Muffato anuncia construção do Max Atacadista em Cianorte

Atacarejo previsto para o segundo semestre deve gerar mais de 300 novos empregos

Grupo investirá R$ 40 milhões no empreendimento

Na última quinta-feira (19), o Grupo Muffato anunciou a construção da primeira loja Max Atacadista em Cianorte, no Paraná. Com investimentos de mais de R$ 40 milhões e a oferta de 300 novos postos de trabalho, o atacarejo localizado na esquina das avenidas Leopoldina com Pará, no Centro Novo, terá 11 mil metros quadrados de área construída, mais de 400 vagas de estacionamento, galeria para lojas, quiosques e praça de alimentação para 40 pessoas.

“Estamos animados com a chegada do Grupo Muffato em Cianorte; uma cidade estratégica no estado e um importante polo atacadista no Sul do país”, comemora Ederson Muffato, um dos diretores do grupo, em nota.

O Max Atacadista pertence ao Grupo Muffato. São 80 lojas entre varejo (Super Muffato) e atacarejo (Max Atacadista), dentre outros serviços, com 19 mil colaboradores diretos e mais de 10 mil empregos indiretos. A rede atua em 31 cidades do Paraná e interior de São Paulo.

Atacarejo previsto para o segundo semestre deve gerar mais de 300 novos empregos

Matriz de risco aponta 13 regiões no nível alto em Santa Catarina

Outras quatro regionais se encontram no nível moderado

Os resultados refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 nas três primeiras semanas do ano

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (22) aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, as regiões do Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que estavam classificadas no nível alto (amarelo), tiveram melhora nos indicadores e passaram a ser classificados no nível moderado (azul), juntando-se ao Alto Uruguai Catarinense.

Já o Vale do Itapocú, que estava no nível moderado (azul), teve piora na dimensão transmissibilidade, se juntando às regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense que se mantiveram no nível alto (amarelo).

Os resultados do mapa de risco refletem o aumento no número de casos confirmados de Covid-19 nas três primeiras semanas do ano. Isso causa reflexos na dimensão transmissibilidade onde é monitorado o número de casos ativos notificados no período e a velocidade de transmissão. Neste sentido, houve um aumento de 41% no número de casos ativos registrados nesta sexta-feira, 21, totalizando 64.821 casos, quando comparado com o da sexta-feira passada, em que o número registrado era de 45.915.

Esse aumento provocou uma piora no cenário epidemiológico de todas as regiões, que foram classificadas no nível gravíssimo (vermelho). Chama atenção que o número de casos ativos é o maior registrado em toda a série histórica, em que o pico havia sido registrado em 22 de março de 2021, com 39.017 casos. Ainda de acordo com as projeções da SES, se mantidas as atuais taxas de transmissão, Santa Catarina poderá alcançar a marca de 80 mil casos novos até o final da próxima semana.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em relação ao boletim anterior, houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Oeste, que estavam classificados como nível alto (amarelo) e, se juntaram a região de Xanxerê, que se manteve no nível moderado (azul).

Também houve melhora na região Carbonífera, que estava classificada no nível grave (laranja) e passou a ser classificado como nível alto (amarelo), juntando-se às regiões Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu. Portanto, observa-se que mesmo com o aumento vertiginoso no número de casos ativos, não houve impacto direto na internação e mortalidade por Covid-19.

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que se mantêm em relação à semana anterior. Os dados da vacinação demonstram que no dia 21 de janeiro a cobertura da população acima dos 12 anos chegou a 86,4%. Com essa cobertura, observa-se que boa parte da população se encontra protegida contra formas graves da Covid-19, sendo possível superar tanto a onda de infecções provocadas pela variante Delta, durante o segundo semestre de 2021, quanto a onda de transmissão provocada pela variante Ômicron, a partir do início deste ano.

Já em relação à capacidade de atenção, que monitora a ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19, houve piora na classificação da região Meio Oeste, que na semana anterior estava como nível moderado, e passou a ser classificada como nível alto (amarelo), com taxa de ocupação de 37%, juntando-se às regiões da Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis e Laguna que mantiveram a classificação como nível alto (amarelo), com taxas de ocupação entre 20 a 39%.

Houve também piora na região Nordeste, que estava classificada como nível alto (amarelo), e passou a ser classificada como nível grave (laranja), com taxa de ocupação de 41%, juntamente com a região Oeste, que permaneceu classificado como nível grave (laranja), apresentando taxa de ocupação de 44%. As demais permaneceram como nível moderado, com ocupação abaixo de 20%.

Em nota o governo estadual afirma que Santa Catarina apresenta uma boa quantidade de UTIs disponíveis, tanto para atendimento de pacientes com Covid-19, como para tratamento de demais patologias, sem comprometer a realização de cirurgias eletivas. “Portanto, mesmo com a disseminação da variante Ômicron, não existe comprometimento da capacidade de atenção de alta complexidade até o momento”, diz o comunicado.

A análise desta semana demonstra a manutenção do crescimento de casos ativos, que reflete no aumento da procura por atendimento em centros de saúde, unidades de atenção primária e centros de triagem em diversos municípios. Considera-se como elemento chave a elevada capacidade de transmissão da variante Ômicron, cuja transmissão comunitária foi detectada no final de 2021. Além da presença da variante Ômicron, o cenário epidemiológico apontado nessas primeiras três semanas de 2022 pode ser considerado como resultado das aglomerações ocorridas durante o período de Natal e Réveillon, e do relaxamento das medidas de prevenção.

A secretaria da saúde emitiu uma série de alertas às prefeituras com recomendações sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção, como uso universal de máscaras, manutenção do distanciamento físico, a preferência por ambientes ventilados e de evitar aglomerações. Também foram emitidos alertas sobre a importância de se respeitar as normas sanitárias, em especial, referente ao protocolo Evento Seguro, que prevê a participação de pessoas vacinadas ou testadas, mantendo o uso de máscaras durante a realização do mesmo. Felizmente as elevadas taxas de cobertura vacinal têm reduzido o risco de hospitalizações e óbitos, que se concentram no momento em pessoas que não completaram o ciclo vacinal, incluindo a dose de reforço.

