Balança comercial do Sul acumula déficit no bimestre

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul, no bimestre, foi responsável por 18,6% das exportações e por 22,7% das importações

A balança comercial da região Sul apresenta um déficit de US$ 1,3 bilhão no bimestre. Em fevereiro do ano passado, a situação era praticamente igual: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 2 bilhões. Até fevereiro, foram exportados US$ 7,3 bilhões – avanço de 52,5% em relação ao igual período de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 8,7 bilhões, aumento de 27% sobre o mesmo intervalo. Os números foram divulgados nesta terça-feira (8) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 1,5 bilhão milhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma característica peculiar: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil.

O Sul, no bimestre, foi responsável por 18,6% das exportações e por 22,7% das importações. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul em janeiro e fevereiro foram carnes de aves e de suínos, soja, trigo e tabaco. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, veículos, cobre e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

Emprego e faturamento na indústria iniciaram 2022 com novas altas

Os indicadores de janeiro revelam que as contratações ganharam novo fôlego

O emprego passa a acumular alta de 0,5% nos últimos três meses

Os indicadores industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o emprego industrial e o faturamento real das empresas iniciaram 2022 em alta. Esses dois indicadores sobem desde novembro de 2021. O emprego industrial aumentou 0,1% em janeiro de 2022 frente a dezembro de 2021, na série dessazonalizada. Com a revisão para cima dos resultados de novembro de 2021 e de dezembro de 2021, o emprego passa a acumular alta de 0,5% nos últimos três meses.

“Trata-se de uma nova tendência de alta após ter mostrado estabilidade nos três meses anteriores (de agosto a outubro de 2021). O emprego havia mostrado forte alta na primeira metade de 2021; com isso, o emprego industrial mostra alta de 3,7% em janeiro de 2022 na comparação com janeiro de 2021”, explica Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica. O faturamento, por sua vez, acumula crescimento de 6,6% entre novembro de 2021 e janeiro de 2022. No entanto, segue abaixo do registrado em todo o primeiro semestre de 2021 e 5,2% abaixo do registrado em janeiro de 2021.

Apesar disso, a utilização da capacidade instalada completou sete meses consecutivos de queda. Após atingir 82,3% em junho de 2021, o indicador mostrou queda ao longo de todo o segundo semestre de 2021 e se manteve em retração no primeiro mês de 2022. As horas trabalhadas na produção seguem em patamar superior ao do início de 2021 e de antes do início da pandemia. E a massa salarial, em janeiro de 2022, registrou alta pelo terceiro mês consecutivo, acumulando crescimento de 5,7%.

Os indicadores de janeiro revelam que as contratações ganharam novo fôlego

Sucessão nos negócios deve ser iniciada após ciclo de sucesso

O auge é considerado um importante marco para dar início ao processo

Primeira capacitação da Escola de Negócios da Fiesc trata sobre o tema

Vários aspectos influenciam o processo de continuidade numa empresa, entre eles estão o desejo de manter o negócio familiar, profissionalização dos gestores e análise do cenário. E o momento certo de iniciar esse processo é no auge dos negócios, de acordo com especialistas trazidos pela Fiesc para conduzir formação voltada ao tema sucessão. A iniciativa, que ocorre presencialmente em Florianópolis, é a primeira capacitação da Escola de Negócios em 2022. A formação segue até esta terça-feira (8) e conta com a participação de 34 executivos.

Segundo José Monforte, um dos fundadores do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e professor do curso, deve-se levar em conta o sonho dos familiares. “Qual a disposição compartilhada dos familiares de levar o negócio adiante? O que eu chamo de sonho é a cola dessa família. Aliás, esse exercício deve ser desenvolvido junto com o sucedido”, alerta. Análises situacionais a respeito da empresa, das pessoas, de demandas e caminhos para essa sucessão são etapas a seguir.

A sucessão é uma jornada a ser percorrida e o momento de começar isso é o quanto antes, lembra Silvia Lacaze, especialista em governança corporativa que conduz a formação ao lado de Monforte. “O quanto antes a gente puder começar o processo de reflexão, que vá ordenando sonhos e desejos e o que se espera disso, melhor. Eu diria que, passado o ciclo de sucesso de uma organização, que é esse o grande marco, é hora de se começar a pensar e organizar processos e estruturas para que no momento certo, de transição do poder, isso possa ser realizado com muita tranquilidade”, explica.

O diretor de educação e tecnologia da Fiesc, Fabrizio Machado Pereira, afirma que a sucessão é um dos maiores desafios relatados por indústrias. “Em Santa Catarina, empresas familiares são muito comuns, por isso, o tema tem relevância inclusive reconhecida pela própria indústria que precisa de suporte para conduzir esse processo de forma profissional”, destaca Pereira. ucio Aquino, gerente-executivo da Escola de Negócios, fala ainda que a iniciativa visa criar uma ‘comunidade de aprendizagem’. “Não temos apenas especialistas, mas também a experiência de cada participante”, lembra.

