Kepler Weber atinge faturamento anual histórico de R$ 1,2 bilhão

Lucratividade da empresa também atingiu patamar recorde

O mercado interno de armazenagem, principal área de negócio da companhia, cresceu no quarto trimestre 88,2%

A Kepler Weber reportou receita e lucratividade históricas no balanço do quarto trimestre de 2021. A receita líquida da companhia entre outubro e dezembro saltou 68%, totalizando R$ 416,9 milhões ante os R$ 248 milhões do quarto trimestre de 2020. No ano, o faturamento da empresa chegou a R$ 1,2 bilhão, resultado de um crescimento de 82,7% quando comparado aos 12 meses do ano anterior. De acordo com o relatório trimestral, os resultados são consequência da conjuntura favorável do agronegócio, assim como dos esforços da companhia para uma maior assertividade comercial, que operou no ano de 2021 com a capacidade plena da planta. Veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 84,1 milhões no trimestre terminado em dezembro (+243,3%), com margem líquida ajustada de 20,2% e 10,3 pontos percentuais acima do quarto trimestre de 2020, quando reportou R$ 24,5 milhões. Ao longo do ano, o valor atingido com lucro líquido ajustado foi de R$ 159,9 milhões, com margem de 13% e 5,1 pontos percentuais maiores que o apurado em 2020, quando contabilizou R$ 53,3 milhões.

O mercado interno de armazenagem, principal área de negócio da companhia, cresceu no quarto trimestre 88,2%, atingindo faturamento de R$ 310,7 milhões. No ano, quando comparado com 2020, o salto foi de 113,1%, com R$ 903,2 milhões de receita. A empresa sinaliza que “condições macroeconômicas favoráveis como commodities agrícolas em alta, real depreciado e disponibilidade das linhas de financiamento ao agronegócio, principalmente o PCA (Programa de Construção e Ampliação de Armazéns)” contribuíram para o resultado. A empresa ainda cita dois fatores, como a “estratégia comercial assertiva que tem gerado renovação na carteira de pedidos”, permitindo trabalhar com a capacidade plena das plantas, e a “eficiente gestão na implementação de projetos priorizando as datas de entrega”.

A área de negócio voltada à exportação também teve crescimento na receita líquida, passando de R$ 23,5 milhões no quarto trimestre de 2020 para R$ 40,1 milhões no trimestre passado, um crescimento de 70,2%. No ano, foram R$ 126,6 milhões de faturamento, 19,7% maior que os R$ 105,8 milhões do ano anterior. A companhia informa que o desempenho de exportações está relacionado ao “crescimento da cobertura de mercados como África e Eurásia onde as vendas superaram US$ 5 milhões”. A empresa também percebeu melhora nas condições de negócios na América do Sul, com Paraguai, Venezuela e Uruguai retomando as compras.

Os resultados apontam, segundo a Kepler Weber, para uma maior procura por atualizações das unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos já instaladas. “Neste trimestre realizamos a maior venda unitária do segmento, no valor de R$ 10 milhões, para atualização de unidade armazenadora de uma grande cooperativa do oeste paranaense”, comunica a companhia em seu relatório trimestral. A empresa também comemora a expansão da área de negócio a cada trimestre e aponta para o “excelente desempenho dos Centros de Distribuição”, localizados em cinco regiões do Brasil, com crescimento de 86% na comparação com 2020.

O balanço trimestral também comunica ao mercado a estruturação da área Digital – Serviços Pós-Colheita 4.0, com a inauguração do Kepler Lab, dentro da unidade de Panambi (RS), ambiente para fomentar pesquisa e desenvolvimento, além de novos equipamentos. O espaço também funciona como um Operation Center para oferecer suporte aos clientes com unidades de beneficiamento e armazenagem de grãos conectadas à plataforma Sync.

A Kepler Weber é a 173ª maior empresa da região e também a 70ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Lucratividade da empresa também atingiu patamar recorde

MyPet prevê forte crescimento neste ano com atendimento domiciliar

Empresa curitibana é pioneira nacional no seu modelo de negócio, que ganhou expressão com o isolamento da pandemia

O My Pet chegou às mil vidas em 2021 e pretende dobrar este número somente nos primeiros seis meses do ano

Com uma proposta inovadora para o mercado pet, a curitibana My Pet se consolidou no segmento de serviços para os animais de estimação em 2021 como primeiro plano de cuidado veterinário domiciliar por assinatura do país. Com modelo inovador, encerrou o primeiro ano de atuação com crescimento de 259% e previsão de faturar R$ 3 milhões em 2022. A expansão prevê mais duas unidades próprias em Santa Catarina, uma no Vale do Itajaí e outra em Joinville.

Com a pandemia e os brasileiros em casa, as famílias gastaram como nunca com os pets. Em dois anos, o setor cresceu 30% e hoje fatura R$ 50 bilhões, segundo levantamento da revista Exame. Além disso, sofrendo os efeitos do isolamento, como ansiedade e depressão, muitas pessoas recorreram à adoção: dados da Comissão de Animais de Companhia mostram que 30% dos lares brasileiros com um animal doméstico são de adoções feitas durante a pandemia. Hoje, 53% dos lares brasileiros possuem cães e gatos.

Os resultados levaram à revisão do plano de expansão, com novas unidades em outros estados e novos serviços, projetando crescimento de 360%. A marca ampliou o campo de atuação e oferece a partir de agora atendimento domiciliar para cães e gatos também na modalidade de serviços avulsos, e não somente por plano mensal.

