e industriais, assim como o abastecimento de boa parte da frota de veículos, especialmente aqueles utilizados para o transporte de passageiros – táxis e aplicativos. Santa Catarina é a quarta unidade federativa que mais consome gás natural veicular (GNV) no Brasil.

“Em última instância, a majoração do custo do gás poderá levar as indústrias a diminuírem o ritmo de produção nos estados nos quais esse insumo for mais caro e aumentar naqueles em que há um custo menor, em nítido prejuízo ao desenvolvimento estadual. O gás natural já sofreu reajustes por parte da Petrobras, que foram repassados pela SCGás, da ordem de 30% em janeiro e 40% em julho deste ano. Somados ao último aumento, tem-se uma duplicação do custo do insumo no intervalo de apenas 12 meses”, justifica a PGE/SC.

O aumento nos valores do gás natural comercializado pela Petrobras também foi alvo de ações judiciais protocoladas por Alagoas, Ceará, Sergipe e Rio de Janeiro obtiveram, nos últimos dias, liminares favoráveis à suspensão do reajuste.

“Estamos agindo para evitar um impacto gigantesco e irreversível na economia estadual, especialmente no orçamento das famílias, já corroído pela inflação e pela crise econômica provocada pela pandemia. Se o aumento ocorrer, há risco de redução dos investimentos, empregos e até prejuízos ao desenvolvimento de Santa Catarina por conta de uma política de preços arbitrária praticada pela Petrobras”, afirma o procurador-geral do Estado, Alisson de Bom de Souza, em nota.

Insumo já teve dois reajustes neste ano

Não há mágica na Coamo

A maior cooperativa da América Latina sofreu com quebra de safra, mas mesmo assim terá faturamento e resultado maiores em 2021

O plano de investimentos para 2022 poderá ter entre as novidades a construção de uma usina de etanol de milho em Campo Mourão

A quebra da safra fez com que a Coamo recolhesse menos grãos neste ano, como o milho, por exemplo, cuja colheita foi 45% menor. Porém, a expectativa da cooperativa de Campo Mourão é que o faturamento seja até 25% maior que em 2020 e as sobras [lucros] divididas com os cooperados sejam ainda melhores. A mágica? Para o CEO Airton Galinari, não se trata de truque.

“São detalhes que fazem a diferença. Nós nos concentramos em oferecer produtos de maior valor agregado em nossas indústrias, além da compra antecipada de matérias-primas graças a um bom planejamento comercial. Esses fatores nos permitiram ter margem liquida maior”, conta o presidente-executivo, que, em fevereiro de 2022, completará dois anos à frente da Coamo.

Se 2021 é um ano a ser comemorado, o mesmo talvez não se poderá dizer de 2022. Galinari está aflito com dois fatores que influenciam diretamente o agronegócio: o preço e a oferta de fertilizantes. Grandes multinacionais do setor já avisaram que não sabem se darão conta de fornecer insumo suficiente para a próxima safra.

Já o valor cobrado – que depende muito da oscilação do dólar – é outro ponto de preocupação. A expectativa positiva fica por conta do final da pandemia e da torcida para que as chuvas voltem com regularidade e intensidade. O plano de investimentos para 2022 poderá ter entre as novidades a construção de uma usina de etanol de milho em Campo Mourão, o que exigirá desembolso entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões até 2024.

A cooperativa ainda estuda produzir biodiesel. Outro plano de longo prazo é ter um terminal privado para recebimento de adubos, líquidos e gás em Itajaí (SC). O empreendimento, que deve contar com o auxílio de parceiros, ainda depende da liberação de licença ambiental.

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A maior cooperativa da América Latina sofreu com quebra de safra, mas mesmo assim terá faturamento e resultado maiores em 2021

Qualquer sensação súbita

Perdi em grande parte meu apetite pelas viagens, que era uma espécie de moto contínuo na minha vida

Tendo me libertado da dependência de avião, estou mais encontrado comigo mesmo

De São Paulo (SP)

Durante muitos anos, tive a honra de escrever para a revista AMANHÃ. Quando achava que o ciclo estava se esgotando, eis que ele se renovou com grande vigor quando passei a alimentar este blog, também do Grupo, sob a regência sempre prestimosa e incansável do amigo Marcos Graciani. Como amor com amor se paga, nunca poupei esforços para estar em dia com as pautas do mundo, reportando de todos os continentes.

Durante o doloroso ano em que fiquei em Paris durante a pandemia, continuei assíduo, embora menos, e voltei para o Brasil em março deste ano disposto a retomar nossa intensidade perdida. Até que me vi confrontado com uma realidade nova. Com o mundo parado, passei a ter bastante tempo. E na medida em que sobrou tempo, paradoxalmente, não achei mais tempo para fazer nada. Então, abdiquei até dos deveres que julgava mais prazerosos.

