Intenção de consumo das famílias tem pior ano da série histórica

Apesar de registar o menor nível desde 2010, queda foi menos acentuada do que a de 2020

Pesquisa da CNC reforça a moderação das famílias em consumir

Pelo segundo mês consecutivo, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 0,8%, considerando o ajuste sazonal e alcançando 74,4 pontos em dezembro de 2021. Apesar de ter ficado abaixo do nível de satisfação (100 pontos), o indicador, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou a maior pontuação desde maio de 2020 (81,7 pontos). Com esse resultado, o ICF encerrou o ano de 2021 com retração de 9,9% e uma média de 71,6 pontos, o menor nível da série histórica iniciada em 2010.

A redução, no entanto, foi menor do que a observada em 2020 (-15,9%). Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os números reforçam a moderação das famílias em consumir. “O ano de 2020 apresentou grandes obstáculos para o consumo. Já 2021 foi marcado pela incerteza e consequências das medidas do ano anterior. Os consumidores enxergaram uma recuperação gradual e desaceleraram a cautela, mas ela permanece”, observa.

Na avaliação por faixa de renda, as famílias com orçamento acima de dez salários mínimos revelaram nível de insatisfação de 86,9 pontos no ano, com recuo de 5%. Já para as famílias com renda abaixo de dez salários mínimos, o indicador atingiu 68,4 pontos, demonstrando uma queda mais intensa (11,2%). Esse perfil de retração também foi observado no ano anterior, entretanto com uma discrepância menor entre as categorias analisadas.

Pessimismo menor do que de 2020
Com exceção de acesso ao crédito, todos os outros componentes avaliados tiveram recuos com taxas menores do que as de 2020. O item de acesso ao crédito teve queda de 7% em 2021, enquanto no ano anterior a retração foi de apenas 0,1%. Segundo a economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, essa variação pode ser explicada pelo aumento da taxa Selic ao longo de 2021.

Ela avalia que o movimento do Banco Central (BC) foi necessário para conter os efeitos da alta inflacionária. “A inflação é um dos fatores que dificultam a recuperação econômica, pois reduz o poder de compra. Além de levar a um aumento dos juros, o que encarece o crédito, que é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar renda e manter o padrão de consumo.” Ainda segundo Catarina, o impacto pôde ser percebido principalmente no item renda atual, com 40,6% das famílias considerando a situação em 2021 pior do que em 2020.

A percepção em relação ao consumo futuro também se destacou negativamente, com 53,5% das famílias acreditando na redução, em comparação ao ano anterior. O componente que versa sobre a perspectiva de consumo atingiu 69,9 pontos, seu menor patamar desde 2016.

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Apesar de registar o menor nível desde 2010, queda foi menos acentuada do que a de 2020

Autoconf comemora crescimento da base de clientes

Plataforma paranaense de gestão de revenda de veículos tem quase 200 unidades no país

Rodrigo Dal Bello e Ernesto W. Filho: aumento de 150% na base de clientes em 2021

Que o brasileiro é apaixonado por carros, isso não é novidade para ninguém. Mesmo em tempo de alta dos preços, o mercado registrou em 2021 um crescimento de 29,8%, segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Porém, a evolução do mercado gerou uma demanda de gestão das lojas de revenda de veículos com o objetivo de profissionalizar e aprimorar processos para aumentar as vendas e viabilizar mais negócios.

Foi essa demanda que levou Rodrigo Dal Bello a pensar em uma solução de gestão inteligente e tecnológica para o nicho. Assim surgiu o Autoconf, plataforma de gestão de lojas de revenda de veículos que apresentou, apenas em 2021, um crescimento de 150% na base de clientes. “Trabalho desde os 14 anos com veículos. Passei por todas as etapas na cadeia de negócios e consegui entender ao longo dos anos quais eram os principais erros cometidos pelos negociantes. Daí surgiu a ideia de sanar esses problemas através de uma plataforma”, lembra Dal Bello, hoje CEO do Autoconf. Ele fundou o negócio em 2018 em Curitiba juntamente com os sócios Silvan Dal Bello e Ernesto W. Filho.

O Autoconf é uma plataforma de gestão de veículos com funcionalidades que ajudam a gerenciar o produto, mesmo antes de entrar no seu estoque até o anúncio no site e nos portais de venda. Como é uma plataforma mobile, tudo é feito a partir do celular, o que otimiza o tempo. Outra funcionalidade é que todos os carros são avaliados da mesma forma e projetados em um simulador de compras, que indica o real valor de cada veículo. A plataforma Autoconf ainda integra os carros do site com todos os portais web de vendas, permitindo uma maior visibilidade dos veículos.

