Programa do setor do tabaco destina embalagens de agrotóxicos há duas décadas

Iniciativa já destinou cerca de 18 milhões de embalagens

Produtores de tabaco de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul são beneficiados com roteiros que percorrem 1,8 mil localidades rurais promovendo a logística reversa

Produtores de tabaco de 26 municípios da região Sul gaúcha poderão participar do Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos entre os dias 7 de março e 19 de maio. A ação faz parte de uma iniciativa pioneira do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas, em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), e beneficia atualmente 113 mil produtores e abrange 395 municípios gaúchos e catarinenses. No Paraná, ações semelhantes têm o apoio da indústria.

Para o presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, este é um dos muitos exemplos em que o setor pratica o ESG, sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança), conjunto de práticas relacionadas ao zelo pelo meio ambiente, contribuições sociais e ações de governança realizadas por empresas.

“O programa de recebimento de embalagens surgiu antes da legislação vigente, com o propósito de preservar o meio ambiente e garantir a saúde e segurança dos produtores que optam pela correta destinação das embalagens”, recorda Schünke. “Há, ainda, o incentivo para que armazenem as embalagens em local apropriado e para que façam a tríplice lavagem, o que aumenta a chance de reciclagem do recipiente. Tudo isso com comodidade, uma vez que os roteiros estão organizados para que os pontos de coleta sejam localizados próximos às propriedades rurais, evitando grandes deslocamentos”, complementa.

Realizado há 21 anos, o programa se tornou referência para outros setores em logística reversa e já destinou cerca de 18 milhões de embalagens. “Dos recipientes coletados, 93% vai para reciclagem, dando origem a outros produtos plásticos, especialmente para construção civil. E o restante, sem condições de reciclagem, vai para aterros licenciados pelos órgãos competentes”, comenta Carlos Sehn, coordenador do programa.

Ao todo, 10 regiões fazem parte dos roteiros itinerantes. Alto Vale, Centro Norte, Litoral e Oeste (em Santa Catarina); Centro Serra, Centro, Noroeste, Serra Planalto, Sul e Vale do Rio Pardo e Taquari (no Rio Grande do Sul).

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Iniciativa já destinou cerca de 18 milhões de embalagens

PIB avança 4,6% em 2021 e supera perdas da pandemia

Economia cresceu 0,5% no quarto trimestre

A atividade de informação e comunicação cresceu 12,3% em 2021, puxada por internet e desenvolvimento de sistemas

O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 0,5% no quarto trimestre de 2021 e encerrou o ano com crescimento de 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia. Já o PIB per capita alcançou R$ 40.688 no ano passado, um avanço de 3,9% em relação ao ano anterior. O PIB, que é a soma dos bens e serviços finais produzidos no país, está 0,5% acima do quarto trimestre de 2019, período pré-pandemia, mas continua 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado pelo IBGE.

O crescimento da economia foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária recuou 0,2% no ano passado. “Todas as atividades que compõem os serviços cresceram em 2021, com destaque para transporte, armazenagem e correio (11,4%). O transporte de passageiros subiu bastante, principalmente, no fim do ano, com o retorno das pessoas às viagens. A atividade de informação e comunicação (12,3%) também avançou puxada por internet e desenvolvimento de sistemas. Essa atividade já vinha crescendo antes da pandemia, mas com o isolamento social e todas as mudanças provocadas pela pandemia, esse processo se intensificou, fazendo a atividade crescer ainda mais”, explica Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Outras atividades de serviços (7,6%) também tiveram alta no período. “São atividades relacionadas aos serviços presenciais, parte da economia que foi a mais afetada pela pandemia, mas que voltou a se recuperar, impulsionada pela própria demanda das famílias por esse tipo de serviço”, acrescenta Rebeca. Cresceram ainda o comércio (5,5%), atividades imobiliárias (2,2%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade sociais (1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,7%).

Na indústria, o destaque positivo foi o desempenho da construção que, após cair 6,3% em 2020, subiu 9,7% em 2021. Tal expansão foi corroborada pelo aumento da ocupação na atividade. As indústrias de transformação (4,5%), com maior peso no setor, também cresceram, influenciadas, principalmente, pela alta nas atividades de fabricação de máquinas e equipamentos; metalurgia; fabricação de outros equipamentos de transporte; fabricação de produtos minerais não-metálicos; e indústria automotiva. As indústrias extrativas avançaram 3,0% devido à alta na extração de minério de ferro. A única atividade que não cresceu foi eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos, que teve variação negativa de 0,1%, o que indica estabilidade. “A crise hídrica afetou negativamente o desempenho da atividade em 2021”, explica Rebeca Palis.

Estiagem e geadas prejudicaram o resultado da agropecuária
Já a agropecuária, que havia crescido em 2020, recuou 0,2% em 2021, em decorrência da estiagem prolongada e de geadas. “Apesar do crescimento anual da produção de soja (11%), culturas importantes da lavoura registraram queda na estimativa de produção e perda de produtividade em 2021, como a cana-de-açúcar (-10,1%), o milho (-15%) e o café (-21,1%). O baixo desempenho da pecuária é explicado, principalmente, pela queda nas estimativas de produção dos bovinos e de leite”, detalha Palis.