O principal objetivo da matriz de risco adotada por Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras quatro regionais se encontram no nível moderado

Empresa do Sul cria maior clube de assinatura religioso do Brasil

De Dois Irmãos, Minha Biblioteca Católica já tem assinantes em mais de 3.600 cidades do país

“Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta o cofundador Matheus Bazzo

É do interior do Rio Grande do Sul um dos principais clubes de assinatura de livros do país e o maior do nicho religioso. Quem passa pela frente de sua sede discreta, em Dois Irmãos, pode até não se dar conta disso. A Minha Biblioteca Católica acaba de completar quatro anos de atuação e segue em pleno crescimento. A empresa — que opera do município do Vale dos Sinos com pouco mais de 30 mil habitantes — já imprimiu 3 milhões de obras e impactou mais de 90 mil famílias em todo o Brasil.

A cada mês, os assinantes ganham uma caixa com um livro em edição de luxo, um guia de leitura exclusivo preparado pelo clube, um ícone e uma marca-páginas temático. Ao todo, 3.629 cidades recebem os boxes, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná, Rio de Janeiro e Ceará, respectivamente, os estados com mais clientes. E, somando o caminho percorrido pelas transportadoras para as entregas desde 2018, são mais de 100 milhões de quilômetros rodados.

Quem está à frente do negócio é Matheus Bazzo, que também fundou a Lumine — maior plataforma católica de streaming da América Latina. O empreendedor lidera uma equipe de mais de 60 colaboradores, sendo boa parte deles sediados em Dois Irmãos, e o restante espalhado pelo Brasil, em modelo remoto de trabalho. A idade média é 26 anos, garantindo um “DNA jovem para a empresa”, segundo ele.

A opção por se instalar na cidade do Vale dos Sinos se deu em razão de um dos sócios-fundadores da companhia, que era responsável pela logística, residir ali. E, até hoje, toda a operação de montagem, estoque e envio das caixas continua ocorrendo no município. Para os próximos meses, a Minha Biblioteca Católica pretende abrir um novo espaço, em paralelo ao existente:

“Estamos expandindo nossa atuação e estruturando um local no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Será um núcleo criativo e de vídeos. Sentimos a necessidade de estar mais presentes nos ambientes de empreendedorismo e criatividade, duas características evidentes na MBC desde o início”, pontua o cofundador Matheus Bazzo.

A Minha Biblioteca Católica surgiu em janeiro de 2018. A ideia veio de um grupo de amigos que possuíam um interesse em comum: a procura de bons livros católicos. E um fato curioso ocorreu no primeiro mês de operações: as assinaturas do clube bateram o estoque, e foi preciso fechar o site por dois dias.

“Não tínhamos nenhum plano extraordinário. Éramos pessoas comuns que queriam aprender mais sobre nossa religião e ter acesso a livros de qualidade. Começamos com uma decisão simples de editar algumas obras e mostrar para as pessoas, e o resultado foi surpreendente. Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta Bazzo.

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Telêmaco Borba pode se tornar a capital da economia circular

Klabin, Heineken e Hub Incríveis promovem a iniciativa pioneira

A escolha da região para ser o projeto piloto do TC100 ocorreu em função do avanço das ações da prefeitura e do programa de resíduos sólidos da Klabin

Telêmaco Borba, no Paraná, está no caminho para se tornar a primeira cidade do Brasil com um território 100% circular, em que materiais e embalagens de vidro, papel, alumínio, metal e plástico são transformados, reaproveitados e reciclados ao invés de serem enviados para aterros sanitários. Para ajudar a concretizar o projeto, Klabin, Grupo Heineken e Hub Incríveis, rede de inovação voltada para a economia circular e para a geração de impacto positivo, convidam a sociedade a participar por meio de uma chamada pública.

O propósito da iniciativa é atrair empresas, startups, ONGs, redes de cooperação, consórcios municipais e instituições de ensino e pesquisa, para propor soluções de impacto na economia circular de embalagens. Para isso, um formulário, no site do projeto disponível para o envio de ideias e cases bem-sucedidos, que possam servir como modelo para a cidade. As sugestões podem ser enviadas de 24 de janeiro até 18 de fevereiro.

Todos os projetos passarão pela banca examinadora composta por representantes da Klabin, da Heineken e do Hub Incríveis, que avaliarão o impacto econômico, social, ambiental e a maturidade das soluções propostas. As melhores ideias serão selecionadas para serem viabilizadas ao longo de 2022 na cidade de Telêmaco Borba. A iniciativa também conta com o apoio do ViraSer, um programa de logística reversa que atua para acelerar, qualificar e profissionalizar os sistemas de coleta seletiva implantados pelos municípios, com fortalecimento da atuação dos profissionais de reciclagem, especialmente por meio de suas associações.

A escolha da região para ser o projeto piloto do TC100 ocorreu em função do avanço das ações da prefeitura e do programa de resíduos sólidos da Klabin. Em 2021, foi realizado um trabalho de fortalecimento das cooperativas do município, com desenvolvimento das lideranças e melhora da logística e da eficiência produtiva.

Também foram incentivadas no município ações de educação ambiental e ampliação da comercialização dos materiais. Um dos melhores indicadores do sucesso foi o aumento do volume de vendas e elevação de mais de 200% na renda média dos trabalhadores da cooperativa, além de melhores condições de saúde, higiene e segurança nas operações.

Localizada na região dos Campos Gerais, Telêmaco Borba tem como base econômica o comércio e indústria, sendo nacionalmente a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens. Além de compor a matéria-prima industrial, as enormes florestas de pinos e eucaliptos permitem a manutenção e preservação da fauna e flora local, devido a seus corredores de mata nativa.