Sucessão na prática
A Librelato, de Criciúma, é uma das empresas participantes da formação. Aloir Librelato, presidente do conselho de administração e um dos cinco sócios da companhia, conta que o negócio hoje é conduzido pela terceira geração da família. “Já estamos na terceira geração e entendo que nós, sócios mais antigos, já vencemos este desafio. Trouxe meus três filhos e um sobrinho para esta formação. Temos um conselho de administração já profissionalizado e estamos montando agora o conselho de família”, conta.

Na Eliane Revestimentos, o plano de continuidade já foi concluído e contou com o apoio de diversos profissionais, como conta a presidente da holding, Patrice Gaidzinski. “A sucessão, como um todo, passa por três aspectos: primeiro é compreender que é uma família empresária; segundo é entender quais são as competências de cada um, em que a família é boa e como cada membro pode colaborar na gestão; e o terceiro aspecto é a estruturação em si”, detalha. Patrice frisa ainda que é preciso compreender que é um processo, montar estruturas de governança, de estratégia, para que se possa ter um processo de sucessão com êxito. “Foi para esses aspectos que a Eliane olhou e trabalhou para que o negócio continuasse crescendo e se desenvolvendo”, conclui.

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O auge é considerado um importante marco para dar início ao processo

Renault anuncia fabricação de SUV e motor 1.0 turbo no Paraná

Companhia destinou R$ 1,1 bilhão para a incrementar o Complexo Ayrton Senna

Empresa informa que a plataforma CMF-B permitirá a fabricação de novos produtos, além de uma eventual eletrificação dos veículos

A Renault confirmou mais uma série de investimentos no Paraná. A montadora de origem francesa vai iniciar a produção de um novo SUV, por meio da plataforma CMF-B, e de um novo motor 1.0 turbo no Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (7) em um ato simbólico, no Palácio Iguaçu, com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior, do presidente da empresa na América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, e do presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo.

De acordo com a Renault, a plataforma CMF-B permitirá a fabricação de novos produtos, além de uma eventual eletrificação dos veículos – a previsão é que um SUV seja incorporado ao portfólio do grupo até o fim de 2023. “É o início da fase ‘Renovation’ do nosso plano estratégico na América Latina, um momento. O investimento nesta plataforma nos permite brigar por novos produtos nos próximos anos”, afirmou Pedrucci. “A chegada da moderna plataforma CMF-B, juntamente com um novo motor 1.0 turbo, dão continuidade à nossa estratégia de reforçar nossa presença em segmentos mais altos do mercado, coerente com o plano estratégico da empresa”, explicou Gondo.

O anúncio encorpa o ciclo de novos investimentos confirmado há um ano pela montadora para o Paraná. A Renault destinou R$ 1,1 bilhão para a incrementar o Complexo Ayrton Senna. O valor ajudou na renovação de veículos do atual portfólio da empresa e também na formatação de um motor 1.3 turbo, de três cilindros. Entre os destaques, destaque para novo Captur com novo motor turbo TCe 1.3 Flex; Kwid 2023; da nova Master 2023; e do Duster com novo motor turbo TCe 1.3 Flex; o lançamento do Zoe E-TECH Electric; e a confirmação da comercialização do Kwid E-TECH Electric.

A Renault está instalada no Paraná há mais de 23 anos. São cerca de 7.300 colaboradores diretos e 25 mil empregos indiretos. São quatro fábricas instaladas no complexo em São José dos Pinhais: veículos de passeio, comerciais leves, motores e injeção de alumínio. A Renault é a 24ª maior empresa da região e também a nona maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Companhia destinou R$ 1,1 bilhão para a incrementar o Complexo Ayrton Senna

Mercado projeta inflação de 5,65% para este ano

É a oitava vez consecutiva para elevação do IPCA

Há algumas semanas as estimativas do mercado já estavam apontando para uma inflação este ano acima da meta

O mercado financeiro aumentou novamente a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 5,65%. É a oitava vez consecutiva que o mercado projeta uma elevação no IPCA. Há uma semana, a projeção do mercado era de que a inflação este ano ficasse em 5,6%. Há quatro semanas a previsão era de 5,44%.

Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção de mais de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Há algumas semanas as estimativas do mercado já estavam apontando para uma inflação este ano acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3,5%, com variação de 1,5 ponto percentual.

Em fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) também mostrou em ata que suas projeções para a inflação também estavam acima da meta. “As projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 5,4% para 2022 e 3,2% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 12% ao ano no primeiro semestre de 2022 e termina o ano em 11,75% ao ano”, diz a ata do Copom.

