Bolsa atinge 5 milhões de investidores em janeiro

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país

O número de investidores pessoas físicas (PFs) na Bolsa aumentou 0,7% em janeiro quando comparado a dezembro, ultrapassando a marca de 5 milhões de investidores na Bolsa. A maioria dos investidores se encontram na faixa etária de 26 a 35 anos, que correspondem em 33,5%. Continuando a tendência vista desde 2013, dados mais antigos disponibilizados, as pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens.

Em relação às regiões, ainda há uma concentração de investidores no Sudeste do país. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais possuem juntos 56,7% do total de investimentos, 39,8 pontos percentuais à frente do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somados (16,9%). A representatividade de mulheres na Bolsa ainda é pequena (23,4%), mas continua apresentando crescimento. Apesar de uma representatividade ainda pequena, o número de mulheres está avançando em ritmo acelerado, com alta de 38,2% desde 2020.

Também há um grande aumento no número de investidores com interesse em BDRs, sigla de Brazilian Depositary Receipts [certificados de depósito de valores mobiliários emitidos no Brasil que representam valores mobiliários de emissão de companhias abertas com sede no exterior]. Hoje são 1,4 milhão representando 22% do estoque. Além disso, em termos relativos, esse foi o produto que mais cresceu em 2020, registrando um aumento de 994% no número de CPFs cadastrados. Em janeiro, o número de investidores pessoas físicas (PFs) na B3 atingiu 5.012.688. Em relação ao final de 2021, houve um aumento de 36.543 investidores PFs, equivalente a um crescimento mensal de 0,7%.

Também houve um aumento do valor total mensal de 2,7%, atingindo R$ 510,2 bilhões investidos. “Acreditamos que esse aumento mensal reflete o desempenho da Bolsa, que subiu 7% no mês de janeiro, melhor desempenho mensal do índice desde dezembro de 2020. Nesse início de 2022, a Bolsa brasileira tem se beneficiado da forte exposição a commodities, entre outros fatores”, analisa a XP em relatório.

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens

As pessoas estão começando a investir cada vez mais jovens Em relação às regiões, ainda há uma…

Poupança tem retirada líquida de R$ 19,6 bilhões em janeiro

Saques mensais são os maiores desde 1995

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação

A aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros iniciou o ano com retirada recorde. Em janeiro, os brasileiros sacaram R$ 19,6 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança. Essa foi a maior retirada líquida registrada para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. O recorde anterior tinha sido registrado em janeiro do ano passado, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 18,1 bilhões.

Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é marcado pelo forte volume de saques na poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano. No ano passado, a poupança tinha registrado retirada líquida de R$ 35,5 bilhões. A aplicação foi pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros. A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior do que a registrada em 2015 (R$ 53,5 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Rendimento
Até recentemente, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). Desde dezembro do ano passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 10,75% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Nos 12 meses terminados em janeiro, a aplicação rendeu 3,06%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,2%. O IPCA cheio de janeiro será divulgado na próxima quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso a inflação caia nos próximos meses, a caderneta pode voltar a ter rendimento positivo. Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 5,10% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia cerca de 7%, caso a Selic permanecesse em 10,75% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior se o Banco Central continuar a aumentar a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária.

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Com Agência Brasil 

Saques mensais são os maiores desde 1995

Saques mensais são os maiores desde 1995 O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer…

Brasil ainda sofrerá com a inflação, prevê especialista

Anderson Peres aponta um cenário ainda de bastante incerteza para este ano

Mercado de capitais é uma das apostas da Valore Elbrus, de Curitiba

A nova onda de Covid-19 e a eleição presidencial são apenas dois ingredientes que têm criado um cenário de muitas incertezas. “Vivemos uma situação muito desafiadora, para não dizer nefasta”, aponta o especialista em mercado financeiro Valore Elbrus, Anderson Peres. “Quem pensa que 2022 será um ano de estabilidade econômica, engana-se. A ancoragem das metas da inflação só será possível no país em 2023, com uma situação política mais clara e também com uma perspectiva melhor do fim de pandemia”, explica o também fundador da casa de investimentos sediada em Curitiba.

Para este ano, na visão econômica, o Brasil ainda sofrerá com a inflação, principalmente no setor de insumos básicos. “Comida mais cara, produtos de bem de consumo primários com valor mais elevado, principalmente pela falta de suprimentos que o mundo está sofrendo”, antevê o especialista. Neste cenário de inflação mais pressionada, ativos atrelados a ela podem ser boas proteções para as carteiras dos investidores.

“Tivemos, neste último período, uma abertura das taxas e com isso boas oportunidades no mercado de títulos públicos que pagam taxa de juros mais inflação. Além disso, o mercado de crédito privado tem se mostrado resiliente neste cenário e temos observado várias emissões de boas empresas que também remuneram o investidor pagando taxas muito atrativas acima da inflação”, sugere.

Com a continuidade do ciclo de alta da taxa de juros, os ativos pós-fixados também voltaram a ser atrativos para o investidor. Porém, por um outro lado, a perspectiva é que o setor de turismo tenha um crescimento acima da média. “Tudo isso impulsiona e movimenta muito o setor de serviços, como hotelaria, restaurantes, transporte aéreo e terrestre. Depois de dois anos de recessão, agora a tendência é crescer e muito”, prevê Peres. Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) o setor terá plena recuperação já no primeiro semestre de 2022, e a previsão é que o setor tenha um crescimento de 30% no próximo ano, em relação à época pré-pandemia.

Os setores citados por Peres foram os que mais sofreram com a pandemia e este cenário de recuperação vai depender da melhora das condições de saúde em geral, com o avanço da vacinação e reabertura de algumas atividades econômicas. “Considerando a reabertura da economia, esses podem vir a ter uma valorização acima daquela esperada pelo mercado. Além disso, a bolsa brasileira tem ficado descontada perante seus pares e com isso começa a gerar boas oportunidades de investimentos”, aponta o especialista.