Ao contrário do que aconteceu em 2020, todos os componentes da demanda avançaram em 2021, contribuindo positivamente para o crescimento do PIB. O consumo das famílias avançou 3,6% e o do governo subiu 2,0%. No ano anterior, esses componentes haviam recuado 5,4% e 4,5%, respectivamente. “Houve uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, afirma Rebeca. Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 17,2%, favorecidos pela construção, que no ano anterior teve uma queda, e pela produção interna de bens de capital. A taxa de investimento subiu de 16,6% para 19,2% em um ano.

A balança de bens e serviços registrou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações. Em 2020, tinham recuado 9,8% e 1,8%, respectivamente. “Como a economia aqueceu, o país importou mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. Isso puxou o PIB um pouco para baixo, contribuindo negativamente para o desempenho da economia”, explica Palis. Entre os produtos da pauta de exportações, os destaques foram extração de petróleo e gás natural; metalurgia; veículos automotores; e produtos de metal. No caso dos serviços, as viagens subiram mais. Já entre as importações, os destaques positivos foram produtos químicos; máquinas e aparelhos elétricos; indústria automotiva e produtos de metal.

PIB cresce 0,5% no quarto trimestre
No quarto trimestre de 2021, o PIB cresceu 0,5% na comparação com o terceiro trimestre do ano (-0,1%), registrando resultado positivo nessa comparação, depois da alta de 1,4% no primeiro trimestre e do recuo de 0,3% no segundo trimestre. Em valores correntes, isso corresponde a R$ 2,2 trilhões. Quando comparado ao quarto trimestre de 2020, o PIB teve alta de 1,6%.

“A agropecuária cresceu 5,8%, mas o fator determinante para o crescimento do PIB no quarto trimestre foram os serviços (0,5%), que têm peso maior na economia. Nos serviços, os destaques foram as mesmas atividades que cresceram no ano: informação e comunicação (3,4%), transporte, armazenagem e correio (2,6%), outras atividades de serviços (2,1%)”, destaca Rebeca. Também avançaram administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1%). Por outro lado, houve queda no comércio (-2,0%), seguida pela variação negativa nas atividades imobiliárias (-0,4%) e estabilidade nas atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,0%).

Já a indústria recuou com a queda nas indústrias de transformação (-2,5%), principalmente na atividade de bens de consumo duráveis. As indústrias extrativas (-2,4%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,2%) também recuaram. O único resultado positivo foi na construção (1,5%). A agropecuária cresceu porque acabou a safra do café e do milho, cujas estimativas eram negativas. Isso acabou puxando o resultado do trimestre para cima em relação ao anterior.

Pela ótica da despesa, houve crescimento no consumo das famílias (0,7%) e no consumo do governo (0,8%). Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 0,4% no período. No que se refere ao setor externo, as exportações caíram 2,4%, enquanto as importações avançaram 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2021.

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Economia cresceu 0,5% no quarto trimestre

Capal tem faturamento recorde em 2021

Receita da cooperativa de Arapoti avançou 58%

A Capal é a 88ª maior empresa da região e também a 35ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Apesar de um período adverso pelo impacto da pandemia, o ano de 2021 bateu recordes e fixa um marco histórico para a Capal Cooperativa Agroindustrial, que consolidou um aumento de 58% em seu faturamento no comparativo com o ano anterior, com R$ 3,2 bilhões ante a R$ 2 bilhões. Este foi o maior índice conquistado pela cooperativa em mais de seis décadas de atividade.

Quanto ao resultado líquido, os números alcançados pela cooperativa também são motivos de comemoração: o crescimento foi de 52%, saltando de R$ 114 milhões em 2020 para R$ 173,9 milhões conquistados em 2021. A área assistida pela Capal, concentrada nos Campos Gerais, Norte Pioneiro e sudoeste de São Paulo, teve um incremento de 4%, totalizando 169.473 mil hectares.

O presidente do conselho de administração da Capal, Erik Bosch, ratifica os resultados atrativos alcançados pela cooperativa. “Estamos atravessando um momento cheio de dificuldades em razão da pandemia, que teve impactos consideráveis na nossa economia, mas o agronegócio se superou. E a superação não vem de graça, por isso agradeço ao esforço dos nossos cooperados e colaboradores de todas as nossas 21 unidades pelo profissionalismo e compromisso com os princípios do cooperativismo”, comenta, em nota.

Investimentos para 2022
A Capal segue com o seu plano de investimento no decorrer de 2022 para a conclusão de obras na estrutura de suas filiais. É o caso de Curiúva (PR), que terá ampliação do depósito, armazém de defensivos e verticalização no estoque; o pátio de Arapoti vai receber investimento para a ampliação da armazenagem de cevada, recebimento de novo secador com tecnologia de ponto para os cereais e ampliação de silos para armazenagem de insumos direcionados para a fábrica de ração.

O município de Santana do Itararé (PR) será contemplado com uma loja agropecuária da Capal e Wenceslau Braz (PR) vai receber melhorias em seu espaço físico, como pavimentação do pátio industrial e a construção de uma segunda balança rodoviária. Outros investimentos da cooperativa, ainda em fase de estudos, incluem aumento na capacidade de armazenagem de cereais nas unidades de Itararé (SP) e Taquarivaí (SP), ampliação na área de secagem, armazenagem e expedição de sementes em Wenceslau Braz e a inauguração da primeira loja agropecuária em Santo Antônio da Platina (PR).