Klabin, Heineken e Hub Incríveis promovem a iniciativa pioneira

Indaial e Rio do Sul lideram ranking de apoio ao empreendedor

Tecnologia ajuda a agilizar atendimentos e solução de problemas na Sala do Empreendedor

Cidades têm em comum o uso de sistema de gestão que integra os diversos órgãos da administração municipal

Dados divulgados pelo Sebrae mostram que Indaial e Rio do Sul são os municípios brasileiros que registraram o maior número de atendimentos na Sala do Empreendedor em 2021. Indaial alcançou 14.873 atendimentos e Rio do Sul, 14.451.

As Salas do Empreendedor fazem parte do projeto Cidade Empreendedora, parceria do Sebrae com prefeituras de todo o Brasil. O objetivo é simplificar e agilizar o atendimento aos empresários, fornecendo um ambiente de negócios único, que pode ser procurado para resolver pendências. A tecnologia é ferramenta importante para garantir agilidade no trabalho e combater a burocracia.

“A tecnologia tem nos auxiliado na desburocratização, trazendo agilidade para a abertura de empresas, a prestação de serviços e a manutenção de demais atividades necessárias para quem busca empreender ou quer ampliar sua empresa”, relata o prefeito de Indaial, André Moser. Ele destaca a importância de estimular o empreendedorismo de forma permanente. “É assim que estamos avançando. Desburocratizando serviços, implantando tecnologias e incentivando os empreendedores na abertura dos negócios e no crescimento das empresas”, comemora.

“Hoje, segundo o mapa de empresas publicado pelo governo federal em janeiro, conseguimos realizar a abertura da empresa em no máximo doze horas, período muito inferior ao visto na maior parte do país, que pode chegar em algumas cidades a 132 dias. Isso é possível graças ao nosso investimento em um software único, moderno, que possibilita maior agilidade e celeridade nos nossos processos”, conta Paulo Fiamoncini, secretário de desenvolvimento econômico de Rio do Sul.

Um dos motivos para isso, acrescenta, é o uso de um sistema integrado que reúne informações das diversas secretarias e órgãos. “O empresário vai até a Casa do Empreendedor e sai de lá com todas as respostas. Tudo está em um só lugar o que facilita a vida do empreendedor que não precisa passar por diversos locais, o que ocorria antes e representava um desperdício de tempo”.

Indaial e Rio do Sul têm em comum o uso de sistema de gestão que integra os diversos órgãos da administração municipal. “Usando a tecnologia em nuvem é possível ter acesso às informações em tempo real. Não é necessário que papéis fiquem sendo enviados de um setor para outro. Tudo é assinado digitalmente em poucos cliques. O resultado é mais eficiência, menos burocracia e agilidade no atendimento”, explica Elvio Meurer, gerente comercial da IPM Sistemas, empresa especializada no desenvolvimento de sistemas para gestão pública municipal que atua nos três estados do Sul, em São Paulo e Minas Gerais.

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Tecnologia ajuda a agilizar atendimentos e solução de problemas na Sala do Empreendedor

No passo das transformações

Disrupções tecnológicas, divisões geopolíticas, mudanças climáticas e os efeitos da pandemia de Covid-19. Do que os negócios precisam para se adaptarem à nova realidade?

Criatividade, paixão, experiência e tecnologia: para Peres e Biedermann, o novo mundo dos negócios exige aptidão para as transformações

Mal o planeta começava a enfrentar a pandemia da Covid-19 e os analistas econômicos já tinham uma certeza: o mundo dos negócios nunca mais seria o mesmo. Transcorridos quase dois anos desde que a sociedade e o universo corporativo foram desafiados em seus hábitos e valores, ficou a percepção de uma transformação radical. Mas como acompanhar essas disrupções tecnológicas, divisões geopolíticas, mudanças climáticas e os efeitos do pós-pandemia?

ESG, compliance, segurança cibernética, transformação digital, capacitação de pessoas. Diante das necessidades atuais, não basta apontar para apenas uma destas tendências. Se para algumas empresas perceber estes sinais leva tempo, há aquelas que saltam à frente. É o caso das listadas no ranking 500 MAIORES DO SUL, levantamento anual da revista AMANHÃ e da consultoria PwC Brasil. “O contexto exige uma visão abrangente e estratégica, que interligue e integre tais ações, e este conceito certamente foi entendido e mapeado por muitas das empresas que avaliamos entre as 500 MAIORES DO SUL”, observa o sócio da PwC Brasil, Rafael Biedermann, um dos responsáveis pela pesquisa.

A PwC implementou uma estratégia inovadora, intitulada A Nova Equação, que representa o maior ciclo de investimentos já realizado pela firma no Brasil. Visando aos próximos cinco anos, somam-se tecnologia e transformação digital, que contam com aporte de R$ 700 milhões no Brasil, outros R$ 100 milhões em programas de impacto social, ambiental e de governança no mercado (ESG), mais de R$ 600 milhões para capacitação de pessoas e a contratação de mais de 7 mil profissionais.

Na alça de mira da PwC está o campo. Enquanto diversos setores sofriam contundentes impactos por conta da crise, o agronegócio ia muito bem, obrigado – particularmente nos estados do Sul, que são grandes produtores. Entre as 30 primeiras colocadas do ranking 500 MAIORES DO SUL, 20% delas são empresas do agronegócio. No topo, nas primeiras posições, despontam as catarinenses Bunge Alimentos e BRF, acompanhadas da paranaense Coamo.

“Considerando a vocação regional para o agronegócio e o crescimento estruturado do setor, estimamos expandir em 25% o volume de negócios nos próximos dois anos”, projeta Carlos Peres, sócio líder da PwC Brasil para a região Sul. “Igualmente, seguimos com perspectivas de crescimento de negócios com empresas familiares e de tecnologia, considerando a forte concentração regional e a necessidade de aperfeiçoamento dos processos de governança”, complementa.

