Empresas Randon apresentam resultados recordes em 2021

Receita líquida consolidada da companhia alcançou R$ 9,1 bilhões, crescimento de 67%

O desempenho positivo foi impulsionado por um conjunto de estratégias implementadas nos últimos anos, como a diversificação de receitas da companhia

Em linha com o avanço apresentado nos últimos trimestres, as Empresas Randon encerram 2021 com resultados recordes na história da companhia. A receita líquida do ano registrou crescimento de 67% se comparado a 2020, alcançando R$ 9,1 bilhões. Já o lucro líquido alcançou R$ 697,9 milhões em 2021, 5% superior ao ano anterior (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

O desempenho positivo foi impulsionado por um conjunto de estratégias implementadas nos últimos anos, como a diversificação de receitas da companhia, que inclui diferentes geografias, aumento de capacidade, ampliação de portfólio, internacionalização e investimento em inovação. Adicionalmente, a demanda aquecida nos setores de atuação da empresa também contribuiu para os resultados de 2021, principalmente os segmentos de implementos rodoviários, autopeças e reposição.

“O crescimento das Empresas Randon tem sido acelerado e de forma sustentável, alicerçado pelo nosso modelo de negócios diversificado, que amplia a resiliência das nossas operações. Expandimos nossa atuação em setores pujantes, como o agronegócio, e reforçamos nossa presença no segmento de reposição, equilibrando ainda mais nossas fontes de receita”, reforça Paulo Prignolato, CFO das Empresas Randon.

O ano de 2021 também foi um marco para movimentos importantes envolvendo inovação, com a consolidação de projetos estratégicos. A companhia apresentou a Nione, unidade criada a partir da descoberta de um novo método para obtenção de nanopartículas de nióbio em larga escala, e a Fras-le Smart Composites, linha de produtos que possibilita uma alternativa moderna a itens fabricados em aço, mais leve, resistente e flexível em design para fabricação de itens estruturais e com aplicação de engenharia avançada. Além disso, houve a aquisição da Auttom, empresa com foco em automação, e a criação da primeira fintech das Empresas Randon, a R4 Digital.

“Por meio de investimento em pesquisas e novas tecnologias, passamos a apresentar soluções disruptivas, inéditas no mercado global. Também tivemos mais um passo importante para a nossa governança, com o Sérgio L. Carvalho, até então COO da companhia, assumindo como CEO das Empresas Randon. E tudo isso baseado em um pilar importante: a sustentabilidade, que deu origem aos nossos compromissos ESG, lançados em 2021, e que estão totalmente conectados com nossa estratégia de negócio, com a nossa transformação e com a perpetuação das Empresas Randon”, destaca o presidente das Empresas Randon, Daniel Randon.

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Receita líquida consolidada da companhia alcançou R$ 9,1 bilhões, crescimento de 67%

Superávit primário bate recorde e totaliza R$ 76,5 bi em janeiro

Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde 1997

Aumento na arrecadação impulsionou resultado positivo

Impulsionadas pelo aumento da arrecadação em janeiro, as contas do Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – iniciaram 2022 com superávit recorde. No mês passado, o resultado ficou positivo em R$ 76,5 bilhões. Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde o início da série histórica, em 1997. O segundo melhor havia sido registrado em outubro de 2016 (superávit de R$ 52,9 bilhões a preços atuais) e em setembro de 2010 (R$ 51,1 bilhões a preços atuais). Nas duas ocasiões, no entanto, o superávit havia sido inflado por receitas atípicas.

O superávit primário representa a economia de recursos pelo governo desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. O resultado de janeiro veio melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado positivo de R$ 44 bilhões no mês passado.

Em outubro de 2016, ocorreu uma repatriação de recursos mantidos por brasileiros no exterior. Na ocasião, o governo concedeu uma anistia a quem trouxesse dinheiro de volta ao país, sem a acusação de crime de evasão de divisas. Em 2010, o resultado foi impulsionado pela capitalização da Petrobras, durante o processo de cessão onerosa do petróleo na camada pré-sal.

Apesar do superávit em janeiro, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. O Orçamento Geral da União de 2022 reduziu a estimativa de déficit para R$ 79,3 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.

Arrecadação atípica
O resultado de janeiro deste ano decorreu do aumento das receitas e da relativa estabilidade das despesas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 30,5% em relação a janeiro do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou em 18,2% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais cresceram 12,9% em valores nominais e 2,2% acima do IPCA na mesma comparação.

No mês passado, dois fatores impulsionaram o crescimento das receitas: as arrecadações atípicas do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido decorrentes de lucros maiores que o previsto pelas empresas e o adiamento do pagamento de quotas do Imposto de Renda em 2021, por causa da segunda onda da pandemia de Covid-19. Como a medida não se repetiu neste ano, a arrecadação subiu além do previsto.

O crescimento de R$ 8,1 bilhões no pagamento de royalties também ajudou os cofres federais. As receitas subiram 81,9% acima da inflação em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionada pela alta no preço internacional do petróleo, que está na maior cotação em oito anos por causa do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Do lado das despesas, aumentaram os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo, que subiram R$ 5,6 bilhões (+53,9%) acima da inflação em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2021. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil. Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 6,9% descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social recuaram 1,3%, também considerando a inflação, por causa da reforma aprovada em 2019.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 742 milhões em janeiro, queda de 21,5% em relação ao mesmo mês de 2021, descontada a inflação pelo IPCA. O recuo ocorre perante uma base fraca de comparação. Em janeiro do ano passado, o Orçamento não tinha sido aprovado, e todos os investimentos eram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores).