Alessandro Soares, consultor da BellosCar, loja de revendas de veículos parceira do Autoconf, diz que um dos melhores recursos da plataforma é seu gestor de atendimentos, função que trabalha para otimizar o gerenciamento da relação com o cliente. “Temos uma aba com todos os clientes que chamamos de aquecimento, ou seja, com o primeiro contato de negociação, que indica quais os clientes que estou atendendo, como uma agenda eletrônica. Caso não dê certo o negócio, o aplicativo encaminha esse cliente para o atendimento de lead, ou resgate, como chamamos, fechando um ciclo triplo de tentativas de fechar negócio com o mesmo cliente”, conta Soares.

Ao todo já foram cerca de 270 mil contatos realizados por clientes na plataforma, quase 87 mil veículos avaliados e 45 mil anúncios na internet, com uma estimativa de R$ 137 milhões em movimentações de negócios e reparos. Hoje, são mais de 196 unidades no Brasil utilizando a plataforma Autoconf, sendo 84 unidades na região Sul – a maioria delas (41) em Santa Catarina. São Paulo possui 54 unidades.

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Plataforma paranaense de gestão de revenda de veículos tem quase 200 unidades no país

Reajuste do gás natural para a indústria de SC será de 24% a partir de hoje

O percentual é válido para o período de 5 de janeiro a 30 de junho

Só em 2021, o insumo para a indústria catarinense acumulou alta de 82%

O gás natural para a indústria de Santa Catarina terá reajuste médio de 24% a partir desta quarta-feira (5), informou a SCGás. O percentual é válido para o período de 5 de janeiro a 30 de junho de 2022 ou enquanto estiver vigente a decisão liminar do Tribunal de Justiça (TJ-SC), concedida no dia 30 de dezembro, que impede o reajuste de 49% na tarifa do insumo, pedido pela Petrobras. A decisão da justiça manteve as condições de reajuste previstas no contrato de suprimento vigente.

“A indústria catarinense inicia o ano com aumento nos custos de produção. Só em 2021, o insumo para o setor registrou alta de 82%. As empresas vêm sentindo a pressão nos preços de diversas matérias-primas e a alta no gás é mais um componente que se soma a esse ambiente adverso e que alimenta a inflação”, afirma o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, em nota.

Ele salienta que em abril está prevista a entrada em operação do Terminal Gás Sul, no norte catarinense. Com isso, o estado terá um novo fornecedor do insumo, com expectativa de ter preços mais competitivos e a ampliação da oferta de gás, que hoje tem como único fornecedor a Petrobras.

O presidente da Câmara de Assuntos de Energia da FIESC, Otmar Müller, lembra que em 2021 entrou em vigor a lei que instituiu o Novo Mercado de Gás no país, que possibilita a abertura do mercado a novos fornecedores e redução de custos, por exemplo. “O fato é que o Novo Mercado de Gás não aconteceu. Existem novos fornecedores aptos, mas a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) não emitiu a tempo as regulações necessárias para o uso e a precificação dos gasodutos. Isso impede que novos fornecedores possam assegurar a entrega do gás à SCGÁS. Assim, continua o monopólio da Petrobras no mercado brasileiro. Dessa forma, empurra-se para a indústria uma conta que não é dela”, afirma.

Conforme a SCGás, a composição das novas tarifas considera os efeitos regulatórios da conta gráfica, mantendo as condições do contrato de suprimento (NMG 2020-2023) até o mês de abril de 2022, assim como as projeções do custo do gás do novo contrato a partir de maio.

A Fiesc participa de uma ação que tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e trata sobre a questão do insumo no estado.

O percentual é válido para o período de 5 de janeiro a 30 de junho

Queda na bolsa de valores deve atrair novos investidores

Brasileiros poderão comprar ações a preços mais baixos

Karen Focchesatto, head operacional da Safe Investimentos, acredita que o cenário em 2022 oferecerá mais opções de investimentos com melhor rentabilidade

Após um ano em que os investidores vivenciaram uma verdadeira montanha russa, com inflação nas alturas e aumento da taxa de juros, 2022 deverá ser um período de boas oportunidades para quem desejar aplicar em ações da bolsa de valores ou outras formas de renda variável. Isso porque, mesmo sendo ano eleitoral, a tendência de melhora do cenário econômico atual deverá impulsionar o crescimento das ações e atrair novos investidores para estas modalidades mais ousadas de aplicações financeiras.

“O Brasil parece estar caminhando rapidamente para o velho equilíbrio macro: mais gastos, inflação mais alta e taxas de juros elevadas. Em virtude disso, as ações da bolsa de valores brasileira caíram muito em 2021, finalizando o ano com o pior desempenho desde 2015. Entretanto, essa queda pode ser uma oportunidade para os investidores em 2022, que poderão comprar ações em boas empresas a preços mais baixos”, antevê a economista Karen Focchesatto, head operacional da Safe Investimentos, agência credenciada a XP.