Segundo a pesquisa Projeções do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a produção agrícola do país crescerá mais de 20% até 2030. “As empresas que buscam se adaptar às transformações do mercado precisam ter uma estratégia clara de práticas dedicadas a ESG para criar bases sólidas para o crescimento e a sustentabilidade do negócio, conquistando a confiança de clientes, colaboradores e investidores, além dos demais stakeholders”.

Saltando na frente
A PwC também acompanha de perto o segmento financeiro, quinto colocado entre os setores de mais peso no ranking, com 38 empresas somando R$ 35,9 bilhões de receita líquida. Em estudo sobre a participação das cooperativas de crédito no sistema financeiro nacional, o Banco Central (BC) registrou o crescimento significativo dessa área. No que se refere ao crédito a pessoas físicas, a parcela do mercado ocupada pelo crédito cooperativo também tem crescido no Sul, respondendo por mais de 15% do segmento.

O Sicredi é o melhor exemplo. Na quarta colocação entre as empresas de maior destaque no ranking, ostenta um VPG de R$ 15,6 bilhões em 2020 – quase 10% a mais do que na edição anterior. No Rio Grande do Sul, lidera o ranking não apenas em VPG, como em patrimônio líquido, lucro líquido e capital de giro próprio, além de acumular o maior patrimônio líquido entre todas as companhias listadas. Outras oito cooperativas financeiras figuram no levantamento: Viacredi; Credicoamo; Unicred RS; Sicoob Central SC; Unicred Florianópolis; Sicoob Ouro Verde; Unicred União; e Unicred Sul Catarinense.

Atenta ao crescimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), a PwC Brasil lançou recentemente o Centro de Excelência para Cooperativas de Crédito, sediado em seu escritório em Porto Alegre (RS). O local possui uma equipe de especialistas dedicada a atender cooperativas de todo o Brasil, com foco em soluções de auditoria cooperativa, auditoria interna, compliance, gestão de riscos e controles internos.”É necessário haver uma combinação de criatividade, paixão, experiência e tecnologia para apoiar as empresas nesses desafios. Nesta nova abordagem que o mundo dos negócios exige, cabe a nós estarmos aptos a estas transformações e ajudar os clientes a gerarem resultados sustentáveis e criar confiança hoje e amanhã”, destaca Peres.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Paranaguá projeta alta de 35% nas exportações no primeiro trimestre

Empresas pretendem embarcar 4,5 milhões de toneladas de soja

Segundo os especialistas, a soja que está sendo embarcada agora ainda é da safra passada

Os terminais que operam no Porto de Paranaguá esperam carregar 6,7 milhões de toneladas de granéis sólidos de exportação nos primeiros três meses do ano. Em média, por mês, a previsão é embarcar 2,2 milhões de toneladas de soja (em grão e farelo), açúcar, milho e trigo, de janeiro a março. O volume projetado é cerca de 35% maior que as 4,9 milhões de toneladas movimentadas dos produtos em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

A alta esperada deve ser puxada, principalmente, pelo volume de soja esperado para este primeiro trimestre do ano. “Se as condições climáticas permitirem e os contratos forem fechados, temos tudo para que os operadores atinjam a meta esperada”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

De soja, em grão, as empresas pretendem embarcar 4,5 milhões de toneladas pelo Porto de Paranaguá entre janeiro e março. De farelo de soja, são esperadas 1,4 milhão de toneladas. “Especificamente em relação à soja, o que observamos é que o movimento não parou. Em dezembro, por aqui, foi exportada muita soja. E nesses primeiros 15 dias de janeiro, segue o mesmo ritmo”, afirma Garcia.

Segundo os especialistas, a soja que está sendo embarcada agora ainda é da safra passada, que os produtores estavam segurando à espera do melhor momento (e preço) para a venda. “Para dar uma regulada no preço, esperando melhorar, o produtor acaba sendo segurado. Porém, nesse momento, em que ele precisa abrir espaço para receber a nova safra, ele precisa vender”, explica o diretor da Associação dos Exportadores do Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá (Atexp), André Maragliano.

Com contrato fechado, e preços bons no mercado, os volumes de soja que chegam ao porto são maiores. “De outubro a novembro começou o aumento desse volume não esperado. Não tivemos a ‘entressafra'”, afirma. Apesar da quebra prevista para a nova safra de soja, devido à seca enfrentada pelos agricultores, na lavoura há previsão de aumento nos volumes esperados – principalmente a partir de fevereiro. “O início da safra é sempre muito movimentado. Todo mundo posiciona navio (nos portos), todos têm contrato para cumprir e todo mundo já comprou soja, aumentando o fluxo dos caminhões”, contextualiza o diretor da Atexp.

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Empresas pretendem embarcar 4,5 milhões de toneladas de soja

Governo do RS injeta até R$ 600 milhões em empreendimentos

Iniciativa oferece crédito para microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte com juros subsidiados

O objetivo é fortalecer e incentivar os empreendimentos para a retomada do crescimento a partir da injeção de recursos com juro zero e redução da burocracia na contratação

Para impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho lançou nesta quinta-feira (20) o Avançar no Desenvolvimento Econômico – Programa Juro Zero. Com a iniciativa, serão disponibilizados R$ 100 milhões de recursos do Estado na forma de subsídio de juros em operações de crédito para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O programa viabilizará que até R$ 600 milhões sejam financiados pelo Badesul Desenvolvimento S/A – Agência de Fomento e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), com juros pagos pelo governo estadual.

O objetivo é fortalecer e incentivar os empreendimentos para a retomada do crescimento a partir da injeção de recursos com juro zero e redução da burocracia na contratação. A expectativa é de que até 23 mil operações possam ser realizadas, 20% delas destinadas preferencialmente aos microempreendedores individuais (MEI). O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Edson Brum.

Ainda durante o evento, houve assinatura de protocolos de intenções e de contratos do Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial (Proedi) e do Fundopem [Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem), além do decreto que institui o programa Juro Zero.