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Com Agência Brasil 

Esse foi o melhor resultado para todos os meses desde 1997

Fiesc reconhece Altenburg como referência de empresa familiar profissional

Companhia comemora o aniversário de 100 anos de fundação nesta sexta-feira

O continuador, como Rui prefere chamar o sucessor Tiago, diz que o maior desafio será mesclar a avidez da juventude com o legado e sonhos que Rui Altenburg deixará para futuras implementações

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) considera a Altenburg, que chega aos 100 anos de fundação nesta sexta-feira, dia 25 de fevereiro, referência de empresa familiar profissional. “O centenário da Altenburg é motivo de orgulho para nós. Ela representa a essência da indústria catarinense. É uma empresa familiar, que nasceu pequena, em condições adversas, mas perseverou com profissionalismo, qualidade, responsabilidade e inovação. Assim, tornou-se uma referência no Brasil”, afirma, Mario Cezar de Aguiar, presidente da federação. “Além disso, envolve-se nas questões da comunidade e no associativismo”, completa, lembrando que o presidente da companhia, Rui Altenburg, é vice-presidente estratégico da Fiesc.

A Altenburg nasceu da necessidade de sustento da família. Em 1922, Johanna Altenburg, viúva, iniciava em sua residência, em Blumenau, a produção artesanal de acolchoados. Das mãos de uma mãe batalhadora nasceram os primeiros acolchoados e travesseiros confeccionados com algodão, lã de carneiro e penas de ganso. Atendendo a pequenas encomendas, o zelo de Johanna conquistou a comunidade do entorno. A qualidade dos acolchoados persistiu no pós-guerra, quando a pequena fábrica, fundada em Blumenau, ganhou um novo impulso. Em 1946, seu filho Arno assumiu o empreendimento, ao lado de sua esposa Anna. Com o objetivo de impulsionar o crescimento da empresa, que ganhava espaço no sul e sudeste do país, o jovem casal realizou as primeiras ampliações do parque fabril, adquiriu maquinário especializado e, em 1969, inaugurou a primeira loja, anexa ao parque fabril existente na época.

A partir de 1970, Rui Altenburg, o filho mais jovem de Arno e Anna, iniciou a jornada de ampliar o negócio e perenizar o legado de sua família. A inovação e a busca por novos produtos sempre foram predominantes em sua gestão. Rui relembra que a Altenburg foi a primeira empresa a trazer ao Brasil roupas de cama com tratamento Easy Care, que dispensam a utilização do ferro de passar. A empresa também foi ganhadora de um importante prêmio nacional de sustentabilidade em 2010, com o lançamento do travesseiro Ecofriendly, com recheio de fibras derivadas de garrafas PET. Atualmente, utiliza mais de 150 milhões de garrafas PET na produção de travesseiros, edredons e também na fabricação de painéis termo acústicos, produtos importantes para inovação e sustentabilidade das construções. No ramo de construção civil, o grupo atua com a marca Ecofiber, que também atende o mercado moveleiro.

A persistência e o desprendimento para ousar sempre foram os combustíveis que moveram as ações do presidente da empresa. Contrariando todos os movimentos do mercado, a Altenburg modernizou a linha de produção e diversificou o portfólio de produtos. Esse investimento assertivo teve como primeiro grande marco a aquisição de duas novas unidades, instaladas às margens da BR 470, na cidade de Blumenau. A unidade I foi adquirida em 1986 e a unidade II, que concentra em seu espaço o primeiro Outlet da marca, entrou em operação no ano de 2002.

Terceira geração da família
Quando Arno e Anna confiaram a administração da Altenburg à terceira geração da família, Rui somava pouco mais de vinte anos de idade. Apesar de jovem, conhecia o negócio como ninguém, pois cresceu dentro da fábrica. “Inicialmente, só fabricávamos acolchoados, que são os edredons de hoje. A produção era muito sazonal, no inverno. Lógico que também fabricávamos travesseiros, mas não para comercializar em grande escala. Para conseguir nivelar o faturamento, precisamos investir, inovar, trazer ao mercado colchas e artigos leves que também pudessem ser usados em outras estações do ano. A partir disso, passamos a ter uma fabricação mais intensa de travesseiros. Primeiramente de travesseiros de algodão, depois entramos com o travesseiro de fibras sintéticas e, com isso, já conseguimos maior equilíbrio. Depois, nós iniciamos com as roupas de cama e, agora, há mais de uma década, com a coleção de toalhas de banho também”, destaca.

Semelhante a Rui, seus filhos, que representam a quarta geração da família, cresceram acompanhando os grandes marcos da fábrica. A criação de uma holding de negócios no ano de 2004 anunciava o início da trajetória profissional constituída por Danielle, Tiago e Gabriel. Tiago assumiu a área de projetos em 2007, após a conclusão da sua formação em engenharia industrial têxtil, no SENAI-Cetiqt, no Rio de Janeiro. Em 2009, foi a vez de Danielle, recém-chegada da Itália, onde estudou gestão de marcas e moda. A primogênita de Rui dirigiu o projeto de criação da primeira Altenburg Store em São Paulo, iniciando o sonho de ampliar a rede de lojas.

Seguindo o caminho traçado pelos irmãos, Gabriel ingressou em um projeto de trainee em 2010, tendo a oportunidade de conhecer de perto e atuar em todos os setores da empresa. Atualmente cuida do programa “Bem mais Sustentável”, projeto que visa agrupar as iniciativas de sustentabilidade da empresa alinhadas ao propósito de ampliar o bem-estar na vida das pessoas. Nestes últimos 15 anos, em que pai e filhos administram o negócio, a Altenburg deixou de ser somente uma indústria para atuar também no varejo. Atualmente, são 14 lojas próprias e a marca está presente em mais de 10 mil pontos de venda por todos os estados brasileiros.

Sucessão familiar
O neto de Johanna anunciou que já tem o nome do seu sucessor e que já vem o preparando há 15 anos. Tiago Altenburg será o novo presidente da companhia e deve assumir ao longo deste ano. Com a mudança, Rui passará a presidir o conselho consultivo. “A sucessão não é um evento, mas um processo, e tivemos tempo de construir uma relação diferente dentro da empresa. Dentre as prioridades da nova gestão destaca-se: desenvolver novas lideranças, ampliar a automação e digitalização de processos, aumentar a inovação em produtos e ampliar a nossa rede de lojas. Nestes 15 anos de Altenburg aprendi que cada coisa acontece ao seu tempo. Paciência e resiliência são características importantes para ser um continuador e perpetuar o legado do meu pai, avós e bisavó”, diz Tiago.