Na projeção desta semana, o Focus também elevou a previsão do PIB. A nova projeção é de um PIB de 0,42%, em 2022, ante os 0,3% previstos na semana passada. A elevação ocorre após o após a divulgação do PIB de 2021, que foi de 4,6%. O mercado manteve a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Na projeção divulgada nesta segunda-feira, a Selic deve ficar em 12,25%. Há quatro semanas, a projeção era de que os juros ficassem em 11,75%.

Em fevereiro, além de estimar uma inflação acima da meta, o Copom também aumentou a taxa de juros de 9,25% para 10,75% ao ano. Em comunicado, o Copom indicou que continuará a elevar os juros básicos até que a inflação esteja controlada no médio prazo. A expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 ficou em R$ 5,40, uma redução em relação ao projetado na semana passada, quando o mercado previa um câmbio R$ 5,50.

Com Agência Brasil

É a oitava vez consecutiva para elevação do IPCA

Consumidor poderá negociar dívidas em atraso em mutirão nacional

Campanha da Febraban começa nesta segunda-feira

Segundo a Febraban, o alvo da campanha são as pessoas físicas que não possuem bens dados em garantia

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com o Banco Central, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e os Procons de todo o país, promove o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, a partir de segunda-feira (7) até 31 de março, em que consumidores poderão negociar suas dívidas com os bancos. A iniciativa permitirá que pessoas físicas com dívidas atrasadas, em instituições financeiras, tenham a oportunidade de quitar seus débitos e, ainda, ter acesso a conteúdo sobre educação financeira.

Segundo a Febraban, o alvo da campanha são as pessoas físicas que não possuem bens dados em garantia; que estejam em atraso e em nome de uma pessoa natural; e que as dívidas tenham sido contraídas de bancos ou financeiras. “O mutirão nacional é uma ação conjunta que não apenas contribui para o reequilíbrio orçamentário das famílias, mas, principalmente, promove a educação financeira, que é fundamental para que o consumidor consiga evitar o endividamento de risco, tenha mais informações sobre produtos e serviços bancários e melhore sua saúde financeira”, declarou, em nota, Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Uma página do mutirão foi desenvolvida para preparação prévia da negociação, com o objetivo de promover orientação financeira ao consumidor até o envio de propostas de negociação na plataforma de mediação de conflitos ConsumidorGovBr, sistema criado pela Senacon que conta com a adesão de mais de 160 instituições financeiras. Na página do mutirão, o consumidor encontra também ferramentas que permitem, por exemplo, consultar suas dívidas, como o sistema do Banco Central por meio do qual é possível acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR).

Para aderir ao mutirão, o consumidor pode optar por negociar com a instituição credora dentro da plataforma ConsumidorGovBr, ou diretamente com os canais digitais de negociação dos bancos. O banco tem o prazo de dez dias para analisar o pedido e apresentar uma proposta.

Com Agência Brasil

Campanha da Febraban começa nesta segunda-feira

Biamar inaugura complexo na Serra Gaúcha

Investimento foi de R$ 60 milhões

Com o aporte, empresa quase triplica de tamanho e projeta crescer 50%

Os fios entrelaçados que contam a trajetória de 35 anos da gaúcha Biamar se abrem para um novo momento da marca, considerada uma das mais importantes no segmento de malhas e tricots do Brasil. Com investimento que ultrapassa os R$ 60 milhões, a empresa familiar revela ao público, no dia 14 de março, seu novo complexo de mais de 22 mil metros quadrados.

As inéditas instalações estão interligadas por um túnel subterrâneo e por uma passarela ao antigo prédio, na Rua Júlio de Castilhos, no bairro Vicentina, em Farroupilha, na Serra Gaúcha. Dividido em seis andares, o edifício abrigará loja de dois pisos, estoque de produtos a pronta entrega, depósito, entre outros. De forma provisória, o espaço acomodará também a tecelagem e passadoria, até a conclusão da ampliação da sede anterior, quando voltarão para o local.

“A nova sede foi planejada para atender melhor o cliente lojista, que sai da sua casa, da sua cidade para vir até Farroupilha fazer as compras para a sua loja. Queríamos oportunizar uma experiência melhor, um atendimento mais satisfatório e um mix maior de produtos. Com a ampliação do espaço também poderemos desenvolver e lançar várias outras linhas, algumas das quais já estão em desenvolvimento”, explica o diretor Itacir Ari Marmentini, que divide a sociedade do grupo Biamar com a irmã, Devilda Marmentini Biazoli, e com o cunhado Segundo Biazoli. Além da marca homônima, a companhia é detentora das marcas aBênção, BlackPool e Urbanity.