Com isso, o My Pet passa a atender também àqueles que não desejam fazer o pagamento mensalmente, como plano, mas querem a comodidade de receber o atendimento em casa, explica o diretor geral Bruno Mello Ferreira. O objetivo, diz ele, é tornar a marca uma referência no cuidado veterinário domiciliar. “Esta estratégia está alinhada com as tendências de mercado, uma vez que 53% dos tutores de pets só buscam atendimento veterinário quando o pet está realmente doente. Oferecendo os serviços avulsos ampliamos nossa possível base de clientes também para aqueles que cuidam pontualmente da saúde dos seus pets”, detalha.

A expectativa é que a novidade atraia mais vidas. O My Pet chegou às mil vidas em 2021 e pretende dobrar este número somente nos primeiros seis meses do ano, chegando a 2 mil vidas até junho. Os serviços avulsos incluem vacinas, consultas, atendimento de urgência e emergência, entre outros, com apenas uma ligação, 24 horas por dia, todos os dias do ano. Não há taxa para atendimento em domicílio e o usuário paga pelos procedimentos.

Os planos mensais de atendimento continuam sendo o carro chefe do negócio. “Ela é a principal vertente de vendas de nosso negócio, pois o plano inclui os benefícios da economia e da segurança do tutor em manter seu orçamento controlado. Dentro do planejamento da empresa para este segundo ano de atuação, pretendemos oferecer também uma variação de planos, que não existia, como um plano superior, com inclusão de serviços hospitalares, e outro com apenas cobertura para urgências e emergências”, destaca o diretor geral.

Empresa curitibana é pioneira nacional no seu modelo de negócio, que ganhou expressão com o isolamento da pandemia

Educação tecnológica é a melhor arma contra golpes financeiros

O telefone celular é a principal ferramenta dos criminosos

Apenas a inclusão digital não basta para defender os consumidores, diz Fernando Weigert, diretor da Neoconsig

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), houve aumento de 60% nas fraudes financeiras, sobretudo contra idosos, durante o período de isolamento da Covid-19, especialmente após o crescimento de transações virtuais. Entre as fraudes, o golpe do empréstimo consignado vem crescendo a cada dia e o principal alvo tem sido os aposentados e pensionistas do INSS. A maioria dos golpes ocorrem por telefone e por WhatsApp. Para enfrentar essa onda de crimes, especialistas dizem que é preciso investir na educação tecnológica da população.

“A inclusão digital de pessoas mais velhas ou com menos acesso à tecnologia é vital para o crescimento do país, mas somente a inclusão não basta. É preciso educar a população para que saiba identificar possíveis golpes e cortar rapidamente a comunicação com criminosos. Bancos não mandam SMS, não mandam e-mails, não pedem cópia de documentos, não pedem para que a pessoa informe todos os dados pessoais por telefone. São coisas que no dia a dia parecem óbvias, mas por esquecermos do óbvio é que os golpistas triunfam”, alerta Fernando Weigert, diretor da Neoconsig, empresa que desenvolve soluções tecnológicas para instituições financeiras, como uma das maiores plataformas brasileiras de gestão de empréstimos consignáveis.

Golpes seguem engenharia social
O telefone celular é a principal ferramenta dos criminosos. Entre os golpes mais comuns, eles oferecem empréstimos com condições vantajosas. Ao convencer o cliente, o procedimento segue com o pedido para que a vítima faça um depósito bancário ou PIX referente a taxas de cadastro ou antecipação de alguma parcela para que possa liberar o valor acordado. Em outros casos, um falso atendente solicita dados pessoais e financeiros do cliente. Com acesso aos dados, os fraudadores conseguem realizar transações em nome da vítima.

Esses golpes, desenvolvidos a partir de uma técnica chamada engenharia social, cresceram 165% no primeiro semestre de 2021, em comparação com o semestre anterior, segundo levantamento da Febraban.Alguns dos golpes aplicados registraram um aumento ainda maior. O truque do falso motoboy (quando criminosos convencem a vítima a compartilhar os dados bancários, o endereço residencial e ainda a entregar o cartão de crédito a um motoboy) cresceu 271%. Já os registros de falsas centrais telefônicas e falsos funcionários cresceram 62%.

“Por meio de WhatsApp e outras ferramentas eletrônicas, os golpistas encontraram uma maneira de se passar por instituições e oferecer soluções rápidas, sem nenhum tipo de entrave, atraindo especialmente pessoas que não têm uma relação próxima com a tecnologia. Para enfrentarmos esse desafio será necessário um esforço conjunto de bancos, financeiras, prestadores de serviços e meios de comunicação. Precisamos educar os clientes a fim de que fiquem mais atentos e entendam quais ferramentas inescrupulosas estão sendo usadas”, avalia Paulo Costa, superintendente de TI da Neoconsig.

Entre as soluções apontadas pelos especialistas está a de fomentar o ensino de educação tecnológica nas escolas para as crianças, que podem levar o conhecimento para dentro de casa e compartilhar com pais e avós. Além disso, a sociedade civil e iniciativas privadas podem incentivar, criar e divulgar trabalhos de educação digital para que os usuários desenvolvam habilidades e atitudes que vão além de saber mexer em alguns aplicativos.

Segundo os especialistas, se as instituições e governos não olharem para a realidade do país com mais atenção, os golpistas vão olhar. “Ainda há muita desigualdade quando falamos em inclusão digital. Embora 81% da população brasileira seja usuária da internet, o entendimento das ferramentas é limitado. O resultado disso é a facilidade na hora de enganar as pessoas pedindo senhas, depósitos, se passando por familiares, pedindo números de documentos e uma infinidade de estratégias que vão além de barreiras de proteção técnica”, relata Costa.