Mirando no futuro, Tiago avalia com otimismo o cenário atual. “São muitos os desafios e estamos preparados. Acredito firmemente em nosso propósito e sua conexão com o novo consumidor, mais conectado e ávido por produtos que proporcionem experiências positivas; Isso tudo, com respaldo financeiro. Nos últimos anos temos registrado um crescimento na ordem de 10 a 15%, a receita anual do grupo ultrapassou os 610 milhões em 2021. Existe um estudo para ampliação da rede de lojas, bem como trabalhamos num e-commerce B2B, com a solidez de mais de 10 anos da nossa operação do B2C”, comenta.

O continuador, como Rui prefere chamar o seu sucessor, diz que o maior desafio será mesclar a avidez da juventude com o legado e sonhos que Rui Altenburg deixará para futuras implementações. “Além disso, a internacionalização da marca, que hoje já exporta para mais de 30 países, é um dos grandes passos a médio prazo”, finaliza Tiago Altenburg.

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Companhia comemora o aniversário de 100 anos de fundação nesta sexta-feira

Bolsa cai com aversão a risco global após invasão russa na Ucrânia

Dólar comercial apresenta forte alta e preços do petróleo avançam

Bolsa brasileira chegou a marcar a mínima de 109.348 pontos

Assim como as bolsas ao redor de todo o mundo, o Ibovespa também registra queda na manhã desta quinta-feira (24) depois da invasão e os ataques da Rússia à Ucrânia terem se confirmado. Ao meio-dia, o índice marcava retração de 2%, para 109.754, após mínima de 109.348 pontos. O dólar comercial também disparou. Depois de ter atingido na véspera R$ 5,004, com recuo de 0,95%, a moeda norte-americana era vendida a R$ 5,1274 – um avanço de 2,4%. Os juros futuros tomaram o mesmo caminho. A taxa do contrato futuro de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 passa de 12,37% no ajuste anterior para 12,425% e a taxa do DI janeiro de 2024 sobe de 11,84% para 11,975%, perto da máxima de 11,995%.

Os preços do petróleo têm alta acelerada, com o Brent sendo negociado acima de US$ 100 o barril. Perto de 11h15, o contrato do WTI para abril subia 7,9%, para US$ 99,45. O vencimento do Brent para o mesmo mês tinha valorização de 8,1%, cotado a US$ 104,71. É a primeira vez desde 2014 que o Brent ultrapassa a barreira de US$ 100 o barril.

A invasão russa na Ucrânia paralisou as negociações de trigo e milho na bolsa de Chicago pela manhã. No pré-mercado, os contratos mais negociados dos cereais subiam mais de 5%. Rússia e Ucrânia são, respectivamente, o primeiro e o terceiro principais países exportadores de trigo do mundo. No total, russos e ucranianos deverão embarcar 59 milhões de toneladas na safra 2021/2022, quase um terço do previsto, de acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As duas nações também são responsáveis por 20% dos embarques mundiais de milho.

Conflito armado
O exército da Rússia confirmou que iniciou os ataques na madrugada desta quinta-feira. O ataque inicial teria começado pelas fronteiras da Rússia, Crimeia e Bielorússia. A Ucrânia afirmou ter abatido cinco aviões russos e um helicóptero. “A Rússia lançou ataques contra nossa infraestrutura militar e postos fronteiriços”, comunicou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em vídeo divulgado no Telegram. Ele impôs a lei marcial em todo o território e pediu aos ucranianos que evitem “pânico” e confiem na capacidade do exército na defesa do país. O ministro das relações exteriores da Ucrânia, Dmytro Kouleba, acusou a Rússia de ter iniciado uma “invasão em larga escala”.

Explosões aconteceram em pelo menos cinco cidades da Ucrânia, incluindo a capital, Kiev, horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado o início de operação militar. Pelo menos duas explosões foram ouvidas, de madrugada (horário local), em Kiev. A cidade portuária de Mariupol foi atingida por bombardeios de artilharia. Com 500 mil habitantes, Mariupol é a maior cidade na fronteira com as autoproclamadas repúblicas separatistas pró-russas de Donetsk e Luhansk. Kharkiv, no leste da Ucrânia, e o Porto de Odessa, no Mar Negro, no sul, também registraram explosões.

Dólar comercial apresenta forte alta e preços do petróleo avançam

Irani atinge receita de R$ 1,6 bilhão em 2021

O lucro foi multiplicado por três no mesmo período

O resultado foi reflexo da boa performance de vendas e preços dos segmentos em que a empresa atua

A Irani Papel e Embalagem obteve receita líquida de R$ 1,6 bilhão em 2021, valor 56% maior do que alcançou em 2020. O lucro foi multiplicado por três no mesmo período (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). De acordo com a companhia, o resultado foi reflexo da boa performance de vendas e preços dos segmentos em que a empresa atua, em especial o expressivo crescimento de preços de todos os setores no comparativo com o ano anterior. O mercado doméstico representou 84% das vendas.

O principal segmento de atuação da Irani é o de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), responsável por 56% da receita líquida consolidada em 2021, seguido pelos segmentos papel para embalagens sustentáveis (papel) com 33%, e resinas sustentáveis, com 11%.

A empresa destaca em seu relatório trimestral que contratou financiamento de R$ 484 milhões da Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial) do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). De acordo com o documento, o montante será destinado à execução dos investimentos previstos na Plataforma Gaia. A operação possui prazo total de 16 anos, dos quais três anos são de carência para amortização de principal. Os juros são exigidos semestralmente durante o período de carência e amortização.