“Além das aplicações para otimizar a infraestrutura de nossas unidades, a Capal acredita e investe na intercooperação, e assim vamos criando mais condições para que a Capal continue se desenvolvendo e atendendo o cooperado da melhor forma possível”, afirma o presidente executivo, Adilson Roberto Fuga.

Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3,4 mil associados, distribuídos em 21 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 65% das operações da cooperativa, produzindo mais de 862 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, trigo, milho e café. A área agrícola assistida ultrapassa os 161 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 12 milhões de litros, proveniente de 320 produtores. Além disso, a cooperativa comercializa 31 mil toneladas de suínos vivos ao ano.

A Capal é a 88ª maior empresa da região e também a 35ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Receita da cooperativa de Arapoti avançou 58%

Ágora Tech Park e Inovaparq anunciam parceria

Objetivo é fortalecer ecossistema de inovação em Joinville

Esse é mais um passo do Ágora na construção de parcerias com outros players de inovação

O ecossistema de inovação e tecnologia do Norte de Santa Catarina ganha força neste início de 2022 com o anúncio de uma parceria entre os dois parques tecnológicos de Joinville: Ágora Tech Park e Inovaparq/Univille assinam, nesta sexta-feira (4), um termo de cooperação com objetivo de promover eventos conjuntos e desenvolver programas de conexão entre mercado e academia, capacitação para alunos e professores, compartilhamento de espaços além de intercâmbio entre as startups residentes. Esse é mais um passo do Ágora na construção de parcerias com outros players de inovação. Em outubro passado, fez acordo com o Pollen Parque Tec, de Chapecó, e entre março e abril vai assinar parcerias também com o NoVale Hub, centro de inovação da cidade vizinha de Jaraguá do Sul, e com a HotMilk, incubadora da PUC-PR.

O primeiro programa a ser lançado a partir desta parceria é o Experts, idealizado pelo Ágora Tech Park em parceria com a Softville e que contará com uma metodologia exclusiva de inovação e empreendedorismo – com aplicação na prática – voltada a professores interessados em explorar desafios e oportunidades de negócio. O lançamento deste programa será no dia 17 de março.

Na avaliação dos representantes das entidades, trata-se de um momento histórico para a região, pois consolida a articulação conjunta de duas forças do ambiente de inovação e tecnologia em Santa Catarina. “É uma ação natural, pois temos interesses em comum e, juntos, criamos sinergia para fortalecer o ecossistema. Teremos muitas ações conjuntas e vamos unificar eventos, o que é fundamental para otimizar recursos e concentrar nossas energias”, explica Marcelo Borba, diretor executivo do Inovaparq.

Para Ricardo Fantinelli, coordenador de Inovação do Ágora, a iniciativa “complementa o know-how e a expertise das entidades, que têm o DNA da inovação aplicada a novos negócios, com a conexão direta da universidade e o respaldo do mercado. É uma oportunidade histórica para o ecossistema de Joinville e todo o Norte catarinense”.A cooperação entre os parques prevê ainda a realização de cursos e mentorias voltados às demandas do ecossistema, além de um programa de “embaixadores” nas universidades para fortalecer o vínculo entre aprendizado e prática – o Ágora conta também com o campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com cursos de engenharias e computação.

“Além de realizar eventos e projetos comuns, esta cooperação dará força aos parques tecnológicos para pleitear ações junto ao poder público como, por exemplo, a criação de uma lei que formalize o sandbox regulatório [ambiente experimental permite que agentes do mercado testem inovações — sejam novos produtos, serviços ou tecnologias — no mercado real por um determinado período de tempo, sem a necessidade de se submeter aos ritos e procedimentos tradicionais exigidos pelos órgãos reguladores] na cidade, como já acontece em outras regiões e que permite um desenvolvimento menos engessado de projetos inovadores”, ressalta Borba, do Inovaparq.

O Inovaparq, localizado no campus da Univille, completa 12 anos de atividade em 2022 e conta com 20 startups incubadas e outras quatro empresas sediadas, entre elas a multinacional chilena Sonda. “O Inovaparq é o braço da Instituição que promove a articulação da universidade, com a iniciativa privada e as organizações governamentais na inserção no ecossistema de inovação. É com grande satisfação que assinamos a parceria com o Ágora Tech Park na perspectiva do desenvolvimento de mais ações e projetos em prol do desenvolvimento de nossa região”, ressalta Alexandre Cidral, presidente da Fundação Educacional da Região de Joinville (FURJ) e reitor da Univille.

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Objetivo é fortalecer ecossistema de inovação em Joinville

Número de famílias com contas atrasadas é o maior em 12 anos

A escalada dos juros dificulta a renegociação das dívidas

Nas famílias com rendimentos até dez salários mínimos, 30,3% ficaram inadimplentes em fevereiro, a maior proporção histórica

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso apresentou, em fevereiro, o maior patamar desde março de 2010, segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Alcançando 27% dos lares, o indicador de inadimplência registrou aumento de 0,6 ponto percentual em relação a janeiro e de 2,5 pontos percentuais na comparação com fevereiro de 2021. Já a parcela que declarou não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e, portanto, permanecerá inadimplente também acirrou na passagem mensal. A proporção chegou a 10,5%, mesmo percentual registrado em fevereiro do ano passado.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 76,6%, retomando o nível apurado em dezembro de 2021. Há um ano, a proporção de endividados era de 66,7%, 9,9 pontos percentuais abaixo do número atual.