Se o cenário é ruim para a economia, para o setor de investimentos é excelente, aposta Peres. “Com taxa de juros mais alta, avanço da vacinação e bolsa de valores norte-americana indo muito bem, é hora de investir”, reforça. “A dica para os investidores é variar os investimentos e estar atento a ações e moeda estrangeira, com os resultados positivos e crescimento da bolsa americana”, afirma. A diversificação em ativos descorrelacionados em momento de alta volatilidade é a grande estratégia para uma carteira de investimento ter rentabilidade de forma constante. “A mescla entre ativos nacionais com ativos internacionais traz equilíbrio para os investimentos e, com isso, faz um hedge natural na carteira dos investidores e traz maior tranquilidade nestes períodos turbulentos”, finaliza.

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Anderson Peres aponta um cenário ainda de bastante incerteza para este ano

Anderson Peres aponta um cenário ainda de bastante incerteza para este ano Mercado de capitais é uma…

Tesouro Direto atinge vendas de R$ 3,2 bilhões em dezembro

Vendas superaram resgates no mês

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic, que corresponderam a 57,6% do total

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,7 bilhão em dezembro do ano passado. Segundo dados do Tesouro Nacional, as vendas de títulos atingiram R$ 3,2 bilhões, e os resgates totalizaram R$ 1,6 bilhão, sendo R$ 1,5 bilhão relativos a recompras.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (Tesouro Selic), que corresponderam a 57,6% do total. Os títulos vinculados à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), como o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, tiveram participação de 32,2% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 10,3%.

Em relação à rentabilidade acumulada, o destaque de dezembro foi para o título Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2031, com vencimento em 1° de janeiro de 2031, que registrou variação de 4,74%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 79,1 bilhões no fim de dezembro, um aumento de 3,4% em relação ao mês anterior de R$ 76,6 bilhões, e aumento de 26,3% sobre dezembro de 2020 (R$ 62,7 bilhões).

Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 55,2%. Na sequência, aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 26,4%, e, por fim, os títulos prefixados, com 18,4%. Em relação à composição do estoque por prazo, o balanço mostra que 1% dos títulos vencem em até 1 ano. A maior parte, 64,8%, é composta por títulos com vencimento entre 1 e 5 anos. Os títulos com prazo entre 5 e 10 anos, por sua vez, correspondem a 11,2% e aqueles com vencimento acima de 10 anos, a 23,0%.

Investidores
O balanço mostra ainda que em relação ao número de investidores, em dezembro, 881.029 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. O número total de investidores cadastrados ao fim do mês atingiu 16.299.139, o que representa aumento de 77,2% nos últimos 12 meses. O número de investidores ativos chegou a 1.814.127, uma variação de 25,7% nos últimos 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 78.761 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu, em dezembro, a 588.989 operações de venda de títulos a investidores, o que correspondeu a 85,0% das vendas ocorridas no mês. O valor médio por operação, neste mês, foi de R$ 5.592,39.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 61,1% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 29,3% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 9,6% das vendas. O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados. Desde o dia 1º de janeiro, o investidor com recursos no Tesouro Direto paga menos para manter o dinheiro aplicado. A taxa de custódia dos títulos caiu de 0,25% para 0,2% do valor dos papéis.

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Com Agência Brasil

Vendas superaram resgates no mês

Vendas superaram resgates no mês Os títulos mais procurados pelos investidores foram os corrigidos pela taxa básica…

Poupança tem retirada líquida de R$ 35,5 bi em 2021

Em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 7,6 bi

O aumento dos juros foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação

Pressionada pelo fim do auxílio emergencial, pelos rendimentos baixos e pelo endividamento maior dos brasileiros, a caderneta de poupança registrou, em 2021, a terceira maior retirada líquida da história. No ano passado, os investidores sacaram R$ 35,5 bilhões a mais do que depositaram, informou o Banco Central (BC).

A retirada líquida – diferença entre saques e depósitos – só não foi maior que a registrada em 2015 (R$ 53,5 bilhões) e em 2016 (R$ 40,7 bilhões). Naqueles anos, a forte crise econômica levou os brasileiros a sacarem recursos da aplicação.

Em 2020, a caderneta tinha registrado capitação líquida – diferença entre depósitos e retiradas – recorde de R$ 166,3 bilhões. No ano retrasado, o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600, depositado em contas poupança digitais, inflou o saldo da poupança. A instabilidade no mercado financeiro no início da pandemia de Covid-19 também aumentou temporariamente as aplicações na caderneta.

Apesar do resultado negativo no ano, em dezembro, os brasileiros depositaram R$ 7,6 bilhões a mais do que sacaram da poupança. O valor é 62,8% menor que a captação líquida de R$ 20,6 bilhões registrada em dezembro de 2020. Tradicionalmente, os brasileiros depositam mais na caderneta em dezembro, por causa do pagamento da segunda metade do décimo terceiro salário.

A aplicação começou 2021 no vermelho. De janeiro a março, os brasileiros retiraram R$ 27,5 bilhões a mais do que depositaram, influenciado pelo fim do auxílio emergencial. Com o pagamento da segunda rodada do benefício, a situação mudou. Os depósitos superaram os saques de abril a julho. A partir de agosto, a caderneta voltou a registrar mais retiradas que depósitos. Mesmo com a continuidade do pagamento do auxílio emergencial até outubro, os brasileiros continuaram a sacar. O rendimento abaixo da inflação acarretou a migração para outras aplicações. Ao mesmo tempo, a alta do endividamento das famílias levou a saques para compensar despesas urgentes.

Rendimento
Até o início de dezembro, a poupança rendia 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia). No mês passado, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR) mais 6,17% ao ano, porque a Selic voltou a ficar acima de 8,5% ao ano. Atualmente, os juros básicos estão em 9,25% ao ano.