Marca projeta crescer 50%
Com o novo prédio, a Biamar vai duplicar a área industrial e quadruplicar o tamanho da loja, com produtos a pronta entrega e 27 caixas para atendimento. Com a ampliação, a companhia está gerando 50 vagas de empregos diretos e projeta aumentar em 50% o faturamento.

A designer de moda e coordenadora de Criatividade e Estilo da Biamar, Suélen Biazoli, explica que a pandemia trouxe muitos desafios, fazendo com que a marca lançasse novos produtos e apostasse em linhas inéditas nos últimos dois anos. A inovação resultou numa expansão de 40% na receita da companhia durante período.

“Após as restrições do isolamento social em 2020, tínhamos uma enorme preocupação com a segurança dos nossos funcionários e, por esse motivo, desenvolvemos uma máscara de proteção, que atendia as recomendações da OMS. Por ser extremamente ergonômico, o produto passou a ser confeccionado para venda ao público, e isso auxiliou de forma relevante no crescimento da nossa empresa nos últimos dois anos. Neste período, também expandimos muito as comercializações de produtos de tecido plano, lançamos a linha de shoes e desenvolvemos e apostamos em matérias-primas próprias”, contextualiza Suélen, que integra a segunda geração da família na administração do negócio.

A Biamar conta com 108 teares da empresa japonesa Shima Seiki, uma linha de tecelagem em funcionamento 24 horas e produz mais de 3 mil peças por dia. Os produtos são confeccionados em tecnologia fully fashion, que garante o menor desperdício possível.

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Investimento foi de R$ 60 milhões

Como evitar erros na declaração do Imposto de Renda

Especialista aconselha boa organização de documentos e transparência

Receitas de aluguéis e os ganhos de capital na venda de imóveis estão entre os mais propensos a dar problemas na declaração

Seja por falta de atenção, por erro ou por falta de documentos, uma das obrigações mais tradicionais do brasileiro pode acabar em dor de cabeça. Em vez de receber restituição, o contribuinte pode ser obrigado a refazer a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física e a prestar contas adicionais ao Fisco. Nos piores casos, a Receita Federal pode cobrar uma multa de até 75% do imposto devido.

Com o prazo de entrega, que começa nesta segunda-feira (7) e vai até 29 de abril, a Declaração do Imposto de Renda exige cuidados. No ano passado, 869,3 mil contribuintes caíram na malha fina, de um universo de 36,8 milhões de declarações enviadas. O principal motivo foi a omissão de rendimentos, com 41,4% das ocorrências, seguido por falta de comprovação de dedução, responsáveis por 30,9% das declarações retidas em 2021.

Como prevenir contratempos? Segundo o advogado Edemir Marques de Oliveira, especializado em direito tributário, a antecipação na hora de juntar documentos e a transparência na prestação de informações são os principais cuidados que o contribuinte deve ter. “A primeira coisa é tentar ser o mais honesto possível com a Receita. E nessa transparência, o contribuinte deve juntar toda a documentação que puder em termos de deduções e dos rendimentos”, explica.

Entre os rendimentos mais propenso a dar problemas, diz o advogado, estão as receitas de aluguéis e os ganhos de capital na venda de imóveis. “O contribuinte deve ser organizado não apenas no momento de declarar o Imposto de Renda, mas durante todo o ano”, diz Oliveira. Em relação às deduções, o advogado aconselha que o contribuinte exija nota fiscal e guarde todos os recibos dos gastos que podem ser deduzidos, como educação e saúde.

Dicas
Para Oliveira, a grande novidade de 2022 que pode resultar na diminuição de erros e de omissões é a declaração pré-preenchida da Receita. Nesse modelo, o contribuinte recebe um formulário com dados de declarações enviadas por empresas, instituições financeiras, imobiliárias e médicos, cabendo apenas conferir os dados. Todo o processo é feito no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC).

Até agora disponível apenas para contribuintes com certificação digital (tipo de assinatura eletrônica vendida no mercado), a declaração pré-preenchida foi ampliada neste ano. A ferramenta poderá ser usada por quem tem conta tipo prata ou ouro no Portal Gov.br. O advogado, no entanto, recomenda atenção a quem opta por esse recurso.

“O declarante deve comparar as informações com os documentos antes de confirmar os dados. Caso encontre alguma divergência, deve ajustar as informações e guardar o documento ou o recibo para eventuais esclarecimentos ao Fisco”, orienta Oliveira. Por fim, o advogado aconselha o contribuinte a acompanhar o processamento da declaração, informado por meio do e-CAC. Caso haja problemas, deve-se enviar, o mais rápido possível, uma declaração retificadora. “A Receita oferece a oportunidade para que o contribuinte faça a autorretificação e evite ser intimado”, justifica.

