Engie registra receita líquida de R$ 12,5 bilhões em 2021

O lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8%

A Engie é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Engie Brasil Energia registrou receita operacional líquida de R$ 12,5 bilhões no ano de 2021, 2,3% acima do montante apurado em 2020. O Ebitda chegou a R$ 5,9 bilhões, 8,4% inferior a 2020, e o lucro líquido alcançou R$ 1,5 bilhão em 2021, valor 44,1% abaixo do ano anterior, afetados em R$ 1 bilhão pelos impairments da Usina Termelétrica Pampa Sul e da controlada Engie Geração Solar Distribuída, além de R$ 200 milhões de perda na alienação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

“Desconsiderando-se esses efeitos não recorrentes, o Ebitda ajustado foi de R$ 7,2 bilhões, aumento de 12,3% em comparação a 2020, e o lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8% em relação ao ano anterior, devido principalmente aos efeitos da inflação sobre dívidas da companhia”, explica a empresa, em nota.

O resultado do ano foi impactado positivamente pelo registro dos efeitos das Leis 14.052/2020 e 14.182/21, que possibilitaram a repactuação do risco hidrológico e consequente recuperação de custos de GSF incorridos no passado, totalizando R$ 1,6 bilhão em 2021, sendo R$ 1,2 bilhão somente no quarto trimestre.Há de se pontuar ainda que a participação de 32,5% na TAG resultou em contribuição de R$ 602 milhões no Ebitda da companhia em 2021, via equivalência patrimonial.

A gestão ativa do portfólio comercial, em que se destaca a estratégia otimizada de contratação e venda, possibilitou à empresa obter no ano maior volume de energia livre para mitigar os impactos da maior crise hídrica dos últimos 91 anos. O preço médio dos contratos de venda de energia, líquido dos tributos sobre a receita e das operações de trading, foi de R$ 202,94/MWh em 2021, valor 4,9% superior ao registrado em 2020. Importante destacar que o reajuste dos contratos existentes de venda tende a neutralizar no médio prazo as despesas financeiras resultantes da atualização de dívidas da companhia por índices inflacionários.

“Foi um ano de consolidação da nossa atuação como plataforma de investimentos em infraestrutura em energia e de sucesso na execução da nossa estratégia. Mesmo diante dos desafios da pandemia, evoluímos com os nossos projetos em implantação, estreamos no segmento de transmissão, crescemos em geração renovável, garantimos eficiência operacional dos ativos e fizemos uma gestão de portfólio otimizada para a venda de energia, reduzindo os impactos da crise hídrica em nossos resultados”, destaca Eduardo Sattamini, diretor-presidente e de relações com investidores da Engie.

Geração renovável
A Engie continua diversificando a sua atuação e crescendo em geração renovável. O plano de expansão, assim como de investimentos em manutenção, é suportado por uma sólida geração de caixa e prudente estratégia de funding. Em 2021, a companhia investiu R$ 3,4 bilhões para implantação de linhas de transmissão e parques geradores de energia renovável, além de manutenção de suas operações e aquisição de novos projetos para pavimentar o seu crescimento em longo prazo.

Na área de infraestrutura de transmissão, em agosto foram energizadas as primeiras linhas e subestações do Sistema de Transmissão Gralha Azul, adiantando em 16 meses o prazo de entrega estipulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O projeto, que tem como objetivo possibilitar um melhor suprimento da energia de Itaipu para o estado do Paraná, alcançará ainda no primeiro trimestre de 2022 a operação comercial.

Já em Novo Estado, que conta com 3.634 torres em circuito duplo, totalizando 1.800 quilômetros de linhas de transmissão no Pará e no Tocantins, a energização da primeira subestação ocorreu em dezembro e a expectativa é que as obras sejam finalizadas até o final de 2022, o que permitirá o escoamento da energia gerada na região Norte para outras áreas do país.

A empresa também expandiu sua atuação em geração renovável, celebrando a operação integral de Campo Largo II, na Bahia, no mês de setembro, adicionando 361,2 MW em capacidade eólica ao portfólio. Além disso, desde o início do ano está em implantação Santo Agostinho – Fase I, no Rio Grande do Norte, que será o maior conjunto eólico da Engie, totalizando 434 MW.

A empresa também concluiu a aquisição do projeto Assú Sol, consolidando uma carteira de 2,2 GW no pipeline de projetos em estágio avançado de desenvolvimento. “Seguimos buscando novas oportunidades de aquisições ou projetos greenfield para lastrear nossos planos de crescimento em regiões onde temos potencial de sinergia com nosso parque gerador e linhas de transmissão, em consonância com o plano de expansão do grupo em renováveis e infraestrutura”, afirma Sattamini.

O conselho de administração aprovou, neste mês, a aquisição dos conjuntos fotovoltaicos Paracatu e Floresta, que somam 259,8 MWp de capacidade instalada. “Essa aquisição está alinhada às diretrizes globais do Grupo Engie de descarbonização das operações, que prevê a saída das usinas a carvão e a substituição desta capacidade por ativos de geração renovável. O processo foi realizado seguindo boas práticas de governança, assegurando o necessário equilíbrio entre riscos e retornos durante a negociação”, conclui Sattamini.

A Engie é a oitava maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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O lucro ajustado chegou a R$ 2,4 bilhões, queda de 11,8%

Banco Central informará novos valores esquecidos a partir de maio

Segunda etapa da consulta abrangerá mais R$ 4,1 bilhões não sacados

O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar

Quem fez a consulta a valores esquecidos nos bancos e foi informado de que não tinha nada a receber terá de repetir o procedimento nos próximos meses. Em maio, o Banco Central (BC) ampliará a base de dados para incluir novos tipos de saldos residuais. A primeira etapa da consulta, que começou na segunda-feira (14) no site do Banco Central (valores a receber), prevê a devolução de R$ 3,9 bilhões para 28 milhões de pessoas físicas ou de empresas com valores não sacados. A segunda etapa do serviço, prevista para começar em maio, permitirá a consulta para a devolução de mais R$ 4,1 bilhões.