Sobre o cenário, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que a escalada dos juros, que encarece o crédito, dificulta a renegociação das dívidas. “O panorama mostra que, na margem, o custo do crédito mais elevado e o próprio endividamento alto entre as pessoas que vivem no mesmo domicílio dificultam a contratação de novas dívidas e o pagamento dos compromissos na data de seus vencimentos”.

Os dados do Banco Central (Bacen) mostram que as taxas de juros médias nas linhas de crédito com recursos livres às pessoas físicas aumentaram de 39,4%, em janeiro de 2021, para 46,3%, em janeiro de 2022. Em contrapartida, as concessões de crédito com recursos livres para pessoas físicas aumentaram 13,1% em termos reais na comparação interanual, mas caíram 2,7% em janeiro ante dezembro, na média diária.

Mais dívidas nas duas faixas de renda
Tanto o endividamento quanto a inadimplência cresceram entre os dois grupos de renda pesquisados. Nas famílias com ganhos até salários mínimos, o percentual de endividados chegou a 77,8% após ter apresentado queda na primeira leitura do ano. Já na parcela com renda acima de dez salários mínimos, a proporção de endividados alcançou maior patamar histórico, 72,2%, com incremento anual de 10,1 pontos.

Entre os indicadores de inadimplência, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso na faixa de até dez salários mínimos atingiu o maior nível da série histórica para meses de fevereiro: 30,3%. Um ano antes, essa proporção era de 27,4%. Na parcela com maiores ganhos, o número também aumentou, chegando a 12,6%, o maior percentual desde abril de 2018.

O endividamento no cartão de crédito apresentou a primeira redução entre os endividados desde fevereiro de 2021, mas segue como o principal tipo de dívida no país. Representando 86,5% do total de famílias endividadas, o indicador está 6,5 pontos percentuais acima do percentual de fevereiro de 2021 e ainda 7,9 pontos percentuais maior do que em fevereiro de 2020, antes da crise sanitária.

Para a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, o encarecimento do crédito no Brasil e a fragilidade apontada no mercado de trabalho devem seguir afetando a dinâmica do endividamento e da inadimplência dos consumidores, especialmente em ano de maior incerteza pelo processo eleitoral. “Consideramos necessárias e relevantes as alternativas que suportem o pagamento dos compromissos financeiros assumidos e a renegociação das dívidas ou contas não pagas”, alerta.

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A escalada dos juros dificulta a renegociação das dívidas

Eis o passo a passo para sacar dinheiro esquecido

Nascidos antes de 1968 poderão fazer pedido a partir de segunda-feira

Cerca de 25,9 milhões de pessoas físicas e 253 mil empresas descobriram que têm recursos a receber

O Banco Central (BC) divulgou o passo a passo para que pessoas físicas e empresas saquem recursos esquecidos em instituições financeiras. O agendamento dos saques começará na próxima segunda-feira (7) para os nascidos antes de 1968 e para empresas abertas antes deste ano.

Segundo o balanço mais recente do BC, cerca de 114 milhões de pessoas a 2,7 milhões de empresas acessaram o sistema de consultas criado para o resgate do dinheiro. Desse total, 25,9 milhões de pessoas físicas e 253 mil empresas descobriram que têm recursos a receber. No caso de existência de saldos residuais em instituições financeiras, o próprio site informou uma data e um horário de retorno para agendar a retirada. Essa etapa exigirá conta nível prata ou ouro do Portal Gov.br.

Confira abaixo o passo a passo para a retirada do dinheiro.

Passo 1
Acessar o site valoresareceber.bcb.gov.br na data e no período de saque informado na primeira consulta. Quem esqueceu a data pode repetir o processo, sem esperar o dia 7 de março.

Passo 2
Fazer login com a conta Gov.br (nível prata ou ouro). Se o cidadão ainda não tiver conta nesse nível, deve fazer logo o cadastro ou aumentar o nível de segurança (no caso de contas tipo bronze) no site ou no aplicativo Gov.br. O BC aconselha ao correntista não deixar para criar a conta e ajustar o nível no dia de agendar o resgate.

Passo 3
Ler e aceitar o termo de responsabilidade

Passo 4
Verificar o valor a receber, a instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor a receber. O sistema poderá fornecer informações adicionais, se for o caso. A primeira etapa da consulta só informava a existência de valores a receber, sem dar detalhes.

Passo 5
Clicar na opção indicada pelo sistema:

“Solicitar por aqui”: para devolução do valor via Pix em até 12 dias úteis. O usuário deverá escolher uma das chaves Pix e informar os dados pessoais e guardar o número de protocolo, caso precise entrar em contato com a instituição.

“Solicitar via instituição”: a instituição financeira não oferece a devolução por Pix. O usuário deverá entrar em contato pelo telefone ou e-mail informado para combinar com a instituição a forma de retirada.