Caiu no golpe?
O consumidor deve fazer um boletim de ocorrência na polícia civil da sua região. É importante formalizar uma reclamação no Banco Central (através do telefone 145 ou pelo site da instituição) e entrar em contato com seu banco ou financeira a qual pertence o débito do empréstimo consignado. Além disso, o consumidor deve, ainda, formalizar uma reclamação em um órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) ou no Ministério Público.

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RS mantém alertas para todas as regiões pela quarta semana seguida

Algumas regionais seguem apresentando crescimento de casos

Mesmo que outras regiões apresentem estabilização ou queda nesses números, os patamares ainda são muito altos e podem, facilmente, voltar a crescer

Pela quarta semana consecutiva o gabinete de crise decidiu, depois de reunião semanal realizada nesta quarta-feira (16), manter os alertas para todas as regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul.

A justificativa pela manutenção dos Alertas é a conjuntura estadual. Algumas regiões seguem apresentando crescimento de casos, ocupação em leitos clínicos e de UTIs e também de óbitos. Mesmo que outras regiões apresentem estabilização ou queda nesses números, os patamares ainda são muito altos e podem, facilmente, voltar a crescer. É preciso ainda considerar a expectativa de aumento de circulação de pessoas, nas próximas semanas, provocado tanto pelo gradual retorno às atividades após as férias, como pelo retorno das aulas e pelo Carnaval. Desta forma, ainda há necessidade de medidas que promovam o avanço da vacinação e a redução do contágio.

Nesta semana, a média móvel de casos confirmados de Covid-19 apresentou redução de 28%, caindo de 17,4 mil casos por dia para 12,6 mil. Com isso, a incidência semanal de casos no Estado é de 775 por 100 mil habitantes. No mesmo período, o número de internados, entre suspeitos e confirmados, diminuiu em 295 – sendo uma queda de 281 pacientes internados em leitos clínicos e 14 em UTI. A taxa de ocupação das UTIs do Estado está em 64,4%. Foram registrados 375 óbitos na semana, uma média de 53,6 por dia, o que ainda representa uma elevação semanal de 8,1%.

A média móvel dos últimos sete dias de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados, é de 1.417, uma redução de 13,5% quando comparado à semana passada. E a média móvel dos últimos sete dias de internados em UTIs, entre suspeitos e confirmados, é de 656, ou seja, 3,4% inferior à semana passada. Com relação à vacinação, 83,5% da população residente no Estado tomou pelo menos uma dose do imunizante contra Covid-19, 73,7% está com o esquema vacinal completo (duas doses ou uma, dependendo da marca do imunizante) e 28,5% tomou a dose de reforço.

No sábado (19), o governo gaúcho e as prefeituras estarão mobilizados em torno de um único objetivo: ampliar a vacinação infantil contra Covid-19. Na data, chamada de Dia C, os municípios gaúchos farão um esforço extra para a aplicação da primeira dose nas crianças entre cinco e 11 anos. Para atender à maior demanda esperada, a Secretaria da Saúde (SES) disponibilizou quantidade de doses suficientes para a aplicação em mais de 90% do público-alvo infantil.

Algumas regionais seguem apresentando crescimento de casos

Intelbras anuncia aquisição da Renovigi por mais de R$ 300 milhões

Negócio faz parte da estratégia de crescimento sustentável da Intelbras

De acordo com a Intelbras, a aquisição trará aos diversos canais de vendas e parceiros da companhia uma grande oportunidade de realização de negócios

A Intelbras anunciou que adquiriu a Renovigi Energia Solar. A negociação entre as empresas catarinenses se dará pelo preço total estimado de R$ 334,3 milhões composto pelo valor fixo de R$ 284,1 milhões e pelo valor variável estimado em R$ 50,1 milhões. A transação está sujeita ao cumprimento de certas condições precedentes ao fechamento usuais em operações desta natureza, incluindo, a aprovação da transação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Renovigi, que no ano de 2021 faturou R$ 799,4 milhões, é uma fabricante de geradores fotovoltaicos fundada em 2012 em Chapecó (SC), com atuação consolidada no mercado nacional, apoiando-se de uma rede capilar de parceiros para revenda de seus produtos. É uma das líderes do mercado, e reconhecida por sua excelência na qualidade de seus produtos e proximidade com suas parceiras credenciadas. No ano passado, a Renovigi se consagrou como uma das campeãs de inovação do Sul no ranking elaborado pelo Grupo AMANHÃ com o IXL-Center.

De acordo com a Intelbras, a aquisição trará aos diversos canais de vendas e parceiros da companhia uma grande oportunidade de realização de negócios, ampliando a disponibilidade de produtos ao mercado local e fazendo com que toda a cadeia seja beneficiada. “Além disso, a rede de parceiros e instaladores será ampliada de forma acelerada e sinérgica reforçando a cadeia de comercialização de produtos da linha solar. Estas ações fazem parte da estratégia de crescimento sustentável, expansão da capacidade produtiva e comercial da companhia”, descreve a Intelbras no comunicado que fez ao mercado.