Confira aqui como consultar se você tem algum valor esquecido em bancos.

Segundo o Banco Central, até as 12h de segunda-feira (14), cerca de 20 milhões de pessoas físicas e de empresas haviam consultado a nova plataforma. Diferentemente do sistema anterior, que ficava no ambiente Registrato (site que informa a relação entre correntistas e as instituições financeiras), o novo site exigirá a criação de uma conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br para autorizar a retirada, caso tenha valores esquecidos.

A consulta pode ser feita por qualquer cidadão ou empresa em qualquer horário. No entanto, caso o sistema informe recursos a receber, os usuários foram divididos em três grupos, baseados na data de nascimento ou na data de fundação da empresa. Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 a 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

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Com Agência Brasil

Segunda etapa da consulta abrangerá mais R$ 4,1 bilhões não sacados

Impress investe R$ 100 milhões em fábrica de Araucária

Empresa abastece América Latina com superfícies decorativas

Do começo das operações até agora, o número de colaboradores cresceu quatro vezes – dos iniciais 50 funcionários, hoje há 200 pessoas atuando na planta brasileira, em Araucária

A Impress Decor Brasil está investindo cerca de R$ 100 milhões na planta industrial para expandir sua linha de impressão de papéis decorativos. O investimento situa a empresa entre as líderes do setor na América Latina. Localizada em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a empresa é referência no desenvolvimento e produção de superfícies decorativas para a indústria de painéis, móveis e pisos, tem 200 colaboradores no município.

“Hoje conseguimos atender com bastante eficiência o mercado latino-americano, trabalhando com capacidade tomada em quatro turnos. No entanto, acompanhando o crescimento contínuo da demanda, optamos por nos antecipar aos rumos do consumo na região, fortalecendo a indústria e a economia local”, ressalta João Martinez, CEO e Managing Director da Impress Decor Brasil.

Na produção, o destaque é a popularização do uso de revestimentos melamínicos de Baixa Pressão, o BP, responsável por 80% da produção da unidade brasileira, sendo a superfície mais utilizada pela indústria moveleira em todo o globo. Apesar da pandemia, o setor moveleiro segue com bons resultados, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Os números de 2021 foram menos aquecidos, mas distribuídos de maneira estável.

A produção de móveis, em volume, foi de 36,4 milhões de peças em novembro de 2021, segundo dados do último relatório Conjuntura de Móveis. Nas vendas, em relação ao volume de peças, houve aumento no comparativo com o mês anterior (10,2%). No acumulado do ano, o indicador registrou uma variação negativa, na ordem de 0,3%. Em valores, as vendas tiveram aumento no comparativo como mês anterior (11,5%), e crescimento no acumulado do ano (+8,4%), em relação ao mesmo período do ano anterior.

Foi no início dos anos 2000 que a empresa inaugurou sua fábrica na cidade. “Antes disso, todos os produtos comercializados na América Latina eram importados da unidade espanhola”, lembra Martinez. “A unidade brasileira proporcionou que as empresas latinas – da Argentina ao México – tivessem suas demandas atendidas de maneira mais personalizada”, completa.

Do começo das operações até agora, o número de colaboradores cresceu quatro vezes – dos iniciais 50 funcionários, hoje há 200 pessoas atuando na planta brasileira, em Araucária. A cidade, segundo a pesquisa mais recente do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), é a quinta no Estado em PIB per capita, perdendo apenas para a capital, e para São José dos Pinhais, Londrina e Maringá.

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Empresa abastece América Latina com superfícies decorativas

Ventiur está com inscrições abertas para aceleração de startups

Empreendedores podem se candidatar até 18 de março

A meta é selecionar startups para que recebam investimento que parte de R$ 200 mil e pode chegar a até R$ 1 milhão

A Ventiur Aceleradora está com inscrições abertas para uma nova rodada de seu processo de aceleração, o #GoHard15. Até 18 de março, empreendedores poderão candidatar suas startups para receber investimento e participar de um amplo programa de crescimento, conexões e mentoria. A candidatura pode ser feita neste link.

A meta é selecionar startups para que recebam investimento que parte de R$ 200 mil e pode chegar a até R$ 1 milhão, a depender da maturidade e atratividade do negócio. Até 40 startups passarão, então, para a etapa seguinte: o WarmUp, um aquecimento para testar e analisar os empreendedores. Nesta fase, a startup se beneficia com uma pré-aceleração e tem a oportunidade de conhecer de perto os empreendedores que poderão investir em seu negócio. Concluída esta etapa, serão anunciadas as startups que receberão o aporte.

Serão aceitas inscrições de startups de todo país, desde que tenham pelo menos dois sócios e MVP (Produto Mínimo Viável) já funcionando. Também é necessário que apresentem modelos de negócios tecnológicos e escaláveis, com diferenciais claros em relação aos concorrentes. Em 2021, a Ventiur realizou três seleções, que receberam 564 inscrições e levaram à escolha de 17 empresas. O total investido nessas startups foi superior a R$ 7 milhões, e todas já iniciaram o ciclo de aceleração.

O programa #GoHard é composto por encontros periódicos (semanais ou quinzenais) com gestor de aceleração, acesso a rede de mentores, consultores e parceiros, desenvolvimento de um Conselho Consultivo para a Startup, networking com founders e investidores de todo o portfólio Ventiur, Trilha de Conteúdo, bootcamps temáticos para qualificação dos empreendedores e equipe, benefícios para contratação de infraestrutura web, softwares e serviços e auxílio na captação de co-investimento e próxima rodada Seed ou SerieA.

Criada em São Leopoldo (RS) em 2013 e com atuação nacional, a Ventiur já avaliou mais de 3 mil startups em todos Estados brasileiros e investiu em mais de 70 negócios inovadores, avaliados em mais de R$ 300 milhões. Conta com uma rede de mais de 200 investidores pessoa física e jurídica que ajudam a viabilizar os aportes. Dentre os exits realizados com sucesso, estão a Devorando, vendida para o iFood em 2016, a Meerkat, vendida para a Acesso Digital em 2020, e a Suiteshare, vendida para a VTEX em 2021.