O aumento dos juros, no entanto, foi insuficiente para fazer a poupança render mais que a inflação. Em 2021, a aplicação rendeu 2,99%, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, atingiu 10,42%. O IPCA cheio de 2020 será divulgado na próxima terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com Agência Brasil 

Em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 7,6 bi

Em dezembro, depósitos superaram saques em R$ 7,6 bi O aumento dos juros foi insuficiente para fazer…

Fertilizante ecológico pode reduzir dependência de importação

Técnica foi desenvolvida na Universidade Federal do Paraná

A forma industrial proposta pelos pesquisadores para produzir fertilizante ecológico é usar mais de um componente

Uma técnica de produção de fertilizante ecológico à base de casca de ovos, desenvolvida pelo pesquisador Roger Borges na Universidade Federal do Paraná (UFPR), poderá contribuir para a redução da importação de adubos e fertilizantes químicos pelo Brasil que, no ano passado, somou US$ 15,2 bilhões, um aumento de 90% em comparação a 2020. De acordo com dados da balança comercial brasileira, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os fertilizantes foram os produtos mais importados pelo país, na indústria de transformação. Em termos de quantidade, o Brasil importou 41,5 milhões de toneladas de fertilizantes, com expansão de 22%.

Pesquisador atualmente da Embrapa Instrumentação, Roger Borges explicou que a técnica foi desenvolvida a partir da utilização de telha de amianto para produzir fertilizante ecológico. “Utilizamos resíduos que não são usados, como as cascas de ovos, ricas em cálcio, ou amianto, que é um resíduo tóxico”. Conhecendo os componentes químicos da casca de ovo, os pesquisadores da UFPR pensaram em produzir um fertilizante que não prejudicasse o meio ambiente e que, ao mesmo tempo, fosse benéfico para a agricultura.

O projeto foi desenvolvido no Laboratório de Química de Materiais Avançados (Laqma) da UFPR. A técnica utiliza um processo de moagem mecanoquímico, em que os materiais reagem para formar novos produtos por meio da energia térmica e de fricção da própria moagem. A casca do ovo é colocada em um moinho de esferas de alta energia, juntamente com fosfatos de potássio, que reagem para formar novos compostos capazes de fornecer fósforo, cálcio e potássio, três componentes essenciais para o desenvolvimento das lavouras, informou a universidade.

A forma industrial proposta pelos pesquisadores para produzir fertilizante ecológico é usar mais de um componente. “A composição principal, tanto do amianto, quanto da casca de ovos, é carbonato de cálcio”, detalhou Borges. A produção industrial prevê misturar casca de ovos com amianto e outros elementos, como fosfato de potássio. “No final, a gente tem um fertilizante que poderá ser usado e não representa nenhum perigo, igual ao feito com amianto, por exemplo”. Segundo o pesquisador, para ser usado sozinho, o amianto precisa passar por tratamento de moagem. Os pesquisadores deram entrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) com dois pedidos de patentes envolvendo o tratamento do amianto e da casca de ovos para a produção de fertilizantes ecológicos. “A gente está desenvolvendo o produto com o objetivo de venda no mercado”.

Na avaliação de Borges, a principal economia na utilização desses fertilizantes é que o aproveitamento é melhor, uma vez que vai se usar menor quantidade do produto e garantir a mesma produção agrícola, comparado com o fertilizante tradicional encontrado no mercado. Há vantagens também ambientais, que incluem a reutilização de materiais não descartáveis, como o amianto, que por sua toxicidade requer aterros próprios para sua estocagem ou é jogado em lixões, o que demanda dinheiro para o funcionamento desses locais. Retirando do lixo esses materiais, Borges afirmou que se consegue convertê-los em valores positivos.

Existem duas classificações básicas: rejeito e resíduo. No caso do amianto, que é rejeito tóxico, os pesquisadores conseguem transformá-lo em um subproduto, depois que ele é tratado. A casca de ovos, por sua vez, é considerada resíduo. Embora não represente nenhum perigo, consegue-se também direcionar o material para ter um subproduto. Além disso, o carbonato de cálcio é uma fonte importante de cálcio que pode ser usada como substituição de calcário, tanto no caso do amianto, como no da casca de ovos. Borges reiterou que fertilizantes produzidos a partir de resíduos ou rejeitos apresentam maior eficácia agronômica quando comparados com fertilizantes convencionais.

Processo
A vantagem de ser um processo a seco, sem necessidade de utilização de água, evita a necessidade de etapas dispendiosas de secagem, ao contrário de outros processos que usam a água como solvente. No produto final, todos os elementos químicos presentes apresentam alto valor agregado na agricultura, o que elimina a necessidade de purificação.

Borges acrescentou que outra vantagem é a economia de produtos como o calcário, utilizado na produção de fertilizantes minerais por ser rico em cálcio, porque as reservas desses materiais são finitas, sendo essencial utilizá-las de maneira sustentável. Em 2020, as lavouras brasileiras usaram mais de 45 mil toneladas de calcário agrícola, boa parte dele resultante da exploração de reservas do país.

O professor Fernando Wypych, do Departamento de Química da UFPR, que orientou o projeto, informou que por ser menos solúvel em água, o novo fertilizante é mais sustentável, pois sua liberação é controlada. Ao contrário dos fertilizantes convencionais, que liberam os nutrientes de uma só vez, os de liberação controlada respondem aos estímulos das plantas (estimunoresponsáveis) e mantêm os teores constantes ao longo do ciclo de produção agrícola. Wypych disse ainda que a menor solubilidade do novo fertilizante feito à base de amianto ou de casca de ovos combate o problema da eutrofização gerada por produtos convencionais, que deixam as águas turvas, consumindo o oxigênio de rios e lagos e provocando a morte de peixes e outros animais aquáticos. A decomposição de todo esse material orgânico produz mau cheiro, além de gás carbônico e gás metano, principais gases do efeito estufa (GEEs).

A técnica cria ainda um subproduto que pode ser utilizado para a produção de hidroxiapatita, que é um material à base de fósforo e cálcio, utilizado para a produção de próteses ósseas e dentárias. Com maior valor agregado, a substância torna a aplicação mais atrativa comercialmente. A estimativa é que, anualmente, sejam produzidas quase 6 milhões de toneladas de cascas de ovos no mundo, segundo a universidade.

