Google Assistente ajuda no retorno ao trabalho presencial (ou híbrido)

O Google Brasil lançou algumas dicas úteis de de como o assistente virtual do Google pode ajudar no retorno ao trabalho presencial.

“Depois de dois anos de trabalho à distância em função da pandemia da Covid-19, muitas empresas estão retomando as atividades presenciais. Para os funcionários, chegou o momento de se readaptar à antiga rotina: acordar no horário certo, enfrentar o trânsito, escolher a roupa adequada ao clima lá fora, lembrar da agenda de compromissos… O Google Assistente pode ajudar a reorganizar a vida daqueles que precisam se readaptar ao tanto de coisas que o trabalho no escritório envolve”, diz a companhia.

O Google separou abaixo algumas dicas de comandos para que o recurso de ‘Rotinas’ ajude a tornar sua ida ao trabalho mais prática e organizada. Confira:

Ok Google, bom dia

Fique preparado para enfrentar a sua rotina logo ao despertar. Configure o comando ‘Ok Google, bom dia’ para receber a previsão do tempo – e escolher a roupa certa para a ocasião-, os compromissos agendados, e ainda as principais notícias do dia. Também dá para adicionar uma música para começar bem a manhã. Se tiver uma cafeteira inteligente, poderá definir que ela ligue e prepare o seu café sempre que acionar este comando.
 

Ok Google, a caminho do trabalho/ casa

Utilize o comando ‘Ok Google, a caminho do trabalho’ ou ‘Ok Google, a caminho de casa’ para que o Assistente indique o melhor trajeto de carro ou as melhores opções de transporte público. Essa opção ainda permite comunicar a situação do trânsito, ajudando a não ser surpreendido no caminho.

Outra dica é adicionar ao comando a opção de envio de mensagens, para avisar familiares ou colegas de casa quando estiver retornando.
 

Ok Google, hora de dormir

Use o comando ‘Ok Google, hora de dormir’ para que o Assistente defina o horário do alarme – e não correr risco de perder a hora no dia seguinte – , avisar se a bateria do dispositivo estiver baixa para não desligar durante a noite, e ainda tocar sons tranquilos para dormir.
 

Ok Google, hoje eu trabalho de casa

Personalize este comando para os dias de home office. Você pode adicionar a esta rotina lembretes como: hora de fazer o almoço, levar o cachorro para passear, buscar o filho na escolha, ou mesmo para tomar um copo d’água de hora em hora, ou levantar para se esticar. Programe este comando para que ele acione automaticamente uma mídia de áudio (como podcast).

O Google Brasil lançou algumas dicas úteis de de como o assistente virtual do Google pode ajudar no retorno ao trabalho presencial. “Depois de dois anos de trabalho à distância em função da pandemia da Covid-19, muitas empresas estão retomando as atividades presenciais. Para os …

Petrobras anuncia redução no preço do gás de cozinha

Queda no preço foi de R$ 0,25 por quilo

Segundo a companhia, isso foi possível graças à taxa de câmbio, que tem refletido uma valorização do real frente ao dólar

A Petrobras anunciou uma redução no preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que é usado com gás de cozinha. A diminuição no valor foi de R$ 0,25 por quilo. Segundo a companhia, isso foi possível graças à taxa de câmbio, que tem refletido uma valorização do real frente ao dólar.

“Acompanhando a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para o GLP, e coerente com a sua política de preços, a Petrobras reduzirá seus preços de venda às distribuidoras. A partir de 9 de abril, o preço médio de venda de GLP da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,48 para R$ 4,23 por quilo, equivalente a R$ 54,94 por 13 quilos, refletindo redução média de R$ 3,27 por 13 quilos”, informou a estatal.

Na mesma nota, a Petrobras reiterou seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais.

Com Agência Brasil

Queda no preço foi de R$ 0,25 por quilo

Produção de veículos fecha o trimestre com queda de 17%

Licenciamentos tiveram retração de 23,2% entre janeiro e março

Grandes mercados automotivos globais estão apresentando estatísticas parecidas com as do Brasil

Todos os índices apurados pelo balanço mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) melhoraram em março, sobretudo os de produção. Mesmo assim, não foram suficientes para que o primeiro trimestre se aproximasse dos bons resultados do mesmo período do ano passado, quando ainda não havia efeitos da crise global dos semicondutores – hoje o maior gargalo da indústria automobilística e de outros setores que utilizam componentes eletrônicos.

A produção de 184,8 mil unidades em março foi 11,4% superior à de fevereiro e 7,8% inferior à de março de 2021. No acumulado do trimestre, a queda foi de 17% na comparação com o volume produzido nos primeiros três meses do ano anterior. “Além da questão dos semicondutores, tivemos impactos negativos da onda ômicron nos primeiros dois meses do ano, por seu alto índice de contágio, e um volume de chuvas e alagamentos acima da média, afetando o deslocamento dos clientes e o funcionamento de várias concessionárias”, ressaltou Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, que está encerrando seu mandato de três anos à frente da entidade. Márcio de Lima Leite, diretor jurídico e de relações institucionais da Stellantis, assumirá o cargo partir de maio. Moraes seguirá como diretor de assuntos governamentais da Mercedes-Benz.

As 146,8 mil unidades de veículos licenciadas em março representaram alta de 10,9% sobre março e baixa de 22,5% sobre o mesmo mês de 2021, com queda de 23,2% no acumulado do trimestre. A exceção à regra foi o segmento de caminhões, que acumula crescimento de 3% sobre o primeiro trimestre do ano passado. Durante a coletiva, Moraes mostrou números com quedas similares na maioria dos grandes mercados automotivos globais. Ele também opinou sobre o fato de que o atual conflito na Ucrânia e a própria pandemia serão responsáveis por um movimento de “desglobalização”. Isso, segundo Moraes, seguirá prejudicando as cadeias de suprimentos no mundo. Por essa razão, o dirigente defende que o Brasil passe a fabricar em território nacional alguns produtos essenciais, como os semicondutores.