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Empreendedores podem se candidatar até 18 de março

Como consultar e RECUPERAR seu dinheiro esquecido em bancos? Entenda aqui!

Retomado nesta segunda-feira (14), o sistema do Banco Central (BC) que permite a consulta a valores esquecidos em bancos e outras instituições financeiras funciona em novo endereço. Chamada de Sistema de Valores a Receber (SVR), a ferramenta passou a funcionar no site valoresareceber.bcb.gov.br, em ambiente desvinculado do Sistema Registrato, que hospedou o serviço nos primeiros dias de funcionamento.

Para evitar excesso de demanda, que derrubou o site do Banco Central na versão anterior do sistema, foi criada a página específica para as consultas e agendamentos do crédito. Para os cidadãos com dinheiro a receber, será necessária conta no Portal Gov.br, que fornece acesso a serviços públicos digitais. O cadastro para ter a conta é gratuito e pode ser feito na área de login do Gov.br ou pelo aplicativo Gov.br, disponível para usuários de dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS.

Existem três níveis de login no Portal Gov.br: bronze, prata ou ouro. Eles variam conforme o nível de segurança e a complexidade do serviço público pedido. Para resgatar o dinheiro esquecido nas instituições financeiras, será exigido nível prata ou ouro. O login do sistema Registrato, usado na primeira fase do serviço, não poderá mais ser usado no SVR.

O nível prata permite acesso com login único à maioria dos 3.583 serviços públicos totalmente digitalizados oferecidos pelo Portal Gov.br e garante acesso completo ao aplicativo Gov.br. Com alta segurança, esse nível pode ser obtido pela comparação da foto tirada no aplicativo com as imagens da base da Carteira Nacional de Habilitação.

Outra maneira de ativar o nível prata é por meio da validação dos dados pessoais de quem tem conta em um dos seis bancos conveniados ao Portal Gov.br: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob.

Procedimentos

O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas. Na primeira, o cidadão fará uma consulta no site valoresareceber.bcb.gov.br. Basta digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para verificar eventuais quantias esquecidas em bancos e demais tipos de instituições financeiras. Essa etapa dispensa o login do Portal Gov.br e pode ser feita a qualquer momento, a partir de hoje.

Em caso de constatação de valores a serem sacados, o SVR informa a data para o usuário entrar novamente no sistema. Nessa segunda etapa, será necessário digitar o login da conta Gov.br para verificar a quantia a receber e pedir a transferência do dinheiro. Caberá ao cidadão escolher a forma de transferência, que poderá ser feita por Pix. Se o usuário não indicar uma chave Pix, a instituição financeira escolhida poderá contatar o correntista para fazer a transferência.

Prazo

O BC explicou que valores esquecidos nos bancos serão devolvidos apenas a partir de 7 de março. Caso o cidadão perca a data informada, deverá recomeçar o processo do zero, repetindo a consulta no site e esperando o sistema informar nova data para o retorno.

Orientações

Para evitar fraudes, o Banco Central informa que o único site disponível é o valoresareceber.bcb.gov.br. O cidadão deverá tomar cuidado para não entrar em páginas diferentes. O órgão também esclareceu que não entrará em contato com nenhum usuário, nem enviará links por SMS, Whatsapp, Telegram ou e-mail para confirmar dados pessoais ou tratar de valores a receber.

A única situação em que haverá contato com o correntista será no caso de a transferência não poder ser feita por Pix, mas a comunicação será feita pela instituição detentora do dinheiro, sem nenhum pedido de confirmação de dados ou de senhas.

Por fim, o BC esclarece que o processo de resgate de valores esquecidos é gratuito. O usuário jamais deverá fazer qualquer pagamento para consultar o montante a receber nem para sacar o dinheiro. Qualquer pedido nesse sentido configura golpe.

Smart City Expo Curitiba 2022 confirma seus primeiros speakers

Evento de cidades inteligentes vai reunir 10 mil pessoas em 24 e 25 de março na capital nacional da inovação

Gil Peñalosa é um dos principais palestrantes do evento

Terceira edição do maior evento brasileiro de cidades inteligentes, o Smart City Expo Curitiba 2022 (SCECWB) acaba de confirmar seus primeiros speakers. Organizado desde 2018 pelo iCities Smart Cities Solutions – hub de negócios e soluções em cidades inteligentes pioneiro no Brasi l– o evento deve reunir 10 mil pessoas de todo o mundo nos dias 24 e 25 de março somando os públicos presencial e remoto. No intervalo causado pela pandemia, uma edição online foi promovida para manter vivo o debate.

Um dos urbanistas mais importantes do mundo, Gil Peñalosa estará em Curitiba como um dos principais palestrantes do SCECWB. Fundador e presidente da organização canadense sem fins lucrativos 8 80 Cities, Penãlosa tem atuação em 345 cidades pelo mundo. É também o primeiro embaixador dos Parques Urbanos Mundiais, apaixonado pela criação de cidades justas e sustentáveis, onde as pessoas possam viver de forma mais saudável e feliz.

Diretor de Resiliência da cidade de Milão (Itália), Piero Pelizzaro tem 10 anos de experiência em políticas de mudanças climáticas e resiliência urbana. Ele também é consultor do Ministério Italiano de Transição Ecológica. Já Adriana Molano é analista de tendências digitais, fundadora do Centro Latinoamericano de Digital para el Desarrollo, de Bogotá (Colômbia). E o português Jorge Saraiva, presidente da Rede Europeia de Políticas Urbanas e diretor de inovação na Transição Energética para a Três60, especialista no desenvolvimento de ecossistemas de inovação cívica

Já Fabro Steibel é diretor executivo do Institute for Technology & Society (ITS Rio), foi membro do Future Global Council do WEF, e tem fellow em governo aberto pela OAS. Diretor de Empreendedorismo Inovador do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Cesar de Oliveira também estará presente no evento. Ele possui 10 anos de experiência no setor público, apoiando o desenvolvimento de políticas públicas em temas como CT&I, telecomunicações, economia digital e proteção de dados.