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Com Agência Brasil 

Técnica foi desenvolvida na Universidade Federal do Paraná

PwC abre inscrições para recrutamento da nova geração de solvers

O programa é um dos mais concorridos para quem deseja iniciar a carreira em consultoria tributária, de negócios ou em tecnologia

Os interessados podem candidatar-se até 17 de janeiro para vagas em todo o país, inclusive as unidades de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba

A PwC está com inscrições abertas para a seleção de sua nova geração de solvers – pessoas que se unem de formas inesperadas para criar soluções inovadoras para os mais variados desafios, ajudando as organizações a construir confiança e entregar resultados sustentáveis. Os interessados podem candidatar-se até 17 de janeiro para vagas em todo o país, inclusive as unidades de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba. O início das atividades será em abril. Clique aqui para fazer a inscrição.

Esse programa, único no mercado, uma vez que foi desenvolvido para preparar profissionais com profundo domínio do mundo digital, é ideal para pessoas que buscam desenvolvimento contínuo, conhecimento de variadas indústrias, além de trabalhar em equipes multiculturais em um ambiente de constante inovação. A PwC oferece práticas flexíveis de trabalho e aceita inscrições de onde os interessados estiverem.

Uma das diversas oportunidades de desenvolvimento é o Digital Upskilling, um programa completo de transformação digital que insere os profissionais em um mundo totalmente novo, com utilização de tecnologias de ponta e processos inovadores.

Nesta edição do programa, podem participar estudantes e profissionais com até dois anos de formação nos cursos de ciências contábeis, ciências econômicas, direito, administração, análise de sistemas, ciências da computação, engenharia da computação, engenharia mecânica, engenharia civil, engenharia de produção, processamento de dados, sistemas de informação, tecnologia de sistemas e redes, tecnologia em desenvolvimento de software, ciência de dados, inteligência artificial, estatística, psicologia, comércio exterior e relações internacionais.

O programa é um dos mais concorridos para quem deseja iniciar a carreira em consultoria tributária, de negócios ou em tecnologia

Por que 1º de abril é o dia da mentira? Descubra a origem

Desde criança somos apresentadas a uma data muito peculiar: o dia da mentira. Um momento em que todos contam histórias sem sentido e a falsidade rola solta de um jeito bem leve e divertido. Mas por que 1º de abril é o Dia da Mentira? Essa é uma das perguntas do universo que não possuem respostas 100% corretas, mas algumas teorias bem interessantes existem.

Quer descobrir quais são essas explicações? Então vem com a gente entender melhor os segredos por trás dessa data tão única.

Por que 1º de abril é o Dia da Mentira?

Foto: Reprodução/Pixabay

Todo mundo sabe que o Dia da Mentira, ou Dia dos Bobos, é comemorado todos os anos em 1º de abril, mas será que existe algum motivo específico para isso?

Há, na verdade, inúmeras teorias, nada comprovado realmente, mas é legal até pensar que um dia cheio de mentiras possua um mistério assim.

A teoria mais famosa é de que a data surgiu na França no século XVI, época em que o ano novo era comemorado dia 25 de março até 1º de abril. No anode 1564, o rei decidiu adotar o calendário gregoriano, passando a contar um novo ano em todo 1º de janeiro.

Acontece que muita gente não gostou da mudança ou acabou esquecendo e continuou usando o calendário antigo. Esses viraram motivo de piada pelo restante da população que não perdoou e passou a chamá-los de “bobos de abril” por ainda comemorarem o Ano Novo em uma data que não existia mais. Aí, em vez de 1º de abril ser considerado o Dia de Ano Novo, passou a ser considerado Dia dos Tolos.

A partir disso, tudo leva a crer que as brincadeiras e zombarias da época ganharam fama, passando de geração em geração até se tornarem uma tradição do país. Depois, foram difundidas pela Europa e acabaram conquistando o mundo todo – cada lugar adaptando do seu jeito.

Dia da mentira no Brasil

Aqui no Brasil, a data é comemorada de um jeito bem leve: inventamos histórias e contamos aquelas mentirinhas para as pessoas mais próximas, não tem muito segredo. Muita gente inclusive já termina o mês de março atenta às lorotas que podem vir por aí.

O Dia da Mentira virou até data de vendas! Muitas marcas brasileiras e mundiais aproveitam o dia para fazer promoções e entreter o público de uma forma diferente. Legal, não é mesmo?!

1º de abril é feriado?

Não! O Dia da Mentira é uma data comum, sem feriados, mas com uma vantagem: podemos inventar umas histórias e brincar sem peso na consciência. Só não vai passar do ponto, hein?! É para ser algo saudável, leve e divertido.

Frases de Dia da Mentira

Para deixar esse dia mais divertido, que tal compartilhar algumas frases com seus amigos e pessoas próximas? Separamos opções que falam sobre a mentira e as diversões da data. Vem conferir e compartilhar:

Só aceito falsidade no Dia da Mentira. No resto do ano, não adianta mentir pra mim.
Uma mentirinha não faz mal a ninguém…
Tem gente que acha que o Dia da Mentira é o ano todo.
Vai mentir logo pra mentiroso?
A capacidade que você tem para mentir, eu tenho para fingir que acredito.
Dia da Mentira é só mais um dia em que todos são falsos, mas com autorização.
Hoje podemos mentir, mas não podemos esquecer das nossas verdades.
De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade. Cuidado com ela!
As palavras podem mentir, mas as atitudes sempre falam a verdade. 1º de Abril, Dia da Mentira!
Não fale mentiras sobre mim que não direi verdades sobre você.
Quem é de verdade sabe quem é de mentira, nunca se esqueça disso!
A mentira tem perna curta, mas corre que é uma beleza.

Para continuar nesse clima de brincadeira e leveza, vem conferir nossa seleção de frases de deboche. Você pode aproveitar algumas delas para responder seus amigos no Dia da Mentira com grande estilo!

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Desde criança somos apresentadas a uma data muito peculiar: o dia da mentira. Um momento em que todos contam histórias sem sentido e a falsidade rola solta de um jeito bem leve e divertido. Mas por que 1º de abril é o Dia da Mentira? Essa é uma das perguntas do universo que não possuem
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Desde criança somos apresentadas a uma data muito peculiar: o dia da mentira. Um momento em que…

Cartão banco inter para negativados

Pessoas que estão com o nome negativado, ou seja, que têm restrição junto aos órgãos de regulação de crédito, como Serasa e SPC, costumam ter muita dificuldade em conseguir linhas de crédito no mercado, certo?