Importante: Na tela de informações dos valores a receber, o cidadão deve consultar os canais de atendimento da instituição clicando no nome dela.

Calendário
Quem nasceu antes de 1968 ou abriu a empresa antes desse ano poderá conhecer o saldo residual e pedir o resgate entre 7 e 11 de março, no mesmo site. A própria página informará o horário e a data para pedir o saque. Caso o usuário perca o horário, haverá uma repescagem no sábado seguinte, em 12 de março, das 4h às 24h.

Para pessoas nascidas entre 1968 e 1983 ou empresas fundadas nesse período, o prazo será de 14 a 18 de março, com repescagem em 19 de março. Quem nasceu a partir de 1984 ou abriu empresa nesse ano, a data vai de 21 e 25 de março, com repescagem em 26 de março. As repescagens também ocorrerão aos sábados no mesmo horário, das 4h às 24h.

Quem perder o sábado de repescagem poderá pedir o resgate a partir de 28 de março, independentemente da data de nascimento ou de criação da empresa. O BC esclarece que o cidadão ou empresa que perderem os prazos não precisam se preocupar. O direito a receber os recursos são definitivos e continuarão guardados pelas instituições financeiras até o correntista pedir o saque.

Após o pedido de saque, a instituição financeira terá até 12 dias úteis para fazer a transferência. A expectativa é que pagamentos realizados por meio do Pix ocorram mais rápido. Nesta primeira fase, estão sendo liberados R$ 3,9 bilhões esquecidos em instituições financeiras. Em maio, haverá uma nova rodada de consultas, com mais R$ 4,1 bilhões disponíveis.

Com Agência Brasil

Nascidos antes de 1968 poderão fazer pedido a partir de segunda-feira

Tok&Stok inaugura sua primeira loja Studio em Curitiba

Novo conceito de loja oferece experiência dinâmica aos clientes e dá ritmo à expansão da companhia

São mais de mais de cinco mil produtos organizados por tendências e ocasiões do dia a dia distribuídos nos 609 metros quadrados de loja

A Tok&Stok abriu sua primeira loja Studio, em Curitiba, no shopping Pátio Batel. É a segunda unidade do novo formato da empresa, que é líder no mercado brasileiro de móveis e acessórios de decoração. Sustentado por uma estratégia de integração de canais, o formato é uma das grandes apostas da companhia, pois imprime uma jornada de compra mais fluida, pautada por tendências e com uma dedicada curadoria de produtos da marca.

“A Tok&Stok Studio é um modelo otimizado de loja, focado em acessórios e itens para presentear”, comenta Luciano Escobar, diretor de expansão da marca “Desenvolvemos o conceito para ampliar e fortalecer nossa presença no mercado brasileiro de forma acelerada. Somente no primeiro semestre de 2022 planejamos a abertura de quatro lojas Studio, sendo Curitiba a segunda do ano”, completa o executivo.

Comprometida em elevar a experiência em todos os seus canais, sejam eles físicos ou digitais, assim como entregar conveniência e conforto para possibilitar uma jornada de compra mais dinâmica e inspiradora, a Tok&Stok também investe no conceito One Stop Shop – que oferece uma variedade de produtos e serviços em um só lugar –, além de serviços como o Clique e Retire (comprar no site ou aplicativo e retirar em loja) e atendimento via WhatsApp.

São mais de mais de cinco mil produtos organizados por tendências e ocasiões do dia a dia distribuídos nos 609 metros quadrados de loja. Um portfólio completo, com design exclusivo em mais de 75% dos artigos, a marca destaca sua parceria com aproximadamente 150 designers nacionais e internacionais para desenvolvimento de coleções – muitas delas, disponíveis na unidade do shopping Pátio Batel. Além da curadoria de produtos, os clientes podem escolher móveis por meio de totem digital na unidade.

Novo conceito de loja oferece experiência dinâmica aos clientes e dá ritmo à expansão da companhia

SB Crédito projeta movimentar mais de R$ 6 bilhões neste ano

Nova área de agronegócio e unidade no Centro-Oeste fazem parte da estratégia

“Somos vistos como uma das operações mais rápidas em todo país”, destaca o vice-presidente da SB Crédito, Duani Reis

Entre as maiores do Brasil, a paranaense SB Crédito movimentou R$ 4,2 bilhões em 2021 e cresceu 20%. Para 2022, a previsão é chegar aos R$ 6,5 bilhões e expandir mais de 50%. Para isso, a SB Crédito programou três ações estratégicas: ampliar os canais de atendimento e captação; abrir uma área para atender especificamente o segmento do agronegócio; e criar uma regional no Centro-Oeste do Brasil.

O planejamento tem como cenário um crescimento de 13,9% nas operações de crédito no Brasil em 2021, em relação ao ano anterior, segundo dados que serão divulgados em breve pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Crescendo acima da média, a empresa atribui o resultado ao portfólio de produtos e serviços tais como a antecipação de recebíveis, o fundo de investimento em direitos creditórios e o Credit as a Service – linha de empréstimo personalizada e de acordo com as dores de cada cliente.