Também estão confirmados o colombiano Darío Hidalgo, diretor da Fundación Visión Cero 3, com 33 anos de experiência no setor de transportes, como funcionário do governo, pesquisador e consultor de agências e organizações internacionais; Edelvicio Souza, especialista em inovação industrial da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) e professor convidado da Fundação Dom Cabral; e Antonio Carvalho e Silva Neto, secretário municipal do gabinete de Governança de Maceió (AL) e presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação.

O SCECWB vai atuar novamente como um grande hub de conexão e networking entre gestores das iniciativas públicas, diretores e executivos de organizações privadas, investidores, empreendedores, pesquisadores, órgãos de fomento e sociedade civil. Com apoio da Prefeitura de Curitiba, da Agência Curitiba e do Vale do Pinhão, o evento conta com patrocínio de empresas como Mastercard, Indra, Sebrae Paraná, L8, Planet Smart City, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Renault e BRDE.

O Smart City Expo faz parte de uma rede mundial de eventos, originada pelo maior e mais importante evento de cidades inteligentes do mundo, o Smart City Expo World Congress, organizado pela Fira Barcelona. O evento mundial reúne anualmente em Barcelona mais de 25 mil participantes de 150 países. A Fira Barcelona – formada pela prefeitura de Barcelona, Governo da Catalunha e Câmara de Comércio de Barcelona –, é uma instituição internacional referência na organização de grandes eventos e que realiza anualmente o Smart City Expo World Congress e outras edições com a mesma temática ao redor do mundo, como Mérida (Espanha), Atlanta (EUA), Doha (Catar) e Shanghai (China).

A edição de 2022 terá como temática “Society Leading the Urban Future” (O Futuro Urbano Liderado pela Sociedade, em livre tradução), e tratará em sua área de congresso sobre os seguintes temas: Tecnologias Inteligentes para Cidades; Inovação e Negócios Disruptivos; Governança em uma Sociedade Inteligente; Mobilidade Inteligente para o Futuro; e Cidades Sustentáveis.

Os ingressos para o congresso estão à venda em https://smartcityexpocuritiba.com/. O acesso à área de exposição é gratuito, mediante a doação de um quilo de alimento ou agasalho, e o credenciamento prévio no mesmo site.

Evento de cidades inteligentes vai reunir 10 mil pessoas em 24 e 25 de março na capital nacional da inovação

Show Rural fecha com R$ 3,2 bilhões em comercialização

Cooperativa lançou um hub de inovação integrado às demandas da agricultura

Dilvo Grolli encerrou a 34ª edição do Show Rural Coopavel

Mesmo com os desafios e restrições impostos pela pandemia, o Show Rural Coopavel alcançou números surpreendentes. O volume de comercialização em apenas cinco dias de evento, de 7 a 11 de fevereiro, foi de R$ 3,2 bilhões, o maior da história, superando o resultado de fevereiro de 2020, quando as vendas atingiram a cifra de R$ 2,7 bilhões. A informação foi dada pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, em coletiva à imprensa que marcou o encerramento da 34ª edição.

O público esperado para os cinco dias era de 120 mil a 150 mil pessoas, mas fechou com 285.212 e o número de expositores, projetado em 400, chegou a 585. “Estamos muito felizes com os resultados. Tomamos todas as medidas necessárias e o público, interessado em conhecer as mais diferentes novidades para a agricultura e pecuária, compareceu e prestigiou o evento. Quero agradecer a todos e dizer que a próxima edição, de 6 a 10 de fevereiro de 2023, será ainda maior”, afirmou Grolli.

Hub de inovação
As inovações e as tecnologias incorporam mudanças profundas no cotidiano das pessoas, das empresas e também do agronegócio. Atentos a esse movimento que traz novas oportunidades de parcerias e negócios, Coopavel, PTI e exoHub, empresa de inovação parceira do Parque Tecnológico Itaipu, estão juntos na estruturação do Espaço Impulso, um hub de inovação integrado às demandas da agricultura e pecuária.

O espaço será uma espécie de fazenda digital permanente, um ambiente de 720 mil metros quadrados para o desenvolvimento e testagem de soluções para o agro. Além de pensar em soluções para problemas reais do campo, o Espaço Impulso tem por missão se integrar a um ecossistema pulsante interessado também em gerar oportunidades de trabalho e carreira aos jovens.

O Espaço Impulso está alicerçado em três pilares: networking, conhecimento e investimento. Michel também falou sobre o processo de seleção de startups que se aliarão ao projeto, de potenciais e benefícios estratégicos e financeiros.

BRDE
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), assinou cerca de 30 contratos de financiamento e repasse via incentivos fiscais. O montante de recursos soma aproximadamente R$ 350milhões. Entre os contratos estão o da C.Vale, de Palotina, para financiamento de uma unidade de esmagamento de soja; e a Avenorte, de Cianorte, para construção de uma nova subestação de energia. As assinaturas firmam o compromisso em investimentos a cooperativas, empresas, produtores rurais com projetos de modernização e expansão de atividades agroindustriais, melhorias em estrutura de fazendas de produção agrícola, irrigação, armazenagem, logística, geração e transmissão de energia, no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Além disso, o BRDE fez o repasse de recursos internacionais da CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) para a SICREDI Central PR/SP/RJ, para financiamento aos associados empreendedores rurais e urbanos das cooperativas filiadas da Central, no Paraná. Também foi acrescentada nos termos de assinatura, a abertura de crédito para projetos de mobilidade urbana e energia para Cascavel, na ordem de R$ 100 milhões.

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Cooperativa lançou um hub de inovação integrado às demandas da agricultura

Mercado financeiro aumenta projeção da inflação

Juros devem chegar ao patamar de 12,25%

É a quinta vez que o mercado projeta alta da inflação para o ano

O mercado financeiro aumentou mais uma vez a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – deve fechar 2022 em 5,5%. É a quinta vez que o mercado projeta alta da inflação neste ano. Há uma semana, a projeção do mercado era que a inflação terminasse o ano em 5,44%. Há quatro semanas, a previsão era de 5,09%.