A Intelbras é a 70ª maior empresa da região e também a 13ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Negócio faz parte da estratégia de crescimento sustentável da Intelbras

Boticário adquire startup catarinense Equilibrium

O valor da transação não foi divulgado

Grupo paranaense reforça operação logística

O Grupo Boticário anunciou a aquisição da Equilibrium, startup catarinense de orquestração e inteligência logística digital. O valor da transação não foi divulgado. Com a transação, a empresa cria uma plataforma integrada para gestão logística das entregas em todos os seus canais, fortalecendo sua estratégia de omnicanalidade para entregar mais rápido e garantir melhor experiência ao consumidor.

“Nossa estratégia prevê sermos a melhor experiência de beleza para o consumidor, o que nos leva a buscar uma evolução constante em nossa orquestração logística. Com a aquisição da Equilibrium, damos mais um passo importante nesta trajetória. Juntos Grupo Boticário e Equilibrium, acreditamos que novos talentos e experiências se somam para alavancar valor para o negócio”, afirma Fernando Modé, CEO do Grupo Boticário, em nota.

A compra da Equilibrium consolida uma série de movimentos estratégicos realizados pelo Grupo Boticário ao longo do último ano. Em abril de 2021, a companhia adquiriu a empresa cearense Casa Magalhães e a GAVB, com sede em Canoas (RS), com a ambição de alavancar a sua agenda de transformação digital a partir da ampliação do seu conhecimento em digitalização, análise de dados, inteligência e produtos digitais ao ecossistema das suas marcas e canais. Já em outubro, o Grupo Boticário também adquiriu o código fonte utilizado por um de seus fornecedores em sua operação de venda direta, reforçando a estratégia de trazer tecnologia para o centro do negócio.

Com a compra da Equilibrium, o Grupo Boticário torna-se a primeira empresa de seu setor a ter uma operação logística totalmente integrada a partir de visão unificada e automatizada dos processos dos seus e-commerces.

O valor da transação não foi divulgado

Queda da confiança do comércio praticamente anula o otimismo de janeiro

Icec registra queda de todos os índices pesquisados

As estimativas hoje são de baixo volume de faturamento do varejo ao longo do ano

Após duas altas seguidas, o Indicador de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou queda de 1,2% em fevereiro. Registrando pontuação de 119,3, o índice permaneceu dentro da zona de satisfação (acima dos 100 pontos), o que, segundo a análise, se deu devido à recuperação do setor no ano passado.

Os dados apontam que a taxa quase eliminou o crescimento de janeiro (1,4%), resultando em um avanço anual de 0,2% em 2022. O número, no entanto, é mais positivo do que o do primeiro bimestre do ano passado, quando o acumulado apresentou redução de 2,7%. Apesar da melhora, todos os subíndices avaliados pela pesquisa contaram com retrações.

O destaque negativo mensal foi o componente sobre a expectativa do empresário do comércio, que teve redução mensal de 1,6%, puxado especialmente pelo item Empresa (-1,9%). Por outro lado, intenções de investimento apresentou a menor retração, de 0,9%. A última vez que o Icec apresentou esse nível de pessimismo foi em abril de 2021, com queda de 6,4%, alcançando 95,7 pontos.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que, de lá para cá, o índice oscilou, mas veio se recuperando em função da melhora das condições da economia, relacionada ao avanço da vacinação. Segundo ele, a inflação ajuda a explicar o relativo desânimo dos comerciantes em fevereiro. “Os resultados refletem as condições operacionais que envolvem as atividades comerciais. Com a energia elétrica e os combustíveis mais caros, os preços no atacado pressionando a formação de preços ao consumidor, os juros ascendentes e o consumo ainda morno, o empresariado demonstra receio”, avalia.

Os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ajudam a compreender o cenário. Apesar do decréscimo pelo terceiro mês consecutivo, após o pico de outubro do ano passado, o indicador apresentou a maior taxa para o mês desde 2016 (0,54%). O Boletim Focus, do Banco Central, também apresentou estimativa de baixo crescimento da economia neste ano, estimando 0,3%.

Para o economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, as condições presentes da economia impõem aos empresários momentos complicados para a gestão e condução do negócio. “A percepção de que as coisas ficaram mais difíceis refletiu-se na diminuição de 2,4% do subindicador sobre economia do índice das condições atuais do empresário do comércio, tendo como pano de fundo, portanto, uma conjuntura mais dura a ser enfrentada”, observa.

Ele avalia que, por essa razão, 54,2% dos empresários pesquisados reconheceram que as condições econômicas se deterioraram, superando o conjunto que se mostrou otimista (45,8%). No entanto, o economista acredita que as expectativas são mais promissoras. Segundo as previsões do Boletim Focus, espera-se que a inflação feche o ano próxima da metade (5,4%) do patamar acumulado em doze meses de hoje (10,3%). “Nessas condições, as estimativas hoje são de baixo volume de faturamento do varejo em 2022. Por outro lado, há perspectivas de arrefecimento da inflação, à medida que a política monetária vem gerando efeitos desejados na economia, em particular sobre a atuação do comércio e a formação dos preços ao consumidor”, avalia.

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Neodent recebe certificação EU-MDR da Comunidade Europeia

Nova regulamentação é considerada rígida e mantém portas abertas no mercado europeu

A Neodent vem avançando na distribuição para a Europa e superou a projeção de vendas em 2021, com projeção de dobrar as vendas para essa região neste ano

A Neodent é a primeira empresa brasileira na área de implantodontia a receber a nova certificação European Medical Device Regulation (EU-MDR 745/2017), necessária para que os produtos continuem a ser comercializados nos países membros da Comunidade Europeia. A certificação impõe procedimentos mais rígidos para atestar a qualidade dos produtos, assim como exigências de conformidade em todos os processos.