Renovação de frota para veículos pesados
Durante a coletiva, a Anfavea também apresentou sua visão sobre a MP 1.112, publicada no início deste mês pelo governo federal, que instituiu o Programa Renovar, voltado inicialmente para caminhões, ônibus e implementos rodoviários. Glenda Lustosa, subsecretária de facilitação de comércio exterior e internacionalização do Ministério da Economia, participou da coletiva e explicou que o Renovar é um programa voluntário, em que o caminhoneiro que tem veículo com mais de 30 anos de uso tem vantagens ao participa. “O objetivo é ganhar produtividade e contribuir com a redução do Custo Brasil. Um caminhão de 30 anos, em comparação a um de 10 anos de uso, por exemplo, tem custo operacional 15% maior. E um benefício adicional é a retirada de circulação de veículos que poluem mais. Esses caminhões em desuso terão o tratamento adequado junto a parceiros que cuidarão do desmonte sustentável e correto”, revelou.

Por meio de um aplicativo que centralizará todo o Programa Renovar, o proprietário de um veículo pesado com mais de 30 anos poderá entregá-lo para reciclagem e receber o valor de mercado, mais o da sucata. E se quiser adquirir um veículo mais novo, poderá ter benefícios de outros atores integrados ao aplicativo, como governos estaduais e municipais, além de fabricantes, concessionários, bancos e frotistas. “Esse decreto, mais que uma vitória para o setor automotivo, é uma conquista para os caminhoneiros e para toda a sociedade, já que temos uma frota de caminhões com idade média superior a 20 anos. Desde que o Proconve foi instituído em meados dos anos 80, esse tema da renovação de frota tem sido uma pauta histórica da Anfavea, no sentido de complementar os esforços dos fabricantes para redução das emissões de poluentes e de gases de efeito estufa, sem falar da questão crucial da segurança no trânsito”, destacou Moraes.

“Ainda estamos aguardando o decreto que regulamentará os valores e toda a parte operacional e legal do Programa Renovar para avaliar os impactos, mas sem dúvida ele desempenhará um papel significativo no âmbito social, permitindo a caminhoneiros autônomos a oportunidade de trocar seu veículo com ganhos de produtividade. Será sem dúvida um passo importante para o transporte de carga no país”, complementou Marco Saltini, vice-presidente da associação.

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Licenciamentos tiveram retração de 23,2% entre janeiro e março

South Summit desembarca pela primeira vez no Brasil

Originado na Europa, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do mundo já está com ingressos à venda

O encontro reunirá mais de 300 palestrantes internacionais que compartilharão toda a sua expertise em torno do ecossistema de inovação

Um dos maiores encontros globais do ecossistema de empreendedorismo e inovação, o South Summit desembarca pela primeira vez no Brasil de 4 a 6 de maio, no Cais Mauá de Porto Alegre (RS), com apoio do Governo do Rio Grande do Sul e em colaboração com a IE University, da Espanha. Focado em fomentar negócios e promover conexões entre startups, o encontro reunirá mais de 300 palestrantes internacionais que compartilharão toda a sua expertise em torno do ecossistema de inovação, da agrotecnologia à sustentabilidade.

O evento é realizado desde 2012 em Madrid, na Espanha, e é reconhecido como uma plataforma global para inovação e conexões. Sozinho, a iniciativa já movimentou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos. Sua última edição reuniu mais de 20 mil participantes, destacando-se como o principal encontro de conexão entre startups, empresas e fundos de investimentos mundiais na Europa. Portanto, a decisão de trazer o evento para o Brasil foi natural. “O Brasil possui, hoje, um ecossistema de inovação e tecnologia reconhecido, bem estruturado e em plena expansão. Nosso objetivo é tornar o evento referência por aqui e colocar o Brasil no mapa mundial, fomentando também o desenvolvimento da América Latina”, explica Thiago Ribeiro, coordenador geral do evento.

A escolha da cidade-sede brasileira não foi por acaso. Com mais de 1 mil startups e 15 parques tecnológicos com referência continental, o Rio Grande do Sul é um dos líderes na transição para a economia digital na América do Sul. “Porto Alegre concentra um ecossistema de inovação articulado e vibrante, com um polo de talentos e de universidades com grande potencial”, completa Ribeiro. Diante deste cenário, o South Summit surgiu para ser o hub de discussões que vai moldar o futuro.

Fomento à economia verde 

De olho no futuro, o South Summit incentiva o desenvolvimento da economia verde. A direção do evento acredita que os empresários podem desempenhar um papel crucial ligado às mudanças climáticas. Pensando em inspirar a próxima geração de empresas e startups em busca da transição para uma economia global sustentável, o evento se uniu ao SME Climate Hub Pledge, coletivo reconhecido pela campanha Race to Zero, das Nações Unidas, que visa reduzir todas as emissões de gases de efeito estufa até 2030, vinte anos antes dos prazos estabelecidos pelo Acordo de Paris.

Ingressos à venda

Os ingressos para o South Summit Brasil 2022 já estão à venda. Confira as informações completas no site do evento clicando neste link.