O boletim, divulgado semanalmente, reúne a projeção do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Na projeção desta semana, o Focus manteve previsão do PIB registrada há sete dias. A projeção é de 0,3% em 2022. O mercado também elevou a previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na projeção divulgada nesta segunda-feira, o mercado projetou a Selic em 12,25%, ante os 11,75% projetados na semana passada.

No início do mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 caiu, ficando em R$ 5,58, ante os R$ 5,60 projetado na semana passada.

Com Agência Brasil

Juros devem chegar ao patamar de 12,25%

Livro de empresário provoca debate sobre liberdade

Revisão constitucional deve ser por plebiscito, defende José Ernesto Marino Neto

Empresário lidera investimento de R$ 540 milhões no icônico hotel Kempinski Laje de Pedra

“Vamos devolver o poder ao povo – Ideias para o Brasil” é o livro de estreia de José Ernesto Marino Neto. A obra, de 216 páginas, reúne artigos produzidos em defesa de uma tese que ganha adeptos em grande velocidade: o Brasil precisa de uma Constituição que traduza os desejos dos cidadãos e que seja a expressão de sua liberdade para decidir. Para tanto, a definição da nova Carta Magna não pode ser delegada a representantes. Essa é uma tarefa que cabe ao próprio brasileiro e há instrumentos adequados para tanto, como plebiscitos e referendos.

O autor faz dessa convicção sua bandeira como cidadão. Para o paulistano José Ernesto Marino Neto, formado pela Escola de Direito do Largo de São Francisco, que seguiu carreira profissional como empresário do turismo, a liberdade é a principal virtude de qualquer sociedade. “Embora iguais na natureza, somos diferentes como indivíduos”, diz, ao defender o livre arbítrio como direito inalienável.

Ao longo dos 58 artigos, muitos deles publicados em um blog criado para comunicar seu ideário, Marino aborda criticamente os grandes temas que travam a vida política e econômica do país. Entre eles, a falência do Estado brasileiro, o cipoal paralisante do sistema tributário, a inadiável reforma trabalhista e o fundo partidário que sustenta as eleições proporcionais e majoritárias. “Partido político que se preze deve ser sustentado por seus associados. É como um clube de pessoas que se reúnem em torno de ideias. Se não há ideias ou se não há pessoas, não há razão para haver o clube”, provoca.

Também vai fundo no debate sobre o futuro do capitalismo liberal — que “apenas conseguirá competir se a eficiência do setor privado contaminar o setor público” — e denuncia as falsas premissas da social-democracia, baseada no estado de bem-estar social e no intervencionismo estatal. “A história ensina que apenas o livre mercado gera riquezas, que liberdades individuais recriam, reciclam e inovam em benefício dos usuários e consumidores, bem como liberdades geram sociedades de benemerência e de fraternidade.”

Para Marino, a presença do Estado na economia, na política e na vida social deve ser redefinida em uma nova Constituição. “Quando diminuímos o tamanho do Estado diminuímos a corrupção. Quando enaltecemos a livre iniciativa, aumentamos o grau de liberdade do povo.” Essa não pode ser uma caminhada inspirada por ideologias, mas por espírito prático e urgência de reconstituir o vigor da sociedade brasileira. “As teorias caem por terra quando a realidade as supera. Acabou a época da esquerda e da direita. Estamos na era do pragmatismo”, reforça.

Só dessa maneira o país pode virar o jogo contra a herança cartorial e burocrática que o impede de cumprir seu destino de sociedade moderna. “Ainda hoje o Brasil carrega um grande fardo sobre seus ombros, alternando grupos no poder que impõem privilégios a si próprios, aumentando o peso nos ombros da sociedade. A liberdade para empreender é sufocada pela burocracia, enquanto a individual é sufocada pelos poderosos grupos instalados no Poder.”

Empresário trouxe redes hoteleiras internacionais
Marino nasceu em São Paulo, em 1964, e ingressou no mercado da consultoria hoteleira logo ao diplomar-se em Direito, nos anos 80. Percebeu que em um mercado pequeno deveria fazer diferente e ser ousado. Foi para o exterior convencer grandes players internacionais do setor a investir em um país com inflação em disparada, moeda fraca, economia imprevisível e política instável, recém-saído de décadas de regime militar.

Com pouco mais de 25 anos, em 1989 trouxe o Grupo Meliá de Hotéis. Mesmo com a sucessão de crises, no setor hoteleiro os resultados apareceram. As gestões de Marino trouxeram para o país, a despeito de boicote dos players locais, que não queriam competição, marcas do porte da SuperClubs (Jamaica), Sonesta (EUA), Howard Johnson (EUA), Tivoli (Portugal), Ramada (EUA), Days Inn (EUA), NH Hoteles (Espanha) e Red Roof (EUA). “Até hoje há ‘opinion makers’ do mercado americano que me chamam de Mr. Brasil”, festeja.

Fundador e presidente da BSH International, que administra várias grandes redes hoteleiras no país, Marino e o sócio José Paim lançaram em 2021, em Canela (RS), o projeto de revitalização de um dos mais emblemáticos hotéis brasileiros de luxo, agora gerido pela operadora alemã Kempinski. O Kempinski Laje de Pedra receberá investimentos de R$ 540 milhões e tem previsão de reinauguração no segundo semestre de 2024.

Um livre-pensador convida ao debate
Em suas andanças internacionais, fez palestras na New York University, tornou-se membro do conselho consultivo do Centro de Hospitalidade, Turismo e Esportes da NYU e tutor de alunos brasileiros de hotelaria e turismo. No fim dos anos 90, aceitou convite para lecionar na Fundação Getúlio Vargas e buscou especialização em Turismo pela USP. Seguiram-se o mestrado, o doutorado e o PhD em Administração na Florida (EUA). Sua tese de doutorado foi base para coordenar o regramento do Condo-Hotel como Valor Mobiliário, atividade que desempenhou ao longo de quatro anos, na FGV, até publicação da Instrução Normativa CVM 602, marco regulatório do setor.