Os limites por operação estão sujeitos a análise de crédito e garantias, conforme exigência das instituições financeiras. Uma parceria com o Sebrae permitiu o aporte de R$ 10 milhões ao RS Garanti – Associação Garantidora de Crédito, para permitir que empresas que não atendem aos critérios dos bancos acessem os recursos oferecendo carta-garantia. Com o aporte ao fundo garantidor, as empresas poderão contratar garantias de até R$ 80 milhões. Em caso de inadimplência, os juros das parcelas atrasadas serão de responsabilidade do tomador de crédito.

Empresários que aderirem ao programa Juro Zero também terão a oportunidade de receber consultoria e capacitações do Sebrae. A instituição oferecerá acompanhamento aos empreendimentos com conteúdo e informações estratégicas para a tomada de crédito consciente, com o objetivo de reduzir os riscos de inadimplência e ampliar a sustentabilidade financeira dos negócios.

O acesso ao programa estará disponível a partir de 1º de fevereiro, quando Badesul, BRDE e a rede credenciada começarão a receber as solicitações de operações. Para financiamentos junto ao Badesul, o empreendedor poderá solicitar diretamente ao banco. No caso do BRDE, o atendimento será realizado por meio das cooperativas de crédito conveniadas (Sicredi, Sicoop, Cresol), que irão cadastrar os pedidos, verificar a documentação necessária para a liberação das operações e orientar as empresas.

Iniciativa oferece crédito para microempreendedores, microempresas e empresas de pequeno porte com juros subsidiados

Coopavel comemora receita histórica aos 51 anos

Cooperativa de Cascavel faturou R$ 4,9 bilhões em 2021

Cooperativa sediada em Cascavel profissionalizará gestão

O exercício de 2021 entra para a história como o melhor dos 51 anos da Coopavel, sediada em Cascavel, no Oeste do Paraná. O faturamento chegou a R$ 4,9 bilhões, 42% maior que o de 2020, o recorde anterior. Mesmo com o anúncio do mais expressivo desempenho da cooperativa desde a fundação, a principal notícia da assembleia, realizada na terça-feira (18), foi que a nova diretoria, eleita para o período de 2022 ao fim de 2025, será a última de um modelo de gestão iniciado em 1970 no qual os cargos executivos são ocupados por cooperados.

O presidente Dilvo Grolli lembrou que a Coopavel é o resultado do sonho dos fundadores e de todos que se doam ao projeto da cooperativa. “Mas é hora de trilhar um novo caminho para o futuro, que começa com uma ampla reforma estatutária. Toda transição é desafiadora e cria oportunidades que queremos compartilhar. Estamos elaborando um plano com clareza e transparência. Um plano estratégico inspirado no melhor da governança empresarial”, destacou Dilvo, na solenidade.

O presidente ressaltou que o tempo não para e é preciso saber o momento certo de decidir e agir. “Estamos preparando a Coopavel já há três anos, com bases bastante sólidas, para chegar ao fim de 2025 com faturamento de R$ 10 bilhões e iniciar então uma nova era na história da cooperativa”.

Mudanças
O professor Zaki Akel Sobrinho, da consultoria contratada para conduzir a Coopavel a esse novo momento de mudança, afirmou na assembleia que a transição será muito bem preparada e estruturada. A futura composição da diretoria terá um presidente executivo e quatro diretores (profissionais), um conselho fiscal e um conselho administrativo formado por cooperados.

Um dos números mais expressivos apresentados na assembleia comprova os avanços que a Coopavel experimentou principalmente nos últimos quatro anos. No comparativo entre ativo e passivo circulante, o valor em 2021 chegou a R$ 500 milhões de liquidez.

Alguns dos períodos mais importantes da história da Coopavel foram pontuados durante o evento. Grolli recordou da crise de 1986 que por pouco não levou a cooperativa à insolvência. “Para cada R$ 1 em patrimônio, tínhamos R$ 3 em dívidas”, lembrou ele, citando esforços e estratégias necessárias para, em cinco anos, recolocar a Coopavel nos trilhos. Entre a destituição da diretoria de então à posse dos novos diretores foram 18 meses. “Ninguém queria assumir uma situação daquelas, até que conseguimos criar um núcleo, com a liderança de Salazar Barreiros [que também foi prefeito da cidade], Ibrahim Faiad e Dilvo Grolli, que seria aprovado pelos associados”, sublinhou.

De um cenário de salários e de pagamentos a funcionários e a sócios atrasados e de renegociação com fornecedores, a Coopavel saiu da crise mais forte e hoje está entre as 15 maiores do Brasil. A Coopavel é a 65ª maior empresa da região e também a 27ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Cooperativa de Cascavel faturou R$ 4,9 bilhões em 2021

Gerdau anuncia investimento de R$ 200 milhões na usina Riograndense

Aporte na unidade, que completa 65 anos em 2022, trará atualizações tecnológicas e de segurança e gerará 400 novos postos de trabalho durante a implementação das iniciativas

As atividades na usina Riograndense serão interrompidas em fevereiro, com retorno previsto para o início de 2023

A Gerdau anunciou que investirá R$ 200 milhões em sua unidade Riograndense, em Sapucaia do Sul (RS) para modernização e reforma de sua Aciaria. Um dos maiores investimentos da história da planta ocorre no ano em que a usina celebra 65 anos de história e reforça o compromisso da empresa com o estado onde nasceu.

Os investimentos têm como objetivo a modernização das instalações da aciaria, implementação de melhorias na jornada de transformação digital e Indústria 4.0 e o aprimoramento de melhorias nas condições ambientais e de segurança no processo de produção do aço, como a modernização do sistema de despoeiramento. Cerca de 400 novos postos de trabalho diretos e indiretos serão gerados durante a execução dos investimentos.

“Os investimentos na Riograndense confirmam a importância do Rio Grande do Sul para os negócios da companhia e renova os nossos laços com o estado. Estamos focados na sustentabilidade da unidade no longo prazo, preparando-a para seguir atendendo à demanda futura por aço dos nossos clientes em todo o Brasil”, afirma Marcos Faraco, vice-presidente da Gerdau.