Originado na Europa, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do mundo já está com ingressos à venda

Segurança cibernética é prioridade para os bancos

Pesquisa da Febraban retrata cenário para o ano

Anualmente, os bancos investem, em média, cerca de 10% de seu orçamento de tecnologia da informação (TI) à segurança cibernética – valor que pode ser estimado em R$ 2,5 bilhões

Tecnologias voltadas à segurança cibernética e Inteligência Artificial (IA) estão no topo das prioridades em investimentos em tecnologia para 100% dos bancos participantes da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2022, realizada pela Deloitte. Participaram da parte quantitativa deste primeiro volume do levantamento 24 bancos, que correspondem a 90% dos ativos bancários do Brasil; 34 executivos atuantes na área de tecnologia bancária de 18 bancos concederam as entrevistas para a parte qualitativa. A iniciativa vem ao encontro de um dado preocupante destacado pelo Portal AMANHÃ recentemente: as organizações do setor financeiro estão entre os principais alvos de ciberataques no Brasil.

O levantamento, que a partir deste ano será divulgado em três fases, revela, ainda, que para 78% dos bancos a análise e a exploração dos dados obtidos via Open Finance, sistema que cria novos modelos de negócios digitais com o uso de APIs (sigla em inglês para interfaces de programação de aplicativos), são uma prioridade neste ano. Com as transações cada vez mais digitais, as temáticas da cibersegurança e da segurança da informação atraem olhares significativos das instituições financeiras. Anualmente, os bancos investem, em média, cerca de 10% de seu orçamento de tecnologia da informação (TI) à segurança cibernética – valor que pode ser estimado em R$ 2,5 bilhões.

“Não iniciamos ontem. Foram os bancos brasileiros, e não as fintechs ou as startups, que, ao longo das últimas três décadas, estiveram e continuam na vanguarda da tecnologia bancária mundial. Ser digital, inovador e moderno, e sobretudo seguro e confiável, sempre esteve no DNA dos bancos. Não transigimos com isso”, afirma Isaac Sidney, presidente entidade que congrega os bancos no país. “A infraestrutura bancária no Brasil é uma das maiores do mundo, capaz de suportar mais de 100 bilhões de transações a cada ano com segurança. Os bancos contam com o que há de mais moderno em relação a segurança cibernética e prevenção a fraudes e usam tecnologias de ponta em processos de prevenção de riscos para que milhões de pessoas continuem fazendo suas operações financeiras do dia a dia com comodidade e tranquilidade, sem precisarem sair de suas casas”, complementa.

Ao lado da cibersegurança e da segurança da informação, outra prioridade apontada na pesquisa, a Inteligência Artificial, tem revolucionado os serviços bancários e está aproximando os bancos de seus clientes, permitindo que o atendimento fique cada vez mais personalizado e consultivo. Todas as instituições participantes esperam aumentar seus investimentos neste ano nessa área. As aplicações de IA são usadas em interações para aprimorar a experiência do cliente nos canais digitais, por meio dos chatbots e assistentes virtuais. Aqui, os robôs são dotados da capacidade de “pensar” como seres humanos, o que inclui tomar decisões a partir do cruzamento de dados. Com isso, ajudam a tirar dúvidas, fornecer informações, auxiliar em consultas e até sugerir investimentos. A tecnologia também tem sido muito usada pelos bancos na parte de crédito e de cobrança e no processamento de regras para controle de acesso e em sistemas antifraude.

Os robôs não são apenas assistentes virtuais que ajudam clientes em suas operações, mas também atuam nos bastidores das instituições financeiras. Segundo a pesquisa, a eficiência operacional sempre estará na agenda dos bancos e, por isso, a automação é relevante. A simplificação e a redefinição de processos tradicionais via automação ou robotização podem levar a ganhos de eficiência e de controle e segurança.

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Pesquisa da Febraban retrata cenário para o ano

Inflação atinge 1,62% em março

É o maior índice para o mês desde 1994

A maior variação ocorreu na região metropolitana de Curitiba, onde pesaram as altas da gasolina e do etanol

A inflação acelerou para 1,62% em março, após ficar em 1,01% em fevereiro. Esse foi o maior resultado para o mês de março desde 1994 (42,75%), antes da implantação do Real. No ano, o indicador acumula alta de 3,2% e, nos últimos 12 meses, de 11,3%, acima dos 10,54% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

Em março, os principais impactos vieram dos transportes (3,02%) e de alimentação e bebidas (2,42%). Os dois grupos, juntos, contribuíram com cerca de 72% do índice do mês. No caso dos transportes, a alta foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços dos combustíveis (6,7%), com destaque para gasolina (6,95%). “Tivemos um reajuste de 18,77% no preço médio da gasolina vendida pela Petrobras para as distribuidoras, no dia 11 de março. Houve também altas nos preços do gás veicular (5,29%), do etanol (3,02%) e do óleo diesel (13,65%). Além dos combustíveis, outros componentes ajudam a explicar a alta nesse grupo, como o transporte por aplicativo (7,98%) e o conserto de automóvel (1,47%). Nos transportes públicos, tivemos também reajustes nas passagens dos ônibus urbanos em Curitiba, São Luís, Recife e Belém”, detalha Pedro Kislanov, gerente do IPCA.

Por outro lado, houve queda 7,33% nos preços das passagens aéreas. “Isso porque a metodologia empregada no indicador considera uma viagem marcada com dois meses de antecedência. A variação reflete a coleta de preços feita em janeiro para viagens realizadas em março. Em janeiro, houve um aumento nos casos de Covid, o pode ter reduzido a demanda e, consequentemente, os preços das passagens aéreas naquele momento”, relembra Kislanov.

No grupo dos alimentos e bebidas, a alta de 2,42% decorre, principalmente, dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (3,09%). A maior contribuição foi do tomate, cujos preços subiram 27,22% em março. A cenoura avançou 31,47% e já acumula alta de 166,17% em 12 meses. Também subiram os preços do leite longa vida (9,34%), do óleo de soja (8,99%), das frutas (6,39%) e do pão francês (2,97%). “Foi uma alta disseminada nos preços. Vários alimentos sofreram uma pressão inflacionária. Isso aconteceu por questões específicas de cada alimento, principalmente fatores climáticos, mas também está relacionado ao custo do frete. O aumento nos preços dos combustíveis acaba refletindo em outros produtos da economia, entre eles, os alimentos”, analisa Kislanov.