A companhia mantém sua estratégia de investir na modernização e na automação dos seus processos produtivos. Os investimentos do quarto trimestre somaram R$ 148,9 milhões e foram basicamente direcionados para reflorestamento, manutenção e melhorias das estruturas físicas, software, máquinas e equipamentos.

O lucro foi multiplicado por três no mesmo período

Desemprego cai para 11,1% no quarto trimestre

O número de trabalhadores informais cresceu 9,9% frente a 2020

O maior crescimento percentual veio da construção, que ocupou 845 mil pessoas a mais

A taxa de desocupação caiu para 11,1% no quarto trimestre, recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (12,6%). Já a taxa média anual foi de 13,2%, o que indica uma tendência de recuperação frente à de 2020 (13,8%), ano em que o mercado de trabalho sentiu os maiores impactos da pandemia causada pelo coronavírus. Embora o cenário tenha melhorado em 2021, o patamar pré-Covid ainda não foi recuperado. Em 2019, a taxa anual de desocupação havia sido de 12,0%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

A coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, explica que a taxa média de desocupação de 13,2%, a segunda maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, reflete a situação do mercado de trabalho em um momento em que a ocupação voltou a crescer após um ano de perdas intensas. “Muitas pessoas ao longo dos dois anos perderam suas ocupações e várias delas interromperam a busca por trabalho no início de 2020 por causa da pandemia. Depois houve uma retomada dessa busca, ainda que o panorama econômico estivesse bastante desfavorável, ou seja, não havia uma resposta elevada na geração de ocupação. Em 2021, com o avanço da vacinação e a melhora no cenário, houve crescimento do número de trabalhadores, mas ainda persiste um elevado contingente de pessoas em busca de ocupação”, diz.

Essa taxa média de desocupação equivale a 13,9 milhões de desempregados no país, contingente que ficou estável frente ao ano anterior. Por outro lado, a força de trabalho, soma dos ocupados e desocupados, aumentou 4,3% no mesmo período. Esse crescimento foi impactado pelo aumento de 5% na ocupação ou de 4,3 milhões de pessoas. Em 2021, os ocupados foram estimados em 91,3 milhões. “É um ano de recuperação para alguns indicadores, mas não é o ano de superação das perdas, até porque a pandemia não acabou, e seus impactos, ainda em curso, afetam diversas atividades econômicas e o rendimento do trabalhador. Há um processo de recuperação, mas ainda estamos distantes dos patamares de antes da pandemia”, afirma a pesquisadora.

O aumento na ocupação foi disseminado por diversas atividades econômicas. O maior crescimento percentual veio da construção (13,8%), que ocupou 845 mil pessoas a mais. O comércio, setor bastante impactado pela pandemia, teve ganho de 5,4% na comparação com 2020, o que representa um acréscimo de 881 mil pessoas. Mesmo assim, o contingente de trabalhadores desse segmento permaneceu menor que o de 2019, quando havia 18,1 milhões de pessoas ocupadas. A indústria foi outra atividade que não conseguiu recuperar as perdas de 2020. Em um ano, houve aumento de 3,9% ou de 446 mil pessoas trabalhando no setor. Mas na comparação com 2019, o número de trabalhadores caiu 3,1%.

O ano de 2021 foi marcado também pelo início de recuperação da ocupação dos setores de serviços, que, assim como o comércio, foram muito prejudicados pela pandemia. Dentre eles, o destaque ficou com os serviços domésticos, que tiveram o maior aumento percentual (6,7% ou 327 mil pessoas). Também houve avanço no segmento de alojamento e alimentação, que cresceu a sua ocupação em 5,4% ou 238 mil pessoas.

Taxa de informalidade avança para 40,1%
De forma geral, com o aumento da ocupação, a informalidade também se expandiu. No ano passado, os trabalhadores informais somavam 36,6 milhões, um aumento de 9,9% frente a 2020. Isso levou a taxa de informalidade a subir de 38,3% para 40,1% nesse período. Representantes desse mercado informal, os empregados sem carteira assinada no setor privado aumentaram em 11,1% e passaram a ser 11,2 milhões de pessoas. “O crescimento da informalidade nos mostra a forma de recuperação da ocupação no país, baseada principalmente no trabalho por conta própria. Tanto no segundo semestre de 2020 quanto no decorrer de 2021, a população informal foi a que mais avançou”, afirma a coordenadora da pesquisa.

Mas o trabalho formal também cresceu. Entre os empregados do setor privado com carteira, houve expansão de 2,6%, chegando a 32,9 milhões de pessoas. Em 2020, essa categoria sofreu a maior queda da série histórica (-6,9%). “Foi um ano em que muitas empresas fecharam e demitiram seus funcionários e há mais dificuldade em recuperar esse tipo de vínculo de trabalho do que o informal. Mas vale ressaltar que, dentre o trabalho formal, houve crescimento do número de trabalhadores por conta própria com CNPJ, que atingiu um recorde na série histórica da pesquisa, iniciada em 2016 para esse indicador”. A soma dos trabalhadores por conta própria (com e sem CNPJ) também atingiu o maior número da série (24,9 milhões).

Acompanhando o crescimento do número de ocupados, o nível da ocupação subiu para 53,2%. Em 2020, essa proporção havia sido de 51,2%, a menor desde 2012, quando a série histórica foi iniciada. O nível da ocupação indica o percentual de pessoas em idade de trabalhar que efetivamente estavam ocupados no período. “Houve um incremento em relação ao ano anterior, mas é um nível inferior ao de 2019 (56%). Isso acontece porque naquele ano tínhamos uma população ocupada de 94,3 milhões e houve um declínio de quase 3 milhões de trabalhadores nesse período (de 2019 para 2021)”, destaca Adriana.