Confira, a seguir, as principais orientações para evitar erros e omissões e cair na malha fina.

– Organizar documentos ao longo do ano ou pelo menos algumas semanas antes de enviar a declaração

– Ser transparente com a Receita Federal e informar todos os rendimentos recebidos no ano anterior, assim como comprovar todos os gastos que geram dedução

– Revisar a declaração antes do envio para evitar erros de preenchimento

– Identificar operações que não ocorrem com frequência, para evitar omissão de dados. Entre essas operações, estão compra e venda de bens acima de R$ 5 mil, que podem gerar ganhos de capital

– Evitar a inclusão de dependentes em duas declarações

– Incluir os rendimentos próprios dos dependentes, como filho que recebe pensão de ex-cônjuge

– Evitar inclusão de despesas médicas indedutíveis ou sem comprovação

– Acompanhar o processamento da declaração após a entrega e retificar dados inconsistentes ou omitidos o mais rápido possível

Com Agência Brasil

Especialista aconselha boa organização de documentos e transparência

Havan inaugura nova megaloja em Curitiba no dia 17

A rede varejista chega a 169 filiais em 21 estados 

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A rede de megalojas Havan chega a uma marca histórica no Paraná. No dia 17 de março será inaugurada a 30ª megaloja no estado, que foi o primeiro a receber uma filial da Havan em 1995. A nova megaloja ficará em frente ao terminal Santa Cândida.

É a primeira inauguração de uma megaloja Havan de 2022. Com ela, a rede varejista chega a 169 filiais em 21 estados brasileiros e mais de 22 mil colaboradores. A nova megaloja abrirá as portas para o público a partir das 9 horas, com funcionamento diário até às 22 horas, inclusive aos sábados e domingos.

Com mais de 20 mil metros quadrados de área construída e dois pavimentos, a nova megaloja será a maior filial da rede no estado. Oferecerá cerca de 500 vagas de estacionamento para uso gratuito dos clientes, praça de alimentação e a tradicional fachada da Casa Branca.

A Havan é a 26ª maior empresa da região e também a oitava maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

A rede varejista chega a 169 filiais em 21 estados 

Pix bate recorde de transações diárias

Foram feitas mais de 58 milhões de operações em tempo real na sexta passada

No mês de fevereiro foram realizadas 1,1 bilhão de transações

A plataforma online de transações financeiras Pix bateu novo recorde na última sexta-feira (4). Nesse dia, foram realizadas 58.531.277 operações em tempo real. No mês de fevereiro foram realizadas 1,1 bilhão de transações. O maior número de operações foi registrado em dezembro do ano passado, com 1,4 bilhão. Em janeiro, foi registrada queda, com 1,3 bilhão de operações.

Os dados do Banco Central mais atualizados sobre o Pix, referentes a fevereiro, davam conta de 408,6 milhões de chaves ativas no Brasil. Desse total, 153 milhões eram aleatórias, 100,9 milhões com CPF, 87,8 milhões com número de telefone celular e 59,9 milhões com e-mail.

Os mais de 400 milhões de chaves são relativas a 122 milhões de usuários no país, sendo 113,6 milhões de pessoas e 8,4 milhões de pessoas jurídicas, como empresas e associações civis.

Com Agência Brasil

Foram feitas mais de 58 milhões de operações em tempo real na sexta passada

Matriz de risco potencial regionalizado de SC aponta 12 regiões no nível alto

Em um comparativo com o relatório anterior, houve melhora em quatro regionais

Os números preliminares de fevereiro já apontam uma redução de 54% nas internações por Covid-19 em relação ao mês anterior

A matriz de risco potencial regionalizado, divulgada neste sábado (5) aponta cinco regiões classificadas no nível moderado (cor azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Foz do Rio Itajaí, Laguna e Vale do Itapocu, e 12 regiões foram classificadas como nível alto (cor amarela): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê.

Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve melhora em quatro regiões que estavam classificadas no nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas no nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Laguna e Vale do Itapocu, que se juntaram a Foz do Rio Itajaí que se manteve estável. Também houve melhora no Médio Vale do Itajaí, que estava classificado no nível Grave (laranja) e passou a ser classificado como nível alto (amarelo). Para as demais regiões, não houve mudança de classificação.

A dimensão da gravidade expressa os diferentes níveis da pandemia no atual momento em cada uma das localidades. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (três semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nesta dimensão, um total de nove regiões foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Oeste, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê. Outras oito regionais foram classificadas no nível Grave (laranja): Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste e Planalto Norte.

A dimensão da transmissibilidade busca medir o nível de disseminação da Covid-19 população, de acordo com as Regiões de Saúde. É composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Nesta categoria, três regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Foz do Rio Itajaí e Laguna. Outras 12 (doze) regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê. Por fim, duas regiões foram classificadas no nível Grave (laranja) Alto Vale do Rio do Peixe e Oeste. O número de casos ativos vem tendo uma redução nas últimas semanas.