A conquista da certificação contribui para que a empresa saia na frente no lançamento de novos implantes dentários, já que aquelas que não cumprirem com o novo regulamento estarão cobertas somente por certificações antigas, que perderão a validade no máximo até 2024. Após essa data, poderão ser impedidas de distribuir os produtos na Comunidade Europeia.

A regulamentação foi publicada em 2017 para implementação, inicialmente, até maio de 2020, porém, foi adiada para 2021 em função da pandemia de covid-19. “É considerado um certificado desafiador de ser obtido, contudo para a Neodent não tivemos um impacto tão significativo, uma vez que sempre nos preocupamos com um alto nível de conformidade e qualidade dos produtos. Soubemos de diversas solicitações por parte de outras empresas para que o período de implementação fosse ampliado ainda mais para frente, mas a Comunidade Europeia não foi flexível nisso”, conta a diretora de Qualidade e Assuntos Regulatórios da Neodent, Lisandra Castro.

Garantias e requisitos
Dentre as preocupações da Comunidade Europeia estão a garantia da segurança clínica do produto e a avaliação de sua biocompatibilidade seguindo metodologias de testes estabelecidas por normativas internacionais, demonstrando ser compatível ao corpo humano e não agente de alergias, ou com risco de rejeição do produto no organismo. Além da qualidade de resistência mecânica e alta performance, o que garante que a matéria-prima, desenho, e indicação de uso entre outras características, serão seguras ao paciente.

Para atender os requisitos, a Neodent criou o time de segurança clínica e montou uma equipe multidisciplinar, que desenvolveu o projeto de conformidade por três anos e meio. O processo de certificação precisa ser auditado por um organismo certificador externo credenciado pela Comunidade Europeia, que, no caso da Neodent, foi a Dekra. A auditoria, realizada entre os anos de 2020 e 2021, ocorreu com o cumprimento de todas as etapas em tempo suficiente para que as vendas da empresa para a Europa não fossem prejudicadas.

“Pelo nível da exigência, o mercado europeu é considerado desafiador. E, ao passar por essa certificação com sucesso e sem a necessidade de alterar seus produtos, podemos afirmar que a Neodent já apresentava níveis rigorosos de desenvolvimento e controle de qualidade muito antes de ser exigida para isso. Se cumprimos tudo o que essa certificação exige é porque nosso produto é competitivo em qualquer lugar no mundo”, comenta o CEO da Neodent e EVP do Grupo Straumann na América Latina, Matthias Schupp.

Os testes de certificação demonstraram que os implantes dentários da empresa já cumpriam as especificações de qualidade da regulamentação e, por isso, foram aprovados nos testes técnicos.

Expansão das vendas
A Neodent vem avançando na distribuição para a Europa e superou a projeção de vendas em 2021, com projeção de dobrar as vendas para essa região neste ano. Os principais implantes da marca são o Grand Morse, o Helix Grand Morse, e o novo implante Zi, produzido com zircônia, que está em fase de lançamento. “A nova regulamentação elevou muito as exigências de qualidade e hoje podemos dizer que chegamos a um nível de qualidade de produto e conformidade muito alto”, conta Lisandra.

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Havan projeta faturar R$ 16 bilhões neste ano

Grupo catarinense pretende abrir cerca de oito novas megalojas

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Com faturamento de R$ 13 bilhões, o Grupo Havan teve um resultado financeiro recorde em 2021. O lucro líquido somou um total de R$ 1,3 bilhão e os valores que representam um crescimento de 25% em relação a 2020. Para este ano, o grupo prevê um faturamento de R$ 16 bilhões. O Grupo Havan é composto pela rede varejista de megalojas Havan, fundos de investimentos, holding imobiliária, postos de gasolina e centrais hidrelétricas.

No ano passado, a varejista catarinense inaugurou 15 novas megalojas, chegando a um total de 168 filiais presentes em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal. Cerca de 3 mil novos postos de trabalho foram gerados e no momento, a Havan conta com 22 mil funcionários diretos e 130 mil indiretos.

A Havan também concluiu em 2021 as obras que ampliaram em 50% a estrutura do centro de distribuição, localizado em Barra Velha (SC). Com os projetos, o CD passou a contar com 200 mil metros quadrados de área construída, sendo considerado o mais moderno e tecnológico da América Latina.

Em 2022, estão previstas a abertura de cerca de oito novas megalojas. Com os novos empreendimentos, a Havan estará muito próxima de contar com lojas em todos os estados brasileiros. Entre os estados que vão receber as megalojas em breve, estão Alagoas, Amazonas e Rio Grande do Norte, nas cidades de Maceió, Manaus e Natal, respectivamente.

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Grupo catarinense pretende abrir cerca de oito novas megalojas

Arauco é a primeira indústria de painéis de madeira a lançar marketplace

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas

Alinhada ao bom desempenho do comércio eletrônico no Brasil e à sua política de inovação constante, a Arauco lançou o primeiro marketplace nacional para venda de painéis de madeira. No primeiro semestre de 2021, o e-commerce brasileiro registrou crescimento de 155% em faturamento e de 67% em número de pedidos no segmento de casa e decoração, em comparação com os primeiros seis meses do ano passado, segundo a 44ª edição do Webshoppers, relatório elaborado pela Ebit | Nielsen. O novo cenário do mercado impulsionou a iniciativa da maior companhia florestal das Américas, que lançou a ferramenta neste mês. As vendas do marketplace serão realizadas por revendedores da marca que poderão se cadastrar na plataforma.