“Mas é preciso que estejam cientes ao provável sobe e desce dos rendimentos. O fato de 2022 ser um ano eleitoral pode trazer bastante volatilidade ao mercado financeiro. Por isso, é preciso que o público da renda variável fique atento em seu perfil de investidor, e somente aplique dinheiro se estiver confortável com isso”, emenda. A especialista acredita que o cenário em 2022 oferecerá mais opções de investimentos com melhor rentabilidade.

“Muito por conta dos reflexos de 2020, marcado pela instabilidade causada pela pandemia, o ano de 2021 foi bastante atípico para o investidor brasileiro, tanto na renda fixa quanto na renda variável. Em 2021, baixaram a taxa Selic para estimular a economia, mas isso acabou elevando a inflação. E a inflação se sobressaiu aos investimentos de modo geral”, explica.

Ainda segundo Karen, para 2022 a conjuntura tende a ser diferente. Na renda fixa, o cenário de juros mais altos e a inflação mais controlada oferecem possibilidades melhores de ganho real em investimentos conservadores. Já na renda variável, apesar da provável volatilidade por conta das eleições, os analistas da XP Investimentos destacam que pode haver boas oportunidades pelo fato de a bolsa de valores brasileira já ter caído expressivamente e apresentar um desconto histórico muito atrativo.

“Projeções da área de estratégia da XP estimam que num cenário base, ou seja, o mais provável, a bolsa possa aumentar cerca de 19% frente ao ano de 2021. Se projetarmos um comportamento num contexto pessimista para 2022, haveria queda de 10%, e no mais otimista poderia ter uma alta de 40%”, aponta a assessora da Safe Investimentos.

Maior procura pela renda variável
A queda de 12% na bolsa de valores em 2021 e uma conjuntura mais promissora na renda variável em 2022 já ensaiam movimentações positivas no mercado financeiro. A Safe Investimentos observou um aumento de 70% na busca de informações de clientes do escritório sobre este tipo de investimentos. Também identificou um incremento de 30% na alocação em ações na carteira de novos investidores nos últimos meses. Atualmente, cerca de 60% do total de investimentos sob a custódia do escritório são de renda variável.

Karen explica que o investidor de renda variável precisa de um perfil agressivo, que aceite ver a volatilidade do seu patrimônio sem sentir um desconforto extremo com isso. “Tendo em vista que as oscilações acontecem diariamente e podem surgir fatos novos não esperados que impactam na renda variável, é recomendado que o investidor não tenha necessidade de utilizar o recurso no curto prazo. Investimentos em renda variável podem levar anos para chegar ao grau de maturação e retornos verdadeiramente expressivos, mas a pessoa precisa estar preparada para a oscilação”, orienta.

Com matriz em Caxias do Sul (RS), a empresa fundada por Andreia Morello registra um crescimento anual de 200%, em média, desde 2018. Em 2021, a marca também registrou aumento de 40% na cartela de clientes, dobrou o tamanho da equipe, ampliou o escritório na capital gaúcha e abriu duas novas unidades: em Santa Cruz do Sul (RS) e em Chapecó (SC).

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Brasileiros poderão comprar ações a preços mais baixos

Que mal há no marketing?

A julgar por uma marca de refrigerantes, vários

A marca ironiza os chavões dos comerciais do setor, como uso de celebridades, mascotes e recursos visuais clássicos

Em sua campanha de relançamento, a marca de refrigerantes FYs, pertencente à Heineken, orgulha-se de conter “50% menos açúcar e menos marketing” que os concorrentes. Para ilustrar o segundo atributo, a empresa ironiza os chavões dos comerciais do setor, como uso de celebridades, mascotes e recursos visuais clássicos, como pedras de gelo caindo em um copo da bebida (veja aqui e aqui).

Que o açúcar é um vilão universal da alimentação, há tempos se sabe. Mas intriga uma empresa renegar o marketing justamente em uma peça típica de marketing, como a propaganda. De onde vem o preconceito contra a atividade, a ponto de alguns de seus representantes, como os publicitários, valerem-se sem constrangimento de um apelo que contribui para estigmatizá-la?

A resposta vem de longe – no tempo e na geografia. Começa nos países de capitalismo pioneiro com a desconfiança em relação ao mundo dos negócios, visto como voltado ao atendimento de interesses particulares em detrimento dos coletivos, e respinga no marketing, atividade que é uma espécie de comissão de frente das empresas privadas, dada sua interface com praticamente todos os seus stakeholders. Some-se a isso o fato de o marketing, principalmente por meio da propaganda e da venda, valer-se de recursos como persuasão e sedução, e o estrago estava feito: para muita gente, tornou-se sinônimo de promessas vazias e manipulação da realidade, quando não de puro logro ou enganação.