Isso porque os bancos e instituições financeiras fazem uma análise, as chamadas análises de crédito, de todas as pessoas que fazem solicitação de cartão de crédito, empréstimo ou financiamento.

Essa análise de crédito acontece para que o banco saiba qual é o seu histórico de pagador e assim medir qual o risco que ele sofre ao conceder crédito a você, seja ele na forma de um cartão de crédito, de um empréstimo e até de um financiamento.

Pensando nessas pessoas, o Banco Inter oferece um cartão de crédito exclusivo para quem está negativado!

Cartão de crédito Inter para negativados

Com o cartão de crédito do Banco Inter exclusivo para negativados, você não paga anuidade e, para solicitá-lo, não há nenhuma consulta ao SPC ou Serasa.

Além disso, os benefícios não param por aí! Veja só:

Não cobra anuidade;Juros muito menores que os cobrados em um cartão de crédito comum;Funciona no Brasil e no exterior;Te permite sacar no dinheiro e ainda cobra baixos juros.Cartão Mastercard Internacional;Aceita saques feitos nos caixas do Banco 24 horas;Clube de Vantagens – Mastercard Surpreenda;

enefícios de se ter o Cartão de Crédito Consignado do Banco Inter

Acima de tudo, o banco Inter oferece os seguintes benefícios:

Cartão válido tanto no Brasil quanto no exterior;Fatura do cartão é descontada diretamente em sua folha de pagamento;Disponível para saque em dinheiro até 90% do valor do limite do cartão;Taxa de juros reduzida.Não interfere na margem do empréstimo consignado;

Essas são somente algumas vantagens do cartão de crédito do Banco Inter.

O cartão consignado do Banco Inter é um produto completo, assim como o próprio Banco Inter. Este cartão, em específico, é destinado aos aposentados e pensionistas do INSS, além de servidores públicos.

Isso porque o cartão para negativados do Banco Inter é um cartão de crédito consignado. Isto é, os gastos com o cartão são diretamente descontados de sua folha de pagamento.

Dessa forma, ele só pode ser solicitado por este grupo de pessoas, que são passíveis de terem o desconto em folha.

Quem pode solicitar o cartão de crédito para negativados do Inter?

Esta modalidade do cartão de crédito do Banco Inter está disponível para aposentados e pensionistas do INSS.

Além disso, podem também solicitar o cartão os servidores da Prefeitura de Belo Horizonte, servidores públicos dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Este público foi selecionado pelo fato de possuírem contracheque, possibilitando assim que os gastos do cartão sejam descontados diretamente em folha de pagamento.

Benefícios do Banco Inter

O Banco Inter foi fundado em Belo Horizonte-MG e é um banco 100% digital que atualmente possui abrangência nacional.

Anteriormente chamado de Banco Intermedium, a instituição se modernizou e se transformou em uma fintech, ou seja, empresa que utiliza tecnologias como forma de oferecer produtos financeiros de um jeito rápido e sem burocracia.

Ao se tornar cliente do Banco Inter, você tem acesso a uma conta corrente sem nenhuma tipo de tarifa, além de:

– depósitos gratuitos;

– transferências entre contas de qualquer banco de forma gratuita;

– saques disponíveis na Rede Banco24h;

– cartões de crédito sem anuidade e nenhum outro tipo de cobrança.

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Para pedir seu cartão consignado do Banco Inter, há duas opções: você pode fazer a solicitação por meio do telefone de atendimento do banco no número 3004-4070 ou por meio do site da do Banco Inter, cujo link está disponível ao fim deste texto.

Caso opte por solicitar o cartão de forma online, saiba que você deve preencher um cadastro informando alguns dados pessoais como nome, e-mail, telefone para contato, data de nascimento e o tipo de convênio a que pertence. Isto é, se você é associado ao INSS, servidor municipal ou servidor público e também deve informar o número de seu benefício ou matrícula e o CPF.

Após esta etapa, alguns documentos comprobatórios serão solicitados e a resposta chega em seu e-mail ou número de telefone cadastrado em poucos dias. A partir daí, é só aproveitar os benefícios de ser cliente Inter!

Solicitar cartão consignado Banco Inter

Pessoas que estão com o nome negativado, ou seja, que têm restrição junto aos órgãos de regulação de crédito, como Serasa e SPC, costumam ter muita dificuldade em conseguir linhas de crédito no mercado, certo? Isso porque os bancos e instituições financeiras fazem uma análise, as chamadas análises de crédito, de todas as pessoas que

Pessoas que estão com o nome negativado, ou seja, que têm restrição junto aos órgãos de regulação…

PIB do Paraná cresce 3,3% em 2021, maior avanço desde 2014

Avanço é resultado principalmente da recuperação da indústria

Ao longo de 2021, os diferentes ramos que compõem a indústria da transformação expandiram de forma disseminada

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 3,3% no ano passado, o maior aumento da economia paranaense desde 2014. O avanço consolida a recuperação econômica após os impactos da pandemia de Covid-19 e é resultado principalmente da recuperação da indústria – em especial da construção civil e setor automotivo – e dos serviços. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O PIB do Paraná, de R$ 579,3 bilhões, equivaleu a 6,6% do PIB brasileiro no período. A ampliação de 8,5% no valor adicionado da indústria e de 2,2% no de serviços foram determinantes para o bom resultado no ano. A estiagem prolongada, que provocou quebras nas safras de soja, milho e cana-de-açúcar, combinadas à diminuição no processamento de carne bovina, provocaram retração de 9,5% na agropecuária. O diretor-presidente do Ipardes, Daniel Nojima, explica que a recuperação iniciou já no último trimestre de 2020 e foi constante ao longo do primeiro semestre do ano passado. No ano anterior, o PIB paranaense fechou em queda de 1,8%, com o impacto da pandemia em todos os setores, além das consequências da estiagem já naquele período.