As atividades na aciaria da unidade serão interrompidas em fevereiro, com retorno previsto para o início de 2023, após a conclusão dos investimentos e reformas previstas. O atendimento ao mercado permanecerá inalterado, uma vez que as operações de laminação da unidade serão abastecidas por produtos semiacabados fabricados em outras plantas da Gerdau localizadas no Brasil.

Com 1.200 funcionários, a usina Riograndense possui capacidade anual de produção de aço bruto de 450 mil toneladas e de 495 mil toneladas de produtos acabados, incluindo vergalhão, fio-máquina, barras, trefilados e pregos.

Aporte na unidade, que completa 65 anos em 2022, trará atualizações tecnológicas e de segurança e gerará 400 novos postos de trabalho durante a implementação das iniciativas

Pandemia aumenta acesso da população a serviços bancários

Contas digitais já atendem 19% dos brasileiros

Bancos digitais não discriminam clientes de acordo com a renda, revela pesquisa

Os bancos digitais aumentaram o acesso da população brasileira a produtos financeiros, com destaque para a parcela de baixa renda. Atualmente 19% dos brasileiros têm conta em bancos digitais e 30% estão nas classes D e E. É o que revela pesquisa divulgada pelo Instituto Locomotiva, feita com 1.519 brasileiros, com 18 anos de idade ou mais, entre 27 de outubro e 7 de novembro do ano passado.

O presidente do Locomotiva, Renato Meirelles, afirmou que, antes da pandemia de Covid-19, o banco digital era o segundo banco da classe mais rica e o substituto da conta universitária. “Os bancos digitais falavam, praticamente, para os mais ricos. Tanto que, para depositar dinheiro no banco digital, era preciso fazer uma transferência de outro banco. Então, ele [banco digital] era, basicamente, para quem já tinha conta.”

Com a pandemia, o receio de se expor a uma possível contaminação ao se dirigir a uma agência bancária tradicional fez cair consideravelmente a procura por esses serviços. Por outro lado, aumentou o acesso à internet e cresce a demanda por serviços e compras on-line, destacou Meirelles. “Além de fazer crescer o mercado das fintechs (empresas que oferecem serviços financeiros), isso mudou o perfil desse público. Por isso, temos 30% que são das classes D e E. Praticamente, um terço de quem tem conta em fintechs vem das classes D e E.”

Inclusão
Segundo Meirelles, um dado que ajuda a entender esse processo de inclusão é o fato de 86% dos brasileiros dizerem que os bancos digitais permitiram que pessoas antes discriminadas pelas instituições financeiras tivessem conta em banco e de 80% afirmarem que bancos digitais não discriminam clientes de acordo com a renda. Ele lembrou que anteriormente os bancos tradicionais eram os únicos “que tinham detector de pobre” na entrada – a porta giratória. “Hoje abrir uma conta no banco digital, é muito mais fácil, muito menos burocrático.”

O presidente do Instituto Locomotiva aponta facilidades do processo atual. “Você tira uma foto de si mesmo e consegue provar que é você, com uma simples foto. Não precisa mais mandar aqueles 50 documentos. Isso torna o sistema financeiro mais democrático e mais acessível para a parcela da população que não era tão bem atendida antes da existência das fintechs. Este é mais um motivo para a adesão das pessoas ao banco digital”, afirmou Meirelles.

A isso, soma-se a percepção de os bancos digitais cobrarem menos taxas e serem mais fáceis de usar. As fintechs atraem mais os jovens, que são mais conectados. Entretanto, durante a pandemia, o que se viu foram pessoas mais velhas aprendendo com os netos a usar as novas tecnologias, entre as quais as fintechs. “Como os mais velhos eram do grupo de risco, tinham mais dificuldade para ir aos bancos. E isso os levou a se digitalizar mais e a usar as fintechs.”

Meirelles disse que, no geral, são os mais jovens que usam mais as fintechs, mas ressaltou que, proporcionalmente, quem mais elevou o uso dos bancos digitais foram os mais velhos, que saíram de uma base menor, quase equivalente a zero. “Foi o grupo que mais cresceu na pandemia.”

A sondagem mostra que 57% dos entrevistados têm conta em bancos tradicionais e digitais e 19%, só em instituições digitais; 30% são das classes D e E e 20% são clientes apenas de bancos tradicionais. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 36% têm apenas conta digital.

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Com Agência Brasil

Contas digitais já atendem 19% dos brasileiros

Um sulista em todos os estados

Com a chegada a Roraima neste ano, o Sicredi cobrirá, de maneira física e digital, todo território nacional

Entre 2020 e 2021, o Sicredi disponibilizou R$ 6,7 bilhões em quase 90 mil operações de crédito

É a partir de um olhar para a realidade de cada região que o Sicredi constrói a sua estratégia nacional. O crescimento dos negócios deriva da demanda dos mais de 5 milhões de associados, sejam eles do campo ou da cidade. Como explica Fernando Dall’Agnese, presidente do Conselho de Administração do Sicredi, o trabalho da instituição financeira cooperativa vem sendo muito relacionado às linhas emergenciais de crédito – serviço que, especialmente em função dos desdobramentos gerados pela pandemia, teve uma grande procura, movida por empreendedores em busca de uma solução urgente para manter suas atividades. Entre 2020 e 2021, o Sicredi disponibilizou R$ 6,7 bilhões em quase 90 mil operações de crédito. O destaque foi a linha do Pronampe, pelo qual foram concedidos R$ 3,8 bilhões. Deste montante, R$ 1,8 bilhão foram liberados em 2021, na segunda fase do programa.

Nesse ritmo, o Sicredi tem mantido um vigoroso processo de expansão, com a abertura de novas agências. A cooperativa de crédito sediada em Porto Alegre chega a Roraima neste ano e, assim, estará em todos os estados do Brasil. A expectativa é encerrar o ano de 2021 com aproximadamente 200 novos postos de atendimento, com um investimento aproximado de R$ 200 milhões. Uma boa vantagem é que a maioria dos produtos oferecidos podem ser acessados de forma digital, canal que é responsável hoje por mais de 85% das operações realizadas.