Mas para além de porta-estandarte das empresas privadas, o marketing tornou-se, com o tempo, uma espécie de símbolo do capitalismo e da sociedade de consumo, bem como de todas as supostas mazelas produzidas por ambos: externalidades sociais e ambientais negativas, coisificação da vida, materialismo e insaciabilidade.

No Brasil, país de capitalismo tardio e protecionista, o marketing sofreu resistência adicional, segundo o especialista José Roberto Whitaker Penteado (“Marketing no Brasil: Não é Fácil”, 1990, ed. Referência). A inexistência de desenvolvimento de produtos específicos para o mercado local fez com que multinacionais tentassem “impingir ao consumidor a versão de um produto” feito no exterior, desconsiderando a realidade brasileira. Problemas de marketing, assim, acabaram confundidos como problemas de vendas, pois importar mercadorias e tentar comercializá-las é bem diferente de pesquisar o consumidor local, desenvolver um produto, testá-lo e, enfim, levá-lo ao mercado. Vendas é apenas uma – e a última de uma cadeia – das atribuições do marketing, e que será tão mais bem desempenhada se for antecedida por outras, tão importantes quanto. Afinal, já ensinava Peter Drucker, “o objetivo do marketing é tornar desnecessário o esforço de vendas” ao conceber produtos e serviços à feição do consumidor.

E assim, chega-se no comercial do FYs, que propõe subverter o marketing ao pretensamente denunciá-lo.A ideia nem original é – basta lembrar de um anúncio muito parecido da Sprite, de 25 anos atrás (“imagem não é nada, sede é tudo”). Ou seja, já se foi o tempo em que a juventude era uma banda numa propaganda de refrigerante. Agora, o marketing é o bode expiatório num anúncio de bebida com pouco açúcar – e, eu sei, já ouvimos tudo isso antes.

A julgar por uma marca de refrigerantes, vários

Sanepar aposta na visão de longo prazo

Estatal antecipa estratégias para renovação de contratos de importantes cidades do Paraná em razão do novo marco do saneamento

A Sanepar poderá começar a traçar estratégias para a renovação de concessões de importantes municípios – a exemplo de Cascavel, que vence em 2024

Há um novo cenário no saneamento, e a Sanepar acompanha com lupa cada movimento. Em julho de 2021, o Paraná aprovou a regionalização dos serviços de água e esgoto, determinada pelo marco regulatório nacional. A nova norma também exige que os contratos de prestação dos serviços públicos garantam o atendimento de 99% da população com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.

A lei define três microrregiões (Centro-Oeste, Centro-Leste e Centro-Litoral) que terão a função de planejar, regular, fiscalizar e prestar, de forma direta ou contratada, os serviços públicos de abastecimento de água, de esgotamento sanitário e de manejo de águas pluviais urbanas.

Com isso, a Sanepar poderá começar a traçar estratégias para a renovação de concessões de importantes municípios – a exemplo de Cascavel, que vence em 2024; Ponta Grossa, concessão que terminará em 2026; e Maringá, um imbróglio que está na justiça há praticamente uma década. As três cidades respondem por 12,6% da receita total da estatal paranaense.

“Esperamos que possamos chegar a um termo que seja razoável para todas as partes e, assim, consigamos ter mais um período de 20 a 25 anos prestando serviços para esses municípios, que são muito importantes para a receita da companhia”, avalia Claudio Stabile, presidente da Sanepar. Na visão dele, a regionalização facilitará esses entendimentos, pois a decisão não partirá apenas de um município, como acontecia anteriormente.

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Estatal antecipa estratégias para renovação de contratos de importantes cidades do Paraná em razão do novo marco do saneamento

Ministério eleva isenção para mercadorias compradas em free shops

Cota fixa passa a ser de até 500 dólares por pessoa

Para Ministério da Economia, novo limite minimiza efeito inflacionário mundial

Já está valendo desde o dia 1º de janeiro portaria do Ministério da Economia que elevou a cota de isenção para as mercadorias adquiridas em lojas francas – também conhecidas como free shops ou duty free – por passageiros que ingressam no país por via terrestre, fluvial ou lacustre. De acordo com a portaria, o limite foi elevado de US$ 300 dólares para US$ 500.

Segundo a pasta, a cota, fixada em US$ 300 desde 2014, precisou sofrer alteração após a alteração da cota de lojas francas de portos e aeroportos que, em janeiro de 2020, passou de US$ 500 para US$ 1 mil.A elevação das cotas também vale para as mercadorias trazidas como bagagem acompanhada, quando o viajante ingressar no país por via aérea ou marítima. O valor de isenção foi dobrado de US$ 500 para US$ 1 mil.

“As alterações efetuadas buscam readequar os valores até então vigentes minimizando o efeito inflacionário ocorrido em todo o mundo nas últimas décadas e gerando benefícios diretos e imediatos para os viajantes”, informou a pasta por meio de nota.