Ao longo de 2021, os diferentes ramos que compõem a indústria da transformação expandiram de forma disseminada, com destaque para a indústria automotiva e fabricação de máquinas e equipamentos. Também contribuiu para o resultado do setor industrial o bom desempenho da construção civil. O resultado positivo dos serviços levou em conta a recuperação das atividades de seus segmentos, que estavam entre os mais afetados pela pandemia. “O PIB paranaense avançou no ano passado mesmo com as adversidades. Além da Covid-19, inflação e alta de juros, o clima afetou muito a produção de energia e da agricultura, que tem um peso grande na economia paranaense”, explica Nojima. “Houve aumento também no número de empregos, ajudando na recuperação de parte do setor de serviços”, completa.

No primeiro trimestre de 2021, o PIB paranaense caiu 0,4% com relação aos primeiros três meses do ano anterior – o único trimestre de 2020 que fechou em alta. O desempenho foi revertido já no trimestre seguinte, com crescimento de 4,5% entre janeiro e junho. No resultado acumulado até setembro, o PIB do Paraná foi a 4,4%. No último trimestre do ano, o PIB apresentou estabilidade em relação ao período correspondente do ano anterior, com variação de 0,01% e valor acumulado de 3,3%. Dentre as atividades que compõem o valor adicionado (que corresponde ao PIB subtraído de impostos), houve expansão de 0,9% na indústria e retrações de 8% na agropecuária e de 0,5% no setor de serviços.

Na comparação com o trimestre anterior, o PIB registrou contração de 0,4%, influenciado por contrações de serviços (-1,1%) indústria (-0,7%). Segundo a análise do Ipardes, o crescimento da indústria dependeu da expansão da construção civil, que mais que compensou as variações negativas na indústria de transformação e nos serviços industriais de utilidade pública, como a geração de eletricidade. O declínio da agropecuária foi resultado de reduções nos volumes produzidos de cana-de-açúcar e de carne bovina. No setor de serviços, foi observada queda acentuada no varejo, o que provocou a retração do comércio no quarto trimestre.

“O setor de serviços vinha se recuperando por conta do aumento no número de empregos. Mas a inflação em alta desde o terceiro trimestre, com aumento no preço dos combustíveis e dos alimentos, reduziu poder de compra do cidadão e trouxe consequências ao desempenho do comércio, o que fez com que o setor crescesse em um ritmo mais lento no ano”, explica Nojima.

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Avanço é resultado principalmente da recuperação da indústria

MP destina R$ 1,2 bilhão de crédito rural para a região Sul

Mato Grosso do Sul também será contemplado

O crédito extraordinário vai atender agricultores afetados pela seca em municípios que decretaram emergência ou estado de calamidade na região

Uma Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União destinou R$ 1,2 bilhão do orçamento de 2022 para oferta de crédito rural em Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Trata-se de um crédito extraordinário, justificado pelas perdas que agricultores familiares sofreram na safra 2021/2022 devido à seca na região.

Nas áreas a serem beneficiadas, os níveis de precipitação no período foram inferiores à média histórica. Como resultado, houve perdas nas safras, e os agricultores sofreram impacto na renda e comprometimento de sua capacidade de pagamento. O crédito visa mitigar essa situação ao proporcionar mais recursos em operações oficiais de crédito destinadas a produtores de municípios com decretação de emergência ou estado de calamidade pública pelo poder público.

Com os recursos, serão concedidos rebates (descontos) de no máximo 58,5%, nas parcelas com vencimento 1º de janeiro de 2022 a 30 de junho de 2022, relativas a financiamentos já contratados pelos agricultores beneficiados, no âmbito Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura – Pronaf, e que não sejam cobertos pelo Proagro ou pelo Seguro Rural. Segundo informado pela Secretaria de Orçamento Federal, os créditos extraordinários não se sujeitam ao teto do gasto, conforme foi estabelecido pela Emenda Constitucional nº 95/2016.

Mato Grosso do Sul também será contemplado

Endividamento atinge a máxima histórica em março

Índice foi impulsionado pelo cartão de crédito

Inflação alta e persistente leva famílias a apelar para crédito, mesmo com os juros elevados

A proporção de brasileiros endividados alcançou novo recorde em março. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer alcançou 77,5% neste mês, a maior proporção já registrada nos 12 anos do levantamento. Há um ano, essa parcela era de 67,3%, 10,3 pontos percentuais abaixo do resultado atual.

De acordo com a análise, os números apontam a tendência de alta do endividamento, apesar de os juros de mercado estarem mais elevados e encarecerem o crédito. Segundo dados recentes do Banco Central (Bacen), as taxas de juros médias nas linhas de crédito com recursos livres às pessoas físicas aumentaram de 39,4%, em janeiro de 2021, para 46,3%, em janeiro de 2022. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que o resultado da Peic reflete a pressão da inflação nos orçamentos. “Essa inflação alta, persistente e disseminada mantém elevadas as necessidades de crédito para recomposição da renda, fazendo com que as famílias encontrem nos recursos de terceiros uma saída para manutenção do nível de consumo”, observa.

Mais recordes
A proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso também alcançou o maior patamar da pesquisa. O percentual registrado foi de 27,8%, 3,4 pontos percentuais mais alto do que o apresentado em março de 2021 e 3,7 pontos percentuais acima do apurado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. A parcela de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e, portanto, permanecerão inadimplentes também acirrou, na passagem mensal, de 10,5% para 10,8% do total de famílias.

No recorte por faixa de rendimentos, a Peic revela que, entre as famílias com ganhos acima de dez salários mínimos, a proporção de endividados atingiu o maior patamar da série, 73,7%, com incremento mensal de 1,5 ponto percentual, a maior expansão desde maio de 2019. No grupo com renda até dez salários mínimos, o percentual chegou a 78,5%. Considerando os indicadores de inadimplência, 31,1% das famílias de menor renda encerraram o primeiro trimestre com algumas contas ou dívidas atrasadas, outro recorde histórico.

Cartão de crédito segue respondendo pelo maior endividamento
Considerando os tipos de dívida, o cartão de crédito seguiu como destaque absoluto, representando 87% do total de famílias endividadas no país. O índice retornou ao seu maior percentual. Entre as famílias com ganhos acima de dez salários mínimos, o uso do cartão de crédito apresentou o maior crescimento mensal, alcançando a proporção de 89,3% de famílias endividadas nessa faixa de rendimentos. Já entre as famílias de menor renda, o percentual permaneceu igual ao registrado no mês anterior: 86,5%.