Além disso, a paranaense diz que se diferencia pela rapidez no atendimento, pela liberação do dinheiro em cerca de 24 horas, com taxas de juros inferiores às cobradas pelos bancos tradicionais. “Oferecemos segurança, transparência e operação digital. A burocracia dos grandes bancos nos favorece. Temos um processo de análise e suporte especializado muito ágil. Somos vistos como uma das operações mais rápidas em todo país”, destaca o vice-presidente da SB Crédito, Duani Reis.

Focada nas empresas de médio porte, a SB Crédito também atende pequenos e grandes empreendimentos em todo Brasil. Ao longo de quase 23 anos de atuação, a companhia já forneceu crédito e ajudou mais de 3 mil empresas.

Nova área de agronegócio e unidade no Centro-Oeste fazem parte da estratégia

Fiergs quer garantia de volume máximo de gás para a indústria gaúcha

Santa Catarina receberia maior volume a partir de 2024

Entidade alerta para crise com a redução do abastecimento

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou em nota nesta quarta-feira (2) uma grave preocupação. A entidade recebeu a informação de que, através de Chamada Pública (ANP nº 03/2021 – TBG), estaria sendo promovida a redução de uma parcela significativa de suprimento de gás natural destinado ao Rio Grande do Sul a partir de 2024, transferindo o volume para Santa Catarina.

Em correspondência encaminhada ao diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Rodolfo Henrique de Saboia, o presidente da FIERGS, Gilberto Petry, alerta que “a redução de 600 mil metros cúbicos por dia de suprimento de gás natural destinado ao Rio Grande do Sul viria a comprometer seriamente a atividade já prejudicada pelas conhecidas limitações do gasoduto que transporta e entrega gás no nosso Estado.”

A atividade fabril gaúcha conta com 50 mil estabelecimentos industriais que empregam diretamente 752 mil trabalhadores, sendo essencial à sua dinâmica o abastecimento deste energético em seus processos produtivos. Neste contexto, o presidente da Fiergs reforça a necessidade para que seja assegurada ao Rio Grande do Sul a oferta máxima de gás natural, como forma de preservar a estabilidade, previsibilidade e eficiência das empresas instaladas no solo gaúcho.

Na indústria, o gás natural é utilizado como combustível para fornecimento de calor, geração de eletricidade e de força motriz. Também é utilizado como matéria-prima nos setores químicos e petroquímicos, principalmente para a produção de metanol, e de fertilizantes, para a produção de amônia e ureia.

Santa Catarina receberia maior volume a partir de 2024

Fortis anuncia aquisição da paranaense Oktagon

Desenvolvedora de jogos mobile foi crida em 2008 em Londrina

A Oktagon já desenvolveu games de projeção como o Magic Puzzle Quest

A Fortis, nova multinacional norte-americana de games, anunciou que está comprando a Oktagon, desenvolvedora de jogos mobile criada por Ronaldo Cruz, Fernando Camargo e Bruno Gaspar em 2008. A companhia tem sede em Londrina, na região norte do Paraná.

A Oktagon já desenvolveu games de projeção como o Magic Puzzle Quest e chegou a receber um aporte de R$ 2 milhões em 2012. A Fortis possui 150 funcionários em várias regiões e sua principal acionista, a Sands, opera vários resorts, entre eles o Marina Bay Sands em Singapura e o The Venetian Macao, de acordo com informações da Forbes. O valor da transação não foi divulgado pelas empresas.

A indústria brasileira de games vem registrando números recordes. No ano passado, as exportações de jogos desenvolvidos aqui cresceram 600% representadas por um total de 140 empresas participantes do projeto Brazil Games. A iniciativa é da APEX e da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames).

No total, a receita ultrapassou os R$ 10 bilhões. Em maio do ano passado, a brasileira Wildlife foi a primeira startup de games da América Latina a tornar-se unicórnio, ou seja, avaliada em mais de US$ 1 bilhão.

Desenvolvedora de jogos mobile foi crida em 2008 em Londrina

Hospital Dona Helena abre escritório de inovação

Novo gestor assume desafio de implementar modelo de gestão da inovação em saúde

“No Dona Helena, estamos com duas iniciativas que, uma vez concluídas, poderão prever intercorrências de algumas patologias com minutos de antecedência”, conta Turcatti, coordenador de inovação do hospital

Às vésperas do aniversário de Joinville (SC), em 9 de março, o Hospital Dona Helena, uma das principais instituições de saúde do Sul do país, anunciou, nesta semana, a abertura de seu escritório de inovação, que será instalado no complexo Ágora Tech Park. As operações da nova unidade se iniciam entre abril e maio.

Com experiência de 14 anos na área da saúde, e formações em tecnologia e gestão empresarial, Chander João Turcatti assume a gestão do projeto, na posição de coordenador de inovação do hospital. O profissional atuava em um dos principais hospitais privados de Porto Alegre, liderando o desenvolvimento, planejamento, monitoramento e execução das atividades de compartilhamento de conhecimentos relacionados aos contextos assistenciais e administrativos, com impactos no aumento da eficácia e eficiência dos serviços.

No Dona Helena, seu desafio será o de implementar um novo modelo de gestão da inovação. O hospital catarinense está abrindo escritório de inovação junto ao Ágora Tech Park, ao lado de outras instituições de saúde. “Nossa equipe estará nos dois ambientes. Estamos desenvolvendo o layout do escritório no Ágora, que será uma sala multiuso bastante versátil para que possamos fazer diversos ensaios. O objetivo é a cocriação, basicamente. Mas não nos limitaremos ao físico”, revela Turcatti.