O grupo habitação (1,15%) teve aumento por conta do gás de botijão (6,57%), cujos preços subiram devido ao reajuste de 16,06% no preço médio de venda para as distribuidoras, em março. A alta de 1,08% da energia elétrica também contribuiu para o resultado do grupo, principalmente por causa dos reajustes de 15,58% e 17,30% nas tarifas de duas concessionárias de energia no Rio de Janeiro. Em março, também houve aceleração nos preços dos grupos vestuário (1,82%) e saúde e cuidados pessoais (0,88%). O único com queda foi comunicação (-0,05%). Os demais ficaram entre o 0,15% de educação e o 0,59% de despesas pessoais.

A pesquisa mostra ainda que todas as áreas pesquisadas tiveram alta em março. A maior variação ocorreu na região metropolitana de Curitiba (2,4%), onde pesaram as altas da gasolina (11,55%), do etanol (8,65%) e do ônibus urbano (20,22%). Já a menor variação foi registrada no município de Rio Branco (1,35%), onde houve queda nos preços das passagens aéreas (-11,33%) e do frango inteiro (-2,1%).

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É o maior índice para o mês desde 1994

IBGE nota freio na produção industrial

Mais da metade dos estados tiveram taxas negativas em comparação com fevereiro do ano passado

Paraná e Santa Catarina tiveram desempenhos positivos na indústria

A produção industrial registrou alta em 11 dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) em fevereiro, quando o índice nacional apresentou avanço de 0,7%, após recuo de 2,2% em janeiro devido, principalmente, a férias coletivas, muito comuns para esse período do ano. Os principais destaques em fevereiro foram Pará (23,9%) e Pernambuco (10,2%). Amazonas (7,8%), Minas Gerais (7,3%), Ceará (6,0%), Região Nordeste (5,1%), Bahia (3,4%), Goiás (1,4%), Paraná (1,3%), Santa Catarina (1,1%) e São Paulo (1,1%) completaram o conjunto de locais com índices positivos no mês. Já Mato Grosso, com queda de 4,4%, teve o recuo mais intenso.

“Em termos de influência, o Pará é a maior com crescimento de 23,9%, baseado principalmente no desempenho positivo do setor extrativo. Trata-se de um movimento compensatório em relação ao mês anterior, uma vez que em janeiro houve grande volume de chuvas que impactou a produção e o escoamento do minério de ferro. Esse crescimento do Pará é o mais intenso desde abril de 2019, quando chegou a 54,8% de alta. O estado vem de dois meses de resultados negativos com uma perda acumulada de 17,6%, agora eliminada com o crescimento de fevereiro”, analisa Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

Pernambuco apresenta a segunda maior alta (10,2%) em termos absolutos, mas a quinta maior influência. A alta se deve ao setor de alimentos, em especial o açúcar, e ao setor de outros equipamentos de transporte com aumento da produção de embarcações e peças para motocicletas. O estado também vem de dois meses negativos com perda de 7,6%. “A segunda maior influência vem de Minas Gerais com alta de 7,3%, a maior desde julho de 2020, quando atingiu 8,6%. O avanço também é decorrente do aumento da produção de minério, após redução em janeiro devido às chuvas, assim como no Pará. Outro fator que influencia positivamente o crescimento mineiro é o aumento da produção do setor de metalurgia”, diz o analista.

A terceira maior influência é de São Paulo com crescimento de 1,1%, após queda de 2,5% em janeiro. O crescimento de São Paulo se baseia no desempenho dos setores de veículos e o de outros equipamentos de transportes. A quarta maior influência vem do Amazonas, devido aos setores de bebidas e informática. “São Paulo responde por aproximados 34% do parque industrial nacional, mas está 2,3% aquém do patamar pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e 24,2% abaixo do patamar mais alto, atingido em março de 2011”, destaca Almeida.

No campo negativo, na passagem de janeiro para fevereiro, Mato Grosso lidera como principal influência negativa sobre o resultado nacional, com queda de 4,4%, após quatro meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou expansão de 32,8%. A queda vem do setor de alimentos, o mesmo que nos meses anteriores vinha trazendo crescimento com o fim do embargo da China à importação de carnes brasileiras. “Em fevereiro, vemos apenas uma redução na produção para adequação estratégica entre oferta e demanda”, observa Almeida. No acumulado do ano, houve queda em nove dos 15 locais, com destaque para Ceará (-20,1%) e Pará (-14,5%). “Ainda é cedo para analisarmos o resto do ano, mas podemos observar uma desaceleração da produção. Vale destacar que, no início de 2021, ainda tínhamos um caráter compensatório e a base de comparação era mais baixa que o período atual”, diz o analista da PIM Regional.

Na comparação com fevereiro do ano passado, oito dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas. Ceará (-14,7%) teve recuo de dois dígitos e o mais intenso. Santa Catarina (-6,6%) e São Paulo (-5,4%) também registraram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-4,3), enquanto Rio Grande do Sul (-3,3%), Região Nordeste (-2,6%), Pernambuco (-1,5%), Pará (-1,4%) e Paraná (-0,9%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Mais sobre a pesquisa
A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física –Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

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Mais da metade dos estados tiveram taxas negativas em comparação com fevereiro do ano passado

Tupy tem maior faturamento da história

A empresa de Joinville também reverteu o prejuízo de 2020 em lucro

De acordo com a empresa, os volumes seguem uma trajetória de recuperação

A Tupy anunciou sua maior receita líquida de sua história. Em 2021, a companhia catarinense vendeu R$ 7 bilhões, valor 66,4% maior do que no ano anterior. A empresa de Joinville também reverteu o prejuízo de 2020 em lucro que ultrapassou os R$ 200 milhões (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem).