Diante do cenário, a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, avalia que a retomada do consumo, especialmente de serviços, pelo grupo de maior poder aquisitivo, em um ambiente de reajustes de preços, ajuda a explicar o maior uso do cartão de crédito por esses consumidores. Além disso, ela considera que o panorama de endividamento elevado deve se manter, dada a continuação da deterioração das condições de consumo, principalmente com inflação persistentemente alta. “O crédito continuará caro, com a manutenção dos juros altos por mais tempo, em razão do novo choque nos preços aos consumidores. Somando-se à fragilidade apontada no mercado de trabalho, a dinâmica da inadimplência dos consumidores nos próximos meses seguirá sendo negativamente afetada”, prevê a economista.

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Índice foi impulsionado pelo cartão de crédito

Área do Porto de Paranaguá é leiloada por R$ 30 milhões

A FTS arrematou o terminal destinado à movimentação e armazenagem de carga geral

A área será dedicada à movimentação de carga geral, em especial açúcar ensacado, produto que o Brasil é líder mundial de produção e exportação

O terminal do Porto de Paranaguá destinado à movimentação e armazenagem de carga geral, especialmente açúcar ensacado, foi leiloado na quarta-feira (30) em pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A empresa FTS Participações Societárias S/A arrematou a área por R$ 30 milhões.

A nova arrendatária assume a área com a obrigação de investir o valor mínimo de R$ 4,1 milhões ao longo de 10 anos, além de efetuar os pagamentos mensais pela ocupação. A área denominada PAR32 tem aproximadamente 6,6 mil metros quadrados, já com estrutura de armazéns (6A e 6B), e está localizada na área primária (cais) do porto paranaense. A área de “brownfield” – ou seja, que já é usada atualmente – será dedicada à movimentação de carga geral, em especial açúcar ensacado, produto que o Brasil é líder mundial de produção e exportação. A carga segue do Porto de Paranaguá para países que não possuem refinarias ou cujos portos não possuem instalações modernas para recebimento de navios porta-contêineres.

O leilão foi por maior outorga e partiu de um lance mínimo de R$ 1, iniciando com duas propostas aptas: da FTS Participações Societárias S/A, com lance inicial de R$ 21,8 milhões; e da Teapar – Terminais Portuários de Paranaguá, que ofertou R$ 1 milhão. No viva voz, a Teapar ofertou R$ 25 milhões pela área, valor coberto pelo lance de R$ 30 milhões da FTS Participações. O grupo já opera em Paranaguá e Antonina, e a nova área vai expandir as atividades de carga no terminal. “Vamos aumentar o portfólio de serviços para os clientes e também nossa competitividade no mercado”, explicou o diretor Institucional do Grupo FTS, Alex Sandro de Ávila. No mesmo pregão, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) promoveu o leilão de áreas dos portos de Santos, em São Paulo, e de Suape, em Pernambuco. Juntos, os três terminais preveem R$ 950 milhões em modernizações.

Em dezembro de 2020, o Paraná foi o primeiro Estado brasileiro a conceder um terminal portuário por decisão própria, depois de receber autonomia para administrar os contratos de exploração de áreas. À época, o terminal PAR12, de 74,1 mil metros quadrados de área e capacidade estática para 4 mil veículos e armazenagem anual de 120 mil veículos, foi leiloado por R$ 25 milhões para a Ascensus Gestão e Participações, representada no certame pela corretora do Itaú.

A Portos do Paraná avança com o processo de arrendamento de outras quatro áreas no Porto de Paranaguá. Na última quinta-feira (24), foi realizada a audiência pública da PAR09. A área de cerca de 24 mil metros quadrados, a Oeste do Porto de Paranaguá, é voltada para movimentação de granéis sólidos vegetais, com investimentos previstos na ordem de R$ 492,6 milhões. Neste ano, a expectativa é licitar outras duas áreas de armazenagem e movimentação de granéis sólidos vegetais. A PAR14, de 61.450 metros quadrados, e PAR15, com 37.431 metros quadrados preveem investimento de cerca de R$ 1,2 bilhão e R$ 656,8 milhões, respectivamente. Os estudos já foram elaborados e estão em fase de consulta às autoridades competentes, para serem posteriormente enviados à Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq) para a abertura de audiência e consulta pública.

A FTS arrematou o terminal destinado à movimentação e armazenagem de carga geral

Desemprego recua para 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro

É a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2016

Na comparação com o último trimestre, o número de pessoas em busca de trabalho caiu 3,1%

A taxa de desocupação recuou para 11,2% no trimestre encerrado em fevereiro, o que representa variação de 0,4 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior (11,6%). É a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2016. Com ela, o país soma 12 milhões de desempregados. Na comparação com o último trimestre, o número de pessoas em busca de trabalho caiu 3,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

Para a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, a retração na taxa de desocupação reflete a tendência de queda observada nos últimos trimestres. “No trimestre encerrado em fevereiro, houve retração da população que buscava trabalho, o que já vinha acontecendo em trimestres anteriores. A diferença é que nesse trimestre não se observou um crescimento significativo da população ocupada”, afirma.

No trimestre encerrado em fevereiro, o número de ocupados foi estimado em 95,2 milhões e ficou estável frente ao trimestre anterior. Com isso, também houve estabilidade no nível da ocupação, percentual de pessoas em idade de trabalhar que estavam efetivamente ocupadas na semana de referência da pesquisa (55,2%).

De acordo com a pesquisadora, a estabilidade do contingente de ocupados pode estar retomando um padrão anterior à pandemia de Covid-19: nos trimestres encerrados em fevereiro, havia, historicamente, retração dessa população. Uma das possíveis explicações para isso é o desligamento de trabalhadores que, no fim do ano anterior, são contratados de forma temporária. “Se observarmos a série histórica, veremos que, desde o seu início, houve queda no número de pessoas ocupadas nesse período. Agora não tivemos queda, mas essa perda de fôlego neste ano pode indicar a retomada desses padrões sazonais”, diz.