Em um horizonte de cinco anos, Turcatti entende que haverá uma revolução na medicina como um todo. “No Dona Helena, estamos com duas iniciativas que, uma vez concluídas, poderão prever intercorrências de algumas patologias com minutos de antecedência. Ainda há patologias que um percentual considerável da população não está sendo atendida ou é desconhecida e que poderiam ter outras opções de atendimento. A inovação vai alcançá-las e, nesse viés, nossas equipes deverão estar preparadas. Os impactos serão exponenciais. Algumas iniciativas não assistenciais que deverão ser mais aprofundadas nos próximos anos são as vinculadas a jornadas inteligentes do paciente, hospitais inteligentes e as que terão um viés de sustentabilidade ambiental”, observa.

Novo gestor assume desafio de implementar modelo de gestão da inovação em saúde

Faturamento da Intelbras cresce 44% em 2021

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior

A Intelbras faturou R$ 3 bilhões em 2021. As vendas foram 44,6% maiores do que em 2020. O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Com um crescimento de 19,5% com relação ao trimestre anterior, a empresa catarinense atingiu receita de R$ 906,7 milhões entre outubro e dezembro. Os três segmentos de atuação (segurança, comunicação e energia) apresentaram crescimento quando comparados ao trimestre anterior.

O destaque do trimestre ficou novamente ficou no segmento de energia, que avançou 179,4% com relação ao mesmo período do ano anterior e passou a representar 24% da receita operacional líquida da companhia. A área de segurança manteve seu ritmo de crescimento e concluiu o exercício de 2021 com um crescimento de 41,2% com relação ao exercício anterior. “Mesmo com todos os desafios logísticos ao longo do ano, o segmento de segurança manteve um crescimento estável e relevante, reforçando nossa posição de liderança nas principais categorias de produtos desse segmento. Já em comunicação, observamos um crescimento mais modesto com relação ao trimestre anterior, mas já previsto devido às restrições da cadeia de suprimentos”, detalha a empresa em seu relatório trimestral.

Embora o ambiente macroeconômico se mostre desafiador, a Intelbras afirma estar focada para que as oportunidades que se apresentem ao longo do ano sejam capturadas e transformadas em resultado. “Vemos com uma perspectiva muito positiva todo o crescimento do mercado de geração distribuída de energia solar, e estamos fazendo os investimentos necessários para que ao final de 2022, a companhia se torne um player ainda mais relevante neste segmento. Anunciamos, recentemente nossa maior aquisição da história, da Renovigi Energia Solar S/A, focada neste segmento”, destaca a empresa.

O lucro líquido subiu 10,8%, para R$ 363,5 milhões

TIM e Huawei assinam acordo para fazer de Curitiba a primeira “Cidade 5G” do país

Projeto desenvolverá uma série de soluções para testes na rede 5G com foco no conceito de cidades inteligentes

Cao Ming, presidente da linha de produtos LTE da Huawei Wireless Network e Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil na cerimônia de assinatura da parceria, no Mobile World Congress, em Barcelona

A TIM Brasil e a Huawei anunciam nesta quarta-feira (2), durante o Mobile World Congress, em Barcelona, a assinatura de um acordo de colaboração (MoU) para desenvolvimento do projeto “Cidade 5G”, uma iniciativa que pretende trabalhar o conceito de cidade inteligente a partir da implementação de redes 5G, prevendo a evolução da tecnologia, monitoramento de redes e aperfeiçoando a experiência do usuário. A primeira cidade escolhida será a capital paranaense, Curitiba. O acordo é válido por dois anos, podendo ser prorrogado, e os primeiros testes devem ser finalizados até dezembro de 2023.

A cooperação entre as empresas permitiu a ampliação e a implementação de redes 2, 3, 4 e 5G. TIM e Huawei são responsáveis pela construção da maior rede baseada em mMIMO (massive MIMO) do mundo, um recurso que amplia o alcance da transmissão de sinais, utilizando uma grande quantidade de antenas, e que auxiliam na entrega de dados com mais qualidade. Para o projeto Cidade 5G, a rede mMIMO poderá ajudar a atingir as mais altas velocidades do 5G com baixíssima latência, um dos diferenciais da próxima tecnologia de redes móveis.

Líder em cobertura 4G e pioneira em projetos 5G no Brasil, a TIM segue trabalhando para oferecer a melhor rede e a melhor experiência para o consumidor final. Para Leonardo Capdeville, CTIO da TIM Brasil, o movimento faz parte de uma estratégia consolidada da operadora para expansão do serviço 5G e o objetivo de tornar a TIM uma das principais operadoras móveis no mundo: “O projeto Cidade 5G é um desdobramento do trabalho de sucesso realizado pela TIM, em parceria com a Huawei, para implementação de redes 5G no Brasil. Estamos muito satisfeitos em construir, em Curitiba, um projeto que pode ter grande impacto para o desenvolvimento econômico para todo o país”.