Flávio Verardi, diretor comercial da Arauco, conta que essa iniciativa respeita a forte parceria que a companhia mantém com seus clientes revendedores. O novo canal visa a aumentar a capilaridade da empresa e fortalecer a marca, atraindo novos consumidores que terão a oportunidade de conhecer pelo site todo o portfólio de painéis revestidos da Arauco, além de produtos relacionados à cadeia moveleira.

“Em vez de realizarmos vendas diretas da fábrica, desenvolvemos a plataforma e investiremos na divulgação e engajamento de consumidores. Todo o processo de vendas e atendimento, entretanto, será realizado por nossos clientes revendedores. Para eles, trata-se de um novo formato para a atração de consumidores, uma nova forma de vendas, mas com a manutenção dos padrões de excelência em atendimento das lojas físicas”, afirma.

Público-alvo
O público-alvo do marketplace da Arauco são escritórios de arquitetura, marcenarias e pessoas físicas, que poderão escolher, pela internet, os painéis para fabricar seus móveis, com facilidade de pagamento e entrega do material no endereço de seus marceneiros.

Dezenas de revendedoras da Arauco, incluindo grandes redes, já estão inseridas no marketplace, que atenderá, de imediato aos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A ideia, contudo, é ampliar o alcance de forma gradativa para todo o território nacional. Por enquanto, apenas produtos da marca estarão à venda no site, mas a companhia irá firmar parcerias com outras empresas fornecedoras do segmento ao decorrer de 2022.

O marketplace da Arauco pode ser conferido aqui.

Ferramenta oferece recursos e facilidades para parceiros varejistas e consumidores

Receita e lucro da Weg avançam em 2021

A recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas

A Weg é a quinta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Weg viu sua receita líquida avançar 34,9% no ano passado, enquanto o lucro líquido subiu 53,2% (veja os principais indicadores do ano na tabela ao final desta reportagem). A companhia de Jaraguá do Sul (SC) afirma em seu relatório trimestral que a continuidade da recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas. Além do aumento na demanda por equipamentos industriais em diversas regiões, a empresa destaca o bom desempenho no fornecimento de soluções ligadas à geração de energias renováveis.

No mercado interno, a área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) foi o grande destaque no comparativo com o mesmo período do ano anterior, influenciada principalmente pelos negócios de geração eólica e solar. A operação de Motores Comerciais e Appliance apresentou sinais de acomodação no nível de negócios, após a elevada demanda observada nos últimos trimestres. No mercado externo a Weg registrou novamente desempenho positivo na área de equipamentos eletroeletrônicos industriais, impulsionado pela contínua demanda de fabricantes de equipamentos de diversos segmentos de mercado.

No entanto, os desafios da cadeia de suprimentos global e consequente pressão no custo dos produtos vendidos, em conjunto com a alteração do mix de produtos da empresa catarinense, continuaram a pressionar as margens operacionais. “Apesar deste contexto, nosso modelo de negócio baseado na verticalização e flexibilidade financeira nos permitiu usufruir de uma maior disponibilidade de produtos e aproveitar oportunidades de crescimento de receita com ganho de participação de mercado nas principais regiões onde atuamos”, revela a Weg no documento.

A companhia investiu investimos R$ 321,3 milhões no quarto trimestre em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 52% destinados às unidades produtivas no Brasil e 48% para os parques industriais e demais instalações no exterior.

A Weg é a quinta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A recuperação econômica mundial contribuiu para o crescimento das vendas

Banrisul prevê expansão da carteira de crédito no ano

Índice seria até 29% maior, ajudado pelo agronegócio

Banco gaúcho planeja projeto-piloto da Vero em Santa Catarina

O Banrisul viveu praticamente dois anos em um em 2021. No primeiro semestre o banco foi muito impactado pelas restrições impostas pelo governo gaúcho em razão da pandemia da Covid-19. O banco estatal chegou a ter 55 agências fechadas ao mesmo tempo, sem contar a redução do número de funcionários e de público naquelas que puderam seguir abertas. Por causa disso, o volume de crédito caiu 5% entre janeiro e junho. Porém, o segundo semestre apresentou um cenário muito diferente. Graças ao avanço da vacinação e a uma agressiva estratégia de concessão de crédito, o Banrisul colheu bons frutos. “Crescemos 40% entre julho e dezembro e a taxa anualizada de concessão de crédito alcançou 25%”, revelou Claudio Coutinho, presidente do Banrisul, em coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (16). A carteira de crédito alcançou R$ 41 bilhões em dezembro, com crescimento de ,1% nos 12 meses.

O Banrisul projeta crescimento da carteira de crédito, alinhado com o ritmo apresentado durante o segundo semestre do ano. Para 2022, prevê que a carteira de crédito total terá expansão entre 24% e 29%, onde o crédito rural apresentaria elevação entre 35% e 40% no Banrisul. Para Coutinho, o cenário econômico será desafiador em 2022, tendo em vista a elevação da taxa de juros. No entanto, o banco seguirá mirando na expansão do crédito em áreas onde já atua, como agronegócio, por exemplo.

Ao ser perguntado sobre a busca de investidores para a expansão da Vero, a subsidiária de cartões, Coutinho afirmou não ter nenhuma informação além daquela já anunciada ao mercado [a abertura de capital foi suspensa em razão do quadro econômico atual]. Porém, ele afirmou que, com ou sem parcerias, o banco focará na expansão geográfica da Vero. “Estamos planejando fazer um projeto-piloto em Santa Catarina”, anunciou.