A dimensão que monitora a proteção específica tem por objetivo expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral e em grupos mais vulneráveis, substituindo a dimensão do monitoramento. Ela é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade. Nela, quatro regionais foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Meio Oeste e Oeste. Outras 11 (onze) regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê, e duas foram classificadas no nível Grave (laranja), Alto Vale do Rio do Peixe e Médio Vale do Itajaí.

Por fim, a dimensão que cobre a capacidade de atenção expressa o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis em Santa Catarina. Nela, observou-se um total de onze regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Planalto Norte e Vale do Itapocu. Outras seis regionais estão com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 entre 20 e 40%, Extremo Oeste, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Serra Catarinense e Xanxerê e nenhuma região apresenta uma capacidade de atenção grave (laranja) ou gravíssima (vermelho) com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto Covid-19 entre 40 e 60%.

Com o avanço da variante Ômicron do coronavírus, cuja transmissão comunitária foi estabelecida em Santa Catarina na segunda quinzena de janeiro de 2021, o número de casos ativos passou de 4.508 no dia 31 de dezembro para 80.251 no dia 29 de janeiro, o que representou um aumento de 1.680% em um único mês. A partir de então, o número de casos ativos vem reduzindo de forma sustentada por 4 semanas consecutivas, chegando a 15.150 em 4 de março, o que representa uma queda de 81% em relação ao pico de casos ativos registrados no dia 29 de janeiro. Embora tenha sofrido uma drástica redução nas últimas semanas, o número de casos ativos ainda é considerado elevado em Santa Catarina, demonstrando que ainda há um elevado risco de contágio de Covid-19 em todo o Estado. Por isso, continua sendo fundamental a adoção de medidas de prevenção contra o contágio, como uso de máscaras, evitar aglomerações, dar preferência por ambientes abertos e ventilados e lavar as mãos com álcool gel ou água e sabão com frequência.

O número de casos confirmados de Covid-19 alcançou o pico no mês de janeiro de 2022, com um total de 278.477 casos, o que representou 17,1% do total de registros desde o início da pandemia. Os dados de fevereiro de 2022 (86.760) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 69% em relação ao mês anterior. O número de internações por Covid-19 alcançou o pico no mês de março de 2021, com um total de 9.918 casos. Desde aquele mês, o número de internações veio reduzindo gradualmente, até alcançar um total de 533 internações por Covid-19 em dezembro de 2021, o que representou uma redução de 95% nesse período. No entanto, em janeiro de 2022, o número de internações por Covid-19 subiu para 3.405 casos, representando um aumento de 539% nas internações em um único mês. Os dados de fevereiro de 2022 (1.575 casos) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 54% em relação ao mês anterior.

O mesmo comportamento se observa em relação às internações em leitos de UTI. Após alcançar um pico no mês de março de 2021, com 2310 pessoas internadas em leitos de UTI para tratamento da Covid-19 grave, o número de pacientes internados em leitos de UTI reduziu gradualmente durante 2021, chegando a um total de 179 internações em dezembro de 2021, redução de 92% no período. Em janeiro de 2022, o número de internações em leitos de UTI subiu para 791, representando um aumento de 342% num único mês. Os dados de fevereiro de 2022 (331 casos) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 58% em relação ao mês anterior.

Da mesma forma, os óbitos por Covid-19 alcançaram um pico em março de 2021, com um total de 3.533 óbitos num único mês. Nos meses seguintes, o número de óbitos foi reduzindo gradualmente, até alcançar um total de 103 óbitos em dezembro de 2021, o que representou uma redução de 97% no período. Em janeiro de 2022, o número de óbitos por Covid-19 subiu para 809, representando um aumento de 685% num único mês. Os dados de fevereiro de 2022 (314 óbitos) ainda estão em processamento, mas de forma preliminar já apontam uma redução de 61% em relação ao mês anterior.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Em um comparativo com o relatório anterior, houve melhora em quatro regionais

Marketplace agrícola Supercampo tem novo CEO

Leandro Carvalho tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais

Carvalho terá o desafio de aumentar a presença da plataforma cooperativista paranaense no agronegócio

O marketplace agrícola Supercampo conta com um novo CEO. Leandro Carvalho, que tem mais de 25 anos de experiência em desenvolvimento de negócios e abertura de mercados B2B e B2C no Brasil e na América Latina, assume o comando da plataforma paranaense deseja ser a maior comunidade digital do agronegócio brasileiro até 2025. O executivo tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais como Accor, Pegasus, Sabre e TUI, nas quais foi responsável por processos de gestão de performance, aumento da qualidade da experiência digital, desenvolvimento de estratégias de negócio e otimização dos canais de venda.