A companhia foi preparada, em 2021, para atender demanda de bens de capital compatível com os fortes indicadores econômicos. No entanto, a restrição na oferta de semicondutores resultou em vendas relativamente baixas e paradas repentinas de produção. Além disso, a instabilidade no fornecimento de eletricidade e gás, no México, promoveu paradas adicionais. “O ano também foi marcado por inflação de materiais e energia sem precedentes, que foi plenamente compensada com repasses de custos. No entanto, tais repasses, em sua grande maioria, ocorrem em valores absolutos e, portanto, observamos compressão das margens”, relata a Tupy em seu relatório anual.

De acordo com a empresa, os volumes seguem uma trajetória de recuperação, apresentando no quarto trimestre crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior, decorrente da aquisição das plantas de Betim e Aveiro, que representaram cerca de 31 mil toneladas no período. Também contribuíram para esse desempenho a elevação de 17% das vendas no segmento de transporte, infraestrutura e agricultura no mercado externo, devido ao desempenho positivo dos mercados, em especial para aplicações para veículos comerciais médios e pesados e off-road.

No quarto trimestre, 52% das receitas tiveram origem na América do Norte. A companhia destaca que diversos clientes localizados nos Estados Unidos exportam seus produtos para inúmeros países. Desta forma, uma parcela relevante das vendas para esta região atende à demanda global por veículos comerciais, máquinas e equipamentos off-road.

“Se por um lado gargalos pontuais da cadeia fizeram com que a produção de bens de capital não refletisse integralmente o desempenho da economia, a demanda reprimida e necessidade de recomposição de estoques contribuirão para o aumento dos volumes à medida que as cadeias globais normalizarem”, prevê a companhia. No ano, a Tupy investiu R$ 136,1 milhões, valor 88,3% maior do que em 2020. Os valores referem-se, principalmente, a novos programas de fundição e usinagem, sistemas de informação e automação, além de iniciativas relacionadas à segurança e meio ambiente.

A Tupy é a 37ª maior empresa da região e também a nona maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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A empresa de Joinville também reverteu o prejuízo de 2020 em lucro

BBM Logística tem faturamento recorde de R$ 1,6 bilhão

Receita teve um salto de 32% em comparação ao ano de 2020

O desempenho da companhia ocorreu em todas as operações, com destaque para o segmento TM, principalmente nas operações de e-commerce

A BBM Logística, com sede em São José dos Pinhais (PR), anunciou os resultados do quarto trimestre de 2021 e fechamento do ano, com recorde de faturamento e expansão significativa das operações de last mile, alcançando R$ 1,6 bilhão em receita bruta anual, que equivale a um salto de 32% em comparação ao ano anterior. Com isso, a BBM atingiu a maior receita bruta em um quarto trimestre na sua história, somando R$ 423 milhões.

“O cenário econômico foi desafiador, com as restrições impostas pela pandemia a todas as atividades, incluindo o ecossistema de logística, e pressão de custos com alta da inflação, juros elevados e disparada dos preços das commodities, com destaque para o petróleo. Mesmo assim, a BBM conseguiu demonstrar sua resiliência e capacidade de execução”, avalia André Prado, CEO da BBM Logística.

O desempenho da companhia ocorreu em todas as operações, com destaque para o segmento TM, principalmente nas operações de e-commerce, transporte internacional e carga geral. Além disso, a empresa continua expandido sua malha e cobertura geográfica no e-commerce e no transporte fracionado, chegando a 4.021 municípios e atendendo a sete países da América do Latina.

Com 35% de crescimento na receita bruta em comparação a 2020, a área de TM (divisão de gestão de transportes com operações asset-light) continua em forte progresso, principalmente nas operações de e-commerce, carga fracionada e internacional, e representou 67% do faturamento da BBM. Por meio da integração das operações de transporte fracionado e e-commerce, a companhia diminuiu os prazos de entrega e aumentou consideravelmente a malha de distribuição para todas as regiões do Brasil e países do Mercosul, com o objetivo de atender a maior demanda por fracionamento de carga. No e-commerce, a BBM Logística registrou novo recorde de volume, com 3,9 milhões de pedidos entregues entre outubro e dezembro e 12 milhões de entregas no acumulado do ano, representando um crescimento de 46% comparando ao ano anterior.

Com relação às principais divisões de negócios, o aumento também foi significativo .A divisão de Contratos Dedicados (DCC), apresentou avanço de 26% na receita bruta em comparação ao ano anterior, e continua com forte desenvolvimento para o ano seguinte criando soluções inovadoras. Os resultados foram positivos em decorrência da expansão de operações de colheita nas regiões Sul e Sudeste no segmento florestal e de uma operação de distribuição de gases do ar na região Nordeste.

Essas iniciativas, associadas a um processo contínuo de rápido crescimento orgânico, também tiveram impacto no Ebitda ajustado, que atingiu R$ 115,3 milhões, em um período de restrições às operações de varejo, devido à pandemia, com fortes aumentos de custos operacionais, principalmente de combustíveis, pneus e peças.

A BBM Logística é a 192ª maior empresa da região e também a 72ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Receita teve um salto de 32% em comparação ao ano de 2020

Renda fixa se recupera em março após comunicado do Copom

A maior valorização no primeiro trimestre foi registrada pela carteira de LFTs

O mercado esperava um ciclo de alta dos juros mais longo

Em março, as carteiras de títulos públicos e de debêntures marcadas a mercado registraram as maiores rentabilidades, segundo o Boletim de Renda Fixa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Essas carteiras avançaram 1,57% e 1,98% respectivamente, o melhor resultado do ano na comparação com janeiro e fevereiro.