O projeto “Cidade 5G” consiste na implementação de ampla cobertura 5G para a cidade. Um dos objetivos é, além de monitorar a rede, mapear oportunidades para aprimorar a experiência dos usuários por meio do desenvolvimento de equipamentos e soluções sustentáveis, de baixo consumo de energia e custo, e que mantenham a alta qualidade de entrega de serviços.

“Estamos muito felizes em levar a Curitiba nosso projeto de parceria com a TIM, para desenvolvimento de uma rede 5G de alto nível. Nosso propósito é manter a operadora em uma posição de liderança global para o desenvolvimento de redes 5G. Huawei e TIM têm, em comum, a busca pela inovação e pela excelência, e acredito que este será mais um projeto de sucesso na história das empresas para as telecomunicações brasileiras”, afirma Gustavo H. Nogueira, diretor de vendas da Huawei.

Projeto desenvolverá uma série de soluções para testes na rede 5G com foco no conceito de cidades inteligentes

BSBIOS adquire MP Biodiesel na Suíça

Companhia investe no mercado europeu de combustíveis renováveis

Como parte do acordo, os proprietários apoiarão a transição por um período de dois anos

A BSBIOS anunciou a aquisição de 100% da fábrica MP Biodiesel localizada em Domdidier, no Cantão de Friburgo, na Suíça. A operação faz parte do planejamento estratégico, que estabelece um plano de investimento em negócios sustentáveis com o objetivo de posicionar a empresa entre as três maiores produtoras de biocombustíveis do mundo. A aquisição da fábrica marca uma nova etapa da inserção da empresa no mercado internacional, com destaque para o mercado Europeu. O valor do negócio não foi divulgado.

O grupo já desenvolvia suas relações comerciais com a Europa a partir de uma subsidiária na Suíça há cinco anos e, em maio de 2021, passou a integrar a BSBIOS denominando-se BSBIOS Switzerland, uma plataforma da holding para representar na Europa os investimentos em biocombustíveis avançados, contribuindo para alcançar as ambiciosas metas de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) aprovadas pela União Europeia.

A MP Biodiesel foi fundada em 2005 por dois fazendeiros que cultivavam canola, Müller Hans e Pellaux Jean-Luc, que então decidiram construir uma planta de biodiesel baseado em sua produção própria de matéria-prima. Cada um tem metade da participação na MP Biodiesel e administram o empreendimento. A empresa tem um faturamento estimado de R$ 45 milhões, é 100% automatizada e tem capacidade anual para produzir 5,6 milhões de litros de biodiesel. Como parte do acordo, os proprietários apoiarão a transição por um período de dois anos.

“Estamos orgulhosos de dar mais este passo, que reafirma nossa orientação de internacionalizar a BSBIOS. Com a operação, nos tornamos um produtor multinacional de combustível renovável, negociando e operando biocombustíveis de segunda geração. A operação no país tem potencial de crescimento e a planta está situada no centro da Europa, o que nos dá uma posição estratégica no continente”, explica Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS, em nota.

A produção também tem um papel local importante para oferecer uma solução ambiental para a questão do destino adequado do Óleo de Cozinha Usado (UCO). Seguindo a exigência da legislação local, a planta utiliza exclusivamente o UCO de canola e, em menor proporção, de girassol como matéria-prima. “A empresa já está investindo e vamos ampliar a estrutura de coleta e recepção do UCO na Suíça, estando essa estratégia alinhada ao nosso objetivo de investir e gerar valor em negócios sustentáveis”, completa Battistella.

Outro destaque é a qualidade do biodiesel produzido, que tem o ponto de entupimento a frio (CFPP) à -20ºC. No Brasil, o ponto é de -5ºC. Na Suíça, a mistura mínima do biocombustível ao diesel fóssil é de 7% (B7). A BSBIOS pretende realizar investimentos nos próximos seis meses para melhor a eficiência do processo de fabricação, além da ampliação da capacidade e capacitação da equipe comercial. A equipe da BSBIOS também estuda a ampliação de oferta no curto prazo por meio de parceria com redes de distribuição e ampliação da estrutura de abastecimento.

A BSBIOS é a 46ª maior empresa da região e também a 18ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Companhia investe no mercado europeu de combustíveis renováveis

Contas de luz continuam com valor extra

A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril

Continua vigente a bandeira Escassez Hídrica no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos

Os consumidores que recebem o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica terão bandeira verde em março. Com isso, não haverá acréscimo na conta de luz dos beneficiários. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para os demais usuários, no entanto, continua vigente a bandeira Escassez Hídrica, no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo o governo, esse valor extra foi necessário para cobrir os custos de energia, que ficaram mais caros em decorrência do enfrentamento do período de escassez de recursos hídricos, em 2021, o pior em 91 anos. A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril de 2022.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, acredita que a partir de abril a bandeira de Escassez Hídrica deixará de ser aplicada. “Acreditamos que [a bandeira Escassez Hídrica] não será necessária a partir de abril. [Ela] foi utilizada para pagar o custo adicional de geração de energia. Como nós não tínhamos água para gerar as nossas usinas hidrelétricas, tivemos que contratar energia no exterior, da Argentina, do Uruguai, e tivemos que usar nossas usinas termelétricas, que são mais caras, por conta do petróleo, do óleo, por conta do gás”.

Com Agência Brasil

A bandeira Escassez Hídrica segue em vigor até abril