A chegada de Carvalho na Supercampo fortalece o objetivo de inserir os produtores agropecuários no universo das compras online. “Vislumbramos um futuro mais digital para o agronegócio e para as cooperativas. Focaremos esforços para auxiliar os cooperados em suas atividades e para aumentar a relevância da Supercampo neste mercado”, explica o novo CEO, em nota. Na lista de próximos passos para a plataforma estão o fortalecimento da marca e a prospecção de novos lojistas para o catálogo, que já soma mais de 120 mil produtos.

A Supercampo é um marketplace que reúne milhares de produtos voltados ao segmento agropecuário. Com perfil totalmente cooperativista, visa atender demandas das cooperativas. A plataforma, que atende 80 mil cooperados, tem como sócias as cooperativas Agrária, Capal, Castrolanda, Cooperalfa, Coopertradição, Copacol, Copercampos, Coplacana, Cotrijal, Frísia, Integrada e Lar.

Leandro Carvalho tem no currículo passagens por grandes empresas multinacionais

A difícil guerra entre a volatilidade do mercado e o bolso do brasileiro

Em série do podcast de AMANHÃ, analistas da Terra Investimentos apresentam os desafios e caminhos para encarar 2022

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Nesse primeiro episódio do Pílulas de AMANHÃ sobre as previsões para 2022 com os especialistas da Terra Investimentos, o analista Régis Chinchila, dá seu ponto de vista sobre a volatilidade do mercado em 2022. Acompanhe o podcast!

Em série do podcast de AMANHÃ, analistas da Terra Investimentos apresentam os desafios e caminhos para encarar 2022

Temas do mercado imobiliário mobilizam 80 palestrantes no ICXP 2022

Aluguel, vendas, estratégia, tendências e marketing estarão em pauta nos dias 18 e 19 de março em Curitiba

“Quando pensamos em um horizonte de médio prazo, daqui até 2025, a primeira barreira do mercado imobiliário que vai cair é a burocracia, com a digitalização completa do setor”, prevê Guga Stocco

Captação de imóveis, garantias locatícias e crédito são apenas alguns dos temas que vão dominar os debates durante o ICXP 2022, que vai reunir palestrantes e inspiradores em sua primeira edição, nos dias 18 e 19 de março, em Curitiba. Promovido pelo Imobi Report, plataforma de conteúdo especialista no mercado imobiliário, o Imobi Conference Experience será o primeiro grande evento presencial do setor em mais de dois anos. Por isso, a organização apostou na seleção de speakers que vão abordar grandes temas de interesse do mercado, além de insights variados para quem atua no setor.

Entre os keynotes do evento, estão Guga Stocco, Thiago Concer, Aretha Duarte e Romeo Busarello. Outras 80 personalidades devem mobilizar a atenção de cerca de duas mil pessoas nos dois dias de agenda, no pavilhão do Centro de Eventos Positivo. São esperados corretores de imóveis, gestores de imobiliárias, lideranças de incorporação, fornecedores de tecnologia e demais interessados no setor.

Após a primeira palestra e abertura do evento por Rodrigo Werneck, CEO e estrategista-chefe da Cupola, quem sobe ao palco principal do ICXP 2022 é Aretha Duarte, montanhista e empreendedora socioambiental, primeira mulher negra latino-americana a subir até o topo do Everest. A atleta vai mostrar como a motivação é essencial para conquistar sonhos e objetivos.

Fundador da Futurum Capital e Board member do Banco Original, Totvs, Vinci e Grupo Soma, Guga Stocco vai falar sobre como a tecnologia é imprescindível para o crescimento do mercado. “Quando pensamos em um horizonte de médio prazo, daqui até 2025, a primeira barreira do mercado imobiliário que vai cair é a burocracia, com a digitalização completa do setor”, comenta o empreendedor.

No segundo dia, os destaques são Thiago Concer, especialista em vendas práticas fundador do Sales Clube e do movimento #OSV, e Romeo Busarello, former-VP de marketing e inovação da Tecnisa, grande referência no setor. Além dos quatro keynotes, o ICXP 2022 também contará com a participação de Admar Cruz (QuintoAndar), Paulo Picchetti (FGV), Jardel Cardoso (Grupo Loft), Marcelo Dadian (ZAP+), Bianca Setin (Setin Empreendimentos), Andressa Gulin (AG7), Matheus Fabricio (Lopes Consultoria de Imóveis), Rafael Kiso (mLabs), Moira Toledo (Lello Imóveis) e Jean Michel Galiano (Apolar), entre outros.