Com Agência Brasil

Cota fixa passa a ser de até 500 dólares por pessoa

Todas as 21 regiões Covid do RS recebem avisos

Secretaria da saúde testemunha aumento de casos confirmados nos últimos dias

A última vez que havia sido necessário emitir avisos a todas as 21 regiões Covid foi em julho de 2021

Depois de um mês sem avisos e alertas, o gabinete de crise e o Grupo de Trabalho (GT) Saúde em conjunto emitiram Avisos a todas as 21 regiões Covid do Rio Grande do Sul. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (4), durante reunião comandada pelo governador Eduardo Leite, com participação do vice-governador Ranolfo Vieira Júnior.

“Os primeiros estudos indicam que a ômicron pode ser menos letal e causar menos casos de síndrome respiratória aguda grave, mas tem se visto, no mundo, pacientes apresentando febre alta e demandando cuidados de saúde. Isso, por consequência, em âmbito regional, pode aumentar o fluxo de pacientes que precisam de cuidados na rede de atenção primária, como as unidades básicas de saúde e as unidades de pronto atendimento de algumas regiões do Estado, bem como em leitos clínicos e de UTI”, destacou Leite.

O gabinete de crise ainda destacou que, nos últimos dias, diversos países têm registrado recordes de novas contaminações de Covid-19, algumas alcançando a maior incidência de casos de toda a pandemia. Uma vez que, em janeiro, há o período de veraneio e de férias de grande parte da população, quando ocorre maior circulação de pessoas entre as diversas regiões do Estado, para fora do Estado e do país, além de fluxo inverso para o Rio Grande do Sul, o gabinete de crise considera necessário redobrar os cuidados de prevenção da Covid-19, ou seja, etiqueta sanitária, distanciamento social e cumprimento dos protocolos.

No caso do Rio Grande do Sul, dados recentes da secretaria da saúde apontam para um aumento de casos confirmados nos últimos dias, tendo saltado de uma média diária de 5,7 a cada 1 milhão de habitantes em 26 de dezembro de 2021 para 75,9 em 3 de janeiro de 2022. Esse aumento pode ser explicado em parte devido a atrasos de registro no sistema gerados pelos feriados de Natal e Ano Novo, mas o aumento dos números é consequência também do aumento da transmissão. A última vez que havia sido necessário emitir avisos a todas as 21 regiões Covid foi em julho de 2021.

Secretaria da saúde testemunha aumento de casos confirmados nos últimos dias

Risotolândia passa a atuar em gestão de serviços terceirizados

Grupo criou nova marca para atender demanda

A R. Facilities chega ao mercado com serviços que atenderão demandas de empresas, escolas e hospitais

O mercado de terceirização está em franca expansão. Segundo o IBGE, cerca de 22% da mão de obra empregada no país é terceirizada. De olho nesse crescimento, a Risotolândia acaba de lançar sua nova marca, a R. Facilities. A empresa chega ao mercado com serviços que atenderão demandas de empresas, escolas e hospitais. A companhia oferecerá equipes treinadas para limpeza, jardinagem, recepção, telefonia, manutenção, copa, suporte administrativo e de gestão.

“É uma marca com atuação independente, mas com os mesmos valores que fizeram do Grupo Risotolândia uma empresa de sucesso, incluindo processos bem definidos de qualidade, segurança e gestão de pessoas”, destaca o CEO Carlos Humberto de Souza, em nota. Com a nova marca, a expectativa do conglomerado paranaense é um crescimento de 22% neste ano.

A decisão de ampliar as operações veio da constatação das dificuldades que os clientes de refeições terceirizadas têm em encontrar fornecedores na contratação de outros serviços, sem contar na experiência de já atender muitas empresas com o serviço de refeições, o que permitiu uma avaliação profunda das necessidades de cada cliente no dia a dia.

“Com a nossa experiência e a proximidade com cada cliente que atendemos percebemos uma excelente possibilidade de crescimento, além da oportunidade de formar novos vínculos com os clientes”, acrescenta o CEO.

As oportunidades para o negócio são diversas, uma vez que serviços integrados de facilities reduzem a complexidade da gestão de terceiros, o custo fixo da operação e possibilita maior controle de qualidade. Além disso, há uma clara tendência de aumento da terceirização de atividades-meio, que continua impactando o mercado visando a redução de custos operacionais.

Grupo criou nova marca para atender demanda

Compra direta de biodiesel supera demanda prevista para bimestre

Total contratado por distribuidores é 50% maior que o estimado

Resultado demonstra o sucesso do novo modelo de comercialização

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que os contratos feitos por distribuidores de combustíveis com produtores de biodiesel totalizaram 1,3 bilhão de litros desse produto para o abastecimento no primeiro bimestre deste ano. O volume contratado é cerca de 50% superior à demanda estimada de biodiesel para o período e objetiva o atendimento do percentual de mistura obrigatória ao óleo diesel.