Em 2021, a força de trabalho potencial caiu 13,5% frente ao ano anterior. Nesse grupo estão as pessoas que não estavam ocupadas nem desocupadas, mas que tinham potencial para conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Elas somavam, em 2021, 10 milhões. Dentro desse grupo estão os desalentados, pessoas que estavam disponíveis e gostariam de conseguir um trabalho, mas não o procuraram. Nesse contingente houve queda de 3,1%, totalizando 5,3 milhões. No ano anterior, o número de desalentados foi o maior da série histórica: 5,5 milhões.

Mais sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

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O número de trabalhadores informais cresceu 9,9% frente a 2020

Startup catarinense usa nanopartículas para detectar bactéria

TNS Nano patenteou um teste que revela resultado em até 12 horas

Revella Test tem potencial para ser utilizado em outras bactérias de interesse para a indústria

Um teste para detectar a bactéria salmonella em alimentos leva cerca de uma semana para ficar pronto. Já o Revella Test, desenvolvido por uma empresa catarinense, apresenta o resultado entre duas e 12 horas. A tecnologia inovadora usa nanopartículas de ouro na sua composição e recebeu patente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A startup TNS Nano tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

Salmonella é uma bactéria que causa intoxicação alimentar e, em casos raros, pode provocar graves infecções e até mesmo a morte. Pode ser encontrada nos animais e em farelos, como o de soja. Para evitar a contaminação, há uma série de medidas necessárias, como a sua detecção por meio de testes. O Revella Test é um deles, que usa uma tecnologia inovadora. Um farelo, como o de soja, ou uma proteína animal é colocado em uma solução de cor rosa. Apesar dessa coloração, ela é formada por nanopartículas de ouro. Se o material ou produto testado não conter salmonela, a cor de detecção permanece a mesma.

Se tiver a presença da bactéria, ela se liga nas nanopartículas promovendo a mudança de cor (perceptível a olho nu). “Quando a salmonella se liga ao kit, o complexo químico tende a se aglomerar e decantar. Este fenômeno altera a cor do kit de rosa para o azul”, explica Gabriel de Freitas Nunes, diretor-geral da TNS Nano. De acordo com ele, o Revella Test consegue detectar a salmonela em proteína animal (como o frango), em granjas (através de amostras ambientais) e em farelos (como o de soja, trigo e milho). Entretanto, tem potencial para ser utilizado em outras bactérias de interesse para a indústria. No momento, a startup já tem tratativas com uma empresa global de análises de carregamentos de farelos para exportação.

“Os carregamentos não podem ter contaminação. Caso chegue um carregamento de farelo contaminado na Europa, por exemplo, ele precisará ser retratado com químicos para resolver a contaminação. Se não for resolvido, ele sofre embargo ou é vendido para outro local com pré-requisito menor, podendo também retornar ao Brasil ou até ser descartado”, explica Nunes.

Como o kit de detecção leva até 12 horas, o controle consegue ser feito durante o carregamento. “Do contrário, o resultado sairia sete dias após o carregamento, com o navio no meio do Oceano (como é feito atualmente)”, justifica Nunes. “A intenção é penetrar ainda mais no mercado com parcerias estratégicas, seja via farelos, seja via proteína animal (onde o Brasil e o mundo precisam de atenção). O nosso plano é colocar o Revella Test como um produto de fácil acesso ao mercado de grande volume e responsabilidade. Com isso, traremos mais segurança para a cadeia de proteínas (animal ou vegetal) de forma a vermos em breve a cadeia de produção e distribuição livre de salmonella”, justifica.

A startup tem apoio da Fapesc e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) por meio do Tecnova II SC. Ao todo, o programa destinou mais de R$ 7,5 milhões para contemplar 28 empresas em todo o território catarinense. “Com o Tecnova melhoramos a robustez do produto. Nós tínhamos uma invenção brilhante, mas para se tornar inovação ela precisava ser aceita pelo mercado, ter um valor para a sociedade”, diz Nunes.

A empresa, que hoje conta com 40 funcionários, cresceu em média 145% nos últimos três anos. E também exporta para 15 países, com produtos para o B2B industrial e agronegócio. Criada em 2009, participou do Sinapse da Inovação, um programa de incentivo ao empreendedorismo inovador idealizado pela Fundação Certi e desenvolvido pela Fapesc. Nunes também conquistou o segundo lugar no prêmio Stemmer 2014, na categoria Protagonista da Inovação.

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TNS Nano patenteou um teste que revela resultado em até 12 horas

Arrecadação de impostos federais aumentou 18,3% em janeiro

Resultado é o maior para o mês desde 1995

O IRPJ e a CSLL apresentaram um crescimento na arrecadação, especialmente das empresas que fecharam seus balanços no mês de dezembro

A arrecadação total das receitas federais fechou o mês de janeiro em R$ 235,3 bilhões, informou nesta quarta-feira (23) o Ministério da Economia. O valor, melhor resultado para o mês desde 1995, representa um acréscimo real de 18,3% em relação a janeiro de 2021, descontada a inflação medida pelo Índice de Preços Amplo ao Consumidor (IPCA), que fechou o ano em 10,06%.

Em relação às receitas administradas pela Receita Federal, o valor arrecadado em janeiro de 2022 foi de R$ 217,4 bilhões, representando um acréscimo real (IPCA) de 14,6%. De acordo com o Banco Central (BC), o aumento observado no mês de janeiro pode ser explicado, principalmente, por pagamentos atípicos de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e pelo diferimento das quotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que seriam pagas em 2021 e pelo comportamento das compensações efetuadas.

O IRPJ e a CSLL apresentaram um crescimento na arrecadação, especialmente das empresas que fecharam seus balanços no mês de dezembro de 2021, totalizando uma arrecadação de R$ 84,1 bilhões, com crescimento real de 32,4%. Já a Cofins e o PIS/Pasep apresentaram uma arrecadação conjunta de R$ 36,4 bilhões, representando um acréscimo real de 8,5%. Esse desempenho é explicado pelo decréscimo real de 2,7% no volume de vendas, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC-IBGE), e aumento real de 10,4% no volume de serviços, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS-IBGE) entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021.