Foi assim que parei de escrever para o blog há cerca de seis meses, rotina de que sinto falta porque nos irmanou muito durante anos. Seja como for, para não ficar totalmente inadimplente com as letras, escrevi um livro chamado Qualquer Sensação Súbita, recém publicado pela editora AzuCo. Para 2022, os planos continuam abertos, mas certo é que perdi em grande parte meu apetite pelas viagens, que era uma espécie de moto contínuo na minha vida.

Seja como for, para não ficar totalmente inadimplente com as letras, escrevi um livro chamado Qualquer Sensação Súbita, recém publicado pela editora AzuCo

Não sei a que atribuir isto. Não sei se decorre de um estado de alma que pede uma vida mais recôndita e tranquila, mas tendo me libertado da dependência de avião, estou mais encontrado comigo mesmo. E certamente, muito menos interessante do que posso ter sido no passado. Seja como for, queria agora me despedir dos amigos como deveria ter feito na oportunidade. Sempre esperançoso de que, voltando a viajar, volte a colaborar.

Afinal, como pode um blog se chamar Ao Redor do Mundo, se seu principal colaborador não sai da cidade onde vive? Feliz Ano Novo e até qualquer hora!

Perdi em grande parte meu apetite pelas viagens, que era uma espécie de moto contínuo na minha vida

Setor público pode ter primeiro superávit primário desde 2013

Déficit menor do governo e saldo dos estados favorecem resultado

Em novembro, as contas públicas do governo federal tiveram saldo positivo de R$ 3,9 bilhões

O setor público consolidado, que inclui o governo federal, estados, municípios e empresas públicas, pode fechar 2021 com superávit primário nas contas públicas, prevê o Tesouro Nacional. Este seria o primeiro resultado positivo desde 2013. De lá pra cá, as contas públicas acumulam oito anos consecutivos de déficit primário. O resultado primário é formado por receita menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

A informação foi dada pelo secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle. “Hoje a gente tem uma forte indicação que haverá superávit primário em 2021 considerando todo o setor público geral. Seria o primeiro superávit primário desde 2013”, recordou. Isso deve ocorrer, segundo ele, porque o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) será menor do que o previsto inicialmente, ficando abaixo do superávit primário das contas estaduais.

“De janeiro a novembro, no Governo Central a gente tem um déficit de R$ 49 bilhões. Estados e municípios estavam com superávit de R$ 100 bilhões. Esses R$ 100 bilhões vão diminuir, porque esse mês de dezembro tem mais despesas, e os R$ 49 bilhões [de déficit do Governo Central] vão subir um pouco. Se for, por exemplo, cerca de R$ 70 bilhões [de déficit] do Governo Central e o dos estados for [superávit], por exemplo, de R$ 75 bilhões, a gente está falando de um superávit primário de uns R$ 5 bilhões”, disse Valle.

Em novembro, as contas públicas do governo federal tiveram saldo positivo de R$ 3,9 bilhões, melhor desempenho desde 2013.

Com Agência Brasil

Déficit menor do governo e saldo dos estados favorecem resultado

Contas públicas registram superávit de R$ 3,9 bilhões em novembro

O resultado totaliza um déficit primário de R$ 49,3 bilhões no ano

A diminuição nas despesas foi influenciada pela redução nos gastos em resposta aos efeitos socioeconômicos da crise provocada pela Covid-19

O Governo Central, formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou superávit de R$ 3,9 bilhões, em novembro. O resultado é o melhor para o mês desde 2013. A informação foi divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O resultado primário é formado por receita menos despesas, sem considerar os gastos com juros.

Em novembro de 2020, o Governo Central havia registrado déficit de R$ 18,3 bilhões. De acordo com o Tesouro, em novembro de 2021 houve um aumento real (descontada a inflação) de 4,4% (crescimento de R$ 5,6 bilhões) da receita líquida e um decréscimo real de 12,7% (menos R$ 18,5 bilhões) das despesas totais, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Essa diferença no resultado decorre da redução de gastos públicos, especialmente durante a pandemia.

“A diminuição nas despesas primárias em novembro de 2021 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, por sua vez, foi influenciada principalmente pela redução nos gastos em resposta aos efeitos socioeconômicos da crise provocada pela Covid-19. Créditos extraordinários apresentaram redução de R$ 20,3 bilhões quando comparados a novembro de 2020”, detalha o relatório.

O governo também registrou reduções reais nas despesas de pessoal e encargos sociais (menos R$ 2,8 bilhões) e de benefícios previdenciários (menos R$ 2,7 bilhões). Apesar do saldo positivo em novembro, o resultado acumulado nas contas públicas no ano totaliza um déficit primário de R$ 49,3 bilhões, ante déficit de R$ 699,1 bilhões no mesmo período de 2020.

Com Agência Brasil

O resultado totaliza um déficit primário de R$ 49,3 bilhões no ano