A comercialização foi feita no novo modelo, implementado no dia 1º de janeiro, atendendo à Resolução nº 14/2020 do Conselho Nacional de Pesquisa Energética, e regulamentado pela Resolução ANP n° 857/2021. O novo formato estabelece que os distribuidores contratem e comprem o produto diretamente dos produtores, em substituição aos leilões de biodiesel.

Segundo a ANP, os contratos de fornecimento de biodiesel foram informados e validados com sucesso pelos distribuidores de combustíveis e produtores, por meio de sistema desenvolvido pela agência, denominado SRD-Biodiesel.

“A contratação acima da demanda estimada demonstra o sucesso do novo modelo de comercialização já no primeiro bimestre de sua vigência, com a adesão maciça dos distribuidores de combustíveis e dos produtores, garantindo o abastecimento ao consumidor final em todo o território nacional”, descreve a ANP.

Com Agência Brasil

Total contratado por distribuidores é 50% maior que o estimado

Governo do RS passa o controle da Sulgás para a Compass

Empresa deverá investir cerca de R$ 300 milhões nos próximos cinco anos

A Sulgás opera os serviços de gás canalizado em modelo de concessão, com vigência até agosto de 2044

O governo do Estado transferiu, na segunda-feira (3), o controle da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) para a Compass Gás & Energia. O evento contou com a presença do governador Eduardo Leite, do presidente da Sulgás, Carlos Colón, e do CEO da Compass, Nelson Roseira Gomes Neto, além de outras autoridades. A empresa, pertencente ao Grupo Cosan, venceu o leilão de privatização realizado em outubro do ano passado, na sede da B3, em São Paulo, com uma oferta de R$ 92737 milhões.

A Sulgás iniciou a comercialização de gás natural em 2000, com a conclusão do gasoduto Bolívia-Brasil, e desde sua criação, em 1993, atua como uma sociedade de economia mista. A Compass arrematou 51% do capital social da companhia, que pertencia ao governo gaúcho. Os 49% restantes pertencem à Petrobras Gás S/A (Gaspetro).

Atualmente, a empresa conta com uma rede de distribuição de aproximadamente 1,4 mil quilômetros, atendendo mais de 68 mil clientes em 42 municípios, com uma média de 2 milhões de metros cúbicos de gás natural distribuídos por dia. A empresa opera os serviços de gás canalizado em modelo de concessão, com vigência até agosto de 2044. O plano de investimentos para a companhia é de cerca de R$ 300 milhões nos próximos cinco anos, com possibilidade de ampliação a partir de novas soluções para o suprimento de gás.

O CEO da Compass Gás e Energia, Nelson Roseira Gomes Neto, ressaltou que o mercado brasileiro de gás natural passa por um momento de transformação e que a privatização da Sulgás marca esse processo, sendo a primeira em cerca de 20 anos no setor. Destacou ainda que o grupo não busca uma ruptura com o trabalho que vinha sendo executado no estado, mas sim a soma de experiências. “O gás natural promove o desenvolvimento das cidades, e a experiência que adquirimos ao longo de mais de dez anos de gestão na distribuição desse energético, unida ao belo trabalho que vem sendo conduzido pela Sulgás, vai beneficiar a população e a economia do Rio Grande do Sul”, explicou. Ele também afirmou que o atual presidente da Sulgás, Carlos Colón, seguirá no posto. A decisão deve ser referendada nesta terça-feira (4) em uma reunião do conselho de administração da Compass.

O grupo é responsável pela gestão da Comgás, de São Paulo, a maior distribuidora de gás encanado do país. Além da distribuição, a atuação da nova empresa está focada em outro três segmentos: infraestrutura e originação de gás natural, aumentando o acesso à oferta de gás do pré-sal e conectando a Baixada Santista e o Estado de São Paulo ao mercado global de gás; comercialização de gás; e geração térmica a gás, transformando gás em eletricidade e trazendo segurança ao sistema elétrico.

Banrisul
Ao ser perguntado sobre uma possível privatização do Banrisul, Leite declarou que é favorável que isso aconteça, porém, essa discussão deverá ser feita nas próximas eleições. O governador recordou que a atual administração pública do Rio Grande do Sul tinha de vencer uma agenda de privatizações envolvendo serviços concedidos, como energia elétrica, gás e saneamento e não haveria tempo nem mesmo capital político para levar adiante a iniciativa. “Na minha opinião, esse tema deve ser debatido no próximo processo eleitoral, de modo que um governo possa à frente encaminhar. Vivemos uma mudança de cenário no sistema financeiro atual que enseja essa discussão, pois o Estado deve refletir se vale a pena manter um banco de varejo, ainda que dê lucro, em um cenário onde as novas tecnologias imperam e fintechs como o Nubank, por exemplo, criado há menos de uma década, têm um valor de mercado muito maior que as empresas tradicionais”, detalhou.