Também houve um aumento real de 6,6% na arrecadação das empresas não financeiras, com destaque para o setor de combustíveis; acréscimo real de 13,8% na arrecadação das importações; e declínio de 32% no volume de compensações tributárias. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) arrecadou R$ 4,6 milhões, representando acréscimo real de 91,9%. Esse resultado é explicado pelo crescimento do volume das operações de crédito contratadas por pessoas jurídicas e por pessoas físicas.

Com Agência Brasil 

Resultado é o maior para o mês desde 1995

Vendas dos shoppings Almeida Junior têm forte crescimento sobre período pré-pandemia

Resultado é impulsionado pela dominância das unidades da rede em Santa Catarina

“O setor, de forma geral, espera essa recuperação em 2022, mas nós estamos um ano adiantados”, evidencia o fundador e CEO da Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior

O ano de 2021 foi de crescimento para os seis shoppings do grupo Almeida Junior. Em comparação a 2020, as vendas aumentaram 33,8%. Em especial, a comercialização dos últimos três meses de 2021 registraram recorde trimestral histórico da companhia, com alta de 24% sobre o mesmo período de 2020. “Esse crescimento é muito importante por registrar a excepcional performance dos nossos shoppings em relação ao período pré-pandemia. O setor, de forma geral, espera essa recuperação em 2022, mas nós estamos um ano adiantados, o que comprova também a dominância dos nossos ativos e assertividade na estratégia de crescimento focado em Santa Catarina, a Suíça do Sul, com 71% de market share no setor”, explica o fundador e CEO da Almeida Junior, Jaimes Almeida Junior.

A Almeida Junior mais uma vez apresenta crescimento significativo também nas principais métricas do setor, operando inclusive em níveis melhores do que o mesmo período pré-pandemia. O SSR (Same Store Rent, ou aluguel sobre as mesmas lojas) apresentou um crescimento em 2021 de 21,9%, quando comparado a 2019. Em comparação com 2020, houve um avanço de 33,2%. O desempenho positivo dos aluguéis é fruto de fatores como aceleração do IGPM no período, diminuição substancial sobre descontos concedidos e melhor qualificação do mix.

O CEO ressalta que, mesmo com o repasse do reajuste, os shopping centers da Almeida Junior têm o menor custo de ocupação para os lojistas entre as companhias de capital aberto, encerrando em 10,2% em 2021. Já o SSS (Same Store Sales, ou vendas sobre as mesmas lojas) cresceu 29,9% em 2021 em comparação com 2020. A Almeida Junior terminou o ano de 2021 com 94,5% de taxa de ocupação com um tenant mix de qualidade superior ao período pré-pandemia.

Os bons resultados foram registrados em todas as seis unidades do grupo, que trouxeram novidades no mix de suas operações ao longo do ano. “Esses movimentos provam o diferencial dos empreendimentos, bem como desde o segundo trimestre de 2021, observamos um crescimento material no fluxo e nas vendas dos lojistas. A Almeida Junior demonstrou durante a pandemia enorme resiliência com seus resultados financeiros o que nos leva a um sentimento extremamente positivo para 2022 e com o futuro da companhia”, acrescenta Jaimes Almeida Junior.

A Almeida Junior possui 225 mil metros quadrados área bruta locável e tem como estratégia de crescimento “brownfield” expansões junto a seus seis shopping centers, com potencial de aumentar sua área atual para 273 mil metros quadrados e elevar ainda mais seu market share em Santa Catarina. O Balneário Shopping, em Balneário Camboriú, está com 100% de taxa de ocupação e já possui o alvará de sua expansão emitido para atingir 58 mil metros quadrados de ABL. O Neumarkt Shopping em Blumenau, com 99% de ocupação, também está com o projeto de expansão concluído e os demais quatro shoppings serão expandidos em sequência.

Em novembro de 2021 o grupo obteve o registro de companhia aberta junto à CVM (Comissão de Valores Imobiliários), um marco importante para a Almeida Junior. “Estamos confiantes e sem pressa, observando o mercado, analisando oportunidades e aguardando o melhor momento para fazermos o nosso IPO”, afirma o CEO.

Resultado é impulsionado pela dominância das unidades da rede em Santa Catarina

SC encerra 2021 com 800 novas empresas exportadoras

Houve crescimento de 9% no número de companhias que fizeram embarques para o exterior

Em Santa Catarina, 2,7 mil empresas exportaram em 2021

O ano de 2021 foi de recordes para o comércio exterior catarinense. Foram US$ 10,3 bilhões em exportações e US$ 24,9 bilhões em importações – os maiores valores da série histórica iniciada em 1997. Os números também refletiram o crescimento da inserção de empresas de Santa Catarina no mercado internacional. De acordo com análise do Observatório Fiesc, 800 novas companhias fizeram embarques para o exterior em 2021, quando comparado com o ano anterior.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, observa que a internacionalização é um dos pilares estratégicos da entidade. “Temos mobilizado empresas em todo o estado, principalmente pequenas e médias, para buscarem as oportunidades no exterior, seja para exportar ou importar. O empresário encontra na Federação o caminho que precisa para ingressar com segurança nesse ambiente ou ampliar os mercados nos quais atua”, afirma, em nota.

Conforme os dados analisados pelo Observatório Fiesc, 2.754 empresas fizeram exportações em 2021 em Santa Catarina – o número é 9% superior ao registrado em 2020. Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação, Maria Teresa Bustamante, o trabalho da entidade em promover uma maior diversificação e inserção de novas empresas na pauta exportadora do estado explica os números. “Desenvolvemos um programa de internacionalização totalmente on-line e promovemos ações de capacitação e participação em rodadas de negociações internacionais que têm permitido inserir a pequena e a média indústria nas exportações e importações”, avalia.

Empresas importadoras
Com relação às importações, também houve avanço. Foram 1.249 novas companhias catarinenses que compraram insumos e produtos do exterior. Ao todo, 4.147 empresas em Santa Catarina fizeram operações de importação no ano passado – alta de 17,8% na comparação com 2020.