Os investimentos não seguem uma lógica de imposição centralizada. “Temos nossas cooperativas e centrais com autonomia para realizar seus investimentos, balizadas pelo nosso planejamento estratégico”, esclarece Dall’Agnese. “Fazemos isso de forma simultânea ao investimento em digitalização. Buscamos dar alternativa do associado em ser atendido, unindo o melhor do mundo físico e digital, no conceito que denominamos fisital”, ilustra o executivo, usando um neologismo que junta as palavras física e digital.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Com a chegada a Roraima neste ano, o Sicredi cobrirá, de maneira física e digital, todo território nacional

Empresa do Sul cria maior clube de assinatura religioso do Brasil

De Dois Irmãos, Minha Biblioteca Católica já tem assinantes em mais de 3.600 cidades do país

“Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta o cofundador Matheus Bazzo

É do interior do Rio Grande do Sul um dos principais clubes de assinatura de livros do país e o maior do nicho religioso. Quem passa pela frente de sua sede discreta, em Dois Irmãos, pode até não se dar conta disso. A Minha Biblioteca Católica acaba de completar quatro anos de atuação e segue em pleno crescimento. A empresa — que opera do município do Vale dos Sinos com pouco mais de 30 mil habitantes — já imprimiu 3 milhões de obras e impactou mais de 90 mil famílias em todo o Brasil.

A cada mês, os assinantes ganham uma caixa com um livro em edição de luxo, um guia de leitura exclusivo preparado pelo clube, um ícone e uma marca-páginas temático. Ao todo, 3.629 cidades recebem os boxes, sendo São Paulo, Minas Gerais e Paraná, Rio de Janeiro e Ceará, respectivamente, os estados com mais clientes. E, somando o caminho percorrido pelas transportadoras para as entregas desde 2018, são mais de 100 milhões de quilômetros rodados.

Quem está à frente do negócio é Matheus Bazzo, que também fundou a Lumine — maior plataforma católica de streaming da América Latina. O empreendedor lidera uma equipe de mais de 60 colaboradores, sendo boa parte deles sediados em Dois Irmãos, e o restante espalhado pelo Brasil, em modelo remoto de trabalho. A idade média é 26 anos, garantindo um “DNA jovem para a empresa”, segundo ele.

A opção por se instalar na cidade do Vale dos Sinos se deu em razão de um dos sócios-fundadores da companhia, que era responsável pela logística, residir ali. E, até hoje, toda a operação de montagem, estoque e envio das caixas continua ocorrendo no município. Para os próximos meses, a Minha Biblioteca Católica pretende abrir um novo espaço, em paralelo ao existente:

“Estamos expandindo nossa atuação e estruturando um local no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Será um núcleo criativo e de vídeos. Sentimos a necessidade de estar mais presentes nos ambientes de empreendedorismo e criatividade, duas características evidentes na MBC desde o início”, pontua o cofundador Matheus Bazzo.

A Minha Biblioteca Católica surgiu em janeiro de 2018. A ideia veio de um grupo de amigos que possuíam um interesse em comum: a procura de bons livros católicos. E um fato curioso ocorreu no primeiro mês de operações: as assinaturas do clube bateram o estoque, e foi preciso fechar o site por dois dias.

“Não tínhamos nenhum plano extraordinário. Éramos pessoas comuns que queriam aprender mais sobre nossa religião e ter acesso a livros de qualidade. Começamos com uma decisão simples de editar algumas obras e mostrar para as pessoas, e o resultado foi surpreendente. Encontramos dezenas de milhares de pessoas no Brasil que tinham o mesmo desejo que nós”, conta Bazzo.

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Rio Grande do Sul emite alertas para 12 regiões Covid

A média móvel de casos confirmados aumentou 71% nesta semana

Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões

O governador Eduardo Leite anunciou, na tarde desta quarta-feira (19), a emissão de alertas para 12 regiões Covid, com base nos indicadores do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia. A decisão, informada durante uma live, foi tomada pelo gabinete de crise em reunião realizada nesta manhã, com base nas indicações do Grupo de Trabalho (GT) Saúde, que se reuniu na segunda-feira (17).

Os alertas são consequência do aumento de casos de Covid-19 e do aumento de internações em leitos clínicos e de UTI nas regiões. Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Uruguaiana receberão o alerta para que apresentem um plano de contenção da transmissão do coronavírus, como ações para fiscalização do cumprimento de protocolos sanitários já estabelecidos.

“Nossos avisos e alertas servem para chamarmos a atenção das regiões para os dados e as informações que são monitoradas diariamente pelas nossas equipes. Tomamos essa decisão em função do aumento da transmissão, mesmo que a ocupação de leitos clínicos e de UTI não esteja crescendo com a mesma velocidade. É um momento delicado, que merece toda nossa atenção e reforço no cuidado por parte de todos”, enfatizou o governador. “Essas localidades terão de se reunir para apresentarem ao governo um plano de ação que possa envolver alguma restrição de algum tipo de atividade ou ao menos redução de possibilidades de aglomeração como forma de reduzir a disseminação do vírus”, revelou Leite.

Com a circulação da variante ômicron, o Rio Grande do Sul já está em sua máxima histórica em relação ao número de casos concomitantes de pessoas que contraíram o coronavírus. E a tendência é de continuar em escalada, caso siga o comportamento já verificado fora do Brasil. Mesmo que o crescimento do número de internações em leitos clínicos e de UTI não acompanhe a proporção do aumento de infectados, as emergências dos hospitais e serviços de saúde estão mais ocupadas em consequência da maior transmissibilidade da variante. Assim como em outros Estados, já há um leve aumento no número de óbitos.