Para participar do evento, há duas opções de ingressos: padrão (acesso a áreas comuns e plenárias, visita aos estandes, rodada de negócios, experiências do pavilhão) e VIP (benefícios do ingresso padrão + credenciamento exclusivo, espaço reservado nas plenárias, guarda-volumes gratuito, acesso à Área VIP, sala de reunião, kit especial de boas-vindas). Também é possível fazer upgrade do ingresso e participar de uma imersão no mercado imobiliário curitibano, com visita a imobiliárias e empreendimentos de destaque da capital paranaense.

Os ingressos padrão e VIP, além do upgrade, já estão à venda e podem ser adquiridos pelo site https://icxp.com.br/. O evento conta com o apoio de Porto Seguro, QuintoAndar, Captei, Grupo Rede Vistorias, Refera, Arbo, Avalyst, Lopes, Pottencial Seguradora, Sigafy, Alpop, Assine.Online, e das startups Account Tech, Aqua, Avalion, FCAnálise, Firefly, Hauseful, Nia, RuaDois, Skyline, Visitown, WebImob e WeBro. O ICXP também tem apoio institucional de ABMI, Ademi-PR, Bee Rede Imobiliária, BIB-Rio Bolsa de Imóveis, Cofeci, Creci-GO, Creci-PR, Mulheres do Imobiliário, Netimóveis, Rede Brasília de Imóveis, Secovi-GO, Secovi-MG, Secovi-PR e Secovi-SP.

Aluguel, vendas, estratégia, tendências e marketing estarão em pauta nos dias 18 e 19 de março em Curitiba

Balança comercial tem segundo maior superávit para meses de fevereiro

Exportações superaram importações em US$ 4 bilhões

Um dos principais responsáveis pela recuperação do saldo comercial foi a valorização das commodities

Depois de registrar déficit em janeiro, a balança comercial recuperou-se em fevereiro e teve o segundo maior resultado positivo para o mês. No mês passado, o país exportou US$ 4 bilhões a mais do que importou. O superávit só não foi maior que o de fevereiro de 2017, quando o país vendeu US$ 4,2 bilhões a mais do que comprou. No primeiro bimestre deste ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 3,8 bilhões. Isso representa mais que o dobro do resultado obtido em janeiro e fevereiro do ano passado (US$ 1,6 bilhão), mas está longe do recorde de US$ 6,7 bilhões registrado nos dois primeiros meses de 2017.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 22,9 bilhões para o exterior e comprou US$ 18,8 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em fevereiro, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 32,6% em relação a fevereiro do ano passado, pelo critério da média diária. As importações aumentaram 22,9% na mesma comparação. Um dos principais responsáveis pela recuperação do saldo comercial foi a valorização das commodities (bens primários com cotação internacional), que subiram em fevereiro em meio ao acirramento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A recuperação de algumas safras, principalmente a de soja, também contribuiu para o resultado.

No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 22,6%, enquanto os preços aumentaram 13,5% em média em fevereiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada caiu 2,5%, mas os preços médios subiram 30,9%.

Setores
Ao analisar o desempenho no setor agropecuário, a recuperação de safras pesou mais. O volume de mercadorias embarcadas aumentou 61,2% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2021, enquanto o preço médio subiu 31,8%. Na indústria de transformação, o volume subiu 16,9%, com o preço aumentando em nível parecido: 16,3%. Na indústria extrativa, que engloba exportação de minérios e de petróleo, a quantidade aumentou 11,1%, enquanto os preços médios caíram 3,1%.

Os produtos com maior destaque nas exportações agropecuárias foram trigo e centeio não moídos (+874,7%), café não torrado (+89,7%) e soja (+187,5%). Na indústria extrativa, os maiores crescimentos foram registrados em óleos minerais brutos (+114,1%), petróleo bruto (+74,2%) e minério de cobre (+19%). Na indústria de transformação, os maiores aumentos ocorreram nos itens carne bovina congelada ou refrigerada (+81,8%), farelo de soja (+40,5%) e combustíveis (+290,1%).

Quanto às importações, os maiores crescimentos foram registrados nos seguintes produtos: cevada (+620%), na agropecuária; petróleo bruto (+109,6%) e gás natural (+280%), na indústria extrativa; e adubos ou fertilizantes químicos (+112,6%), na indústria de transformação. Em relação aos fertilizantes, a alta deve-se principalmente ao aumento recente de preços. A quantidade importada caiu cerca de 7% em fevereiro na comparação com fevereiro do ano passado.

Estimativa
Para 2022, o governo prevê superávit de US$ 79,4 bilhões, valor parecido com o deste ano. A estimativa, no entanto, ainda não considera o impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia. A projeção só deverá ser revisada em abril. As estimativas estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 64,06 bilhões neste ano.

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Com Agência Brasil

Exportações superaram importações em US$ 4 bilhões