Para além dos bons resultados, a previsão de Maria Teresa é de continuidade de expansão. “Quando a pandemia foi decretada em 2020, sempre apontei que o comércio exterior é inevitavelmente a saída para a continuidade do crescimento da economia, não somente catarinense, mas do Brasil e do mundo. O desempenho do comércio exterior catarinense deve se manter em patamar igual ou até mesmo superior neste ano”, prevê.

Houve crescimento de 9% no número de companhias que fizeram embarques para o exterior

Alertas são mantidos para todo o RS nas próximas duas semanas

A tendência atual de queda lenta pode ser afetada por conta do Carnaval

Atualmente 74,9% dos gaúchos estão com o calendário de vacinação em dia

Assim como na semana passada, a conjuntura estadual em relação à pandemia é determinante para a manutenção dos alertas para todas as regiões Covid do Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul.

Nas duas últimas semanas, foi observado um declínio na velocidade do avanço da doença nas diversas regiões do Rio Grande do Sul, porém os patamares seguem muito altos, podendo retomar uma trajetória de crescimento. Considerando a probabilidade de aumento de circulação de pessoas por conta do Carnaval e o retorno às aulas, a tendência atual de queda lenta pode ser afetada.

Também é preciso levar em conta que, durante feriados, as instituições não mantêm a atualização habitual de dados, causando um descompasso entre indicadores e realidade. Por isso, os alertas serão mantidos pelas próximas duas semanas, até que se tenha o resultado dos impactos causados pela alta circulação da população e que as informações já tenham sido atualizadas caso existam subnotificações.

Atualmente 74,9% dos gaúchos estão com o calendário de vacinação em dia. Da população adulta, somente 39,5% receberam a dose de reforço. Com apenas uma dose, constam 84,6% de imunizados. Além do estímulo à vacinação, as regiões devem agir localmente para reduzir o risco de contágio, ampliando e mantendo a fiscalização do cumprimento de protocolos obrigatórios, também reforçando protocolos recomendados.

Na última semana, a média móvel de casos confirmados apresentou redução de 12%, com incidência semanal de 688 casos por 100 mil habitantes. O número de internados com confirmação e suspeita de coronavírus reduziu em 244 pacientes. Desses, 162 em leitos clínicos e 82 em leitos de UTI. Atualmente, a taxa de ocupação de UTIs no Rio Grande do Sul é de 60,9%. Em relação aos óbitos, 337 pessoas foram vítimas da doença, com média de 48,1 óbitos por dia, o que representa uma redução de 16%, comparando com a semana anterior.

A tendência atual de queda lenta pode ser afetada por conta do Carnaval

BRF lucra quase R$ 1 bilhão no quarto trimestre

Companhia catarinense atingiu receita operacional recorde de R$ 48,3 bilhões no ano passado

A BRF é a segunda maior empresa da região e também a segunda maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A BRF encerrou o ano de 2021 com uma receita operacional líquida de R$ 48,3 bilhões, aumento de 22,5% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro líquido da companhia foi de R$ 964 milhões, 6,9% superior ao do mesmo período de 2020, fruto de uma receita líquida de R$ 13,7 bilhões, 19,6% maior que a do quarto trimestre de 2020. Mesmo diante de um cenário inflacionário que afetou a cadeia de suprimentos, com alta na taxa de juros e desvalorização cambial, a empresa registrou crescimento nos seus principais indicadores durante o ano.

De acordo com o CEO global da BRF, Lorival Luz, os resultados de 2021 mostram o acerto da estratégia e da gestão, além da capacidade da companhia de atuar em cenários adversos. O executivo se refere à jornada iniciada em 2018 que possibilitou a empresa retomar a estabilidade dos resultados e construir sua visão de longo prazo. “No primeiro ano de execução da Visão 2030, mesmo em um contexto desafiador, realizamos investimentos estratégicos e demonstramos agilidade para adaptar nosso negócio, austeridade em custos e resiliência dos resultados”, comenta, em nota. “Hoje, olhamos para o futuro e trabalhamos para alcançar todos os objetivos propostos em nosso planejamento, por meio de avanços em nosso portfólio de valor agregado e na receita advinda de inovação, que no Brasil já representa 7%”, detalha.

Para possibilitar os investimentos previstos na Visão 2030, a companhia realizou em fevereiro deste ano um importante movimento no mercado de capitais, o follow-on (oferta subsequente de ações), que levantou R$ 5,4 bilhões. A estratégia internacional, um dos focos da Visão 2030, foi destaque de performance no último trimestre. Com a reabertura econômica em diversos países, o mercado halal e as exportações diretas ganharam força, com crescimento na participação de produtos de maior valor agregado. Alguns países tiveram forte desempenho, como a Turquia, onde a marca Banvit é a líder de mercado com mais da metade da preferência. Já na Arábia Saudita, a BRF consolida sua liderança com cerca de 37% de market share. Para reforçar sua presença no mercado halal, a empresa catarinense renovou em 2021 sua sociedade na Turquia com o Fundo Soberano do Catar (QIA) e assinou, em janeiro de 2022, um Memorando de Entendimentos com o Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita, um dos maiores fundos soberanos do mundo, para atuar na cadeia completa de produção de carne de frango congelada e resfriada, além de produtos industrializados de alto valor agregado.

A BRF também celebra o êxito da estratégia em relação às suas marcas de alimentos no mercado nacional. Todas as marcas apresentaram crescimento na preferência dos consumidores, com destaque especial para a Sadia. Junto com a Perdigão, as duas marcas somam quase 45% de preferência. Já a Qualy se consolidou como líder absoluta entre as margarinas. Em vendas, a força das marcas se refletiu no aumento de 11% na comercialização de kits comemorativos, característicos do fim do ano, e no expressivo crescimento de vendas via canais proprietários da BRF.