Segundo Marcelo Cidade, economista da associação, os resultados foram impulsionados pela divulgação do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) em 16 de março, ocasião em que a taxa Selic foi elevada pela nona vez seguida e chegou a 11,75%. A autoridade monetária indicou no documento que, caso não ocorram novos choques inflacionários, o ciclo de alta dos juros deve ser encerrado na próxima reunião do colegiado, em 3 e 4 de maio.

“O posicionamento do Copom foi decisivo nos resultados dos títulos de renda fixa em março. O mercado esperava um ciclo de alta dos juros mais longo, com algumas casas estimando que a Selic fechasse o ano em 14%. Mas, após o comunicado, o mercado entendeu que aumentaram as chances de a taxa chegar ao patamar de 12,75% em maio e permanecer estável até dezembro. Por isso, a curva de juros foi revisada para baixo, o que, consequentemente, levou à valorização no preço dos ativos”, explica Cidade.

Títulos públicos
O impacto do comunicado do Copom nos preços de ativos de renda fixa pode ser mensurado ao comparar a performance desses papéis entre 1º e 16 de março (pré-Copom) e entre 17 e 31 de março (pós-Copom). Cidade ressalta a trajetória da carteira de títulos públicos, refletida no IMA (Índice de Mercado ANBIMA). O IMA registou perdas de 0,11% até a véspera do comunicado, mas avançou 1,68% no período após a publicação, fechando o mês com valorização de 1,57%.

O resultado foi puxado pelos papéis de prazos mais longos, com destaque para os títulos públicos indexados ao IPCA e vencimento superior a cinco anos. O subíndice IMA-B5+ mostra que esses títulos recuaram 0,94% no período pré-Copom e saltaram 4,54% no pós-Copom. Essa carteira acumulou a maior rentabilidade de março (3,56%).

Entretanto, a maior valorização no primeiro trimestre foi registrada pela carteira de LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), que avançou 2,68% no período. Indexadas à Selic diária, as LFTs tiveram a melhor performance entre os títulos públicos em janeiro e fevereiro, graças à expectativa do mercado de um ciclo de alta dos juros mais longo. O recente posicionamento do Copom segurou a valorização desses papéis em março (0,91%).

A Anbima representa mais de 270 instituições de diversos segmentos. Dentre seus associados, estão bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset managements, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento.

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A maior valorização no primeiro trimestre foi registrada pela carteira de LFTs

Balança comercial do Sul acumula déficit no trimestre

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

O Sul, no trimestre, foi responsável por 17% das exportações e por 22,9% das importações

A balança comercial da região Sul apresenta um déficit de US$ 1,9 bilhão no trimestre. Em março do ano passado, a situação era praticamente igual: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul haviam tiveram um saldo negativo de US$ 3,1 bilhões. Até março, foram exportados US$ 11,8 bilhões – avanço de 10,5% em relação ao igual período de 2021, enquanto as importações chegaram a US$ 13,8 bilhões, aumento de 18,8% sobre o mesmo intervalo. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o mês com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões, enquanto o Paraná e Santa Catarina acumularam déficits (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma característica peculiar: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil.

O Sul, entre janeiro e março, foi responsável por 17% das exportações e por 22,9% das importações brasileiras. Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no trimestre foram carnes de aves e de suínos, soja, trigo e tabaco. No sentido inverso, a região importou fertilizantes, veículos, cobre e óleos combustíveis.

Metodologia
Em abril de 2021, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Rio Grande do Sul foi o único dos três estados a alcançar superávit

Catarinense Selbetti anuncia aquisição da gaúcha Printmax

O valor da negociação não foi divulgado pelas empresas

Em 2021, a Selbetti alcançou seu melhor resultado, com crescimento de 52% e um faturamento que superou os R$ 300 milhões

Dando continuidade ao seu processo de expansão e diversidade de produtos em seu portfólio, a Selbetti, maior integradora de Outsourcing em TI do Brasil, anuncia sua segunda compra de operações em 2022, a 24ª da empresa. A Printmax, sediada em Erechim (RS), se une à Selbetti para, juntas, ampliarem as suas soluções focadas em softwares, outsourcing e impressão 3D. O valor da negociação não foi divulgado pelas empresas.

Com a nova aquisição, a companhia, que possui escritórios também em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, agrega mais de 6.600 equipamentos e uma carteira com 190 clientes para a Selbetti nos segmentos: varejo (lojas de departamento), saúde (redes de farmácias e hospitais), serviços (aeroportos) e grandes indústrias.

Para o CEO da Selbetti, José Nauro Selbach Júnior, a nova aquisição representa um importante passo na consolidação da Selbetti como principal fornecedora de seus clientes. “Nossa ideia é ampliar o repertório para atender diferentes demandas de negócios. Nós queremos agilizar as necessidades dos clientes, nos antecipando às suas demandas e possibilitando a oportunidade de encontrar as soluções que precisam em um único lugar”, destaca o executivo, em nota.

Em 2021, a Selbetti, sediada em Joinville (SC), alcançou seu melhor resultado, com crescimento de 52% e um faturamento que superou os R$ 300 milhões. Para 2022, a companhia, projeta um novo recorde, com um salto de 50% e faturamento de R$ 450 milhões, somando as divisões de MPS (Managed Print Services); DaaS (Device as a Service), com a locação de notebook, desktop, tablet e outros ativos de TI.