Simpatizante do voluntarismo, fez política estudantil na juventude, e agora como empresário reconhecido assumiu de vez o papel de livre-pensador, antevisto pelo professor americano que lhe entregou o diploma de doutor. Seus artigos, encerrados cada um com o bordão que dá título ao livro – “Vamos devolver o poder ao povo” – nascem da experiência que reuniu ao longo da vida. E que oferece agora ao debate público.

O livro será lançado em São Paulo, no dia 16 de fevereiro, às 18h, no Bar Veríssimo, no Brooklin. Em Curitiba o lançamento será no dia 23, às 18h, no Hotel NH Curitiba The Five. Em Canela, será no dia 9 de março no Mirante Laje de Pedra. Outras sessões de autógrafo estão sendo agendadas. Também há uma agenda de entrevistas e palestras que ao longo do primeiro semestre vão provocar os brasileiros, com a proposta de mexer com suas convicções e fazê-los buscar instrumentos para tomar nas próprias mãos o destino de suas vidas e do Brasil.

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Bolsa atinge 5 milhões de investidores em janeiro

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país

O número de investidores pessoas físicas (PFs) na Bolsa aumentou 0,7% em janeiro quando comparado a dezembro, ultrapassando a marca de 5 milhões de investidores na Bolsa. A maioria dos investidores se encontram na faixa etária de 26 a 35 anos, que correspondem em 33,5%. Continuando a tendência vista desde 2013, dados mais antigos disponibilizados, as pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens.

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais possuem juntos 56,7% do total de investimentos, 39,8 pontos percentuais à frente do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somados (16,9%). A representatividade de mulheres na Bolsa ainda é pequena (23,4%), mas continua apresentando crescimento. Apesar de uma representatividade ainda pequena, o número de mulheres está avançando em ritmo acelerado, com alta de 38,2% desde 2020.

Também há um grande aumento no número de investidores com interesse em BDRs, sigla de Brazilian Depositary Receipts [certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil que representam valores mobiliários de emissão de companhias abertas com sede no exterior]. Hoje são 1,4 milhão representando 22% do estoque. Além disso, em termos relativos, esse foi o produto que mais cresceu em 2020, registrando um aumento de 994% no número de CPFs cadastrados. Em janeiro, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na B3 atingiu 5.012.688. Em relação ao final de 2021, houve um aumento de 36.543 investidores PFs, equivalente a um crescimento mensal de 0,7%.

Também houve um aumento do valor total mensal de 2,7%, atingindo R$ 510,2 bilhões investidos. “Acreditamos que esse aumento mensal reflete o desempenho da Bolsa, que subiu 7% no mês de janeiro, melhor desempenho mensal do índice desde dezembro de 2020. Nesse início de 2022, a Bolsa brasileira tem se beneficiado da forte exposição a commodities, entre outros fatores”, analisa a XP em relatório.

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

Como consultar dinheiro esquecido em bancos

Nova plataforma do Banco Central exigirá cadastro no Portal Gov.br

O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas

Retomado nesta segunda-feira (14), o sistema do Banco Central (BC) que permite a consulta a valores esquecidos em bancos e outras instituições financeiras funciona em novo endereço. Chamada de Sistema de Valores a Receber (SVR), a ferramenta passará a funcionar no site valoresareceber.bcb.gov.br, em ambiente desvinculado do Sistema Registrato, que hospedou o serviço nos primeiros dias de funcionamento.

Para evitar excesso de demanda, que derrubou o site do Banco Central na versão anterior do sistema, a consulta só poderá ser feita por quem tenha conta no Portal Gov.br, que fornece acesso a serviços públicos digitais. O cadastro para ter a conta é gratuito e pode ser feito na área de login do Gov.br ou pelo aplicativo Gov.br, disponível para usuários de dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS.

Existem três níveis de login no Portal Gov.br: bronze, prata ou ouro. Eles variam conforme o nível de segurança e a complexidade do serviço público pedido. Para resgatar o dinheiro esquecido nas instituições financeiras, será exigido nível prata ou ouro. O login do sistema Registrato, usado na primeira fase do serviço, não poderá mais ser usado no SVR.

O nível prata permite acesso com login único à maioria dos 3.583 serviços públicos totalmente digitalizados oferecidos pelo Portal Gov.br e garante acesso completo ao aplicativo Gov.br. Com alta segurança, esse nível pode ser obtido pela comparação da foto tirada no aplicativo com as imagens da base da Carteira Nacional de Habilitação. Outra maneira de ativar o nível prata é por meio da validação dos dados pessoais de quem tem conta em um dos seis bancos conveniados ao Portal Gov.br: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, BRB, Caixa Econômica Federal, Santander e Sicoob.

Procedimentos
O processo de recebimento do dinheiro consiste em duas etapas. Na primeira, o cidadão fará uma consulta no site valoresareceber.bcb.gov.br. Basta digitar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para verificar eventuais quantias esquecidas em bancos e demais tipos de instituições financeiras. Essa etapa dispensa o login do Portal Gov.br e pode ser feita a qualquer momento, a partir de hoje.

Em caso de constatação de valores a serem sacados, o SVR informa a data para o usuário entrar novamente no sistema. Nessa segunda etapa, será necessário digitar o login da conta Gov.br para verificar a quantia a receber e pedir a transferência do dinheiro. Caberá ao cidadão escolher a forma de transferência, que poderá ser feita por Pix. Se o usuário não indicar uma chave Pix, a instituição financeira escolhida poderá contatar o correntista para fazer a transferência.

O BC explicou que valores esquecidos nos bancos serão devolvidos apenas a partir de 7 de março. Caso o cidadão perca a data informada, deverá recomeçar o processo do zero, repetindo a consulta no site e esperando o sistema informar nova data para o retorno.

Orientações
Para evitar fraudes, o Banco Central informa que o único site disponível é o valoresareceber.bcb.gov.br. O cidadão deverá tomar cuidado para não entrar em páginas diferentes. O órgão também esclareceu que não entrará em contato com nenhum usuário, nem enviará links por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail para confirmar dados pessoais ou tratar de valores a receber. A única situação em que haverá contato com o correntista será no caso de a transferência não poder ser feita por Pix, mas a comunicação será feita pela instituição detentora do dinheiro, sem nenhum pedido de confirmação de dados ou de senhas. O BC também esclarece que o processo de resgate de valores esquecidos é gratuito. O usuário jamais deverá fazer qualquer pagamento para consultar o montante a receber nem para sacar o dinheiro. Qualquer pedido nesse sentido configura golpe.