A Sulgás é a 205ª maior empresa da região e também a 82ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Empresa deverá investir cerca de R$ 300 milhões nos próximos cinco anos

De olho nos gigantes

Grupo K1 inicia processo de internacionalização da marca nos Estados Unidos e planeja ampliar presença no mercado asiático

Conglomerado também sentiu a desorganização da cadeia produtiva mundial, com falta de insumos e a alta de preços

“Nossa inquietude é desafiadora”, escreveu Celso Theisen, vice-presidente do Grupo K1, ao responder sobre os resultados colhidos em 2020 e, principalmente, em 2021, ano que teve como principal destaque a ampliação dos embarques para o exterior. O resultado lá fora foi surpreendente ao exibir um crescimento próximo de 100% em vendas em comparação ao ano anterior. De acordo com cálculos preliminares de Theisen, o acréscimo resultará em uma receita até 18% maior.

Nesse passo, dois consumidores gigantescos estão na linha de visão da companhia. “Iniciamos um processo de internacionalização da marca nos Estados Unidos com diferentes formas de comercialização e armazenamento em um centro de distribuição em Miami. Além disso, planejamos ampliar nossa presença no mercado asiático por meio de participação na feira CIFF Internacional Fair, na China”, conta Theisen, animado.

Catapultado pelo “novo normal” da pandemia – que impulsionou as vendas de móveis e decoração para reformas de residências –, o Grupo K1 também sentiu a desorganização da cadeia produtiva mundial, com falta de insumos e a alta de preços. “Aliar a tendência do novo formato de trabalho remoto ao aumento de consumo on-line nos fez buscar mais um canal de venda e nos aproximarmos do nosso consumidor através dos marketplaces e e-commerce próprio”, destaca Theisen.

Outra estratégia do conglomerado é fazer com que a fábrica de Tupandi (RS), cidade-sede da companhia, tenha toda a sua produção voltada exclusivamente para o exterior. O Brasil será atendido pela unidade do Nordeste. A companhia implantou uma indústria de estofados na região de Santa Rita, próximo a João Pessoa (PB) em uma área de 10 mil metros quadrados, investimento que demandou inicialmente um aporte de R$ 12 milhões.

Nos próximos quatro anos, a ideia é instalar em uma área de 100 hectares, nos arredores da capital paraibana, as demais linhas de produção de interesse do Grupo K1.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo K1 inicia processo de internacionalização da marca nos Estados Unidos e planeja ampliar presença no mercado asiático

Athletico Paranaense dispara entre os clubes de futebol do Sul

Também pertence ao Furacão a supremacia em patrimônio e lucro

O Athletico Paranaense ampliou a vantagem sobre o Internacional

O Athletico Paranaense ampliou de quase R$ 100 milhões para R$ 259,4 milhões a vantagem sobre o Internacional, segundo colocado no ranking dos clubes do Sul, pelo critério do Valor Ponderado de Grandeza (VPG), principal indicador de 500 MAIORES DO SUL, lista publicada pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC.

Também pertence ao Furacão a supremacia em patrimônio e lucro. O rubro-negro de Curitiba somente perde em receita – neste caso, para o Grêmio. O maior prejuízo é do Internacional que, em 2020, obteve um resultado negativo de mais de R$ 90 milhões. o negativo de mais de R$ 90 milhões. Veja todos os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem.

Aliás, a novidade desta edição de 500 MAIORES DO SUL é o retorno das administradoras dos estádios, ausentes no ano passado por não terem apresentado seus balanços em tempo hábil. Entre elas, quem se destaca é a Karangounis, companhia da OAS, responsável pela construção da Arena do Grêmio. No entanto nenhuma das três se livrou de ter prejuízo, pois todos os clubes sofreram em razão de não contar com a venda de ingressos de suas partidas, algo que só passou a acontecer em outubro de 2021.

O Furacão e o Colorado, por exemplo, perderam juntos, em 2020, R$ 37,8 milhões de bilheteria, de acordo com levantamento da consultoria Sports Value. Já a Arena Porto-Alegrense deixou de embolsar cerca de R$ 26 milhões com camarotes, entradas e cadeiras.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Também pertence ao Furacão a supremacia em patrimônio e lucro

Sul pede apoio ao Planalto para minimizar os impactos da estiagem na região

Em Santa Catarina, as regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste são as mais afetadas

O Paraná pretendia colher 4,2 milhões de toneladas e reduziu a estimativa para 2,4 milhões de toneladas

Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte do Mato Grosso do Sul já contabilizam prejuízos com a falta de chuvas e recorrem ao Governo Federal em busca de apoio na renegociação de dívidas e agilidade no pagamento do seguro agrícola para os produtores rurais. Nesta segunda-feira (3) os secretários da agricultura dos quatro estados participaram de reunião virtual com o secretário de política agrícola do ministério da agricultura, pecuária e abastecimento (SPA/Mapa), Guilherme Soria Bastos Filho, para apresentar os cenários e as demandas.