Nesta semana, a média móvel de casos confirmados aumentou 71% no Rio Grande do Sul. Em 15 dias, a média de casos diários partiu de cerca de 1 mil para quase 10 mil. Em relação às internações, foi registrado um aumento de 520 pacientes com suspeita de Covid-19 e confirmados na última semana, sendo 372 em leitos clínicos e 148 em UTIs. A média móvel de internados em leito clínico, entre suspeitos e confirmados, em sete dias atingiu 795, o que representa um aumento de 58% em relação ao mesmo período anterior.

Em UTIs, a média móvel aumentou em 359, uma elevação de 30% em relação à semana passada. Desde o início do ano, o total de internados confirmados e suspeitos de Covid-19 em leitos clínicos e UTI passou de 521 para 1.443, quase triplicando o número total de internados em menos de três semanas.

Atualmente, 85,3% da população do Rio Grande do Sul apresenta esquema vacinal completo e 24,6% já recebeu a dose de reforço. Leite enfatizou que a etapa de restrições de atividades comerciais já foi superada e que o esforço de todos é fundamental para que não sejam necessárias medidas mais drásticas.

Durante a live, o governador informou que foi enviado ofício ao Ministério da Saúde solicitando a manutenção do custeio de leitos clínicos e de UTI para o tratamento da Covid-19. Em dezembro do ano passado, o ministério anunciou que deixaria de custear os leitos a partir de fevereiro. Com esta decisão, o Estado encerraria 1.057 leitos de UTI Covid, tendo a possibilidade de habilitar apenas 315 leitos, como UTI geral para esse fim. Sendo assim, somando esses leitos habilitados aos 957 leitos de UTI Adulto que atendem pacientes em geral, o Estado contaria com 1.272 leitos operacionais para adultos no próximo dia 1º, além dos 178 leitos pediátricos. “Estamos trabalhando pela manutenção da habilitação e do custeio destes leitos para evitar a falta de atendimento e o colapso do sistema de saúde gaúcho”, reforçou Leite.

A média móvel de casos confirmados aumentou 71% nesta semana

Paraná pede ao governo federal mais ações em razão da estiagem

Documento foi elaborado com o Sistema Ocepar, Faep e Fetaep

No caso do milho, foram perdidos, até o momento, mais de 1,5 milhão de toneladas, o que representa queda de 36% na projeção inicial

O governo paranaense enviou ofício à ministra da agricultura, pecuária e abastecimento, Tereza Cristina, com uma série de sugestões para minimizar a situação dos agricultores paranaenses prejudicados pela crise hídrica. O texto propõe ações referentes a crédito rural, seguro rural e Proagro, além da distribuição de sementes para os que não têm condições de adquirir e produzir nova safra.

O documento, assinado pelo secretário da agricultura e do abastecimento, Norberto Ortigara, é resultado de trabalho conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e entidades representativas dos produtores rurais – Sistema Ocepar, Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep).

“Percebemos um quadro hostil que provocou e ainda está provocando muito calor no solo e perda razoável na produção agrícola do Paraná”, anunciou Ortigara. “Apresentamos um conjunto de medidas que estamos pleiteando ao governo federal para minimamente tentar estabilizar a nossa economia rural, a economia da roça, da terra”, detalhou.

O ofício ressalta que, no âmbito estadual, já estão em operação medidas para os desafios impostos, como a subvenção de juros para alguns investimentos e o fornecimento de capital para as mais de 170 cooperativas da agricultura familiar. “No entanto, essas ações são insuficientes frente aos estragos causados pela estiagem”, diz o documento.

As entidades pedem a implementação imediata de outras ações. No caso do crédito rural, a proposta é criar uma linha emergencial de crédito para financiar custeio a produtores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) que fizeram comunicação de perdas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou que acionaram seguro agrícola para culturas de batata, feijão, milho, soja e outras que não foram indenizadas.

As entidades também reivindicam auxílio emergencial a produtores que utilizaram recursos próprios e não o crédito rural, para que possam liquidar, entre outras, duplicatas rurais e Cédulas do Produtor Rural (CPR). Na mesma linha solicitam que as cooperativas que financiaram o custeio dos cooperados tenham uma linha creditícia, além de abertura de outra para giro de longo prazo (cinco anos) com juros pré-fixados e subsidiados, possibilitando que o produtor quite os débitos de curto prazo.

Ao abordar o tema do seguro rural e Proagro, o Estado e as entidades representativas dos produtores reconhecem o papel fundamental dos dois mecanismos em situações de perdas de grande monta como a que o Paraná vive no momento. Por isso, pedem mais agilidade nas vistorias, na análise, no julgamento do pedido de cobertura e na liberação dos laudos periciais. Com essa medida, os produtores poderão fazer a colheita e liberar as áreas para o plantio das segundas safras de batata, feijão e milho, em alinhamento com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). “Será determinante para ajudar a restabelecer o equilíbrio da oferta de produção e o econômico não obtidos na primeira safra”, reitera o ofício.

As entidades propõem que o prazo para análise e julgamento do pedido de cobertura seja reduzido de 45 para 15 dias após o recebimento do relatório que comprova as perdas. Também sugerem que o comunicado da decisão ao beneficiário aconteça em três e não em cinco dias, com vistas a aproveitar o pequeno prazo de janela para plantio de feijão e milho segunda safra.

Perdas
O último relatório de estimativa de perdas preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que as perdas na cultura da soja ultrapassam 8 milhões de toneladas. Com isso, a produção está 39% menor em relação à projeção inicial de 21 milhões de toneladas, o que acarreta prejuízo monetário acima de R$ 23 bilhões.

No caso do milho, foram perdidos, até o momento, mais de 1,5 milhão de toneladas, o que representa queda de 36% na projeção inicial. Os produtores já acumulam prejuízos superiores a R$ 2,2 bilhões. Já os agricultores que cultivam o feijão, terceira principal cultura neste período, perderam 83,8 mil toneladas, o que representa 30% a menos que a previsão. Para eles, o prejuízo ultrapassa R$ 361,7 milhões.

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Documento foi elaborado com o Sistema Ocepar, Faep e Fetaep