Com Agência Brasil 

Nova plataforma do Banco Central exigirá cadastro no Portal Gov.br

Semana de 22, um case de marketing?

Até para inventar a História ele é necessário

A inflagem da Semana de 22 contou com muito produto, relações públicas e publicidade

Datas redondas geram homenagens quadradas, escreveu certa vez o jornalista Daniel Piza. Não é o que acontece com o centenário da Semana de Arte Moderna, ocorrida em fevereiro de 1922 em São Paulo. A efeméride tem sido pretexto para uma apimentada revisão crítica de seu real vanguardismo e importância.

Segundo o jornalista Ruy Castro e o professor de literatura Luís Augusto Fischer, a Semana não foi exatamente pioneira, pois manifestações do chamado modernismo já ocorriam em capitais como Recife, Manaus, Porto Alegre e, principalmente, Rio de Janeiro. Nem teve a importância imaginada à época de sua realização, pois foi curta (três dias, e não uma semana propriamente, segundo Castro) e restrita a um círculo relativamente limitado de intelectuais, artistas e mecenas.

Como, então, ela teria virado o evento que “inaugurou a cultura no país”, como atreveu-se o Estadão na última sexta-feira (11)?

O turning point, segundo Fischer, teria ocorrido na celebração de seus 50 anos, em 1972. Sob um governo militar interessado em valorizar uma pretensa cultura brasileira “genuína” e em meio ao processo de unificação dos vestibulares das universidades federais, que estabelecia uma mesma grade de conteúdo para candidatos de todos os cursos, a Semana de 22 tornou-se a candidata natural a desempenhar o papel de big bang da arte nacional.

Motivos e recursos para isso não faltariam: o estado mais rico do país em busca da liderança cultural ainda pertencente ao Rio de Janeiro, a maior universidade e mais prestigiada universidade (USP) sobrevalorizando o evento por meio de pesquisas e publicações, e uma imprensa ascendente, disposta a sobrepujar em influência sua contraparte fluminense, fizeram o trabalho de mistificação que convinha aos vencedores de então (e de hoje, ainda). Uma verdadeira invenção da História.

Fenômeno inédito? Claro que não. Até ciências presumivelmente mais “duras” e menos sujeitas a subjetividades e interpretações, como a nutrição e a medicina, são alvo de operações semelhantes. O café da manhã é a refeição mais importante do dia? Há quem diga que tudo não tenha passado de um slogan da Kellog’s para vender sucrilhos. Devemos tomar dois litros de água diariamente? Claro… segundo as fabricantes de água engarrafada. E a indústria farmacêutica, desenvolve remédios para combater doenças ou cria doenças para vender medicamentos?

À semelhança dos casos acima, a inflagem da Semana de 22 contou com muito produto (livros, seminários, vestibulares), relações públicas (professores, pesquisadores, jornalistas) e publicidade (divulgação editorial na mídia), em um ciclo que se retroalimentou eficientemente durante décadas – marketing dos bons, enfim. Para criar uma verdade histórica ou científica, tanto quanto mercadológica, é necessário articular os canais adequados, tecnicamente chamados de instâncias de validação, tais como universidades, museus, mídia e indústria cultural. Aparentemente, foi assim que a Semana de 22 tomou uma importância incondizente com a realidade.

Mas o que é a realidade, afinal? Não importa se a intenção seja vender sucrilhos, água mineral, ideologias ou manifestações artísticas, tudo se resume a tentar fazer valer uma visão de mundo e defender os próprios interesses. E, quer queiram os acadêmicos uspianos ou não, ninguém inventou forma melhor de executá-lo do que o marketing.

Até para inventar a História ele é necessário

Projuris quase dobra de tamanho nos últimos dois anos

Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

“Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê Sergio Cochela, CEO da Projuris

A Projuris, que atua no mercado de software jurídico, cresceu mais de 70% na comparação entre 2020 e 2022. Só no ano passado, o crescimento foi de 35%, culminando em um faturamento de R$ 50 milhões no período — o que também gerou 40 novas contratações, totalizando cerca de 250 funcionários.

O propósito da Projuris é expandir o desempenho humano, eliminando ineficiências do mundo jurídico. A empresa catarinense comercializa softwares para departamentos jurídicos corporativos, escritórios de advocacia, governo e núcleos de práticas jurídicas de universidades. Líder no mercado de tecnologia de inteligência jurídica, a empresa possui sede em Joinville (SC) e escritórios em Fortaleza, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

Recentemente, a empresa foi adquirida pela Softplan, uma das maiores desenvolvedoras de software do país. Para a Projuris, ser adquirida pela Softplan significa acelerar a visão de ser a legaltech número 1 do Brasil. “Nos dois últimos anos fomos muito assediados por conta dos resultados, fundos de investimento, fusão, compra. De fato, existem poucas empresas de tecnologia com crescimento constante agressivo e lucro recorrente. Mas toda sociedade com muitos sócios passa por análise do ciclo natural de realização dos investimentos”, aponta Sergio Cochela, CEO da Projuris.

“Todas as propostas sempre foram avaliadas sobre o ponto de vista da continuidade do projeto, valores dos envolvidos, cuidado com as pessoas e clientes. Neste ano, chegou a da Softplan e entendemos que atendeu bem os requisitos. Nascemos para melhorar o ambiente legal do país e expandir o desempenho humano, e a Softplan vem nos ajudar nessa jornada”, completa Cochela.

O ano de 2021, o segundo da pandemia da Covid-19, também gerou outras transformações na Projuris. “Muita coisa mudou, internamente e com os clientes. Nossa rotina agora é pautada por encontros virtuais, o que demanda mais disciplina e foco.Os resultados foram bons, aumentamos a produtividade e não ficamos nenhum dia parados. Como empresa de tecnologia, a adaptação foi muito rápida”, aponta Cochela.