Outro segmento que ganhou destaque no ano foi o de Pet Food com a aquisição das operações do Grupo Hercosul e da Mogiana. A integração de ambas as operações permitiu que a companhia seja hoje a terceira colocada no mercado brasileiro deste segmento, com aproximadamente 10% de market share. A marca Balance alcançou a segunda posição no segmento de supermercados.

A BRF é a segunda maior empresa da região e também a segunda maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Companhia catarinense atingiu receita operacional recorde de R$ 48,3 bilhões no ano passado

Prévia da inflação foi de 0,99% em fevereiro

É o maior índice para o mês desde 2016

Reajustes do início do ano letivo impactam IPCA 15 de fevereiro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 0,99% em fevereiro, 0,41 ponto percentual acima da taxa de janeiro (0,58%). Trata-se da maior variação para um mês de fevereiro desde 2016 (1,42%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,58% e, em 12 meses, de 10,76%, acima dos 10,2% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2021, a taxa foi de 0,48%.

Houve variações positivas em oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados. A exceção foi saúde e cuidados pessoais, cujos preços recuaram 0,02%, após a alta de 0,93% verificada em janeiro. A maior variação (5,64%) veio do grupo que congrega os itens de educação. As maiores variações vieram do ensino fundamental (8,03%), da pré-escola (7,55%), do ensino médio (7,46%), da creche (6,47%) e do ensino superior (5,9%).

Outro destaque foi de alimentação e bebidas, com alta de 1,2% em fevereiro, acelerando em relação ao resultado verificado em janeiro (0,97%). As maiores altas vieram de alguns tubérculos, raízes e legumes, como a cenoura (49,3%) e a batata-inglesa (20,1%). Cabe lembrar que alimentação e bebidas é o grupo com o segundo maior peso no IPCA-15, com cerca de 21% do total.

Com alta de 0,87%, o grupo dos transportes teve como o destaque os veículos próprios (2,01%): automóveis novos (2,64%), motocicletas (2,19%) e automóveis usados (2,1%). À exceção de Porto Alegre (-0,11%), todas as áreas pesquisadas tiveram alta em fevereiro. O maior resultado ocorreu na região metropolitana de São Paulo (1,2%), influenciado pelas altas dos cursos regulares (6,39%) e dos automóveis novos (2,24%). Na região metropolitana de Porto Alegre, o resultado foi puxado pela energia elétrica (-7,05%) e pela gasolina (-4,89%).

É o maior índice para o mês desde 2016

Empresário Ivoncy Iochpe morre aos 82 anos

Ele foi um dos fundadores da Iochpe-Maxion

Iochpe também foi fundador, ex-presidente e conselheiro emérito do Iedi

O empresário gaúcho Ivoncy Iochpe faleceu nesta terça-feira (22), aos 82 anos. Ele foi um dos fundadores da Iochpe-Maxion e fundador, ex-presidente e conselheiro emérito do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). A causa da morte não foi revelada.

Nascido em Marcelino Ramos (RS), Iochpe atuou por mais de 60 anos na Iochpe-Maxion, que se tornou uma das líderes mundiais na produção de componentes automotivos e ferroviários. Além de aturar no Iedi, ele fez parte do comando da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), do conselho empresarial do departamento de promoção comercial das relações exteriores e do conselho de empresários da América Latina.

Ioschpe foi diretor-presidente da empresa até 1998 e presidiu o conselho de administração da Iochpe-Maxion até 2014, tendo, ao todo, uma carreira de mais de 60 anos na companhia. A empresa destaca que o executivo comandou a companhia com empreendedorismo e visão de futuro. “A Iochpe-Maxion, nesse momento de grande tristeza, manifesta os seus mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos do Sr. Ivoncy, a quem presta suas homenagens póstumas, agradecendo-lhe pela dedicação, valores, ética e respeito”, relata a nota da companhia.

Ele foi um dos fundadores da Iochpe-Maxion

Tesouro Direto registra R$ 3,5 bilhões em vendas em janeiro

Os títulos mais procurados foram os indexados à taxa básica de juros

O estoque total do Tesouro Direto ficou em R$ 80,9 bilhões, valor que representa aumento de 2,2% na comparação com dezembro de 2021

As vendas de títulos do Tesouro Direto registradas em janeiro foram maiores do que os resgates em mais de R$ 1 bilhão. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, as vendas registradas foram de R$ 3,5 bilhões, enquanto os resgates ficaram em R$ 2,4 bilhões. No mês, foram contabilizadas 552.466 operações de investimento em títulos. Do total resgatado, R$ 1,5 bilhão é referente a recompras, enquanto R$ 920,7 milhões são relativos a vencimentos. Ao todo, 1.827.392 pessoas estão com saldo em aplicações no Tesouro Direto. O número representa um aumento de 13,2 mil na comparação com o mês anterior.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os indexados à taxa básica de juros (Selic), com um total de 50,5% das participações nas vendas. Já os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, registraram uma participação de 35,7% do total. Os prefixados totalizaram 13,8% das participações.

Estoque
O estoque total do Tesouro Direto ficou em R$ 80,9 bilhões, valor que representa aumento de 2,2% na comparação com dezembro de 2021. Na comparação com janeiro do ano passado, quando o estoque total estava em R$ 62,5 bilhões, o resultado representa um aumento de 29,4%. Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 55,6%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 27,2%, e os títulos prefixados, com 17,2%.

Em relação à composição do estoque por prazo, 3,5% dos títulos vencem em até um ano. A maior parte, 62%, é composta por títulos com vencimento entre um e cinco anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos correspondem a 11,3%, e aqueles com vencimento acima de 10 anos, a 23,2%. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,3% das operações de investimento no mês, enquanto o valor médio por operação ficou em R$ 6.342,02. Com relação à rentabilidade acumulada em doze meses, o destaque ficou com o título Tesouro IPCA+ 2026, que obteve alta de 1,1%.

Com Agência Brasil

Os títulos mais procurados foram os indexados à taxa básica de juros