Uma das únicas categorias em expansão, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada aumentaram em 1,1% frente ao trimestre anterior, o que representa 371 mil pessoas. Também houve crescimento de 5,2% (ou de 203 mil pessoas) entre os empregadores. Já no contingente de trabalhadores por conta própria houve declínio de 1,9% na comparação com o trimestre encerrado em novembro. Isso representa uma queda de 488 mil pessoas. “Essa retração foi bem disseminada entre as atividades como, por exemplo, comércio, construção e alojamento e alimentação. Como esse grupo representa uma parte significativa dos trabalhadores informais, houve um reflexo direto na diminuição da informalidade no trimestre”, analisa Adriana.

Com esse recuo, os profissionais informais totalizaram 38,3 milhões, enquanto eram 38,6 milhões no trimestre anterior. Acompanhando a queda, a taxa de informalidade passou de 40,6% para 40,2% nesse período. Essa categoria reúne o trabalhador sem carteira assinada, o empregador e trabalhador por conta própria sem CNPJ e o trabalhador familiar auxiliar. Tanto o contingente de trabalhadores domésticos, estimado em 5,7 milhões de pessoas, quanto o de empregados do setor público, que agrupa 11,3 milhões, ficaram estáveis no trimestre encerrado em fevereiro.

Por outro lado, o número de pessoas que estavam fora da força de trabalho aumentou 0,7% frente ao último trimestre. Esse crescimento de 481 mil pessoas levou a um contingente de 65,3 milhões. A coordenadora elucida que esse aumento também costumava acontecer nos trimestres encerrados em fevereiro dos anos que antecederam a pandemia e que o resultado pode apontar uma volta desse padrão.

Já na força de trabalho potencial, grupo que soma as pessoas que não estavam ocupadas nem buscando trabalho, mas que tinham potencial para conseguir um, houve redução de 510 mil pessoas (-5,6%). Subgrupo da força de trabalho potencial, os desalentados foram estimados em 4,7 milhões, o que representa estabilidade frente ao último trimestre. Entre as atividades pesquisadas, só houve aumento de ocupação em outros serviços (4%, ou mais 189 mil pessoas). “Esse crescimento reflete o aumento de serviços pessoais prestados às famílias, que incluem atividades de serviços na área de estética, e também de atividades recreativas”, afirma. Nos serviços pessoais prestados às famílias estão, por exemplo, cabeleireiros e manicures, enquanto as atividades recreativas abarcam os trabalhos artísticos. Já no setor de construção, o contingente de trabalhadores diminuiu 3,5%, o que significa uma redução de 261 mil pessoas. As outras atividades ficaram estáveis.

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É a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2016

Governo apresenta déficit primário de R$ 20,6 bi em fevereiro

Resultado veio levemente melhor que o previsto pelo mercado

O resultado de fevereiro deste ano decorreu porque as receitas continuaram a crescer em ritmo maior que as despesas

Depois do superávit recorde em janeiro, as contas do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) voltaram a ficar negativas em fevereiro. No mês passado, o déficit primário ficou em R$ 20,6 bilhões. O déficit é 3,4% inferior ao de fevereiro do ano passado, quando o resultado tinha ficado negativo em R$ 21,3 bilhões. O resultado veio levemente melhor que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 21,7 bilhões no mês passado.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. Apesar do déficit primário em fevereiro, o Governo Central acumula superávit recorde de R$ 55,9 bilhões nos dois primeiros meses do ano. Isso foi garantido pelo resultado positivo de R$ 76,5 bilhões em janeiro. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estipula meta de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. Na semana passada, o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas reduziu a estimativa de déficit para R$ 66,9 bilhões, mas o valor levado em conta para o cumprimento das metas fiscais é o da LDO.

Arrecadação atípica
O resultado de fevereiro deste ano decorreu porque as receitas continuaram a crescer em ritmo maior que as despesas. No mês passado, as receitas líquidas cresceram 22,4% em relação a fevereiro do ano passado em valores nominais. Descontada a inflação, o crescimento ficou em 10,7% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas totais cresceram 17,7% em valores nominais e 6,5% acima do IPCA na mesma comparação.

No mês passado, três fatores impulsionaram o crescimento das receitas. O primeiro foi a arrecadação recorde registrada em fevereiro, antes do anúncio das desonerações para combustíveis e para produtos industrializados anunciadas pelo governo. Os outros dois fatores não estão relacionados com a arrecadação de tributos. No mês passado, ocorreu o pagamento de R$ 11,3 bilhões em concessões de infraestrutura de leiloadas ao longo de 2021. Além disso, o pagamento de royalties ajudou os cofres federais.

As receitas com royalties de petróleo cresceram R$ 1,6 bilhão (+38,7%) acima do IPCA em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, por causa da valorização do combustível no mercado internacional. Atualmente, a cotação do barril internacional está no maior nível em 14 anos por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Do lado das despesas, aumentaram os gastos com despesas obrigatórias com controle de fluxo, que subiram R$ 3,9 bilhões (+28,4%) acima da inflação em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2021. No acumulado do ano, o aumento chega a R$ 9,6 bilhões (+39,4%) acima do IPCA. A alta foi impulsionada pelo pagamento do benefício mínimo de R$ 400 do Auxílio Brasil. Em contrapartida, os gastos com o funcionalismo federal caíram 8,1% no acumulado do ano descontada a inflação, refletindo o congelamento de salários dos servidores públicos que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. As despesas com a Previdência Social recuaram 0,8%, também considerando a inflação, por causa da reforma aprovada em 2019.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 3 bilhões nos dois primeiros meses do ano, alta de 52,5% em relação ao mesmo período de 2021, descontada a inflação pelo IPCA. A alta ocorre perante uma base fraca de comparação. No ano passado, o Orçamento foi sancionado apenas em abril, e os investimentos no primeiro quadrimestre foram executados apenas com restos a pagar (verbas autorizadas em anos anteriores).

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Com Agência Brasil

Resultado veio levemente melhor que o previsto pelo mercado