Com todas as mudanças, 2022 é um ano de muitas expectativas e novidades. “Agora estamos analisando as possibilidades, entendendo quais os caminhos que podem ajudar no crescimento, pensando em novos mercados e novos tipos de clientes. Nosso plano é trazer ainda neste ano de 2022 uma grande novidade no segmento jurídico. Em relação aos números para 2022, a previsão de crescimento é de 35% e o faturamento vai se aproximar de R$ 65 milhões”, prevê o CEO. 

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Empresa catarinense foi adquirida pela Softplan

Mapa de Santa Catarina mostra 13 regiões no nível alto

Quatro regionais se encontram em cenário moderado

Secretaria da saúde promoverá mudanças na matriz de risco de Santa Catarina que será divulgada na próxima semana

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (12) aponta 13 regiões classificadas como risco potencial alto (cor amarelo) e quatro no nível de risco moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora nos indicadores das regionais do Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera e Laguna, que passaram do nível alto para o moderado, juntando-se a região do Vale do Itapocu. Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê se mantiveram no nível amarelo.

Na dimensão de gravidade, que contempla os indicadores de mortalidade e tendência de internação por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), houve melhora nos indicadores do Alto Uruguai Catarinense e Oeste, que passaram a ser classificadas no nível de risco moderado (azul), juntando-se ao Vale do Itapocu, que se manteve estável. Em compensação, houve piora nos indicadores da região do Planalto Norte, que passou a ser classificada no nível alto (amarelo), juntando-se as regionais do Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste e Serra Catarinense que permaneceram estáveis. Não houve alterações nas regiões Alto Vale do Itajaí, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que permaneceram no nível grave (laranja).

Em relação ao item da transmissibilidade, que monitora o número de casos ativos e a curva de crescimento da pandemia, 11 regiões se mantiveram no nível gravíssimo (vermelho): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Vale do Itapocu e Xanxerê. Houve melhora em outras seis regiões, que tiveram uma desaceleração na curva de crescimento de casos, sendo que quatro passaram a ser classificadas no nível grave (laranja): Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense; e duas foram classificadas no nível Alto (amarelo), Carbonífera e Laguna. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas, alcançando 44.499 casos na última sexta (11).

Na dimensão do monitoramento, que reflete a cobertura vacinal e a variação semanal de casos, todas as regiões foram classificadas com risco moderado (azul), condição que mantêm em relação à semana anterior. Com mais de 5,4 milhões de pessoas que receberam as duas doses da vacina, a cobertura vacinal da população geral em Santa Catarina no dia 11 de fevereiro ultrapassou 74,6%, o que vem contribuindo para frear o impacto do grande número de infecções na gravidade dos casos.

Já em relação ao nível de capacidade de atenção, que monitora a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento para Covid-19 em relação ao total de leitos disponíveis, foi observada piora na classificação da região de Xanxerê, que passou a ser classificada como nível grave (laranja) por apresentar taxa de ocupação entre 40% a 60%, e melhora no indicador da região do Extremo Sul Catarinense, que passou a ser classificada com nível alto (amarelo), apresentando taxa de ocupação ente 20% a 40%. As demais regiões não apresentaram variações em relação à semana anterior.

Mudanças nos indicadores da matriz
De forma a melhor representar a situação da vacinação em Santa Catarina, que observa não apenas a completude do esquema primário para toda a população, mas também a importância da aplicação da dose de reforço principalmente para as populações mais vulneráveis, a secretaria de estado da saúde promoverá mudanças na matriz de risco que será divulgada na próxima semana. Haverá uma alteração no indicador de monitoramento, que passará a expressar o indicador de cobertura do esquema primário (duas doses ou dose única) para toda a população catarinense, juntamente com a cobertura da dose de reforço para a população acima de 60 anos de idade.

A atualização do Vacinômetro, que ocorreu nesta sexta-feira (11), com os indicadores de cobertura de dose reforço para população acima de 60 anos e população acima de 18 anos, refletirá na nova matriz de risco. Com essas mudanças, busca-se reforçar a importância da vacinação como principal medida para enfrentamento da pandemia, dando ênfase a aplicação da dose de reforço para os idosos. Segundo um estudo realizado pela diretoria de vigilância epidemiológica da secretaria de saúde de Santa Catarina com dados de novembro de 2021 a janeiro de 2022 aponta que a taxa de óbitos por Covid-19 em idosos não vacinados ou com vacinação incompleta foi 47 vezes maior do que naqueles que já receberam a dose de reforço.

Além da vacinação, a secretaria de estado da saúde alerta a todos, em nota, acerca da importância da manutenção das medidas de prevenção contra o coronavírus, como uso universal de máscaras, evitar aglomerações mantendo distanciamento físico de 1,0m entre grupos diferentes, dar preferência a ambientes ventilados e praticar a higiene respiratória, lavando as mãos de forma frequente.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Quatro regionais se encontram em cenário moderado

Atividade econômica cresce 4,5% em 2021, diz BC

Em dezembro, índice apresentou alta de 0,33%

O resultado de 4,5% para o ano está abaixo da expectativa do governo, que projetou um crescimento do PIB de 5,1% em 2021

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou alta de 0,33% em dezembro de 2021, de acordo com dados divulgados hoje (11) pelo Banco Central (BC). O BC informou que, na comparação com dezembro de 2020, o índice apresentou alta de 1,30%, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). A taxa chegou a 139,73 pontos. No acumulado do ano, o IBC-Br ficou em 4,5%.

O índice, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 10,75% ao ano.

O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos. Segundo o BC, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com variação positiva de 0,01% na comparação com o período compreendido entre julho e setembro, também considerando os dados dessazonalizados.

O resultado de 4,5% para o ano está abaixo da expectativa do governo, que projetou um crescimento do PIB de 5,1% em 2021. O resultado, porém, está em linha com a revisão dos dados do PIB feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com Agência Brasil

Em dezembro, índice apresentou alta de 0,33%