Fundada em 1977, a Selbetti iniciou sua história comercializando calculadoras, máquinas de escrever e móveis para escritório. Foi com constantes inovações e evoluções que a Selbetti passou a incorporar novos produtos e serviços ao seu portfólio, como inteligência artificial, assinatura digital e eletrônica de documentos, entre outras tecnologias.

O valor da negociação não foi divulgado pelas empresas

Conta de luz não terá cobrança extra a partir do dia 16 de abril

A perspectiva é de que a bandeira verde vigore até o final do ano

A bandeira de escassez hídrica gerava uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora

O governo anunciou na quarta-feira (6) o fim da bandeira de escassez hídrica, em vigor desde setembro do ano passado, e que gerava uma taxa extra na conta de energia elétrica de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com o fim da bandeira, não haverá mais cobrança de taxa extra na conta de luz. A medida entra em vigor a partir do dia 16 de abril. A conta deve ficar 20% mais barata.

A tarifa extra foi aprovada em meio à crise hidrológica que afetou o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país em 2021. As usinas são a principal fonte geradora de energia elétrica no país. De acordo com o governo federal, foi a pior seca em 91 anos.

“Em 2021, o Brasil enfrentou a pior seca já registrada na história. Para garantir a segurança no fornecimento de energia elétrica, o país utilizou todos os recursos disponíveis e o governo federal teve que tomar medidas excepcionais. Com o esforço dos órgãos do setor, o país conseguiu superar esse desafio, os reservatórios estão muito mais cheios que no ano passado e o risco de falta de energia foi totalmente afastado”, diz a nota do Ministério das Minas e Energia (MME).

Segundo a nota, o reservatório da usina de Furnas terminou o mês de março acima de 80% de seu volume útil. O governo também informou a retomada da operação da Hidrovia Tietê-Paraná, que ficou interrompida por sete meses. Já havia uma previsão de que a bandeira de escassez hídrica, patamar mais alto já adotado pelo governo, terminaria no final deste mês, mas a medida anunciada pelo MME antecipa a redução em cerca de 15 dias. A perspectiva do governo é de que a bandeira verde vigore até o final do ano.

Com Agência Brasil 

A perspectiva é de que a bandeira verde vigore até o final do ano

Comércio eletrônico aquece o mercado de galpões logísticos no Paraná

Curitiba, São José dos Pinhais e Campina Grande do Sul lideram volume de negócios no Estado

Operações podem gerar mais de mil vagas de trabalho

Em meio à explosão do e-commerce e à mudança do modelo de consumo, o setor de locação de galpões registrou um crescimento expressivo em 2021. Os condomínios logísticos, que já vinham de uma tendência de alta, bateram recordes no cenário nacional puxados pelo avanço do comércio eletrônico. No Paraná, Campina Grande do Sul, que abriga um dos principais condomínios logísticos do estado, tem um dos maiores estoques, atrás apenas de Curitiba e São José dos Pinhais. Outras cidades em destaque são Pinhais, Araucária e Quatro Barras.

De acordo com a pesquisa de mercado feita pela Top Soluções Imobiliárias, quando analisadas as seis cidades, a taxa de vacância, que indica o percentual de metros quadrados disponíveis para locação, sofreu um acréscimo no quarto trimestre 2021, com 11,6%. Mesmo com a alta, o percentual não significa que há espaços ociosos. Na verdade, o número reflete aumento de oferta: o Mega Centro Logístico, administrado pela Capital Realty, empresa líder no Sul, aumentou sua área para receber novos clientes em 2022, por causa da intensa demanda. O condomínio deve receber novas obras de expansão no futuro. Ainda segundo o relatório, a absorção líquida do período das seis cidades – saldo entre novas locações e devoluções – fechou o ano com 26.369 metros quadrados.

“A pandemia acelerou uma mudança nos hábitos de consumo da população, impulsionando significativamente as compras via internet. Itens que eram comprados nas lojas físicas passaram a ser feitos nos sites. Hoje, as famílias compram itens online para consumo diário, inclusive em supermercados. A agilidade na entrega tornou-se um fator preponderante neste novo mercado, fazendo com que estas empresas invistam em novos centros de distribuição, descentralizados e próximo ao seu cliente. Esta tendencia continuará aquecida, garantindo um crescimento dos condomínios logísticos nos próximos anos”, analisa Jaime Galperin, diretor da Top Soluções Imobiliárias.

A pesquisa apontou um valor médio de R$ 19,24 por metro quadrado, com um significativo aumento em relação ao período anterior, 8,7%. Em São José dos Pinhais, o valor de locação no quarto trimestre de 2021 foi de R$ 20,04 por metro quadrado. Em Pinhais, este valor foi de R$ 18 e na capital paranaense, a média pedida por metro quadrado foi de R$ 19,67.

A Capital Realty entregou em janeiro a ampliação de seu principal condomínio logístico, o Mega Curitiba. O empreendimento fica em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana da capital, e passou a oferecer em 2022 mais de 27 mil metros quadrados de áreas de armazéns, permitindo que novas empresas usem o espaço para montar seus centros de distribuição. Com a ampliação, o condomínio passou de 70 mil para aproximadamente 100 mil metros quadrados de área construída.

A Capital Realty é uma das principais empresas no Paraná e o complexo recebeu investimento de R$ 50 milhões. A empresa conta com um portfólio de mais de 500 mil metros quadrados de área construída. Na avaliação do CEO, Rodrigo Demeterco, a entrega é estratégia para atrair novas empresas para o estado. “A transformação do varejo e a adesão dos consumidores brasileiros ao e-commerce têm impulsionado as locações de galpões logísticos no estado do Paraná e no Sul como um todo. Houve um crescimento expressivo com a entrada de grandes companhias na região e essas empresas são atualmente os maiores demandadores de espaço”, analisa.