Principais números
O Banrisul alcançou, em 2021, lucro líquido de R$ 948,5 milhões, o que representa aumento de 30,4% em relação ao resultado de 2020. O crescimento do período reflete, especialmente, a expansão da carteira de crédito, o menor fluxo de despesa de provisão para perdas de crédito e o resultado da participação em empresas controladas e coligadas.

O saldo da carteira de crédito rural, em dezembro de 2021, alcançou R$ 4,8 bilhões, aumento de 42,6% em relação a dezembro de 2020. Como forma de fortalecer a capilaridade em diversas regiões, a instituição iniciou a abertura de Espaços Agro Banrisul, especializados no setor, em agências localizadas em municípios estratégicos do Rio Grande do Sul. Inicialmente, foram três ambientes direcionados ao público agro: em agências nos municípios de Cruz Alta, Passo Fundo e Santo Ângelo. Nesses pontos, o produtor encontra não somente espaço físico customizado, mas principalmente atendimento personalizado, apoio técnico e orientação financeira para sua atividade produtiva, oferecidos por profissionais especialistas no setor. Durante o ano de 2022, o banco deverá expandir para, pelo menos, 10 pontos de atendimento exclusivo ao agronegócio.

No ano de 2021, foram investidos R$ 292,9 milhões em transformação digital, ampliação da infraestrutura de TI e segurança da informação. Ainda em 2021, o Banrisul aderiu ao Programa Brasileiro GHG Protocol, elaborando o primeiro inventário de gases de efeito estufa, conquistando o selo Prata. Também passou a informar o impacto de suas atividades e operações ao Carbon Disclosure Project (CDP), iniciativa de reporte internacional sobre mudanças climáticas.

O banco apoiou as linhas de financiamento de energia renovável, vitais para o País avançar na diversificação da matriz energética. Nesse sentido, a instituição trabalhou com duas linhas específicas para atender a demanda por soluções de energias renováveis: a linha de recursos próprios CDC Sustentabilidade e a linha de repasse BNDES FINAME Baixo Carbono. No CDC Sustentabilidade, em 2021, foram realizadas mais de 7 mil operações, chegando a R$ 278,8 milhões em crédito.

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Índice seria até 29% maior, ajudado pelo agronegócio

Especialistas indicam quando contratar um advisor para fusões e aquisições

Cases foram apresentados em encontro com executivos promovido pelo WTC

O volume total movimentado em transações, no ano passado, garantiu o título de melhor ano da história em M&A, com US$ 4,1 trilhões em acordos pelo mundo

Fortalecido em 2021, o mercado de fusões e aquisições segue como forte tendência para este ano. De acordo com dados do grupo financeiro Goldman Sachs, o volume total movimentado em transações, no ano passado, garantiu o título de melhor ano da história em M&A (Fusões e Aquisições, da sigla do inglês Mergers and Acquisitions), com US$ 4,1 trilhões em acordos pelo mundo. Mas qual o momento ideal para contratar um advisor para fusões e aquisições? Essa foi a temática do 3º encontro do grupo temático MAG (Mergers and Acquisitions Group), do Programa WTC de Competitividade, realizado no Distrito Spark, sede do World Trade Center Curitiba (WTC), marcando a retomada dos trabalhos em 2022.

“Nesta primeira reunião do ano do Programa WTC de Competitividade, apresentamos tanto a perspectiva do cliente, no caso a Accept, com seu case de negociação de sucesso sem o apoio de advisor, e o mais atípico: 100% no earn out (um tipo de ganho futuro); e a perspectiva do advisor com o sócio de renomada consultoria de M&A JK Capital, dividindo cases de sucesso que agregam, e muito, às abordagens e estratégias para as empresas associadas ao WTC”, afirmou Paulo Junqueira, executivo sênior de finanças e presidente do MAG.

Daniel Damiani, sócio da JK Capital, apresentou cases de sucesso e informações sobre o que é e o que faz esse especialista em estratégias de negócios que auxilia os gestores na tomada de importantes decisões para a empresa, porque contratar um advisor de M&A e como fazer essa contratação. “Os nossos serviços incluem o M&A Sell-side, com banco de dados e informação de qualidade para a tomada de decisões em cenários complexos, a partir de fontes especializadas; M&A Buy-side, em que preparamos as melhores transações, com assessoria para atuar ao lado do comprador; e o Fundraising, que é a criação de uma boa estratégia para a estruturação de empresas sólidas. Com nossa extensa rede de networking, conseguimos desenhar a melhor estratégia para cada empresa.”

Já Silvio Ferraz de Campos, CEO da Positivo Servers & Solutions, empresa especializada em oferecer soluções em servidores, storages e mini PCs, além de soluções de infraestrutura de tecnologia da informação, apresentou um case pessoal bastante atípico, segundo ele. Como fundador e vendedor de uma empresa, ele contou como funcionou o “negócio da sua vida”, com a estratégia de não ter recebido nenhum dinheiro pela venda de sua empresa. Campos explicou que a jogada foi receber a posteriori, em 100% earn-out.

“Nosso faturamento médio após o M&A superou em 40% a receita de 2018, quando realizamos a venda. Tivemos ainda uma demanda por hiperconvergência de 35% do resultado da Positivo Servers & Solutions e alianças estratégicas com a Atos, a Nutanix e a Supermicro. Essa ampliação de mercado futuro veio como potencialização da nossa estratégia de negócios para a implementação da tecnologia 5G”, ressaltou o CEO.