“Essa reunião foi resultado de uma conversa que tivemos com a ministra Tereza Cristina na última semana, quando relatamos as dificuldades enfrentadas pelos produtores catarinenses. Nós estamos direcionando nossas ações para agilizar os decretos de emergência dos municípios e também a elaboração dos laudos para liberação do Proagro. A nossa solicitação principal para o Ministério da Agricultura é a criação de um crédito emergencial para aqueles produtores que perderam sua fonte de renda”, destaca o secretário da agricultura, da pesca e do desenvolvimento rural de Santa Catarina, Altair Silva.

Em Santa Catarina, as regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste são as mais afetadas. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros – sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 milímetros. A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho – tanto milho grão quanto silagem – que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite.

O secretário Altair Silva explica que no Extremo Oeste a colheita de milho esperada deve ter uma redução de até 50% e a expectativa de safra estadual já está sendo reduzida. “Nós esperávamos uma safra voltando à normalidade com 2,7 milhões de toneladas colhidas, já estamos revendo esses números e talvez nossa colheita não passe de 1,9 milhão de toneladas. O que atinge diretamente o setor produtivo de carnes e leite, sem contar o prejuízo dos produtores de grãos”.

Até o momento o estado conta com 67 municípios com decretos de emergência publicados ou em vias de publicação e 1.500 famílias rurais que perderam sua fonte de renda devido à estiagem, principalmente produtores de grãos e silagem.

Nos outros estados do Sul, a situação é semelhante. Segundo o secretário da agricultura e abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, os prejuízos calculados são bilionários, principalmente nos cultivos de soja, milho e feijão. “Nós trabalhávamos com uma colheita de 21 milhões de toneladas de soja, hoje já reduzimos a expectativa para 13 milhões de toneladas e esse quadro tende a ter uma evolução para pior”. No milho, o cenário é ainda mais preocupante. O estado pretendia colher 4,2 milhões de toneladas e reduziu a estimativa para 2,4 milhões de toneladas. São 144 municípios paranaenses com decretos ou sinalizando fazer decretos de emergência. No Rio Grande do Sul, são 110 municípios afetados.

Ainda esta semana haverá uma nova reunião com a equipe técnica do Ministério da Agricultura para apresentar as ações disponíveis para os produtores rurais que tiveram prejuízos devido à falta de chuvas. O governo federal trabalha ainda com a possibilidade de uma visita da ministra Tereza Cristina aos estados do Sul.

Em Santa Catarina, as regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste são as mais afetadas

Superávit da balança comercial bate recorde em 2021

Exportações superam importações em US$ 61 bilhões

Impulsionadas pela recuperação da economia e pela alta do preço internacional do petróleo, as importações cresceram mais

Beneficiada pela aceleração do preço das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2021 com recorde. No ano passado, o Brasil exportou US$ 61 bilhões a mais do que importou, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1989.

O resultado representa crescimento de 21,1% em relação ao superávit comercial de US$ 50,39 bilhões registrado em 2020. Em relação ao recorde anterior, registrado em 2017, houve crescimento de 8,9%. Naquele ano, o Brasil tinha exportado US$ 56 bilhões a mais do que tinha importado.

Apesar do recorde, o número final ficou abaixo das estimativas do Ministério da Economia. A pasta previa que o superávit da balança comercial encerraria 2021 em US$ 70,9 bilhões. O resultado final, no entanto, ficou acima da previsão do boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, que projetava superávit de US$ 59,1 bilhões no ano passado.

Impulsionadas pela recuperação da economia e pela alta do preço internacional do petróleo, as importações cresceram mais. No ano passado, o Brasil importou US$ 219,3 bilhões, com alta de 38,2% em relação a 2020, também pelo critério da média diária. Apesar do crescimento, o valor importado foi o quinto maior da história, sendo superado pelos montantes registrados em 2013 (recorde de US$ 241,5 bilhões), 2014, 2011 e 2012.

Estimativa
Para 2022, o governo prevê superávit de US$ 79,4 bilhões, valor parecido com o deste ano. A estimativa já considera a nova metodologia de cálculo da balança comercial. As projeções estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus projeta superávit de US$ 55 bilhões neste ano.

Em abril do ano passado, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictícias de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

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Com Agência Brasil

Exportações superam importações em US$ 61 bilhões