Campina Grande do Sul é uma cidade que está às margens da BR-116, principal ligação do Sul com São Paulo. Destacam-se também às rodovias que dão acesso à BR-376 (ligação do norte com o litoral de Santa Catarina via BR-101) e BR-476 (ligação com sul do estado). A cidade tem um parque industrial concentrado no segmento alimentício, metalmecânico, plástico, tintas e móveis. Já Curitiba concentra grandes e pequenos galpões na região sul da cidade, onde fica a maior parte de suas indústrias. A proximidade com a região central favorece o last mile logístico e a estrutura viária é de alto tráfego, já que o traçado do contorno rodoviário oferece fácil acesso às principais rodovias.

Com o crescimento dos galpões, a economia local nas cidades que abrigam esses grandes empreendimentos também é fortalecida. No Mega Curitiba, apenas a operação de uma grande empresa de social e-commerce, que opera no local, emprega mais de 300 pessoas atualmente. Somando todas as operações atuais, o Mega tem capacidade de gerar de 800 a 1000 empregos para atender a demanda logística.

Mercado nacional
O mercado de condomínios logísticos encerrou o ano superando a marca de 19 milhões de metros quadrados de alto padrão no país, de acordo com o relatório mais recente da Colliers International Brasil. Entre novos empreendimentos e ampliações no quarto trimestre de 2021, foram entregues 837 mil metros quadrados no período e o acumulado do ano ultrapassou os 2 milhões de metros quadrados. O trimestre registrou absorção líquida de 450 mil m², e a taxa de vacância do setor está em 11,4%.

Os setores que mais se destacaram nas locações do quarto trimestre foram os de varejo (21%) e e-commerce (16%). Dos 837 mil metros quadrados de novos empreendimentos entregues durante o trimestre, a grande maioria está localizada no estado de São Paulo, que é o maior polo logístico do Brasil. Ao todo, foram entregues 15 novos imóveis no quarto trimestre em 9 estados.

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Curitiba, São José dos Pinhais e Campina Grande do Sul lideram volume de negócios no Estado

Volvo amplia, no Sul, o maior campo de provas da marca fora da Europa

Infraestrutura está localizada no mesmo terreno da fábrica em Curitiba

O Brasil é atualmente o segundo maior mercado mundial de caminhões Volvo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos

A Volvo acaba de expandir e modernizar o seu campo de provas de caminhões e ônibus na América Latina. Localizada no mesmo terreno da fábrica de Curitiba (PR), é a mais moderna instalação do gênero da Volvo fora da Europa. “Ampliamos e renovamos toda a infraestrutura, com as mais avançadas soluções de engenharia. Todos os testes feitos com os veículos aqui terão correspondência e validade para os mercados mundiais mais exigentes”, anuncia Rafael Barreto, diretor de engenharia de testes da Volvo na América Latina.

A área total tem cerca de 87 mil metros quadrados. O campo conta com sete diferentes pistas para testes de durabilidade, estabilidade, freios, conforto e certificação de ruído. “Os testes realizados neste novo campo de provas reproduzem todas as condições encontradas nas estradas do Brasil e de toda a América Latina”, diz Barreto. A última etapa, relacionada às pistas de dinâmica veicular e rampas de teste, foi concluída no começo deste mês. As obras se estenderam por quase três anos e demandaram um esforço de várias áreas da Volvo, principalmente da engenharia do Brasil e da Suécia. Respeitando todas as demandas e limites ambientais, em seu período de construção foram movimentados 170 mil metros cúbicos de terra, o equivalente a 14 mil caminhões caçamba. O valor do investimento na obra não foi revelado pela companhia.

No complexo, os engenheiros e técnicos da Volvo usam métodos de testes que vêm sendo constantemente desenvolvidos e aprimorados para acompanhar a evolução do mercado e as aplicações dos caminhões. “Isso se traduz em veículos mais robustos, avançados e com melhor performance para os transportadores em todo o mundo”, explica o executivo. Ele lembra que ter uma infraestrutura de testes tão completa oferece agilidade no desenvolvimento e na adequação dos veículos, respondendo rapidamente às crescentes necessidades dos operadores de transporte.

O campo é um verdadeiro laboratório para o desenvolvimento de veículos pesados. Ele está posicionado a poucos metros dos escritórios de engenharia da Volvo no Brasil, facilitando o trabalho dos engenheiros brasileiros e do exterior, garantindo flexibilidade para os novos projetos de caminhões desenvolvidos no Brasil, em conjunto com os especialistas de outros países. O complexo também permite sinergia com as demais áreas de negócio do Grupo Volvo, bem como a redução de emissões de gases, uma vez que os testes são concentrados, otimizados, e realizados dentro da própria fábrica.

“O investimento nesta ampliação do campo de provas foi uma decisão estratégica global da Volvo que demonstra a importância do nosso mercado para a marca”, destaca Alexandre Parker, diretor de assuntos corporativos do Grupo Volvo na América Latina. O Brasil é atualmente o segundo maior mercado mundial de caminhões Volvo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, país com um transporte rodoviário de cargas muito maior.

No Brasil, as pistas foram preparadas para a capacidade de carga de 21 toneladas por eixo, o equivalente a mais que o dobro dos limites das rodovias do país. Todo o design e a conceituação da estrutura latino-americana de testes são resultado do conhecimento dos especialistas globais da Volvo, em conjunto com os engenheiros brasileiros. “Isso significa que os resultados obtidos aqui são rigorosamente os mesmos que seriam conseguidos na Europa ou Estados Unidos, por exemplo. Trouxemos para um só local o melhor de cada uma das pistas de testes da marca”, orgulha-se Barreto.

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