Para a presidente do WTC Curitiba, Joinville e Porto Alegre, Daniella Abreu, as temáticas dos grupos associados se adequam a uma nova realidade pós-pandêmica, em que unir forças e adquirir competências fortalece as empresas para a retomada econômica, além de melhorar a competitividade internacional das empresas do Sul do Brasil.

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Cases foram apresentados em encontro com executivos promovido pelo WTC

Atividade industrial sofre queda em janeiro

Otimismo dos empresários segue moderado

O emprego industrial também recuou no primeiro mês deste ano

A atividade industrial iniciou 2022 seguindo a tendência de desaceleração do segundo semestre do ano anterior. A informação é da Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, a utilização da capacidade instalada, a produção e o emprego recuaram de dezembro de 2021 para janeiro de 2022.

“O resultado do mês é uma continuidade do que já vinha acontecendo. Dificuldades na produção por conta do problema nas cadeias de suprimentos e demanda mais fraca, por conta da incerteza econômica, desocupação ainda elevada e a perda do poder de compra das famílias por conta da inflação” explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI.

O índice de evolução da produção manteve-se em 43,1 pontos, resultado que está abaixo da linha divisória que indica queda ou crescimento da produção. O índice de janeiro é praticamente o mesmo de dezembro de 2021 e reforça a tendência de queda da produção industrial (veja quadro abaixo).

O emprego industrial também recuou no primeiro mês deste ano. O índice de evolução do número de empregados alcançou 48,8 pontos em janeiro, o que representa queda já que o índice ficou abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa queda de alta do emprego.

As expectativas dos empresários seguem otimistas em fevereiro de 2022, mas, assim como em janeiro, o otimismo é relativamente moderado. Todos os resultados seguem acima da linha de 50 pontos, o que indica expectativa de crescimento nos próximos seis meses. Contudo, todos os índices estão entre os menores para meses de fevereiro dos últimos três anos.

Otimismo dos empresários segue moderado

Quem tem medo da recuperação extrajudicial?

Mesmo oferecendo conceitos mais claros, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários

Empresas costumam demorar para tomar a decisão de pedir ajuda, o que compromete o timing para a solução adequada

Falar em recuperação judicial ainda causa arrepios em certos empresários. Apesar de ser um mecanismo correto e legal para superar crises, o instrumento é, lamentavelmente, visto de forma negativa por alguns setores. Nada mais equivocado: é justamente o reconhecimento das dificuldades e a disposição para enfrentá-las.

Mas para aqueles que preferem a opção mais discreta — ou, ainda, não comportam os custos de uma reestruturação judicial —, a legislação oferece outras possibilidades. É o caso da recuperação extrajudicial. Disponível aos empresários há mais de 15 anos, com a Lei 11.101/05, passou a chamar atenção a partir da vigência da Lei 14.112/20, que atualizou a antiga norma. Com a reforma, o instrumento, que permite que credores e devedores negociem acordos sem interferência do Judiciário, foi beneficiado por uma série de modificações que estimulam a conversação direta, tornando o processo ainda mais ágil e menos oneroso.

Além da discrição, ela é indicada para situações em que uma empresa, apesar de acometida por uma crise, pode buscar soluções cirúrgicas e mais pontuais — por exemplo, no que se refere a débitos trabalhistas, que eram excluídos dos efeitos da recuperação extrajudicial pela legislação anterior. A nova lei também reduz de 60% para mais de 50% o percentual mínimo de adesão de credores ao plano, admitindo o ingresso do pedido de homologação na Justiça com 33% de quórum, a fim de construir negociação até atingir mais da metade. Mesmo oferecendo conceitos mais claros, técnicas para solução de conflitos mais maduras e ferramentas melhor empregadas, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários e operadores do Direito.

O número de solicitações dessa modalidade continua reduzido. Segundo levantamento inédito do Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial (Obre), mantido pela Biolchi Empresarial, foram 13 pedidos, no Brasil, em 2021 — pouco mais de um por mês. Número muito abaixo dos pedidos de Recuperação Judicial, que somaram 891, segundo dados do Serasa/Experian. Qual é a razão de tão tímida adesão ao mecanismo? Responder a essa pergunta é fundamental para compreender o momento vivido pela atividade produtiva em nosso país e planejar o futuro. E, nesse sentido, entendo que a recuperação extrajudicial enfrenta três desafios para se popularizar: estrutural, cultural e ambiental.

Sob o ponto de vista da cultura, temos, no país, a preferência pelo litígio, em detrimento da negociabilidade. Estruturalmente, empresas costumam demorar para tomar a decisão de pedir ajuda, o que compromete o timing para a solução adequada. Por fim, há o desafio ambiental, conformado pelo próprio Judiciário, repleto de cartórios assoberbados, que não oferece a quantidade necessária de varas especializadas e que entrega uma tramitação processual mais lenta do que a velocidade do mercado.

Mesmo a melhor legislação acaba tendo seus efeitos comprometidos quando as pessoas, o ambiente e o sistema econômico não estão adequadamente calibrados. Por isso, é preciso desmistificar o caminho fora da Corte, ter a consciência de que cada caso é único e que o foco de todos os envolvidos deve ser comum: o interesse compartilhado de salvar atividades viáveis. Feita com correção e responsabilidade, não há o que temer com a recuperação extrajudicial. Só a ganhar.

*Advogada e sócia da Biolchi Empresarial

Mesmo oferecendo conceitos mais claros, as vantagens da nova lei ainda são desconhecidas entre empresários